First Year at Hogwarts
7 Perdões indevidos

"Só deve haver pedido de perdão, quando há culpa e arrependimento."
ALVO E SCORPIUS FORAM ver o treino do time de quadribol. Assim que chegaram lá, Alvo percebeu que o treino seria da Grifinória, e sabia que Tiago jogava na posição de apanhador. Então achou que seria melhor voltar ao castelo para não atrapalhar o treino.
— Não, você vai ficar. — Scorpius disse de forma autoritária. — Não é só porque ele anda fugindo de você que deve fazer o mesmo. E se ele se incomodar e vier falar alguma coisa, é bom que vocês já se resolvem. Ou saem na porrada, mas de qualquer forma, vão ter algum tipo de comunicação.
— Mas você não entende o Tiago. — Alvo disse e tentou voltar ao castelo, sendo impedido por Scorpius.
— Você tem razão, mas não vou deixar que ele estrague a nossa tarde. Viemos para ver o treino. — Scorpius terminou de dizer e puxou Alvo em direção as arquibancadas.
Alguns outros alunos também estavam lá para ver o jogo. Alvo não era tão fã do jogo como Scorpius, mas gostava de assistir aos jogos. Se Tiago viu o irmão durante o treino, o ignorou. E assim que treino acabou, os sonserinos foram dar uma volta perto do lago.
— Essa história de alunos do primeiro ano não poderem se candidatar as vagas é realmente muito injusto! — reclamou Scorpius. — Eu gostaria de fazer teste para batedor, mas meu pai sonha que um dia eu me torne apanhador como ele foi na escola.
— Meu pai entrou pro time no primeiro ano. — comentou Alvo. — Ele disse que foi um mal-entendido durante as aulas de voo e Dumbledor o viu e lhe ofereceu a vaga que estava vazia.
— Dumbledor devia ser um diretor legal. — disse Scorpius. — Papai diz que ele era faco, e que dava pontos a alguns alunos por quebrarem as regras.
— Meu pai diz que ele era um dos melhores bruxos que já conheceu. — comentou Alvo. — Mas de fato era mais liberal que nossa atual diretora.
— Seria bom ter um diretor que me deixasse fazer teste pro time esse ano. — disse Scorpius e o moreno riu. — Seria bom começar cedo, assim quem sabe eu poderia entrar em algum time oficial de quadribol, de preferencia nos Montrose Magpies, eles são INCRIVEIS! Os pegas ganharam a taça 32 vezes da Liga Britânica e Irlandesa, sem contar as duas vezes que foram campeão europeu. Meu pai e eu fomos ao ultimo jogo deles, eu conheci os jogadores e até consegui o autografo do apanhador, Soutinoriss Feltt.
— Feltt é incrível! — Alvo disse animado. — Disseram que uma vez ele pegou o pomo em uma velocidade de 350 km/h. E que o outro apanhador nem teve chances.
— Na verdade, ele pegou o pomo a 370 km/h. — disse Tiago.
O grifino estava atrás deles, sozinho e já sem o uniforme do treino. Alvo o olhava com surpresa e Scorpius com agitação.
— O que está fazendo aqui? — Alvo perguntou.
— Bom... eu vim me desculpar. — Tiago disse para espanto dos meninos. — Você sabe, por não ter te apoiado. Naquele dia lá em casa, falei aquelas coisas só pra te assustar. Não era para entrar mesmo na sonserina. Te deixei sozinho e, bom deu no que deu.
Tiago finalizou sua tentativa de desculpa e olhou com raiva para Malfoy, arrancando risadas de seu irmão.
— Olha Tiago, aprecio muito sua tentativa, mas está longe de ser um pedido de desculpa de verdade. Scorpius é meu amigo e não importa se ele é filho de Draco Malfoy, mas com certeza tem muito mais caráter do que você. Achei que finalmente tivesse caído na real, mas pelo visto você ainda não entendeu nada. Não preciso de seu consentimento para estar na Sonserina, na verdade acho que foi a melhor coisa que me aconteceu. E muito menos entrei para te chatear, afinal, é o Chapéu Seletor que escolhe as casas não?
Alvo disse com um sorriso no rosto e saiu. Ele se lembrava bem do conselho de seu pai e que na verdade o chapéu considerava a escolha da pessoa, mas Tiago não sabia disso.
— Espera ai! — Tiago gritou.
— Olha Tiago, espero muito que você pare de falar mal de meus amigos, muito menos antes de conhece-los. Se desse uma chance, veria que não são ruins como pensa. — Alvo disse encarando o irmão e finalizou com uma voz de despreso. — Mas quem eu quero enganar, como se Tiago Sirius Potter fosse dar alguma oportunidade para alguém, sem querer nada em troca.
Alvo se virou para continuar seu caminho em direção ao castelo e ouviu seu irmão gritar:
— Quer saber? O Chapéu Seletor estava certo, você NUNCA pertenceu mesmo à Grifinória e já se tornou uma cobra como eles!
Seu irmão era mesmo sem noção alguma, pensou Alvo enquanto andava apressado em direção ás masmorras.
— Ei cara. — Scorpius se pronunciou após um longo silêncio. — Sabe, não precisava me defender, mas obrigado.
— Não precisa agradecer. Tiago sempre foi um idiota mesmo.
Assim que entrou no Salão Comunal, Alvo e Scorpius foram chamados por seus amigos que estavam jogando baralho bruxo. Alvo não viu sua prima por perto e imaginou que sem surpresa alguma, a ruiva deveria estar na biblioteca. Ele e Scorpius começaram a jogar na segunda rodada e notou que ali, ele estava com sua outra família, uma que não o julgava pela casa da qual pertencia.
Rose estava quase batendo carteirinha na biblioteca a procura de Jason, indo para lá todas as vezes que podia. Ainda mais quando viu que o moreno não apareceu para as aulas que tinha em conjunto com a Sonserina. Ela se perguntava se tinha feito algo errado, ou se havia dito algo que o corvino não gostou. A ruiva estava surtando e seus amigos perceberam isso, mas toda vez que alguém tocava no assunto ela desconversava ou inventava uma desculpa para sair.
Na aula de poções de quarta-feira, Scorpius fez dupla com Rose, já que Camille Chang, uma garota da Corvinal, havia pedido para fazer dupla com seu primo.
— Faça exatamente como eu mandar Malfoy. — disse Rose preocupada.
— Sim senhora. — disse Scorpius. — E não precisa me chamar de Malfoy, Rose.
— Eu sei, desculpa. Só estou nervosa.
— Vai dar tudo certo, sei que vai se sair bem com a poção.
Não era com a poção que Rose estava preocupada e Scorpius sabia disso, só não queria tocar no “assunto proibido” como seus amigos começaram a chamar Jason. E como se esperando a deixa, o menino entou apressado dentro da sala de aula.
— Está atrasado Andrew. — avisou a professora. — Menos cinco pontos da Corvinal, espero que isso não se repita.
— Sim professora.
O olhar dos sonserinos ia da cara de espanto de Rose para a de naturalidade de Jason. Ao contrário de todos os boatos que diziam que ele deveria estar com algum tipo de doença, o menino parecia perfeitamente bem, na verdade, estava com uma aparência ainda melhor do que a usual.
Jason nem sequer olhou para Rose, apenas se sentou com um de seus colegas e começou a prestar atenção na diretora, o que deixou a ruiva furiosa. Como de costume, a professora colocou o passo a passo na lousa e gritou para começarem.
— Rose. — disse Scorpius chamando a ruiva pela segunda vez. — Rose!
Assim que falou o conteúdo de dentro do caldeirão quase explodiu na ruiva e jogou as folhas de Urtiga Seca na mesa.
— Acho melhor deixar eu fazer. — disse Scorpius. — Você está errando todos os passos e pulando algumas partes.
— Olha quem fala. — disse a ruiva irritada e se sentou em sua cadeira com os braços cruzados.
— Eu sei que está brava, tá legal, mas não precisa descontar na poção. — comentou o loiro. — Agora se puder me dar uma ajudinha aqui para eu concertar o que você fez e a gente ganhar alguns pontos pra nossa casa, eu te agradeço. Afinal, não dá mais tempo de começar tudo de novo e a gente conversa depois da aula tá legal?
Rose assentiu e se levantou para mexer no caldeirão mas foi impedida por Scorpius.
— Você já fez demais, só me fala o que fazer e eu mexo.
Então Rose tinha que prestar muita atenção no que ele fazia, pois duas vezes quase pulou os ingredientes. Rose não conseguiu falar com Jason na aula de Poções, então deixou para fazer isso enquanto caminhava para a aula de História da Magia.
A dupla ganhou dez pontos para a Sonserina, por conseguirem ter conseguido terminar a poção com perfeição, mesmo que no meio do caminho estivesse um desastre. E assim que a professora liberou os alunos, Scorpius foi um dos primeiros a sair da sala, puxando Rose atrás dele.
— Pra onde estamos indo? — perguntou Rose aos tropeços enquanto seguiam para fora do castelo.
— É uma rota alternativa para a aula de Herbologia. — Scorpius disse e parou quando chegou perto das escadas. — Subindo aqui é só virar duas vezes a direita para a próxima aula, mas queria conversar com você antes.
— O que tem para me falar? — perguntou Rose ajustando seus livros nos braços.
— Olha, eu sei que ficou preocupada com o sumiço de Andrew, mas... Vocês se conhecem há o que? Uma semana? Não crie muitas expectativas pra não se machucar depois.
— Você fala como se tivesse bastante experiência com isso.
— É a vida Ros. Quanto mais próximos somos das pessoas, é mais fácil de elas nos decepcionar, mas de qualquer forma só queria que soubesse que a gente está aqui pro que precisar.
Rose sorriu e agradeceu o loiro. Ela mesma não tinha entendido o motivo de ter ficado tão abalada com o desaparecimento de Jason, e no fundo ela estava feliz que os boatos sobre o corvino estar com uma grave doença eram mentira.
— Podemos conversar por um minuto?
Jason Andrew perguntou assim que os sonserinos se viraram para subir.
— Quem você pensa que...
— Claro. — Rose interrompeu assim que Scorpius começou a falar e o sonserino olhou desacreditado para a garota. — Está tudo bem Scorp, a gente se fala depois.
— Você quem sabe. — Scorpius deu de ombros e subiu a escada em direção as estufas.
Rose se aproximou de Jason e ficou de braços cruzados segurando seus livros com força para tentar mante a calma.
— O que quer comigo?
— Primeiro queria pedir para que me desculpasse, soube que foi a minha proucura na biblioteca, mas estive ocupado por esses dias. — disse o corvino e Rose riu.
— Estava ocupado? — disse a ruiva irônica. — Com as aulas que não eram, afinal, sumiu por todo o fim de semana e faltou as aulas no inicio da semana.
— Sobre isso que queria falar contigo. — disse Jason desconcertado. — Mas não pode ser aqui. Me encontre no sétimo andar hoje depois do almoço que eu te explico tudo. Não se atrase, agora tenho que ir.
Assim que terminou de dizer Jason saiu correndo pelos corredores, sem dar a ruiva uma opção de resposta.
— NÃO CORRA NO CORREDOR! — Rose ouviu o grito da pessoa que se aproximava, que chegou perto o suficiente para que ela a reconhecesse, afinal não precisava de muito. — Ah, oi Rose.
— Como vai Molly.
— Por acaso você deu o fora naquele garoto que passou correndo?
— Que? — Rose perguntou se assustando com a pergunta. — Não, nada haver. Acho que ele só estava atrasado para voltar a ser ocupado.
— Essas crianças de hoje em dia, quem as entende?
— Molly, você é só um ano mais velha que a gente.
— Um ano de muita sabedoria, pequena ruiva. — Molly II falou pensativa e deu um grito assustando Rose. — Quase me esqueci! Eu e Rox estamos planejando uma festinha para animar um pouco as coisas por aqui, que andam muito sem graça.
— Precisava gritar Molly? — a mais nova respondeu ainda se recuperando do susto. — Tem quase duas semanas que estamos aqui.
— Pra você ver. — Molly II falou abalada. — Tiago e Fred II a essas alturas já deveriam estar planejando a terceira festa na Torre, mas até agora não aconteceu nada! Alguns dizem que eles perderam o jeito, outros que estão planejando algo tão grandioso que está demorando para sair. Mas eu sei muito bem que Tiago e Fred não estão com nenhum plano em mente, então terei que fazer sozinha.
— Alvo me contou sobre a briga no fim de semana. — Rose comentou. — Se pelo menos Tiago parasse de ser tão cabeça dura, seria ótimo.
— Eu também não aguento mais, ele agora está fugindo de mim. — Molly II disse irritada. — Dá para acreditar? Eu dou conselhos a ele e em troca, ele me ignora. Eu preciso dessa festa Rose, pode levar seus amigos. Sexta que vem às nove no Salão Comunal da Grifinória.
Molly II avisou e se virou para ir embora.
— Molly?
— Sim. — disse a mais velha se virando.
— Eu sou da Sonserina, não posso entrar lá.
— Merlin! Como eu sou burra! Vou falar com Fred II para conseguir outro lugar e te aviso. Obrigada por me lembrar.
Molly II saiu apressada enquanto reclamava por ter esquecido desse pequeno e importante detalhe. Só mesmo sua prima para lhe arrancar algumas risadas. Ela chegou bem a tempo para a aula de Herbologia. E Rose quase não prestou atenção enquanto o professor Longbottom falava sobre as Mandrágoras e nem notou olhares de preocupação em Scorpius em sua direção enquanto fazia as anotações de alguns pontos importantes.
Quando a aula acabou Rose saiu com seus amigos sem falar nada até o refeitório e terminou seu almoço rápido, depois se levantou da mesa e disse que ia para a biblioteca. Ela não precisava de mais explicações, pois seus amigos estavam acostumados com suas idas repentinas á biblioteca, afinal, sempre tinha algo que ela esquecia de estudar, ou um livro diferente que queria estudar. Quando chegou no sétimo andar viu que Jason já estava lá.
— Está adiantada, imaginei que demoraria mais. — Jason falou com uma voz tranquila e Rose apenas ficou esperando o corvino começar a se explicar, mas ele apenas se afastou e falou algo que Rose não conseguiu entender. Logo depois, uma porta apareceu na frente do garoto. — Te conto tudo lá dentro.
— Como que? — Rose olhou confusa para a porta, ela já havia ouvido diversas vezes sobre como a Sala Precisa tinha sido destruída pelo fogo. — Ela devia estar destruída.
— Na verdade, o local da Sala Precisa foi reformado e os professores o utilizam como um depósito. — explicou Jason. — Essa aqui é uma sala bem menor e não é como a outra, todas as vezes que você entrar, será a mesma sala.
Rose seguiu Jason e notou que apesar de ser no sétimo andar, a sala se lembrava muito com as masmorras. Parecia uma sala de trabalho de um grupo de alquimistas. Tinha pouca iluminação e era repleta de armários com frascos e prateleiras com mais frascos. No centro, se localizava uma mesa grande o suficiente para sete pessoas se sentarem, mas com apenas quatro cadeiras. E em cima dela havia um caldeirão.
— Mas pra que isso? — Rose perguntou indo em direção a mesa.
— Rose, você confia em mim?
Rose não sabia ao certo o que responder. Antes poderia responder que sim, mas quando o menino sumiu ela começou a se perguntar se tinha mesmo uma amizade com Jason.
— Ok. — Jason falou percebendo a exitação da ruiva. — Melhor assim mesmo. Fico satisfeito em saber que não mentiu para agradar-me e por isso preciso que prometa que contará a ninguém o que eu lhe contar. Tu podes fazer isso?
— Está bem. — disse a ruiva e respirou fundo. — Isso eu posso prometer, mas estou esperando que não me diga que é um assassino ou vou acabar surtando.
— Não é isso. — Jason riu e fez sinal para que ela se sentasse. — Chegou a ler o Profeta Diário desse sábado?
Rose assentiu com a cabeça e reparou que havia uma cópia do jornal jogado em uma das prateleiras. Ela queria fazer ao menino diversas perguntas, mas achou melhor não o interromper.
— Creio que saiba que há algumas informações que não se podem ser publicadas. Principalmente em um jornal como o Profeta Diário. Então mamãe precisou ocultar diversas informações dos jornalistas. Você chegou a ler também a matéria sobre a morte misteriosa da mulher trouxa não?
— Sim, Wink Dunk, certo?
— Exato. Vou lhe contar o que apenas alguns aurores que trabalham no caso sabem. Wink Dunk não era uma trouxa comum, mas sim avó do lobisomem que foi atropelado. Mamãe contou-me que o sujeito chegou ao St. Mungus transtornado, e desconfia que o rapaz descobriu que a avó havia morrido, ficou bêbado no bar, se esqueceu da noite de lua cheia e se transformou antes de ser atropelado. Como estava bêbado e em forma de lobisomem, ao chegar no hospital, nada que pudessem usar, teria efeito com o álcool ainda em seu sangue. Tiveram que dar ao homem uma poção de ressaca especial, pois por estar com o corpo de lobisomem, as poções comuns não fariam efeito. Aplicaram no rapaz e o deixaram descansar, não demorou muito e o homem havia sumido. A suspeita é que alguém tenha adentrado ao hospital, e o levou.
— Ele foi sequestrado? — Rose perguntou surpresa.
— Esta é uma das hipóteses, sim. — continuou Jason. — Por estar em sua forma de lobo, não foi possível efetuar sua identificação e quando o encontraram, ele já não tinha mais seus documentos.
— Mas então como sua mãe sabe que ele era neto da senhora? — perguntou Rose.
— É apenas uma suposição. Ela identificou a tonalidade nos olhos dos dois, esperavam que ao transforá-lo de volta, pudessem fazer o reconhecimento. É possível que não se passe de uma conhecidência. Há aurores atrás de pistas sobre a vida de Wink Dunk e seus familiares, porém nada que seria útil foi encontrado.
— Há ainda outra ocorrência. — falou Jason.
— Eu não vi mais nada no jornal. — falou Rose. — Apenas propagandas e informações sobre jogos e moda.
— A última não chegou a ser publicada. — Jason se levantou e parou pensativo.
— E o que é?
— Creio que eu não lhe deva contar. — Jason disse andando de um lado a outro e começou a dizer as palavras de forma mais rápida. — Mas ela confia em você. Não consigo prosseguir sozinho com isso. E preciso dormir, mas... Avisei que era perigoso.
— Jason do que está falando? — Rose estava aflita e Jason parou de andar. — Quem é ela? Por que é tão perigoso?
— Mamãe pediu para que eu refizesse nossa poção, dessa vez precisa servir no lobisomem, mesmo que ele não queira assumir sua forma humana. Agora, ela está cercada por jornalistas e aurores. Não tem como trabalhar na poção, mas creio que você possa me ajudar.
— Eu? — Rose levantou a cabeça surpresa e olhou para Jason.
— Sim Rose, você. Acredito que seja a melhor pessoa para me ajudar nesse momento.
— Eu não entendo, para que recriar a poção agora?
— É nossa única chance contra ele Rose! — Jason disse nervoso. — Essa poção será a única forma de deter a ele e quem quer que esteja trabalhando com ele.
— Mas por que ele é tão perigoso? O que eles fizeram?
— Hagrid está ajudando a encobrir o ocorrido. Apenas eu, a diretora e a enfermeira sabemos disso, mas... Rose, todos em Hogwarts estão em perigo.
Próximo Capítulo:
— Lucy agradeço a preocupação, mas enquanto Tiago não puder se conformar de que estou na Sonserina e que não vou deixar meus amigos por idiotice dele, não posso fazer nada. Lá em casa eu sempre o ajudava, mesmo quando eu sabia que iria me causar um longo tempo de castigo, mas agora não é mais assim e meu irmão não consegue aceitar.
— Ele te ama Al.
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