First Year at Hogwarts
6 Fantasmas do passado

"A razão pode nos advertir do que é preciso evitar, mas só a intuição nos diz o que há que fazer."
No jantar ao fim do dia, Lorcan foi se sentar com seu irmão na mesa da Corvinal, Sophi ficou com as companheiras de seu quarto, Mathews e Brian se sentaram com um amigo da Lufa-lufa, sobrando apenas Rose, Alvo e Scorpius.
— Então quer dizer que você nunca tinha entrado na loja? — Rose perguntou impressionada.
— Papai me dizia para não me meter com aquele tipo de gente. — disse e apontou para a ruiva revirou os olhos. — Então me proibia de entrar lá.
— E ele ficou sabendo? — perguntou Alvo.
— Merlin! Lógico que não, ele me mataria se soubesse.
— Meu pai disse para eu ficar bem longe de você. — Rose confessou. — E para eu te ganhar em todas as matérias. Engraçado que agora, não importa quem ganhe, afinal, mi casa es su casa.
— Tem razão ruiva. — Scorpius disse rindo.
— Queria estar lá para ver quando tio Ron descobrisse que está na Sonserina. — comentou Alvo.
— Já eu prefiro estar bem longe quando essa bomba explodir. — confessou Rose.
Os três, para surpresa de Rose se divertiram bastante durante o jantar. A ruiva estava feliz e ansiosa para as aulas do dia seguinte. Principalmente porque a primeira seria Poçoes e no fundo ela já estava ansiosa para ver seu novo amigo escocês.
Dessa vez, Rose não ficou no Salão Comunal como os outros, ela estava exausta e não demorou muito para dormir.
A ruiva acordou cedo no outro dia e nos dias posteriores. Quando as aulas eram em duplas com a Grifinória, a ruiva se sentava com sua prima Lucy ou sua amiga Alice, nas aulas com conjunto com a Corvinal, fazia dupla com Jason e Lufa-lufa com seu primo Alvo.
Antes do almoço na quinta-feira, depois da aula de Herbologia, Alvo pediu para que Rose esperasse, pois queria ir até o corujal enviar uma carta para sua família.
— Você acha que eles já sabem? — Rose perguntou preocupada e ao ver a expressão confusa de seu primo apontou para seu uniforme.
— Ah! — Alvo respirou fundo. — É uma ótima pergunta, sei que papai entenderia. Ao menos mais que Tiago que vem me evitando desde o primeiro dia.
— O Tio Harry é legal. — comentou Rose. — Queria entender por que papai tem tanto ódio da Sonserina e ainda mais dos Malfoy. Você vai falar de Scorpius?
— Eu não sei Ros, acredito que meus pais já saibam. Não duvido que Tiago já tenha escrito pra eles sobre a seleção das casas e sobre nossas amizades com os sonserinos, mas prefiro ir com calma, vou falar sobre a sonserina e esperar para ver a reação deles.
— Vou mandar a carta para a mamãe. Acho melhor ela dar a notícia pro papai, do que ele ler no papel. Seria capaz de ele querer me tirar de Hogwarts, surtar e ir para o Saint Mungus ou até ter um infarto.
— Não se esqueça dos berradores. — Alvo disse rindo.
— Nem me fale! Me lembre de por favor, não abrir a próxima correspondência na frente do pessoal. Acho que vou mandar um texto bem grande com coisas boas das aulas e da nossa adaptação na escola e só escrever a parte ruim no fim. Li em um livro que notícias ruins depois de notícias boas são aceitas de uma forma melhor.
— Rose sabia que você é linda? — disse Alvo e Rose olhou confusa pra ele. — E tem sorte de ser inteligente, pois nunca conseguiria um emprego como jogadora de quadribol, já que você com a vassoura é um DESASTRE!
Rose reclamou e deu um tapa forte no braço do primo.
— É, essa sua teoria... NÃO FUNCIONA!
Alvo e Rose riram e seguiram numa conversa animada para o Corujal. Durante o caminho passaram pela cabana de Hagrid e Rose lembrou que não haviam visitado o amigo desde sua chegada ao castelo.
— Vamos no sábado. — Rose propôs.
— Ok ruiva. É uma pena que Hagrid não dê mais as aulas de Trato das Criaturas Mágicas. Pense em como seria cuidar de explosivins?- Alvo perguntou rindo.
— Claro! Seria ótimo cuidarmos de explosivins logo no nosso primeiro ano. — Rose e Alvo começaram a rir lembrando-se das histórias que seus pais contavam.
Eles não demoraram muito para escreverem suas cartas e logo voltaram para o almoço onde Alvo novamente não teve sucesso em falar com seu irmão e perguntou para sua prima Molly II e ficou ainda mais preocupado, pois de acordo com ela o menino precisava ser espetado com agulhas, que o Shiatsu não adiantaria mais. Alvo começava a pensar que talvez o pai de Scorpius estivesse certo e fosse bom manter distância dos Weasley.
Alvo e Rose estavam tão animados com as aulas e passavam tanto tempo com seus amigos que sentiram a semana passar bem rápido e logo sábado chegou, trazendo exemplares do Profeta Diário.
LOBISOMEM ACIDENTADO PÕE EM RISCO EXPOSIÇÃO DE CRIATURAS MÁGICAS
Na noite de quinta-feira, cinco de setembro, um lobisomem foi atropelado, pondo em risco a descoberta da vida mágica em um acidente de moto na Fleet Street. Testemunhas afirmam que não houve tempo para que trouxas vissem o lobisomem acidentado, pois um bruxo chegou mais rápido e a mente do motorista foi apagada. O lobisomem foi mandado para o St. Mungus, em estado grave, mas graças a nossos enfermeiros o homem foi tratado rapidamente e teve alta na sexta-feira de manhã. O que ainda deixa muitos bruxos intrigados é o fato de esse lobisomem estar transformado, pois depois que Jessy Andrew, médica do Hospital St. Mungus especializada em doenças raras descobriu uma poção para o controle da transformação dos lobisomens.
Em uma entrevista que tivemos com a Dra. Jessy Andrew. Informou que lobisomens precisam de apoio de amigos, parentes ou enfermeiras, pois mesmo a poção de controle de transformação, não possuir apoio, pois caso se esqueça de tomar a poção a cada três horas, precisa de alguém que possa injetar a poção como uma injeção, afirmou ainda que para um lobisomem não ser transformado é preciso que ele queira permanecer na forma humana, ou seja, quando a poção é injetada, ele adquire a opção de escolha voltar à forma humana ou permanecer como lobisomem. Existem casos em que uma pessoa continua em sua forma de lobo por raiva ou solidão. Tentamos coletar mais informações sobre esse nosso lobinho, e saber o que o levou a sair pelas ruas de Londres dessa forma, mas não encontramos nada e a sua identidade ainda é desconhecida. Fontes afirmam que ele saiu de Saint Mungus sem identificação e seu paradeiro ainda é um mistério,
Ficamos na espera por novas informações.
Rose leu a notícia com a entrevista da mãe de Jason e se perguntou se o corvino já teria visto a matéria. Quando contou a Rose sobre a poção, a ruiva não sabia que a pessoa teria a opção de transformação. E quem seria louco o suficiente para querer se transformar? Durante anos não havia nenhum relato sobre lobisomens. Os últimos que Rose conhecia eram Fenrir Greyback e Lupim, que morreram na Batalha de Hogwarts, das histórias que seus pais contavam. Ela tinha ficado bastante interessada e deixou uma anotação na folha para fazer uma pesquisa mais tarde.
No Profeta Diário, havia outra matéria que também chamou a atenção de Rose.
MORTE SUSPEITA DE TROUXA DEIXA MINISTÉRIO EM ALERTA
Quinta-feira, fomos informados de um estranho caso de morte da trouxa Wink Dunk, 64 anos, costureira aposentada. Morreu sem vestígios. A trouxa se aposentou após a morte de sua filha para cuidar de seu neto. Segundo relatos de vizinhos, na noite de sua morte foram ouvidos gritos de dentro da casa e comunicaram a segurança local, Assim que chegaram Wink Dunk já havia morrido. A suspeita é que sua morte tenha sido causada pela maldição da morte. Ela foi levada ao St. Mungus e seu neto não apareceu. O motivo da morte continua desconhecido e o corpo está sendo mantido no necrotério local até o aparecimento de familiares.
Aurores do Ministério investigam se a trouxa tinha alguma relação com bruxos. Parece que os acontecimentos estão cada vez mais misteriosos.
— Vocês viram isso? — Rose perguntou aos amigos e mostrou a segunda notícia.
— Bobagem. — falou Scorpius. — O Profeta Diário só está inventando notícias para vender jornal. Papai disse que eles perderam bastante credibilidade depois da Segunda Guerra.
— Como se alguém fosse arriscar ir para Askaban matando uma idosa. Bastava simplesmente empurrar da escada. — completou Sophie e todos olharam pra ela. — Ela é velha gente, morre mais fácil.
— Apesar do péssimo exemplo. — Scorpius continuou. — Sophie tem razão, um assassinato de alguém mais velho poderia ser facilmente encoberto.
Os argumentos de seus amigos eram bons e Rose se deu por vencida. Além do jornal tinha uma carta de sua mãe. Como era apenas um envelope ela acreditou que estava segura e resolveu ler ali mesmo.
Rose,
Fico muito feliz que tenha feito novas amizades e por estar gostando muito de Hogwarts. Fiquei orgulhosa em saber que você é a primeira na aula de poções, transfiguração e feitiços, além de ter conseguido deixar seu amigo invisível, que seu pai só foi aprender a fazer quando virou auror. Não se preocupe com as aulas de voo, daqui a dois anos não serão mais obrigatórias, não sei por que a Minerva continua obrigando os alunos a fazer essa aula, é tão perigosa. Mas enfim, te desejo muita sorte e... Quanto à casa que você está, fiquei surpresa, não imaginava minha princesinha na Sonserina, com sua inteligência achei que entrasse para a Corvinal, mas Sonserina? Realmente me surpreendeu e não se preocupe, não estou triste, tenho orgulho de você e sei que vai ganhar muitos pontos para sua casa.
Te amo. Estou com saudades.
H. Granger
P.s.: Ainda não contei ao seu pai sobre a Sonserina, mas pode deixar o deixarei te matar por isso, e quanto ao seu avô pode ficar tranquila, estou esperando que Harry e Gina me ajudem a contar a ele. Tenho certeza de que Harry irá entender.
O outono não era a estação preferida de Rose, mas ela queria aproveitar com seus amigos o tempo de folga do lado de fora do castelo. Alvo, Rose, Alice e Mathews foram visitar a cabana de Hagrid e assim que bateram na porta ouviram o latido de Sparke, o novo cão que Hagrid havia ganhado dois anos após a morte de Canino.
— Quem é? — uma voz baixa saiu de dentro da casa.
— Somos nós Hagrid. Rose, Alice, Alvo e o nosso amigo Mathews.
— Que bom ver vocês!
Hagrid abriu a porta, abraçou os quatro alunos e logo veio Sparke, que agora parecia mais com um lobo do que com um cachorro.
— É bom ver você também Hagrid. — Alice respondeu e acariciou Sparke. — É impressão minha ou você gosta de cachorros do tamanho de cavalo?
O meio-gigante riu e deu espaço para as crianças entrarem.
— O que é isso Hagrid? — Alvo perguntou ao ver uma sacola estranha de pano em cima da mesa de Hagrid.
— Isso são folhas de Carvalho Chinesas, cabelo de sereia, pelo de lobisomem e veneno de basilisco. Não toquem, alguns dos ingredientes são raros e muito perigosos.
— Para que são as folhas de Carvalho Chinesas e o pelo de lobisomem? — Rose perguntou pensativa.
— Não sei, parece que a professora de poções de vocês está precisando.
— Querem suco de abóbora? — perguntou Hagrid servindo a eles. — Então... Você é Mathews, não é?
— Sim, Sr. Hagrid.
— Ora, sem formalidades, pode me chamar de Hagrid.
— Tudo bem, Hagrid.
Hagrid queria saber como estava a adaptação de seus amigos, na Sonserina. E confessou que estava impressionado ao ver uma Weasley na Sonserina. As crianças passaram a tarde toda ouvindo Hagrid contar sobre suas aventuras com seus pais, e sobre como ficou feliz quando Harry e Hermione salvaram Bicuço. A tarde foi muito boa e cheia de risadas para aqueles que estavam na cabana de Hagrid.
Quando voltaram ao castelo Rose foi direto para a biblioteca. Ela queria começar suas pesquisas sobre os lobisomens e esperava se encontrar com Jason e lhe fazer algumas perguntas, mas o menino não apareceu.
Próximo Capítulo:
— Eu? — Rose levantou a cabeça surpresa e olhou para Jason.
— Sim Rose, você. Acredito que seja a melhor pessoa para me ajudar nesse momento.
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