"Existiam dragões quando eu era um garoto."

Rose estava animada em passar seu primeiro dia na Noruega com seu tio e sua mãe. Ela acordou cedo e foi tomar o café da manhã. Seus pais tinham saído para falar com seu tio Harry e ela ficou com seu Tio Carlinhos que os levou para o centro de Åndalsnes, onde pegaram um trem para Dombås.

— Tio Carlinhos, lá em Durmstrang também tem uma lula gigante no lago? — perguntou Rose enquanto viajavam no trem.

— Eu não poderia dizer nem que quisesse. — confessou Carlinhos. — Assim que saímos de lá algumas memórias são apagadas e nos lembramos vagamente do local, além disso, Hermione e eu não podemos falar sobre nossas visitas, é extremamente confidencial.

— Tudo bem. — Rose disse pensativa. — Eu entendo. Sabe, estava fazendo uma pesquisa para a escola sobre as Fênix, você sabe onde elas vivem?

— Sobre fênix? — disse Carlinhos pensativo. — Interessante, não é um animal muito estudado, afinal, muito sobre o que dizem são mitos e são animais difíceis de serem domesticados. No entanto, sei que Dumbledore tinha uma, mas não faço ideia de como ele conseguiu a Fawkes. O que exatamente você precisa saber para sua pesquisa?

— Tudo. — respondeu a ruiva com sinceridade e olhou pelas janelas. — Queria saber como elas surgiram, como vivem, onde moram... tudo.

— Certo, já que está tão interessada vou enviar uma carta para um amigo meu e ver o que ele sabe sobre isso, depois te mando o que quiser saber, tudo bem? — Carlinhos disse e a ruiva o abraçou.

— Muito obrigada.

— Não tem problemas, também fiquei curioso. Fico feliz que tenha o mesmo interesse em criaturas mágicas como seu irmão, quem sabe os dois possam se tornar magizoologistas. Agora vou te falar uma coisa que eu seu. — Carlinhos sorriu e apontou para as montanhas. — Está vendo aquelas montanhas?

— Sim.

— São chamadas de Trollveggen Cliff, popularmente conhecidas como Troll Wall, que é uma das maiores paredes de rocha da Europa. Por esse motivo muitos turistas gostam de subir essas montanhas. Como já deu para perceber, tudo que tem aqui em excesso vira ponto turístico para trouxa. E nessas montanhas viviam diversos trolls, é até por isso que a montanha tem esse nome. Como é de se imaginar, os trouxas cruzaram com os trolls montanheses algumas vezes e apelidaram essas criaturas de Pé Grande.

— Aqui que surgiu o pé grande?

— Não. — disse Carlinhos rindo. — A lenda já existe há um tempo, mas foi assim que surgiu o pé grande aqui.

O tio da ruiva contou mais algumas histórias durante o caminho e logo seu irmão também se juntou a eles. Carlinhos contou a eles que aquela viagem de trem era uma com as paisagens mais bonitas do país e no final, a ruiva comprovou que seu tio estava certo. A paisagem era infinitamente mais bonita do que a monótona paisagem que ela via no Expresso de Hogwarts, onde só passava por arvores e campos.

Depois de algumas paradas eles chegaram em Dombås e eles se encontraram com Hermione e Rony. A estação era pequena e logo todos os Weasley estavam na rua.

— Para onde vamos? — perguntou Hugo enquanto desciam a rua que levava a estação de trem.

— Não se preocupem, não é muito longe. — respondeu Hermione sorrindo.

Eles andaram até um galpão e deram a volta nele. Rose não conseguia ver o que tinha lá dentro, mas parecia um galpão em funcionamento. O Weasley mais velho foi até a caixa de luz que havia na parte de trás acompanhado de Hermione e abriu a tampa para desativar algumas transmissões de energia e ativar outras depois parou e olhou para os três que olhavam sem entender.

— Fiquem todos aqui dentro. — disse a mãe de Rose e ela reparou que tinha uma coluna baixa que rodeava a caixa de luz.

Rony e seus filhos se posicionaram onde sua esposa havia indicado e Carlinhos abaixou um último pino antes que eles começassem a descer. Rose já havia visto entradas secretas antes então não se impressionou muito quando chegaram em uma espécie de porão.

A única luz que havia ali era a luz do céu na parte da plataforma que havia descido os cinco e Carlinhos pegou sua varinha para iluminar o local depois de apertou o botão vermelho para que a plataforma subisse, evitando que eles ficassem na escuridão.

Alohomora! — disse Carlinhos e a porta se abriu iluminando novamente o local. — Eles fizeram esse local para evitar que trouxas entrassem aqui por acidente. Agora vamos, tenho a impressão de que vocês vão gostar bastante desse lugar crianças. Bem-vindos á Drage Rede, ou traduzindo, ninho do dragão.

O lugar era iluminado por letreiros de lugares para hospedagem, moradia, casas noturnas e alguns cafés. Todas as lojas tinham apenas dois andares para cima onde chegava o teto. A garota percebeu que seu irmão olhava para todas as estadias para ver as pessoas do lado de dentro.

A ruiva percebeu que aquele lugar parecia um labirinto e depois de duas quadras eles chegaram em uma praça onde a parte subterrânea se juntava a parte exterior. Para unir os dois lados, tinha um restaurante de três andares com escadas no lado exterior. Quando subiram Rose percebeu que estavam em uma montanha rodeados de grandes pinheiros. Um pequeno estádio estava localizado no fim da rua e tinha uma fila de bruxos na porta.

— Chegamos bem na hora. — disse Carlinhos e os guiou para o estádio.

Rose tentava entender o que estava escrito nas placas, mas só entendeu o nome de alguns lugares como livraria e restaurante. Assim que chegaram no estádio Carlinhos foi até a parte lateral onde um rapaz alto com um grande casaco preto e ombros largos estava parado perto de alguns barris.

— Sr. Weasley! — disse o homem e cumprimentou Carlinhos. — Fico feliz que esteja aqui.

— Olá Sr. Lee. Esse aqui é meu irmão Rony e sua esposa Hermione e seus filhos, Rose e Hugo.

— Ouvi falar bastante de vocês dois. — disse o Sr. Lee para os pais da ruiva. — É um grande prazer finalmente conhecer vocês. Sejam bem-vindos ao estádio da Drage Rede, vamos entrar.

O Sr. Lee guiou os Weasley para os assentos superiores. Dentro do estádio tinham grades que protegiam o público e no centro tinha um chão coberto de neve. Eles se sentaram um ao lado do outro e pouco tempo depois o locutor anunciou o início do evento em norueguês, depois Rose viu uma das portas se abrirem e um grande dragão aparecer.

— Um Dente-de-Víbora Peruano! — Hugo disse boquiaberto.

— É como o torneio tri-bruxo. — disse Rony animado e apontou para um ovo de prata que Rose não havia visto ainda em um dos montes de neve.

Hugo estava impressionado e pediu para Rose tirar fotos. Seu irmão gritava e aplaudia junto com os outros torcedores. Logo em seguida um homem foi apresentado e entrou com uma armadura e uma varinha para começar o duelo.

Rose tirava fotos encantada com o movimento do bruxo. Ele era ágil e se desviava com facilidade do fogo lançado pelo dragão.

— Ele é a menor raça de dragão e a mais veloz em voo, ele está tentando se aproveitar da velocidade para distrair o dragão. — disse Hugo em meio aos gritos.

Rose prestava atenção na forma como o competidor se defendia. Ele usava a sua armadura para se defender das garras do dragão e não caiu nenhuma vez no chão. Até que em pouco tempo estava com o ovo nas mãos e lançou um feitiço para o dragão que caiu no chão adormecido.

— Faz parte das regras. — explicou Carlinhos. — Não se pode lançar esse feitiço antes de pegar o ovo.

Vieram mais quatro competidores e outros quatro dragões. O segundo acabou perdendo o controle do dragão que até chegou a subir na grade, se não tivessem feitiços protetores o público até teria se queimado quando o dragão jogou uma bola de fogo na direção deles. O terceiro foi tão rápido que Rose quase não conseguiu tirar foto. O quarto demorou um pouco mais, errando algumas vezes os feitiços, mas conseguiu controlar o dragão e pegar o ovo. Apenas o quinto acabou sendo desclassificado por desmaiar o dragão antes de pegar o ovo.

Carlinhos explicou que a pontuação, além do tempo, levava em consideração o domínio do bruxo, precisão e habilidade. Quando anunciaram que o primeiro competidor tinha vencido, o público explodiu em aplausos e ele recebeu quinze mil galeões.

— Quinze mil galeões! — disse Hugo impressionado.

— O prêmio costuma ser de cinco mil. — explicou o Sr. Lee se levantando. — Mas como é uma edição especial de Natal, tivemos um prêmio maior. De qualquer forma, espero que tenham aproveitado o evento.

— Foi incrível! — disse Hugo animado.

Eles saíram do estádio e se despediram do Sr. Lee, depois foram comer e Carlinhos respondia a todas as dúvidas de feitiços e movimentos que o irmão da ruiva tinha. Hermione e Rose saíram de lá e seguiram para a livraria enquanto os homens iam para a loja de esporte.

— Não sei para que fez tanta questão de vir filha. — disse Hermione quando entrou na loja com sua filha. — Sei que gosta de ler, mas como vai conseguir ler um livro em norueguês?

— Tenho um amigo que pode traduzir. — falou a ruiva e foi em direção ao caixa, onde tinham duas mulheres.

— Ah, aquele Jason Andrew? — perguntou Hermione sorrindo e a ruiva se virou antes que sua mãe a visse corar.

— Desculpe, vocês conhecem meu filho? — uma mulher de cabelos castanhos com os mesmos olhos azuis do amigo da ruiva. — Ah, me desculpe, esqueci de me apresentar sou Jessy Andrew.

— Olá Sra. Andrew. — disse a ruiva com uma mistura de surpresa e espanto. — Sou Rose Weasley e essa é minha mãe Hermione.

— Rose! É claro! — a Sra. Andrew abriu um sorriso e cumprimentou as duas. — Jason me avisou que estava aqui e me convenceu a vir para ajudá-la com a busca.

— Busca? — perguntou Hermione. — Mas que busca?

— Busca de algo interessante para fazer. Ficar lá no hotel todos os dias estava muito entediante. — respondeu Rose rapidamente e resolveu mudar de assunto. — O Jason está aqui também?

— Sim, estamos na casa dos meus pais na zona negra. — a Sra. Andrew respondeu e se virou para a mulher na livraria. — Tusen takk Aksinya, ha det bra!

Rose conseguiu entender que ela tinha agradecido e se despedido e que o nome da lojista deveria ser Aksinya. Os visitantes falavam muito isso no hotel onde ela estava.

— Podemos conversar em outro lugar? — perguntou a Sra. Andrew e Hermione assentiu seguindo a mulher.

As duas mulheres foram para uma cafeteria e a Sra. Andrew falou sobre seu trabalho no St. Mungus, também falou que Rose estava ajudando bastante seu filho nas aulas de poções. Ela não comentou sobre lobisomens, nem as pesquisas que Rose e o filho dela estavam fazendo e Rose agradeceu mentalmente por isso. Ela tinha certeza de que sua mãe pediria para que ela se afastasse do caso por ser perigoso.

— Sra. Andrew, eu posso ver o Jason? — perguntou Rose.

— Por mim não tem problemas, mas vai ter que pedir autorização para sua mãe. — respondeu a Sra. Andrew.

— Melhor marcar para outro dia. — disse Hermione. — Vamos procurar seu pai, seu tio e seu irmão, antes que eles acabem gastando todo o dinheiro.

— É melhor eu ir andando. — disse a Sra. Andrew para as duas e pegou um dos livros que tinha comprado. — Ah Rose, acredito que vá gostar desse livro.

Rose pegou o livro e viu que estava escrito Mitos e Verdades do Mundo Mágico. A ruiva sorriu e agradeceu antes de se despedir.

Depois do encontro com a mãe de Jason, ela e Hermione haviam ido atrás dos homens que ainda estavam na loja de esportes. Rony tinha conseguido um autógrafo de um antigo jogador de quadribol e depois de mais algumas voltas eles voltaram para a estação de trem antes que anoitecesse.

— O passeio foi incrível! — Hugo disse entrando no hotel. — Essa cidade é fantástica.

— Disse o menino que estava reclamando dois dias atrás. — falou a Rose e seu irmão lhe mostrou a língua.

— E você é a mesma chata de antes. — criticou o menino.

— Vamos logo para o quarto. — disse Hermione. — É melhor trocar de roupa para o jantar.

Hugo e Rose subiram correndo para o quarto e quando entrou a ruiva quase caiu para trás. Todos os presentes deles estavam lá. Ela recebeu um cachecol de sua avó, assim como seu irmão, uma pulseira de plástico da Grifinória de Tiago, par de brinco de sua prima Lily, óculos mágicos de seu tio Harry e muitos outros presentes de seus familiares.

— Mas você não é da Sonserina? — perguntou Hugo olhando a pulseira na cama da ruiva.

— E isso lá tem importância para Tiago? — disse a ruiva e Hugo abriu o presente de Tiago. Ele tinha recebido a mesma pulseira. — Esse Tiago não muda.

A menina abriu quase todos os presentes e deixou por último o que estava escrito S.M.

— Quem é S.M.? — perguntou Hugo olhando para a caixa.

— É de Sophi, uma amiga minha. — mentiu a ruiva. — Acho melhor eu abrir depois.

Os meninos agradeceram os pais por terem levado todos os presentes e se arrumaram para descer para o jantar no hotel.

Rose ainda não tinha tido coragem de abrir o presente de Scorpius. Ela tinha guardado a caixinha de presente na mala de viagem magicamente ampliada por sua mãe, junto com seus outros presentes. Já haviam se passado dois dias desde o Natal e ela estava terminando de ler o livro que Jessy Andrew lhe dera.

Era apenas um capítulo sobre a história da fênix, mas como não tinha muito mais o que fazer a ruiva acabou lendo o livro todo. Ela leu que as Fênix tinham nove chances de vida e receberam esse nome na Grécia, onde a lenda foi criada a partir de uma ave de nome Bennu, que tinha no Egito. As outras informações ela já sabia, sobre a ave construir uma pira e queimar, que era dificilmente domesticada e que sua lágrima tinha propriedades de cura.

A ruiva repetia diversas vezes a tradução de Jason em sua cabeça, mas ainda não tinha ideia do que Dumbledore tinha haver com as aves ou de como podia encontrar alguma fênix.

— Chegou essa carta para você lá no quarto. — avisou Hugo e deu um pergaminho para a irmã.

Ros,

Estarei com a minha mãe hoje em Åndalsnes, venha nos encontrar na estação.

J. Andrew

A ruiva conseguiu convencer seu pai a deixa-la ir se encontrar com o moreno e ele e Hugo seguiram com ela para o centro da cidade.

— J! — gritou a ruiva assim que viu o menino sair do trem e o abraçou.

— Como vai Ros. — falou o moreno retribuindo o abraço depois cumprimentou a família da garota. — Viemos para um evento no Rauma Golf Club essa noite, vocês gostariam de ir?

— E fazer alguma coisa divertida nesse lugar? — disse Hugo. — Claro que sim!

— Calma garoto. — Rony falou e colocou a mão no ombro do menino. — Primeiro precisamos ver com sua mãe.

— Sabe que mamãe volta bem tarde. — respondeu Rose animada com a possibilidade de ir ao evento junto com um de seus melhores amigos. Ela também queria aproveitar para ter um tempo com ele a sós para conversar sobre o que tinha lido no livro que a mãe do menino lhe deu. — Não tem problema se enviar uma coruja para ela.

— Muito bem. — respondeu o pai dos garotos. — Enviarei uma carta para ela, creio que não haverá problemas.

— Não se preocupe Sr. Weasley. — disse a mãe de Jason. — O evento será apenas a noite, terá tempo para avisar sua esposa. Podemos ir ao melhor café da cidade enquanto isso?

Rose passou o dia na companhia dos Andrew, ela notou que a Sra. Andrew falava de uma forma mais suave que seu filho, mas também tinha um pouco de sotaque norueguês. Ela e seu irmão ficaram animados quando souberam que sua mãe havia permitido que eles fossem ao evento no golfe mais tarde e inclusive ficou de passar por lá caso saísse cedo do trabalho.

— A comida daqui é realmente muito boa. — Rony disse a Sra. Andrew enquanto almoçavam. — Muito obrigado por nos convidar.

— Não precisa me agradecer, é o mínimo que eu posso fazer, depois de toda a ajuda que sua filha já me deu. — respondeu a Sra. Andrew e piscou para Rose, deixando seu pai um pouco confuso.

— Ei, Ros. — disse Jason e puxou a mão da garota. — Poderia me acompanhar?

Eles se retiraram da mesa e a ruiva seguiu o moreno que subiu uma pequena escada que se encontrava ao lado da cozinha do restaurante e levava a uma porta. Assim que a atravessou a garota percebeu que eles estavam em cima do restaurante.

— Eles utilizam esse espaço para funcionários subirem, fumarem e relaxarem. — informou Jason e se sentou perto da borda do teto.

A ruiva aproveitou para tirar mais algumas fotos, pois dali ela tinha uma boa visão da cidade. Ela inclusive tirou uma foto de Jason sentado na borda.

— Obrigada por me trazer aqui. — Rose disse guardando a câmera e se sentou ao lado dele.

— Por nada. — Jason respondeu admirando a paisagem.

— Queria conversar contigo sobre o livro de mitos que sua mãe me deu. — falou Rose.

— Certo. — falou Jason com um tom de voz cansado. — Também li este livro, me ajudou a descobrir a referência de algumas linhas dos hieróglifos. No primeiro trecho, Na Grécia foi formada, quer dizer que a lenda das Fênix surgiu na Grécia. Depois, Muito antes já criada.

— Significa que ela já existia no Egito, pelo nome de Bennu. — continuou Rose. — Nove chances lhe era dada, faz referência a capacidade da fênix de renascer nove vezes.

A sua pele incendiada deve se referir ao momento que a ave se torna cinzas. — sugeriu Jason.

— Eu também parei aí. — confessou Rose. — E não tenho ideia do que Dumbledore pode ter haver com essa história toda, mas perguntei para Tio Carlinhos. Ele me disse que conhece uma pessoa que pode ser que nos ajude. Só precisamos aguardar a carta chegar.

— Não temos muito tempo. — lembrou Jason. — Logo voltaremos para Hogwarts e as pesquisas serão dificultadas novamente.

— Com sorte, teremos essa resposta logo.

— Sorte. — disse Jason e riu. — Está aí algo que não tenho há algum tempo. De qualquer forma, a trouxe até aqui para lhe pedir sua companhia amanhã. Fizemos alguns estudos e ouvimos alguns relatos. É possível que haja algum ninho de fênix pelas montanhas de Trollveggen, não sabemos exatamente onde possa estar, então planejamos partir da área dos campistas.

— Preciso conferir com meus pais. — falou a ruiva. — Mas vou tentar e te envio uma carta.

— Sem problemas. — Jason disse e se levantou. — Melhor voltarmos, já estamos aqui há um demasiado período de tempo.

— Rose! Sai dai! — gritou Hugo batendo na porta. — Eu também preciso me arrumar!

A ruiva estava se arrumando para o evento enquanto seu irmão insistente batia na porta e pedia para que ela terminasse com pressa. Os Andrew haviam conduzido os Weasley para a melhor loja de trajes, pelo menos de acordo com a mão de Jason.

Rose ainda nem havia terminado de provar suas roupas quando viu que Jason e sua mãe haviam saído. Depois seu pai lhe avisou que a mãe de Jason teve um compromisso e precisou sair, marcando de se encontrar com os Weasley na entrada do evento.

Ela se olhou no espelho mais uma vez antes de sair do banheiro, estava com um vestido azul que havia comprado mais cedo, que tinha sido escolhido por seu irmão e que realçava a cor de seus olhos e tinha deixado o cabelo enrolado, apenas com a franja lisa.

A garota saiu do banheiro e viu que seu irmão estava assistindo a um jogo na televisão. Ela se lembrou da primeira vez em que seu pai tinha ligado o aparelho e feito uma gritaria enorme reclamando que haviam pessoas presas ali dentro e que eles precisavam ajudar, até Hermione explicar o que era o artigo trouxa e para que ele servia.

— Uau. — disse Hugo olhando para a ruiva. — Está linda Ros.

— Obrigada! — agradeceu a garota e sorriu. Com um rápido movimento viu seu irmão pegar sua câmera. — O que você...

— Sorria para a foto! — falou seu irmão e tirou uma fotografia sua, depois colocou a câmera de volta em sua cama. — Só espero que não tenha acabado com toda a água.

O relógio marcava pouco mais de sete horas quando os três Weasley se encontraram com Jason Andrew e seus pais na entrada do Rauma Golf Club. Hermione ainda não havia confirmado se iria e Rose, que ainda não havia conhecido o pai de Jason, e ficou um pouco nervosa com a presença dele no início, mas logo se acostumou quando percebeu que ele era um senhor engraçado, apesar de ter um sotaque norueguês bem marcante.

— Não é comum ocorrer eventos por aqui nessa época do ano. — explicou a Sra. Andrew. — Mas dessa vez resolveram fazer uma edição especial de fim de ano.

Uma grande estrutura havia sido montada. A festa era enorme, e Rose mal podia acreditar na quantidade de gente que estava lá, ela não sabia nem que tinha tanta gente assim na cidade. Havia um palco montado no meio do salão e diversas mesas distribuídas pelo salão. Para surpresa da ruiva o lugar estava quente quase como se sob o efeito de magia e todos logo tiraram o casaco.

Os Andrew guiaram os Weasley até a mesa que estava reservada para eles e os garçons começaram a servi-los. As músicas eram diferentes das que Rose costumava ouvir, mas gostou. Hermione não demorou muito a chegar e se juntou a mesa com eles.

— Carlinhos pediu para que eu te entregasse isso. — disse a mãe da ruiva quando a cumprimentou e entregou a filha uma folha de pergaminho.

A garota não sabia sobre o que se tratava o bilhete, mas achou melhor guardar e ler mais tarde. Depois que todos terminaram de almoçar, o Sr. e a Sra. Andrew pediram licença para irem dançar e foram logo acompanhados do casal Weasley.

— Tenho um presente para você maninho. — disse Rose quando sobrou apenas ela, seu irmão e Jason na mesa. Ela tirou uma pequena caixinha de sua bolsa e entregou para seu irmão. — Antes de tomar pense na língua que quer falar.

Hugo pegou a caixa e viu que estava escrito pílula de tradução rápida e no verso estava escrito o nome de seu primo Fred II.

— Repassar presente não vale. — reclamou Hugo, mas aceitou a pílula do mesmo jeito.

— Não precisa me agradecer. — falou a ruiva.

— E agora? — perguntou Hugo depois de tomar a pílula. — Como posso saber se funciona?

— Tenta chamar ela para dançar. — sugeriu Jason e apontou para uma garota de cabelos pretos e olhos acinzentados não muito longe dali. Ela estava com os braços cruzados e uma cara fechada.

— Me desejem sorte. — disse o menino antes de se levantar e ir até a garota.

Hugo respirou fundo e foi andando até a mesa onde a garota estava. Rose viu que ele não sabia o que fazer ou como ativar a pílula, mas ela também não podia ajudar o irmão, porque nem ela sabia. Nunca tinha visto aquele item na loja e imaginou que fosse algum dos novos itens criados por seu primo, quando ganhou de presente de Natal.

— Vei rămâne chiar acolo privindu-mă la mine? (Vai ficar parado aí de pé me olhando?)— perguntou a menina e Rose não conseguiu entender, mas Jason traduziu para ela. Ela não sabia dizer se seu irmão havia ou não entendido, pois ele demorou alguns segundos para responder.

— Scuze, tocmai am venit să vă întreb dacă vreți să dansați cu mine. (Me desculpe, só vim perguntar se queria dançar comigo.)— falou Hugo e a ruiva sorriu animada que a pílula realmente funcionava.

— Nu, mulțumesc. (Não, obrigada!)— disse a menina e se virou para o outro lado.

— Priviți în jur, petrecerea este incredibilă. (Olha, essa festa está incrível.)— continuou Hugo. — Puteți sta acolo supărat sau bucurați-vă de petrecere acum, și să fii supărat mai târziu, ce spui? Puteți să-mi spuneți, de asemenea, care este problema. (Você pode ficar aí chateada e perder a festa, ou aproveitar agora e continuar brava depois, o que acha? Se quiser, pode até me contar o motivo.)

O menino estendeu a mão esperando pela garota e depois de alguns segundos ela se virou e aceitou o convite de Hugo e seguiram em direção a pista de dança.

— Falta você. — disse Jason chamando a atenção de Rose que o olhou confusa. — Quer dançar comigo?

— Claro! — a ruiva se levantou sorrindo e foi dançar com seu amigo.

— Sabe... — disse Jason enquanto dançava com a ruiva. — Na verdade queria te fazer um convite. Eu e mamãe fizemos algumas pesquisas e conversamos com algumas pessoas de Drage Rede e acreditamos que tenha um ninho de Fênix localizado em Troll Wall.

— Troll Wall? — perguntou a ruiva confusa tentando se lembrar onde ficava esse lugar.

— Trollveggen, as montanhas que você provavelmente viu no caminho para Dombås.

— Ah sei. — disse a ruiva e arregalou os olhos. — Vocês estão pensando em subir lá? E ainda quer que eu vá com você?

— Na verdade sim, mamãe vai aparatar até o topo e então vamos observar se vemos alguma fênix. Não é perigoso, vários turistas escalam até lá. Só preciso que você esteja bem agasalhada, pois lá faz muito frio nessa época do ano.

— Eu não sei.

— Rose, é nossa única chance. — insistiu Jason. — Temos que tentar.

— Tudo bem, acho que consigo falar com meu pai. — falou Rose e recebeu um abraço de Jason.

Ela não tinha certeza se queria ir, na verdade tinha certeza de que não queria e ainda estava com um mal pressentimento sobre essa ida na montanha. Ela sabia o motivo de o lugar se chamar Troll Wall e torcia para que não se encontrasse com nenhum “Pé Grande”, ou como conhecido pelo mundo bruxo, troll montanhês.

O resto da noite passou como um borrão, apesar do pedido de Jason, Rose havia se divertido bastante durante a noite e gostou muito do evento. Por sorte, sua mãe estava de carro e os Weasley depois da festa voltaram direto para o hotel. A ruiva estava tão animada e ao mesmo tempo cansada que só se lembrou do pergaminho de tio Carlinhos pouco antes de dormir.

O quarto já estava escuro e ela já vestia seu pijama, então se levantou e foi até o banheiro para ler a carta e quase caiu ao ver quem tinha escrito aquela mensagem.

Meu querido Weasley,

Como está sendo sua vida com as magnificas criaturas? Apesar do tempo que já passei com elas, sou surpreendido com coisas novas todos os dias.

Fiquei curioso com sua mensagem. As Fênix, assim como todas as outras, são criaturas maravilhosas. Confesso que nunca tive muito contato com uma, mas pude observar essa linda ave através de um grande amigo meu que me contou algumas histórias, como esta que estou para lhe contar.

Quando se popularizou a lenda sobre a Fênix na Grécia, trouxas e bruxos buscavam loucamente por essas aves. Heliogábalo, um imperador romano, buscava conseguir a imortalidade através da ave, pois acreditava que se comesse de sua carne, ganharia nove vidas. Ele pediu para que seus súditos encontrassem a tão procurada ave e de fato, eles acharam. Contudo, um bondoso senhor a libertou e a trocou cor uma ave-do-paraíso. Como de fato, não conhecia a ave, os cozinheiros prepararam a refeição do imperador, que acreditou estar protegido, mas morreu pouco depois em um ataque.

Assim, a história da ave se tornou lenda e as pessoas deixaram de buscar pela ave e deixaram também, de acreditar que poderiam se tornar imortais se comessem de sua carne. Desta forma, o senhor bondoso salvou não apenas aquela ave, mas todas as outras e como forma de retribuição, sempre que seus descendentes precisavam, uma Fênix aparecia para salvá-los.

Espero tê-lo ajudado.

Seu amigo,

Newt Scamander

Próximo Capítulo:

— COMO VOCÊ DEIXOU ISSO ACONTECER? — gritou Tiago e ameaçou a ir em direção a loira, mas foi impedido pelo primo que foi puxando o menino para a cozinha. — Me solta Fred!

— Acho bom você não fazer nada que se arrependa depois. — falou o ruivo e soltou o garoto.

— Tarde demais. — reclamou Tiago. — Eu fiz essa viagem, vim pra essa droga de festa pra ver a garota que eu quero com outro?! VOU MATAR AQUELE MOLEQUE!

Notas finais
N/A: Geeeenteee eu estou vindo postar aqui porque eu entrei aqui e estava olhando algumas coisas da fic da ju, então eu vi a linda recomendação, Harry Granger Weasley muuuuito obrigadaaa esse capitulo é dicado á você =)) N/A: comeeenteem