"O impossível é só questão de opinião."

ROSE ESTAVA AFLITA com a notícia que recebeu. Não podia acreditar na suspeita de que alguém havia invadido a escola e matado o unicórnio que Hagrid encontrou morto na Floresta Proibida.

— Mas Jason, não faz sentido. — Rose respondeu depois de um tempo em silêncio. — Como entrariam na escola? Não pode ter sido algum outro animal da Floresta? Como sabem que não foi alguém aqui dentro?

— Para a primeira pergunta, até o momento não há resposta. — respondeu Jason. — Para a segunda, Hagrid afirma que de todas as criaturas, apenas os centauros poderiam mata-lo daquela forma com o corte direto no pescoço e que eles nunca o fariam. Já a terceira, não temos certeza, mas McGonagall prefere acreditar que nenhum aluno pudesse fazer isso, além disso, não podemos fazer todos os alunos tomarem Veritasserum e perguntar se entraram lá.

— Certo. — Rose disse e respirou fundo. — Então temos a morte da trouxa, um lobisomem atropelado, fuga do hospital e a morte do unicórnio por um humano. O que esses fatos têm haver com o outro?

— Pensei sobre isso. — Jason pegou o jornal na prateleira e o esticou na mesa. Rose pode notar que nas partes onde a matéria era falsa, o garoto havia riscado e colocado as informações reais como anotações ao lado, junto com outros dados como horário e localização de cada incidente. – O atropelamento do lobisomem ocorreu não muito distante do Beco Diagonal, onde ocorrem as vendas das poções que mamãe e eu criamos, isso me leva a crer que ele possa trabalhar no Beco Diagonal, ou ser um funcionário do Ministério.

— Não ajuda muito. — comentou Rose. — Os dois lugares são enormes para iniciar uma investigação, mas talvez dê para verificar com o vendedor se ele lembra de algum cliente.

— Há diversos lobisomens em Londres, noto pela quantidade de vendas, muitos pedem para que seus conhecidos realizem as compras das poções, para que em casos como este não sejam todos incriminados. De fato, são lugares grandes, mas poderemos solicitar ao Ministério uma lista dos funcionários que faltaram e checar se algum deles possuem cor de olhos iguais aos da trouxa.

— Ainda precisaríamos da ficha de todos os que estão de férias ou afastados por doença. Quem sabe a gente possa dar sorte de não ter muitas pessoas.

— Enviarei uma carta para mamãe. — Jason falou e pegou um pergaminho para escrever. — Mas até lá precisarei de sua ajuda para a poção.

— Mas eu não posso perder as aulas... — Rose começou a falar, mas foi interrompida por Jason.

— Não será preciso. — Jason disse com um sorriso no rosto; — Com sua ajuda creio que não tardará para finalizarmos.

— Ok. — Rose disse e apontou para o caldeirão na mesa. — E acho melhor parar de tomar essas poções para ter energia. Eu te ajudo, você descansa e não falta mais nas aulas. Essa é minha condição. Até porque se os alunos estão em perigo, precisamos de você bem para nos ajudar.

— Justo. — Andrew disse e guardou o jornal. — Então vamos logo, a próxima aula começará em breve. Enviarei a ti um pergaminho quando for para nos encontrarmos de novo.

Rose e Jason se despediram e foram para suas aulas. Por sorte, sua próxima aula seria de Feitiços e por não ser muito longe, a ruiva chegou bem a tempo na sala.

— Onde você estava? — Alvo perguntou num sussurro assim que Rose se sentou ao seu lado como de costume.

— Na biblioteca. — Rose respondeu rapidamente.

— Malfoy precisava pegar um livro lá. Eu fui com ele, posso te garantir que você não estava na biblioteca. — Alvo disse com raiva por sua prima ter mentido e a ruiva olhou para Scorpius que rabiscava algo em seu pergaminho.

— Conversamos mais tarde.

Depois da aula, Rose apenas contou a seu primo que Jason havia lhe pedido ajuda com uma poção que estava fazendo e que imaginou que seus amigos ficariam bravos, por isso achou melhor mentir.

— Eu não sou meu irmão Rose. — disse Alvo. — Sei respeitar suas escolhas e se você quer ser amiga dele, não vou te impedir. Não sou bom em poções, mas estou aqui se precisar da minha ajuda, ok?

Rose abraçou o primo e seguiu para a aula de Trato de Criaturas Mágicas com ele. A ruiva ficou feliz ao ver que Jason estava cumprindo sua parte do acordo e antes de a aula começar, ele já estava lá. Como ainda estava sob o efeito da poção, o corvino estava lindo e arrancou alguns suspiros de outras garotas, inclusive de Sophi. A ruiva queria fazer várias perguntas ao professor sobre lobisomens e unicórnios, mas sabia que sua curiosidade despertaria suspeitas e como havia prometido, não poderia contar a ninguém.

Sábado chegou e com ele as corujas trazendo mais cartas cartas. Rose deveria ser a mais desesperada no Salão Principal, estava ansiosa que ela e Jason finalmente trabalhariam nos casos, pois o corvino informou que hoje chegaria o retorno do Ministério e apreensiva com a carta que chegaria de sua mãe. Será que ela já havia contado a seu pai? E será que ele havia recebido bem a notícia? Rose duvidava disso. Várias possibilidades da reação de seu pai começaram a passar em sua mente e quando percebeu já estava chorarando.

— Ros? — perguntou Alvo. — Está tudo bem?

— Sim. — a garota respondeu com a cabeça baixa e Alvo entendeu o motivo na hora que viu as primeiras corujas entrarem no Salão Principal.

— Rose, olhe para mim. — Alvo pediu e olhou em seus olhos. — Está tudo bem, não se preocupe. Tudo vai ficar bem, confia em mim. Não vou deixar que o tio Rony faça alguma coisa com você.

A coruja de Alvo depositou sua carta em cima da mesa e ele a abriu com pressa. Também estava ansioso pelo retorno de seus pais e estranhou a demora em receber uma resposta de seus pais. Assim que começou a ler, o moreno sorriu. Seus pais haviam lhe dado parabéns e desejado boa sorte e para a sua surpresa disseram que estavam orgulhosos e que queriam ver as conquistas que o filho daria para a Sonserina.

— Foi muito ruim? — a ruiva perguntou e olhou para o rosto de Alvo sorrindo. — Pelo sorriso, nem precisa dizer nada.

Uma pergaminho caiu na mesa em frente a ruiva. Novamente, sem berradores, pensou ela e abriu a carta de sua mãe.

Rose,

Realmente não foi fácil contar ao seu pai sobre você ter entrado na Sonserina, pedi a ajuda de Harry e quando ele contou, Rony começou a dizer que a pequena dele não iria para a Sonserina e depois de muita gritaria e uma poção para acalmar, ele concluiu que Harry estava louco em brincar com ele daquela forma e que sua filha nunca iria para a casa das cobras. Pedi então a ajuda a Molly e Arthur, a notícia boa é que seu pai não desmaiou, mas disse que iria para Hogwarts te tirar daí, no fim depois de quase ser azarado por Molly, ele aceitou e entendeu que não poderia fazer nada. Quem está triste agora é Hugo, que agora é perseguido por Rony a todos os lugares, seu pai diz que não terá outro filho sonserino e por isso fica fazendo a cabeça de Hugo sempre que pode.

Estou com muita saudade da minha princesinha. Tenho certeza de que já se acostumou com a escola, mas não se esquece de voltar para casa.

Com amor,

H. Granger

P.s.: Rony pediu para avisar que é para ficar longe do Malfoy.

Rose se sentia aliviada, nada que sua avó não conseguisse fazer. Agora não ficaria preocupada todas as vezes em que ganhasse pontos para sua casa. Depois do café da manhã Rose subiu para a sala onde iria trabalhar com Jason, que a ruiva chamou de Sala de Provas.

— E aí? Eles enviaram? — perguntou a ruiva assim que Jason fechou a porta da sala.

— Sim. — Jason falou e pegou uma caixa que estava na prateleira. — Aqui está.

— Devem ter umas 500 fichas aí! — Rose falou impressionada.

— Melhor começarmos logo. — Jason falou e colocou todas as fichas em uma pilha para ele e Rose verificarem.

Jason pegou a foto que sua mãe havia lhe enviado e colocou no centro da mesa para que os dois comparassem com as fotos das fichas. Já era quase hora do almoço quando eles terminaram, com apenas quatro fichas no centro.

— Acho que é isso. — Rose falou aliviada.

— Retornarei as outras fichas para que mamãe devolva ao Ministério. — Jason fechou a caixa e guardou as quatro fichas na prateleira. — Me encontre aqui amanhã no mesmo horário, devemos dar inicio a poção o mais rápido possível e peço para que pesquise o que conseguir encontrar sobre as pessoas destas quatro fichas.

— Certo, mas ainda tem o Beco Diagonal. — Rose lembrou.

— Mamãe cuidará disso. — Jason falou. — Pediu ao ministério que realizassem uma inspeção em todas as lojas, até a próxima semana me enviará tudo que conseguir e faremos novamente a análise.

— E sobre a Floresta Proíbida, podemos falar com McGonagall para colocar um feitiço sensorial no chão, deixando apenas uma passagem para Hagrid.

— Perfeito, avisarei a diretora. — Jason disse e se despediu de Rose. — Lembre-se de ser discreta.

— Pode deixar. — Rose piscou para Jason e saiu para o almoço.

A ruiva só passou na biblioteca após o jantar para pegar alguns livros. Ela não queria que seus amigos ficassem preocupados com ela, então passou o máximo de tempo que pôde com eles durante o fim de semana. No meio da semana Rose e Jason combinaram de aproveitar as aulas de poções para trocar anotações que haviam feito sobre os suspeitos e algo mais que conseguissem descobrir. E aos finais de semana passavam a manhã juntos trabalhando na Sala de Provas e depois do almoço a ruiva ficava com seus amigos. Logo, a sala estava repleta de pergaminhos e ingredientes para a poção.

Enquanto refaziam uma grande quantidade da poção original, pesquisavam outros ingredientes que se combinados, pudessem causar o efeito planejado.

— Falta apenas mais uma semana para ficar pronto. — disse Jason depois de quase um mês que estavam trabalhando juntos. — A enfermeira me forneceu pequenos frascos para que possamos testar mais ingredientes.

— Ok. — disse Rose. — Mas como vamos fazer para testar? Não conheço nenhum lobisomem que possa nos ajudar.

— Deixe isso comigo. — disse Andrew. — Utilizaremos o sangue do lobisomem para os testes, mas só poderão ser feitos em noites de lua cheia. Já pedi para mamãe me enviar as mostras de sangue e alguns utensilhos para que a gente possa fazer a análise dos componentes aqui mesmo. A enfermaria não possui equipamentos sofisticados então vou aproveitar e conversar com a diretora sobre isso também.

— Então é isso. — Rose disse arrumando suas coisas para sair. — Te vejo no jogo de estreia?

— Creio que sim. — comentou Jason. — Na verdade não gosto muito de jogos de quadribol escolares, mas é tudo que meus colegas de quarto vêm falando há dias e não custa torcer por uns pontos extras.

— Acho que vai ser legal e sinto muito, mas vou torcer para Grifinória. — confessou a ruiva.

— Sem problemas Ros. — falou Jason e saiu pela porta sendo seguido pela ruiva. — Mas se eu estivesse jogando, torceria para mim, não é?

— Hm... Deixa eu pensar, será que trocaria toda a minha família por um corvino que vejo eventualmente e que só fala comigo quando precisa de ajuda?

— Desculpe, o que?! — Jason perguntou boquiaperto e a ruiva começou a rir.

— Não se preocupe J. — Rose disse e deu um rápido abraço no menino. — Você é meu amigo, é claro que torceria por você. E se estivesse no jogo hoje na posição de batedor, ainda pediria para acertar uma goles na cabeça de Tiago por mim. De leve, é claro. Nada que cause uma concussão, mas só pra ver se ele cria algum juízo.

— Creio que a única coisa que fosse criar em sua cabeça seria um galo enorme. — Jason falou pensativo.

— Sabe J, queria entender como consegue ser tão racional. — Rose falou rindo e revirou os olhos.

— Não deixo de estar certo. — Jason disse e sorriu antes de se despedir da ruiva e seguir pelos corredores.

Rose gostava do tempo que passava com o corvino. Ele era tão diferente de seus amigos e ao mesmo tempo era difícil que os dois tivessem algum momento de descontração, afinal dentro da Sala de Provas, eles praticamente só passavam o tempo estudando e comparando informações.

Ela descia para o campo quando viu sua prima Molly II em um dos corredores deitada no chão.

— Molly? — perguntou a menina já prevendo que se arrependeria por não passar direto. — O que é que você está fazendo aí?

— Este castelo está morto. — Molly II respondeu. — Mas vou conseguir nos salvar, querida prima.

— Eu deveria saber do que está falando?

— Tiago e Fred roubaram toda a diversão que tinha nesse castelo e agora ele está morto. Estou salvando o castelo, vou absorver toda essa energia dele. — Molly falou com naturalidade.

Toda a fantasia que não existia em Jason, deveria ter vindo encarnada em Molly II, pensou Rose.

— Prima, pelos sapatos de camurça da Vic, me diga que não está tomando nenha planta diferente ou alguma poção que não deveria. — Rose perguntou preocupada com a saúde mental da garota no chão. — Comeu alguma coisa dos meninos?

— Merlin! — Molly II disse e se levantou. — Não estou alucinando. Eu pedi a ajuda de Fred para ele conseguir um lugar em que eu pudesse dar a minha festa e ele nem sequer foi atrás.

— Ah, ainda é por culpa da festa.

— Mas é claro! Tive que cancelar a festa porque não tinha um lugar para eu fazer, e agora que eles estão com o Mapa do Maroto devia ser diferente. Era para ser diferente! Eles conseguem ver tudo, eles sabem de tudo! Eu só queria que eles me dessem uma ajudinha.

— Molly, espera. — Rose disse surpresa. — O que foi que você disse?

— Que eu só queria uma ajudinha e o Sr. Fred Sem Graça e o Sr. Mais Sem Graça Ainda Potter, não querem me ajudar.

— Não Molly, sobre o mapa.

— Ah sim, é... Tiago e Alvo conseguiram o mapa no escritório do Tio Harry.

— Por Merlin Molly! — Rose falou animada. — Você é incrível! Boa sorte em salvar o castelo, confio em você.

Rose estava ansiosa em contar para Jason sobre o mapa, mas pensou que talvez fosse melhor conversar com Alvo. Mas como ele não estava falando com Tiago, não seria de muita utilidade e ela teria que inventar um bom motivo para querer o mapa.

— Droga. — Rose falou para si mesma enquanto descia as escadas. — Para que ter um pote de ouro se não pode gastar?

— Problemas no paraíso? — Scorpius, que também seguia em direção do campo comentou. — O que há de errado?

— Bom... — Rose disse pensativa. — Não posso dar muitos detalhes, mas se você tivesse um problema e descobrisse que alguém tem algo que pode resolver seu problema, mas a pessoa não vai te dar e a pessoa que você conhece não está disponível no momento. O que faria?

— Complicado. — Scorpius disse e parou para pensar. — Depois que você usar, a pessoa também vai poder continuar usando?

— Sim.

— Então, nesse caso, eu roubaria. — Scorpius disse e deu de ombros. — Depois que eu resolvesse meu problema eu devolvia, então não conta bem como um roubo é mais um empréstimo forçado.

Rose considerou a ideia, talvez não fosse tão ruim assim.

— Deve ser mesmo um grande problema, pra Rose Weasley estar considerando pegar algo de alguém.

— Você nem imagina Scorp. — Rose respondeu e continuou andando ao lado do loiro para o campo, enquanto pensava em formas de conseguir pegar o mapa de Tiago sem que ele percebesse.

Alvo e Lucy estavam perto do campo onde o jogo já estava para começar. A ruiva tinha chamado seu primo para conversar, porque segundo ela, havia um assunto urgente e precisava ser tratado antes do jogo.

— Escuta Alvo. — começou a dizer a pequena ruiva. — Desculpe me meter assim no assunto, sei que é assunto de vocês, mas estou preocupada com você e Tiago. Já faz um mês que não se falam!

— Eu seu Lucy, mas não precisa se preocupar, tá? Eu estou bem e o Tiago não se importa com mais ninguém mesmo, e quer que tudo seja sobre ele.

— Se importa sim!

— Lucy agradeço a preocupação, mas enquanto Tiago não puder se conformar de que estou na Sonserina e que não vou deixar meus amigos por idiotice dele, não posso fazer nada. Lá em casa eu sempre o ajudava, mesmo quando eu sabia que iria me causar um longo tempo de castigo, mas agora não é mais assim e meu irmão não consegue aceitar.

— Ele te ama Al.

— Não Lucy, ele nunca vai aceitar eu ter me tornado um sonserino. — Alvo deu de ombros, depois se despediu da pequena ruiva e voltou para a arquibancada.

Quando Alvo voltou viu que todos os seus amigos já estavam nas arquibancadas esperando o inicio do jogo da Grifinória contra a Corvinal. Muitos sonserinos torciam para que a Corvinal ganhasse e logo Roxanne e Molly II apareceram para pegar as apostas dos alunos. É claro, sem que os professores ou a diretora McGonagall vissem.

Alvo, Scorpius, Mathews e Rose eram os únicos do grupo que estavam torcendo para a Grifinória e explodiram em gritos quando o time vermelho fez o primero ponto do jogo. Era um jogo acirrado, a Grifinória fazia um ponto e a Corvinal empatava. Os torcedores iam a loucura e logo Tiago apareceu no meio do campo com o pomo de ouro na mão.

Os sonserinos voltaram para o Salão Comunal comentando sobre suas partes preferidas do jogo, enquanto Rose pensava em um plano para pegar o Mapa do Maroto com Tiago. Se ela ao menos fosse da mesma casa que o menino, seria mais fácil. A ruiva decidiu não contar para Jason sobre o mapa antes que estivesse com ele em suas mãos e continuou a passar ao corvino as suas pesquisas.

As semanas foram se passando e Rose aproveitava muito seus finais de semana com Jason na Sala de Provas. Depois que a poção ficou pronta eles começaram a misturar os ingredientes novos na poção original e separavam com cuidado para esperar a noite de lua cheia, onde Jason faria a análise dos sangues.

— Como já está tudo separado para terça, eu vou embora. — disse a ruiva arrumando suas coisas em um domingo pela manhã.

— Mas já? — perguntou Jason e olhou o relógio, ainda faltava uma hora para o almoço.

— Tenho que resolver um problema antes. — Rose falou apressada. — Até mais tarde.

Rose tinha um plano para conseguir o Mapa do Maroto e planejava conseguir o mapa aquela tarde. A Poção Polissuco estava pronta, ela só precisava pegar o fio de cabelo de Fred II para terminar. Ela havia pensado em usar o feitiço desilusório para entrar lá, mas não sabia se havia algum feitiço nas Salas Comunais que impedisse que alunos de outras salas entrassem lá com o uso de feitiços, o que acreditava que sim.

— Oi Fred. — disse a ruiva assim que encontrou o garoto perto das estufas. — O que faz aqui?

— Como está Rose? — Fred II falou e colocou as mãos nos bolsos. — Vim pegar um pouco de material para trabalhar em novos itens pra loja. E você?

— Ah, vim saber se está planejando alguma festa.

— Essa não, até você! — Fred II respirou fundo. — Já cansei de falar que não estou planejando a melhor festa de Hogwarts de todos os tempos. Na verdade não estou planejando festa nenhuma. E não tem nada haver com a McGonagall, é tudo culpa do Tiago.

— Oh. — Rose estava assustada com a reação do primo, pelo visto a preocupação de Molly II tinha algum sentido afinal. — E você e Tiago estão...

— Brigados? Não. — Fred disse e sorriu. — Ainda usamos alguns itens da loja de vez em quando para aprontar com alguns alunos, mas são coisas pequenas, nada parecido com o estilo de Tiago e Fred, então nem sequer pegamos detenção esse ano, as pessoas acham que são outros alunos fazendo brincadeiras.

— Jogada esperta. — Rose assumiu e riu. — Se Molly II soubesse que ainda há espirito de maroto em vocês iria surtar.

— Me diga Rose, quando que Molly Weasley II age como uma pessoa normal? — perguntou Fred II. — O que quer que tio Percy tenha feito, causou danos sérios para aquela menina.

— Tem razão. — Rose disse e riu. — Ah Fred, também queria saber o que ainda tem da loja aqui?

— Não muito, Tiago e eu vamos buscar mais coisas na nossa próxima visita á Hogsmeade. Temos um fornecedor que faz a entrega pra gente lá.

— Ah, me avise quando chegar o carregamento, estou pensando em fazer alguma pegadinha com Scorpius. — falou Rose e os olhos de Fred II se iluminaram.

— Pode deixar e se eu puder, quero participar também. — Fred II falou animado.

— Tá bem. — disse a ruiva e abraçou o primo. — Obrigada Fred.

Fred estranhou o abraço, mas retribuiu e logo se foi para dentro do castelo. Rose havia usado pó de Erva de Anis para Fred II não sentir dor quando ela tirasse seu fio de cabelo e sorrindo a ruiva voltou ao castelo para a segunda parte de seu plano.

Não demorou muito para Rose encontrar sua prima Molly II.

— Molly! — disse Rose para sua prima também ruiva.

— Oi pequena. — Molly II cumprimentou e Rose preferiu não argumentar contra o apelido. — O que precisa?

— Estou procurando o Fred, sabe onde ele está?

— Merlin! Fred é um fantasma aqui em Hogwarts? — perguntou Molly assustada.

— Fred II, Molly! — Rose tinha certas dúvidas sobre o que sua prima comia no café da manhã. — Ouvi dizer que ele está trabalhando em novos produtos para as Gemialidades Weasley sabe me dizer normalmente onde ele costuma trabalhar?

— Bom, ele costuma criar produtos da loja no vestiário da Grifinória, mas se ele estiver mesmo trabalhando em novos produtos, é bom não interromper. — falou Molly II. — Acredite, ele não gosta de ser interrompido.

— Ok, sem problemas. Muito obrigada!

Apesar da loucura da prima, ela costumava ser de grande utilidade.

Próximo Capítulo:

— O que vocês estão fazendo aqui?

— Nós vamos participar priminho. Não acharam que iriam ficar com a diversão sozinhos, não é? — Roxanne disse falsamente ofendida.

Notas finais
N/A: oooi, estou começando a escrever uma nova fic, dessa vez vou fazer uma Dramione, mas mesmo assim vou continuar postando essa duas ou três vezes por semana. N/A: Não vou mais enrolar hoje, mas eu quero dizer que estou muito animada com essa história e quero comentários ein... Beijinhooos