First Love
11 Capítulo 10
Notas iniciais
Acordei com o beep constante de uma máquina. Que som irritante, mas calma, eu não dormi com a (S/N) aqui no hospital?
Levantei em um pulo, vendo que o barulho vinha daquele aparelho que marca os batimentos cardíacos estava marcando uma linha quase reta.
Eu comecei a suar descontroladamente, sentindo o meu sangue gelar. Tentei sacudir (S/N), vendo a mesma abrir os olhos com dificuldade.
— Y-yoongi acho que chegou a minha hora. — A sua voz saiu quase em um sussurro, ela devia estar com dificuldade para falar, mas mesmo assim, tampa a minha boca com as suas mãos trêmulas, antes que eu a interrompesse. — Eu sei que deve ser muito difícil para você nesse momento, por causa do meu estado, mas quero que se lembre de mim sempre sorrindo, pois era assim que você me deixava quando estava perto de mim. Não pense que eu irei deixar de te amar só porque irei partir em uma viajem sem volta, quero que saiba que o meu amor por você é eterno. Olhe embaixo do colchão aqui… — Ela começa a tossir e sangue começa a aparecer pelos cantos de seus lábios. A minha primeira reação foi gritar em desespero, ver a minha amada morrendo é a pior visão do mundo. Ver seus olhos já sem brilho, já que com algum esforço, (S/N) conseguiu manter eles abertos, para ter como uma última imagem na sua mente o meu rosto.
Faço conforme ela havia me dito, encontrando um pequeno caderno, onde uma fita delicada unia as capas.
Antes que eu possa sequer pensar em fazer algo, os médicos responsáveis por ela entram no quarto.
Segundos depois, vários enfermeiros, seguidos do médico entraram na nossa acomodação, trazendo vários aparelhos. Eu reconhecia aquelas tábuas metálicas, eles iriam tentar ressuscitá-la.
Só observei por vários minutos, enquanto todos se empenharam em salvar a minha frágil garota, mas parecia que o esforço deles estava sendo em vão.
Foi quando o momento que eu mais temia chegou: a sua morte. Comecei a chorar desesperadamente, enquanto via o corpo de (S/N) ser coberto por um pano branco.
Todos me disseram o quanto sentiam pela minha perda. Sem me importar, eu comecei a gritar de um jeito histérico, esmurrando qualquer armário, para descontar a minha raiva de não poder trazê-la de volta, não ter conseguido achar a cura da sua doença.
Agora tudo que me resta são memórias, de pelo menos ter tido a chance de fazer dos dias dela, os melhores de sua vida, assim como um dia eu prometi que faria.
Entrei no carro, onde meu motorista me esperava. Não trocamos uma palavra durante o caminho.
Assim que eu cheguei em casa, vi que todos os ambientes estavam cheios de memórias minhas com ela: as nossas maratonas de filmes no sofá, as nossas tentativas de fazer algo na cozinha, mas que nunca deram certo, as nossas noites de amor no quarto e até mesmo os dias que tocamos piano na pequena sala. Ser invadido por todas essas lembranças era como ter uma faca enterrada no meu estômago.
Eu me sentia sufocado, como se algo estivesse tirando o ar dos meus pulmões. Nem me dei conta que estava chorando até ter a minha visão turva pelas lágrimas.
Como daria a notícia para a mãe dela assim? Ela ainda deve estar trabalhando essa hora, eu não queria atrapalhar o seu trabalho, mas seria melhor eu dar a notícia do que esta descobrir por ela mesma. Com as minhas últimas forças, peguei o meu telefone e disquei o seu número.
— Yoongi querido, você ligando essa hora, o que aconteceu? — A sua voz soava preocupada. As minhas mãos tremiam e a minha voz demora até formar alguma palavra.
— A-a S-N ela…
— O que tem a minha filha? — A sua voz ecoava alto nos meus ouvidos, quase como um grito.
— Ela partiu — a minha voz sai quase em um sussurro, quebrada pelos soluços e lágrimas.
Eu joguei o telefone longe, me escorei na parede e fui escorregando pela mesma. Eu nunca havia me sentindo tão triste, machucado Me sentia como um bebê assim, abraçando os meus próprios joelhos em busca de conforto.
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