Fire Eye

2 Capítulo Dois -


Caminhávamos à cerca de uma hora desde que decidimos investigar o assunto, quando paramos no meio do caminho. Anne estava ofegante.

– Não acho que seja uma ideia e tanto — diz enquanto recupera o fôlego — Não sei se ainda quero descobrir o que realmente aconteceu aqui.

Havíamos entrado reserva a dentro, logo depois que Gus me convenceu de que algo estava realmente errado. Apesar de parecer que fazia tempo que caminhávamos, nunca saíamos do mesmo lugar, e eu não estava gostando nada. A reserva era grande o bastante para você se perder, ainda mais se sequer sabe o que esta procurando, que é o nosso caso. Haviam arvores de todos os tipos e tamanhos, milhares de folhas secas ao chão fazendo com que fosse quase impossível andar sem fazer qualquer barulho. Meus tênis começam a escorregar pela terra em certo ponto e acabo deduzindo que estamos chegando perto do rio, quando olho para o céu, que escurecia e começava a encher de nuvens carregadas que soltam seus primeiros respingos. Suspiro.

– Certo, vamos voltar antes que comece a chover demais.

Começamos a sair da reserva quando então percebo que Anne não nos segue.

– Anne? — pergunto virando-me, a chuva começou a apertar. Ela estava imóvel, olhando para cima.

– Ellie... — começou a dizer devagar — As arvores... — sigo seu olhar. As arvores estavam mais escuras agora e pareciam mais altas. E crescendo, crescendo... quando um trovão rimbomba no céu. O ambiente começa a ficar nebuloso e mal consigo enxergar Anne e Gus, quando ele me puxa pelo braço e começamos a correr, fugindo da neblina e da chuva, agora mais para uma tempestade, quando me dou conta de que Anne não esta ainda esta lá. Giro-me, escorrendo em meio as folhas molhadas, e volto a correr, agora em direção a Anne mas não a encontro.

– Anne! — tento chamá-la, gritando o máximo que posso contra o barulho da chuva. Os sons dos trovões tomam conta do lugar. Continuo a gritar por Anne e a procurar em meio aos troncos das árvores. Desisto de correr quando ouço a voz de Gus à minha procura. Me apoio em um tronco, e tento respondê-lo, quando minha cabeça começa a latejar, uma dor insuportável e contínua. Começo a cambalear e sento ao chão. Olho para cima e vejo as gotas da chuva caindo rapidamente. As arvores ainda estão escuras, como se estivesse anoitecendo.

– Afundando...– ouço a voz em minha cabeça, tomando forma. Respiro fundo e tento manter meus olhos bem abertos. Observo à minha volta e sussurro uma frase, na tentativa de me manter acordada, como um mantra. Três coisas que não podem ser escondidas; O Sol, A Lua, a verdade.

E então apago.

***

Acordo com um gosto amargo na boca e com minhas mãos formigando. Está claro, e sinto

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.