Fire
6 Pandora
Notas iniciais
Me sentei exausta. E o pior era aguentar o deboche de Rey.
Se eu fosse uma asmodiana, não sentiria nada. Mas eu sou uma simples humana, e não sei como uma pessoa de outra raça pode exigir que você, um mero mortal, tenha as mesmas habilidades!
Tínhamos alcançado um recorde de quinhentas mil pessoas aguardando em uma fila para nos usar como canal pessoas-Deuses. Normalmente, a maioria vem me visitar, pois para eles não é uma boa idéia usar demônios para falar com os Deuses. Acho bobeira.
Tirei minhas luvas, ainda ofegante. Sim, elas pinicavam e eu não aguentaria mais um segundo com elas!
A asmodiana se levantou e foi para o seu quarto. Bela companhia, pensei. Nossa, a gente se sentava por dez minutos e ela nem me dava um tchau antes de sair da mesa!
Percebi que já estava tarde e que se eu continuasse ali não acordaria cedo o suficiente para começar a atender as pessoas pontualmente às seis da manhã.
Até que os guardas entram com uma garota ruiva nos braços. Não identifiquei quem era, pois seu casaco cinzento cobria seus olhos.
Preparei minha Pandora. A última coisa que eu queria era ferir alguém, mas se fosse necessário eu o faria. Fiz o sinal para que eles a soltassem e ficamos as duas a sós.
— Quem é você? — Iniciei meu interrogatório.
— Meu nome é Asuka, Sacerdotisa.
— Asuka de quê?
— Não é de seu interesse — respondeu.
Me senti indignada. Eu era sim alguém de posição no reino e não admitiria aquela resposta.
— Diga-nos seu nome, ou pode sofrer as consequências. — Ordenou uma voz atrás de mim. Virando-me, vi Rey conjurando três esferas gravitacionais.
— Asuka Suzuki. Escute, preciso ser rápida.
— Então diga porque está aqui logo depois das portas do Templo se fecharem.
Arqueei as sobrancelhas. Se a asmodiana quisesse respostas, ela conseguiria até a localização exata de Asuka.
— Quero ressuscitar uma pessoa.
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