Fio Vermelho
4 Capítulo 4
Notas iniciais
Já fazia certo tempo que não voltava para aquele lugar. As lembranças o dominavam em uma cascata potente. Memórias boas e ruins vinha á mente, entre elas um rosto se destacava. Os cabelos bagunçados, os olhos esverdeados e o corpo definido tomavam seus pensamentos.
Sem resistir ao impulso do próprio corpo, Nico Di Angelo se dirigiu ao chalé de Poseidon, porém a cena que encontrou o deixou prá lá de confuso:
O chalé havia sido invadido, só podia! Lá dentro tinha pelo menos cinco garotos, entre eles Jason e Léo, entretanto não via Percy. Ao se aproximar e abrir porta só teve tempo de leva um grande susto antes de ter seu corpo jogado pra trás e perceber um peso em cima de si.
– Malfoy maldito eu juro que te mato doninha albina! — Uma voz desconhecida e muito nervosa dita.
O peso some de cima de si e uma mão surge para ajuda-lo a se levantar. Nico aceita a mão e ao se levantar pode confirmar que eram na verdade seis garotos no local. Sua cabeça se vira para quem o ajudou.
– Obrigado. O que está havendo aqui, Jason? Por que essa a DONINHA ALBINA ta rindo feito biba enrustida que conseguiu dar o...?
– Já deu pra entender que você amou a brincadeira, senhor educação. — O ruivo que tinha caído em cima dele o corta.
– Ei! Não sou eu que tenho cara de emo. — O loiro que ria sem reservas para de debochar para se defende.
– Chega! Malfoy, eu juro, mais uma palava e você volta pra Inglaterra numa caixinha de presente direto para o Ministério da Magia! — O garoto que o ajudara fala bravo para o menino que agora sabia se chamar Malfoy.
– Ministério da Magia? Porque vocês "invadiram" o chalé de Poseidon? São campistas novos? Não me lembro de ver nenhum de vocês por aqui. — Nico pegunta novamente, impaciente.
– Me chamo Ron Weasley, e não somos campistas. E desculpa pela recepção pouco educada. — Fala o ruivo com as orelhas vermelhas.
– Não somos semi-deuses. Somos bruxos. — O garoto que Nico só havia notado depois de ter entrado no chalé explica com a voz calma.
Nico olha para Jason e Leo mais perdido ainda.
– O que vocês AINDA estão fazendo no meu chalé? — Uma voz soa baixa e perigosa para os outros, porém Nico mal consegue segurar o sorriso. Sorriso esse que some completamente ao ver um Percy. Apenas de toalha saindo do banheiro.
– Esqueceu que tem visita é? — Jason provoca.
– Esqueceu que está no chalé do meu pai, Grace? — Percy pergunta estressado.
– Desculpe Percy, já estamos saindo. — Harry Potter fala se dirigindo para a saída e empurrando a doninha albina, provavelmente com medo do garoto fazer mais merda.
Nico ficou alguns instantes parado enquanto os garotos saiam, e somente quando seus olhos se encontraram com os do filho do deus do mar e um sorriso discreto surgiu em seu rosto é que deixou o local.
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Os garotos esperaram Percy por pouco tempo, logo o moreno apareceu do lado de fora do chalé sentando-se a beira do lago onde outros garotos o esperavam. Ao se aproximar o representante dos bruxos se levanta.
– Me desculpe pela falta de educação. Não era nossa intenção se desrespeitoso em sua própria casa.
– Não vou mentir, não fui com a sua cara nem com a cara do seu pessoal mas eu também não fui o melhor anfitrião. — Percy fala como se isso finalizasse o assunto. — Hazel falou com você, Nico? Recebeu a mensagem de Íris de Quiron? — Jackson agora se dirigi a Di Angelo.
– Na verdade não. Cheguei há alguns minutos, uma hora e meia no maximo. Por que receberia uma mensagem? E o que a minha irmã tem haver com isso? — Agora o filho de Hades se mostrava preocupado.
– Bom, essa é uma longa história. — Neville diz.
De forma calma e paciente Harry conta tudo o que sabe, enquanto os meninos respondem suas perguntas. Ao fim da narrativa, Nico se sentia até mesmo tonto com tudo aquilo.
– Por isso precisamos nos juntar, bruxos e semi-deuses. — Neville concluí.
– Então vocês seis vão se juntar pra ir atrás de dois seres malignos?
– Não, Nico. Harry vai poder levar uma equipe com seis pessoas, alem dos garotos, as três meninas bruxas estão com Annabeth e Piper. Mas Draco não vai. E eu escolhi os sete da profecia. E você. — Percy explica.
– Por isso perguntou pela minha irmã? Ela e Franck também vão.
Ficaram conversando por um tempo até Nico se sentir realmente cansado. Com um bocejo discreto começa a se despedir.
– Eu vou para o chalé de Hades. Estou cansado.
– Hã... Nico, acho que não é uma boa ideia. — Leo tenta alertar, mas o moreno estava com tanto sono e se sentindo meio tonto depois de tanta explicação que nem deu ouvidos ao amigo.
Mas ao chegar ao chalé desejou ter dado ouvidos á Leo. Passou pela porta já retirando sua camiseta e começando a desabotoar a calça. Sabia que estaria sozinho. Mas não acreditou quando ouviu um grito e levantou os olhos encarando cinco meninas lá dentro.
– Mas que porra é essa Annabeth e Piper?
– Ha... Oi Nico, chegou rápido. — Piper fala usando charme na voz para acalmar o Di Angelo.
– Caiam fora daqui, estou cansado, depois conversamos. — O dono do chalé diz firme. As garotas deixam o local e Nico pode finalmente tomar um relaxante banho.
Depois do banho, já vestido, tudo o que queria era deitar e descansar, porém seu desejo foi atrapalhado por uma batida na porta.
– Oi, a gente pode conversar? — Era Percy.
Nico abre a porta e da espaço para ele.
– Desculpa a confusão com as garotas. Como você quase nunca está aqui e os outros chalés estão muito cheios decidiram que as meninas ficariam no chalé treze e os meninos do três comigo. A intenção era ficarem acomodados desse jeito até sabermos por onde começar a procurar os caras. Só que a gente não esperava que você voltasse tão rápido. Felei com Quiron sobre isso, ele disse que é pra você ficar no meu chalé também.
Nico engole em seco. Era só o que faltava.
– Vamos logo. — Mesmo não gostando da ideia, o moreno menor sabia que não tinha escolha.
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Draco andava meio cabisbaixo pelo acampamento. Não podia nega que o lugar era lindo... Olhar em volta o deixava literalmente em transe, mas naquele momento ele não estava no clima de olhar a paisagem. Havia passado a noite naquele lugar, e mesmo tendo uma cama confortável ele ainda assim não conseguiu dormir.
Estava perto do lago quando ouviu passos e logo depois uma discussão.
– Aqui está bom. Precisamos discutir sobre a Doninha Branca. — Ao se aproximar um pouco mais pode ver que quem falava era o tal líder dos semi-deuses. Junto com ele estavam também o Trio de Ouro dos bruxos, o garoto-bode que ele estuporou mais cedo no outro dia e o loiro que se chamava Jason.
– Ele pode por toda a missão em risco. — Weasley fala apreensivo.
– Sim, e se mandarmos ele de volta ele pode abrir a boca para os pais ou para qualquer outra pessoa e nos condenar de vez. — Granger lembra a todos.
Sem conter seu orgulho, Draco se revela ao grupo.
– Eu confesso que não sou a pessoa mais confiável do mundo, e que vocês três tem mais razões para desconfiar de mim do que qualquer outro, mas depois da guerra eu mudei, e eu posso provar isso se me derem um voto de confiança.
– Mudou como Malfoy? A gente mal chegou e você já arrumou confusão estuporando um dos nossos aliados, praticamente invadiu o chalé do Percy e não segurou sua língua nenhuma vez. — Hermione fala com os olhos em fenda.
Draco não respondeu.
– Eu dou um jeito nele. — Harry fala de repente e sai andando se afastando dos outros. O loiro o segue.
Caminham por um tempo até estar longe dos outros.
– Eu juro que tento me comportar, mas não me manda de volta — Draco solta do nada.
– Eu te ajudo com duas condições. — Harry fala sério.
– Quais? — pergunta desconfiado.
– Primeira: por que você quer tanto ficar aqui? Você odeia eu e meus amigos, já fez merda, e só nos atrapalhou. Me de um bom motivo pra fica, mas é melhor que seja honesto.
O loio fica por um bom tempo calado. Não sabia se contava a verdade ou não. Depois de uma breve discussão interna finalmente se decidiu pela verdade.
– Por mais de uma razão. — Sua voz saiu baixa e falha.
– Isso não responde a pergunta.
– Por que desde que a guerra acabou meus pais estão me tratam como se eu fosse de vidro ou coisa pior! Eles só faltam me trancar em casa. E o pior de tudo é que agora eles arrumaram uma noiva pra mim! Eu não quero nem ouvir falar nisso, mas eles insistem nisso. Estando aqui eu posso pelo menos ter um pouco de liberdade.
– E a outra razão?
– Por que te ajudar é o único jeito de me redimir.
Harry deixa um suspiro longo escapa. Desde que os tempos que tivera de sair pela Inglaterra atrás da Horcruxes suas habilidades com Legilimencia se desenvolveram consideravelmente. Sabia que não se comparava com o quão bom Severo Snape foi um dia, mas era capaz de dizer sem erros que Draco Malfoy falava a verdade.
– A outra condição é: você vai fazer tudo o que eu mandar, vai me obedecer. — Draco simplesmente odiou o modo que Harry falara aquilo, mas acenou de forma positiva com a cabeça. — ótimo, então se comporte enquanto eu falo com os outros e tento fazer eles deixarem você ficar.
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Percy e Harry estavam sentados sozinhos no chalé de Poseidon.
– Precisamos conversar. — Harry começa sério.
– Estou ouvindo. — Percy não tinha o melhor humor.
– Quero que Draco vá com a gente também.
Percy arregala os olhos.
– Aquela coisa loira? Ele vai estragar toda a missão!
– Ele pode causar muito mais confusão se voltar pra casa! Hermione teve razão quando disse isso.
– Vai ficar gente de mais!
– Fala a pessoa que está levando NOVE pessoas em uma missão que supostamente deveria ser só nossa. — Harry retruca.
– Se ele aprontar alguma... — O semi-deus fala depois de pensa por alguns instantes.
– Eu me responsabilizo por ele. — Foram as ultimas palavras de Harry antes de deixar o chalé.
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