Fins e Recomeços

7 4.07 - Várias Desconfianças


Notas iniciais
Blaine acorda surpreendido por algo. Tina vê-se encurralada em seus vícios e encontra uma nova amiga. Frida vai até Burt. Dani e Santana têm uma conversa definitiva e Marley continua ajudando B. em tudo que é possível. Em meio a esses acontecimentos, vários suspeitos vão surgindo.

Blaine acordou quando os primeiros raios de sol bateram no chão de seu quarto, iluminando um pouco o ambiente. Ele levou a mão a um olho e o esfregou, bocejou em seguida. Sua cabeça doía muito e seu coração ainda estava pesado.

Uma lembrança do loiro passou por sua cabeça, era estranho, depois de tanto tempo, não tê-lo ali, dormindo ao seu lado. B. queria ter a chance de ver aquele sorriso por pelo menos mais uma vez. Ele então virou-se, foi aí sua grande surpresa.

O solista gritou. Tina acordou e pulou dali, pegou um lençol e levou aos seios desnudos cobrindo-os. A asiática estava corada de vergonha e B. estava em estado de choque com aquilo.

– O que você faz aqui?! – Perguntou perplexo – Não! O que você fez– Ele se olhava e olhava para ela. Ambos estavam nus.

Blaine sentiu-se extremamente sujo.

Tina olhou para o lado, ela tremia. Não conseguia encarar Blaine, nem sabia o que dizer.

– B., eu... Eu... – Seus lábios tremiam – Eu não sei o que dizer. Na verdade, você sabe o que eu fiz, o que nós fizemos noite passada.

Uma expressão de horror tomou conta do rosto do solista.

– Sua vagabunda! – Gritou – Vagabunda! Como você pode, sua vagabunda! – Gritava Blaine, quase berrando. O solista estava desesperado.

– B., eu posso me explicar. – Começou Tina nervosa – Eu não quis te fazer mal. A verdade é que...

– É que você é uma piranha cretina. Mal deixou que o Sam morresse e já colocou as garras de fora. Eu não deveria nunca ter confiado em você de novo. Vagabunda!

– Não, eu posso explicar. Me deixa explicar, por favor. – Suplicou Tina – Você já pensou no mundo de possibilidades que se abriu para você? E se a lei da Jane for aprovada? Então seus filhos só teriam um pai, que é você. Eles precisariam de uma mãe, B. Eu já os amo de todo coração, nós poderíamos dar esse presente a eles, um futuro digno a Mag e aos gêmeos. Algo que você não poderia dar junto do Sam, caso a Jane vencesse. – Disse Tina.

Blaine ouviu toda aquela proposta sem expressar nada do que sentia. Então começou a caminhar pelo quarto. Seu rosto assumiu outras feições, não mais de nojo. Ele estava enraivado e cheio de desconfianças.

– É claro, como eu não pensei nisso antes! Que idiota eu sou. – Esbravejou e fuzilou Tina com um olhar, em seguida – Você não vale nada e agora tudo se encaixa.

O solista foi até a mulher bem lentamente. Caminhou e a encarou, Tina podia observar faíscas saindo de seus olhos.

– B... Blaine... O que você tem? O que significa isso?

Ele foi juntando as mãos lentamente, como se fosse leva-las de encontro ao pescoço dela.

– Não! – Gritou — Socorro! – Ela gritou de novo e correu, deixando a coberta cair.

Blaine Anderson olhou para aquele corpo sem roupas, novamente o nojo tomou conta dele. O solista virou de lado e cuspiu.

– Você está louco! Louco! – Disse Tina.

– Não, você que está. Agora eu entendo tudo. Você já tentou uma vez, podia tentar outra. Só que dessa vez você conseguiu. Você matou o Sam. Como eu pude acreditar em uma puta como você?!

O coração da mulher veio a boca com tudo aquilo, ela estava assustada. Blaine parecia descontrolado. Tina começou a chorar.

– Por que me fere assim? Não ouve tudo que está me falando? – Indagou enquanto as lágrimas escorriam.

– Suas falsas lágrimas não me comovem mais. Eu quero a verdade. Vamos, confesse seu crime. E não tente me comover. Para mim, você é apenas uma vadiazinha agora. – Insultou Blaine de novo.

– Chega, chega! – Gritou Tina. Ela tremia da cabeça a ponta dos pés e sua voz embargava– Chega de tantos insultos e palavras horríveis – Gritou de novo. – Eu te amo, Blaine. E amo muito, te amo mais do que amei qualquer outro homem antes e sempre te amarei. Eu tentei te esquecer e me entreguei a outros vícios que não fossem o seu amor. Essa é a minha única confissão, meu único erro. – Olhou bem nos olhos, viu somente dor e raiva. — Mas mesmo te amando tanto, isso não te dá o direito de me tratar assim. – Disse ela chorando – E quer saber? Eu não matei ele. Mas não achei tão ruim o acontecido. – Falou sorrindo. O tom de sua voz começava a demonstrar certo descontrole emocional – Bato palmas para pessoa que fez isso, pois ela foi brilhante. Eu nunca conseguiria, eu sou uma fraca. Da última vez que tentei, me arrependi e ainda tenho pesadelos a noite com isso. Mas bem que eu queria ter matado o idiota do Sam Evans. – Disse ela e riu.

Blaine levou a mão ao rosto de Tina, deu uma tapa forte e estalada.

A asiática levou a mão a face. O lugar do tapa estava vermelho e quente, ela quis chorar, mas de repente voltou a si.

– O que eu falei... – Disse baixinho, quase que como somente para si mesma.

– O que você sempre quis me dizer, mas não tinha coragem. – Disse Blaine. Ele também havia voltado a si e estava envergonhado do que fez.

Blaine foi até a cama e sentou-se, levou as mãos aos cabelos e dirigiu o olhar para baixo.

– Eu sinto muito, B. De verdade. – Disse Tina.

– Vá embora. Nós não temos mais nada o que conversar. – Falou o solista de forma fria.

A mulher vestiu-se e saiu. Em sua cabeça ela só conseguia pensar em como havia estragado de novo aquela amizade. Agora, para nunca mais. Tina chorou. Contudo, era tarde demais para isso.

Marley havia dormido na casa de Rachel junto dos filhos de Blaine. Cada vez mais, ela se apegava a aquelas crianças. Talvez fosse uma forma de suprimir a culpa que sentia pelo filho que tirou há muito tempo. Ela não sabia ao certo, só sabia que os amava muito.

Ela acordou, eles também. Cuidou de todos e alimentou-os. Em seguida, mandou-os para escola com um dos empregados de Rachel.

A dona da casa logo acordou também. Ela levantou-se tomou seu café e foi para sala. Marley se juntou a ela.

– Ainda muito baqueada com tudo, não é? – Perguntou Rachel.

Má só assentiu com a cabeça, não estava muito a fim de conversa. Rachel percebeu isso e respeitou.

Depois de algum tempo, alguém estava a porta, um empregado foi atender. Para a alegria da mãe de Vick, era um amigo de longa data.

– Kurt! – Rachel levantou-se e correu para abraça-lo.

Eles ficaram se abraçando por um tempo, depois se olharam por mais um pouco. Rachel pegou na mão do amigo.

– Venha, vamos sentar ali e conversar. Quanto tempo! – Exclamou ela – Eu te vi no velório, mas de longe. Não fui atrás porque não tinha certeza se era você, mas veja! Como está bonito! – Disse olhando para o amigo. Ele parecia melhor do que nunca – Quer algo? Café? Agua?

Kurt só riu e balanço a cabeça.

– Eu só queria te ver. – Disse enquanto eles sentavam – Estou aqui há alguns dias, mas não pude vir antes. – Disse o homem.

– Há alguns dias? – Perguntou Marley, que sentava um pouco longe deles – Tenho a impressão de ter ouvido você falar ao B. que havia chegado ontem mesmo. – Comentou.

– Eu disse há alguns dias? – Ele riu meio sem jeito, não havia percebido a presença dela ali – Eu me confundi. Quis dizer que planejava essa viagem há alguns dias e que queria ter vindo bem antes. De fato, eu só cheguei ontem mesmo. – Explicou-se o homem.

Marley sorriu de leve para ele, mas um pouco desconfiada da história.

Rachel também achou estranho aquilo, mas tratou logo te puxar outro assunto.

– Bem, me conte de sua vida, Kurt. Soube que havia casado de novo, é verdade? – Perguntou Rach.

– Sim, mas já me separei. – Disse ele – Ele não era o cara ideal para eu formar uma família. Talvez esse cara nem exista. – Falou meio triste – Ou apenas seja impossível ele olhar para mim. – Kurt suspirou nesse momento.

Rachel sentiu-se mal pelo amigo. Perguntou-se se ele nunca teria sorte no amor.

– Você soube que as pessoas estão acusando a Jane do acontecido ao Sam? – Perguntou ela – Ele se tornou um mártir de fato. A maré virou e todos que eram contra, agora apoiam suas ideias. É uma pena que isso tenha custado tão caro. – Disse Rachel.

– Pelo menos, agora nós poderemos viver em paz e formar uma família. – Disse Kurt – Eu morria de medo de ter filhos com o meu marido e, do nada, o governo considera-los ilegais.

Marley, que ainda estava longe, levantou-se. Parecia aborrecida. Ela saiu sem falar com ninguém.

– O que deu nela? – Perguntou Kurt.

– Releve. Ela está ainda muito mal com o ocorrido. – Disse Rachel – Mas vamos falar de coisa boa! Meu álbum, deixa eu te contar todas as novidades!

E assim eles conversaram a manhã toda.

Na rua, Tina andava descabelada. Em uma das mãos uma garrafa, na outra um enorme corte que sangrava. Ela bebia de vez em quando o liquido que carregava. Ainda chorava.

– Olha, olha!

Alguém gritou por perto. Tina virou-se. Era um homem alto, branco e musculoso.

– Quem é você? – Perguntou a bêbada.

O homem riu.

– Você nunca vai mudar, não é? Venha cá! – A puxou e abraçou, deu um beijo em seguida – Sempre com esse gosto de álcool na boca!

Tina o olhou assustada, depois o chutou. Ele gritou.

– Para aprender a me respeitar. Eu nem te conheço, seu idiota! – Disse e saiu.

– Não era isso que dizia quando estava em meus braços! Na sua cama, lá no andar de cima, lembra? – Gritou ele de longe.

A asiática não deu bola. Seguiu seu caminho cada vez mais perdida.

A mulher trilhou sem rumo, até que bateu na casa de Rachel. Não sabia o porquê, afinal nunca foram melhores amigas. Mas, de repente, se viu em frente à casa dela e não pensou duas vezes, entrou.

– Tina, o que aconteceu com você?! – Perguntou Rachel assustada com a forma que ela se encontrava.

Brittany estava ao lado dela.

– Venha, Tina. – Puxou a asiática – Vamos, você precisa de um banho e depois se alimentar. Aposto que não comeu nada hoje. – Falou assustada com o estado da amiga — Depois, ela se explica, Rachel. – Disse e saiu puxando a mulher.

Após o banho, Tina parecia bem melhor. A loira pegou uma roupa para ela e ajudou a enxugar-se.

– Você acha que eu seria capaz de matar alguém? – Perguntou Tina, de repente.

Brit riu.

– Acredite em mim, não. – Respondeu – Conheci muitas assassinas na cadeia. Inclusive, eu sou uma. E você não tem cara de quem mata alguém.

– Você também não. Parecia a garota mais boba de todas no colegial. Mas fez o que fez.

– Pois é. Mas eu aprendi na cadeia a ler melhor as pessoas. Sei que seu problema não é o homicídio, mas sim o suicídio. – Disse Brittany. – Olhe só para você, Tina.

Ela não conseguiu, olhou para baixo. Tina estava um pouco tonta por causa da bebida, sua mão pulsava e doía.

– Aos poucos, você está se matando. Esse vício pode destruir você. Conheci muitas alcoólatras na cadeia. Todas tinha seus motivos para beber, mas no fim isso não importava. Todas acabavam se dando mal do mesmo jeito.

Tina voltou a chorar, então abraçou a amiga. Abraçou forte.

– Eu não sei como fazer. Ele me disse coisas horríveis hoje, coisas que nunca mais esquecerei. Contudo, o amo. – Disse – Eu passei muito tempo sufocando esse amor. E consegui. Eu me sinto doente. O álcool e... – Ela não conseguiu continuar.

– E? – Brittany viu que a amiga estava envergonhada. – Não precisa temer nada. Apenas desabafe, isso vai fazer bem.

Tina suspirou.

– A bebida não é meu único vício. Para tentar desviar meu foco do Blaine, ao longo desses últimos anos, eu me deitei com vários homens. Às vezes, uns quatro por semana. Tudo dependia do quanto eu pensava nele. – Falou a asiática. – De nada adiantou, meu maior vício continua sendo o Blaine Anderson.

A loira quis abraçar a amiga de novo, mas Tina recuou. Brit estava cada vez mais com pena da outra. Pensou que seu amor não correspondido por Santana era duro. Entretanto, na cadeia ela não estava ali, presente todos os dias na vida da morena, aquilo de certa forma era bom, era sadio. Não sabia o que teria feito no lugar de Tina.

A asiática foi até a cama da loira. Deitou-se e chorou.

Brittany deitou-se ao lado dela e a abraçou.

– Não fica assim. Está na hora de pensar mais em você, de dedicar sua vida a você, não? Será que nunca passou pela sua cabeça que talvez ele não valha tanto a pena assim?

Tina riu.

– O que foi? – A loira não entendeu.

– Você aí, falando para eu seguir em frente. Mas está aqui, de volta somente por ainda amar a Santana. – Falou.

Brittany também riu.

– É, você tem razão. Somos duas idiotas.

– Não, somos duas mulheres apaixonadas. – Disse Tina.

Elas então viraram de lado e se olharam. Sorriram uma para outra.

– Então, vamos almoçar? – Perguntou Brittany.

– Sim. Mas antes, queria usar o estúdio da Rachel com você. Acho que precisamos cantar algo juntas.

Elas foram. Tina e Brittany pegaram cada uma um microfone. Rachel as acompanhou junta dos outros. As duas começaram.

Tina:

You got me sippin' on something

I can't compare to nothing

I've ever known, I'm hoping

That after this fever I'll survive

I know I'm acting a bit crazy

Strung out, a little bit hazy

Hand over heart, I'm praying

That I'm gonna make it out alive

Brittany:

The bed's getting cold and you're not here

The future that we hold is so unclear

But I'm not alive until you call

And I'll bet the odds against it all

Save your advice 'cause I won't hear

You might be right, but I don't care

There's a million reasons why I should give you up

But the heart wants what it wants

Ambas:

The heart wants what it wants

Brittany:

You got me scattered in pieces

Shining like stars and screaming

Lighting me up like Venus

But then you disappear and make me wait

And every second’s like torture

Hell over trip, no more so

Finding a way to let go

Baby, baby, no, I can’t escape

Tina:

The bed's getting cold and you're not here

The future that we hold is so unclear

But I'm not alive until you call

And I'll bet the odds against it all

Save your advice 'cause I won't hear

You might be right, but I don't care

There's a million reasons why I should give you up

But the heart wants what it wants

The heart wants what it wants

The heart wants what it wants

The heart wants what it wants

Ambas:

This is a modern fairytale

No happy endings, no wind in our sails

But I can't imagine a life without

The breathless moments breaking me down

The bed's getting cold and you're not here

The future that we hold is so unclear

But I'm not alive until you call

And I'll bet the odds against it all

Save your advice 'cause I won't hear

You might be right, but I don't care

There's a million reasons why I should give you up

But the heart wants what it wants

The heart wants what it wants

The heart wants what it wants

The heart wants what it wants

The heart wants what it wants

The heart wants what it wants, baby

It wants what it wants, baby

It wants what it wants

It wants what it wants

Ao fim, Rachel abraçou cada uma, depois a loira e a asiática se abraçaram. Em seguida, foram almoçar.

No outro dia, Frida foi apresentar-se no gabinete de Burt. Ela caminhava devagar pelo corredor daquele lugar, olhando cada cantinho de parede que podia. Tudo ali lembrava Sam e isso doía.

Enquanto caminhava por ali distraída, parou em frente ao gabinete que era do loiro. Aproximou-se da porta e a tocou. Suspirou.

– Chorando ainda pelo amigo que se foi? – Perguntou Jane debochando.

Frida virou-se, rindo também debochando.

– Do que ri? Por acaso meu nariz está pintado? – A senadora estava aborrecida.

– O tiro saiu pela culatra. – Disse Frida – Você livrou-se dele para que ele não vencesse, mas acabou derrotada.

Jane levantou o braço e desceu, levando a mão ao rosto da secretária.

– Tento na língua, sua atrevida. – Falou cheia de fúria, olhando para ela com muita raiva. – Se me tem por uma assassina, deveria ter cuidado. A próxima pode ser você. – Falou olhando nos olhos de Frida, que tremeu – Não pense que eu perdi essa. Ainda tenho muito tempo para virar o jogo.

A garota levou a mão ao rosto que ardia do golpe. Jane havia batido com força, ela queria realmente feri-la. Ela estava assustada, mas não deixaria a mulher sair vencendo.

– Será que tem mesmo? – Questionou com um sorriso no canto da boca – Ouvi falar que o presidente da casa quer marcar a votação do seu projeto de lei com urgência. E mais, o povo já disse que não vai deixar barato o que você fez. O Sam é um mártir, ele morreu pelo que acreditava e seu projeto vencerá. É o seu fim, Jane Lohan. – Disse e saiu, seus lábios tremiam e ele não arriscou olhar para trás.

Foi até o gabinete de Burt, bateu e abriu.

– Com licença, Sr. Hummel. – Disse e entrou. Frida ainda estava assustada.

– Algum problema? – Perguntou ele ao ver o estado da moça.

– Não, senhor. – Falou e sentou-se – É só que... Eu discuti com a Jane há pouco.

Burt a encarou e sorriu.

– Será que é isso mesmo, Frida? – Perguntou – Notei que sentia medo de mim no velório também. Se quer trabalhar para mim, quero que seja bem sincera. O que teme?

A secretária olhou para baixo.

– Vamos, Frida. Fale algo. Eu estou perdendo a paciência já. – Burt estava começando a se aborrecer. – Você parece um filhotinho de pato longe da mãe. O Sam morreu, mas não é o fim do mundo, garota.

– Tudo bem. Desculpe-me. O Sam já se foi, então eu posso falar. Ele me contou, senhor. Contou-me tudo. De quando ameaçou matar a Jane com a arma, tudo para defender seu filho. Mas aconteceu justamente o contrário, ela quem matou o Sam. Só não mudou o fato de que seu filho está sendo protegido no fim.

Burt riu. Frida dirigiu o olhar a ele.

– Você acredita realmente que a Jane matou o Sam? – Perguntou à moça

– Bem, eu... – Começou.

– Isso também não me importa. – Disse ele interrompendo – Eu quero o dossiê em minhas mãos, está me entendendo? O quanto antes. – Disse a ela

De repente, Frida não tinha mais certeza de nada. Ficou imóvel e olhava para Burt mais assustada ainda.

– O que foi? – Ele riu – Eu sei de tudo. Você deveria ter cuidado onde se mete, Frida. Você pode ser a próxima. – Disse Burt olhando para ela com um enorme sorriso, deliciando-se com o medo da moça. – Agora, levante-se. Vá fazer o que te pedi e depois volte para trabalhar. Eu não quero esperar mais de três dias por esses documentos. Quero-os finalizados, está me ouvindo?

Ela assentiu e saiu dali. Foi obedecer o seu novo patrão.

Era hora do jantar na casa de Dani. Desde o dia do velório, ela e Santana estavam indo de mal a pior. Mal se falavam e, quando isso acontecia, elas brigavam.

As duas jantavam juntas em uma mesa farta. Dani parecia triste, já Santana com raiva. Elas comeram por uns quinze minutos, a mulher de cabelos tingidos levanta-se quando a morena falou.

– Até quando vamos ficar assim? – Perguntou a latina. – Nós estamos juntas há tanto tempo, Dani. E para quê? Para no fim acabar por causa de um fantasma do passado?

– Um fantasma bem vivo, não? – Retrucou Dani.

– Que por mim, poderia estar morta. – Disse Santie levantando-se também – Tudo que eu queria era ser como antes.

Dani sorriu de forma contida, mas era um sorriso diferente, ele demonstrava tristeza e insatisfação.

– Eu te conheço tão bem, talvez até mais do que você, Santie. – Aproximou-se da mulher e levou a mão ao seu rosto, acariciando-o – Eu sei que você não está bem consigo mesma, que não está em equilíbrio e cheia de dúvidas. Todo esse ódio que diz nutrir por ela, no fundo, pode não passar de amor mal resolvido.

– Ou de ódio mesmo, já pensou nessa possibilidade? – Perguntou a morena, afastando-se da mulher.

– Sim, claro que já. Eu já pensei em tudo. – Dani suspirou – Mas disso nem você tem certeza.

Santana riu.

– Então, o que você sugere? – Perguntou indignada com tudo.

– Um tempo. Um tempo para nós, para você. Você precisa pensar em tudo e se decidir. – Disse Dani.

– Você não pode estar falando sério! – Santana esbravejou – Tudo que eu fiz nesses últimos doze anos foi te amar. Agora, do nada, você me vem com essa? E os nossos planos, a família que iríamos ter? – Perguntou nervosa.

– Teremos tudo isso no fim, se você realmente quiser. – Disse Dani – Eu vou terminar de resolver as pendências aqui em NY, depois viajarei. Até lá, você já terá se decidido. – Continuou ela – Enquanto isso, pense em tudo. Em nós e em vocês duas. Chegue a uma conclusão. – Ela foi até Santie e a abraçou. Santana não tinha reação alguma – Eu te amo, minha garota. Espero que volte para mim. – Disse com lágrimas nos olhos.

Devagar, Santana soltou-se e se apoiou na mesa. Estava surpresa com tudo aquilo.

– E agora, o que é que eu faço? – Perguntou.

– Agora, podemos cantar. – Respondeu Dani. – Depois, eu quero que vá embora. Nós manteremos contato. Eu te avisarei quando estiver de partida.

Santana suspirou, correu até a mulher e a abraçou forte. Beijou-a e as duas choraram juntas. Depois, cantaram.

Dani:

Tell me something, I need to know

Then take my breath and never let it go

If you just let me invade your space

I’ll take the pleasure

Take it with the pain

And if in the moment I bite my lip

Baby, in that moment you’ll know this is

Something bigger than us and beyond bliss

Give me a reason to believe it

‘Cause if you want to keep me

You gotta, gotta, gotta, gotta, got to love me harder

And if you really need me

You gotta, gotta, gotta, gotta, got to love me harder

(Love me harder)

Ooh, ooh, ooh, ooh

Love me, love me, love me

Ooh, ooh, ooh, ooh

Harder, harder, harder

Santana:

I know your motives and you know mine

The ones that love me I tend to leave behind

If you know about me and choose to stay

Then take this pleasure and take it with the pain

And if in the moment you bite your lip

When I get you moaning, you know it's real

Can you feel the pressure between your hips?

I'll make it feel like the first time

Ambas:

‘Cause if you want to keep me

You gotta, gotta, gotta, gotta, got to love me harder

(Imma love you harder)

And if you really need me

You gotta, gotta, gotta, gotta, got to love me harder

(Love me harder, lo-love me harder)

Ooh, ooh, ooh, ooh

Love me, love me, love me

Ooh, ooh, ooh, ooh

Harder, harder, harder (ooh)

Ooh, ooh, ooh, ooh

Love me, love me, love me

Ooh, ooh, ooh, ooh

Harder, harder, harder (you gotta love me harder)

So what do I do if I can’t figure it out? (figure it out)

You got try, try, try again (ooh)

So what do I do if I can’t figure it out?

I’m gonna leave, leave, leave again

Dani:

'Cause if you want to keep me

You gotta, gotta, gotta, gotta, got to love me harder

(Imma love you, love you, love)

And if you really need me

You gotta, gotta, gotta, gotta, got to love me harder

(Yeah, you gotta love me, baby)

'Cause if you want to keep me

You gotta, gotta, gotta, gotta, got to love me harder

(Love me harder)

And if you really need me

You gotta, gotta, gotta, gotta, got to love me harder

(Imma do it, do-do it)

(Imma love you harder, hey!)

Ooh, ooh, ooh, ooh

Love me, love me, love me (imma love you)

Ooh, ooh, ooh, ooh

Harder, harder, harder

(Oh, boy, you gotta love me, love me, baby)

Ooh, ooh, ooh, ooh

Love me, love me, love me

(Just a little bit harder, harder, baby)

Ooh, ooh, ooh, ooh

Harder, harder, harder

Horas depois, a porta de Rachel bateu. Ela abriu-a e Santana desabou em cima dela, abraçando-a e chorando em seus braços. Era de amigos que a morena precisava agora, ela foi procurá-los.

Quando o outro dia chegou, Marley voltou ao apartamento Anderson & Evans. Desde o velório, Blaine havia se isolado, sem visitar nem ela, nem os filhos.

O local estava sujo e cheirando a abafado. Todas as janelas estavam fechadas e havia coisas quebradas no chão. A mulher observou tudo cheia de tristeza. A primeira coisa que ela fez foi abrir tudo e encher o ambiente de luz.

Chamou por Blaine e ele respondeu do quarto. Marley foi até lá. O amigo encontrava-se sentado, olhando para a parede e imóvel. Ela aproximou-se, ajoelhou na frente dele e suspirou.

– Você não pode ficar assim para sempre, B. – Disse cheia de tristeza ao ver o estado do amigo.

Blaine estava sujo, descabelado e até um pouco mais magro. Isso em apenas poucos dias.

– Às vezes, me sinto como se estivesse em um livro do Stephen King, sem saber qual será a próxima vítima de uma crueldade surreal, Má. – Ele olhou para ela com os olhos aguados – Eu não vou aguentar, não sem ele. – Despencou, se ajoelhando também e apoiando na amiga.

Blaine chorou e chorou, Marley apenas o segurou.

– Todos nós perdemos alguém especial esse ano. Eu, por ironia do destino, perdi dois. Acho que sou a protagonista desse livro do Stephen. – Riu – Mas venha, levante-se. – Disse e subiu, puxando B. – Vamos a polícia. Eles querem falar com você.

– Eu não quero saber de nada. – Disse Blaine.

– Mas vai. Precisa saber de tudo e colocar na cadeia o assassino do Sam. – Falou Marley.

– Eu já sei quem foi.

– Sabe? – Má olhou-o cerrando o cenho.

– A Tina.

Marley olhou-o de novo, dessa vez assustada pelo palpito do solista. Entretanto, preferiu deixar o assunto para lá, naquele momento.

– Vamos lá, Blaine. É hora de comer algo e tomar um banho. Acho que você já está delirando! – Disse e saiu puxando o amigo.

Por um momento, quando o amigo tocou no assunto, Marley pensou que Blaine e ela suspeitassem da mesma pessoa.

Chegaram na delegacia e logo foram chamados.

– Blaine Anderson, não é isso? – Perguntou o delegado encarregado pelo caso. B. assentiu. – Bem, eu sinto muito. Eu era um grande admirador do trabalho do seu marido no senado. Prometo fazer de tudo para achar o criminoso que cometeu essa atrocidade.

assentiu. Marley sentava ao lado do amigo, ela segurou a mão dele forte.

– Então, vocês já sabem de algo, têm algum suspeito? – Perguntou a mulher.

– Isso é a única coisa que temos. – Disse enquanto pegava um saco. Mostrou aos dois uma luva preta empacotada dentro dele – O assassino a esqueceu na cena do crime. Parece ter enganchado em algum objeto de sua sala, Sr. Anderson, e caído.

– Uma luva, é isso tudo que tem? – B. riu consternado.

Marley o beliscou.

– Obrigada, delegado. – Disse a mulher – Por favor, qualquer coisa nos avise.

Ele assentiu e sorriu.

– Farei tudo que tiver em minhas mãos para achar o assassino. Eu prometo.

Os dois levantaram-se e saíram.

– Vê? De que adiantou ter vindo? – Perguntou Blaine.

– Nada. Mas não custava tentar. – Disse Má. – Mais tarde, vai haver uma reunião na casa da Rachel.

– Não quero ir.

– Mas vai. Seus filhos estão lá, eles precisam de você.

Blaine abaixou a cabeça.

– O que foi, B.?

– Não sei se consigo.

Marley foi até a frente do amigo e levou a mão ao seu queixo. Levantou sua cabeça.

– Eu estarei contigo. Nós vamos conseguir, eu prometo. – Disse e sorriu.

Blaine a abraçou forte.

– Obrigado. Você é a melhor amiga de todas. – Disse chorando.

Então saíram, logo mais precisavam ir à casa de Rachel.

Notas finais
Músicas: The Heart Wants What It Wants - Selena Gomez Love Me Harder (feat. The Weeknd) - Ariana Grande E então, de quem vocês suspeitam? Montem suas teorias e comentem! haha