Notas iniciais
Chega a hora de Sam enfrentar Jane. Ao lado de seus amigos e família busca o apoio necessário para tal tarefa, temeroso e esperançoso, a mesmo tempo, pelo fim de tudo isso.

Era noite, a mesa do apartamento Anderson & Evans estava lotada. Blaine, Sam, Tina, Marley, Mag e os gêmeos esse encontravam ali, reunidos como uma família. Comiam e brincavam, faziam piadas dos tempos de ensino médio e riam das palhaçadas dos gêmeos, que ora brincavam, ora brigavam a mesa.

– São como gato e rato – Disse Sam, rindo dos dois – Mas se amam. São o orgulho do pai! – Apertou a bochecha de David.

– Vocês são a família mais linda, não entendo como alguém possa querer o fim de tudo isso. – Soltou Tina, sem se dar conta do mal que poderia fazer com aquela frase.

Os gêmeos se olharam, depois olharam para Sam e Blaine, que ficaram constrangidos. Eram maiores que Mag, que não entendeu o que ouviu, por isso não teve nenhuma reação, mas mesmo assim não entendiam bem o que Tina havia dito.

– Papai, o que ela quis dizer? – Perguntou Michael a Blaine. David olhava para Sam.

– A tia só estava... – Blaine gaguejava, não sabia o que falar. Sam também estava sem ação diante daquilo. – É...

– A Tina só quis dizer que não entende como alguém possa querer que essa noite acabe. Afinal, essa janta está deliciosa, não acham? – Falou Marley para eles sorrindo – Não é mesmo, Mag? – Pegou a menina nos braços – Diga aos seus irmãos como a comida está boa – Beijou ela, que riu e falou algo indecifrável, em sua linguagem meio enrolada, para os irmãos.

Todos riram dela, Sam e Blaine sentiam-se aliviados. O que Tina falou trouxe a mente do loiro algo que ele queria esquecer naquela noite. No outro dia, ele teria que enfrentar Jane e todo o senado federal para defender seus ideias. Talvez, mais que isso. Teria que defender sua família.

– O que acha de irmos para a sala e cantar um pouco, hein? – Perguntou o solista ao marido, ao vê-lo aflito.

– Boa ideia. Mag está como sono, vou leva-la ao quarto. – Disse Marley.

– Ótimo. – Falou Blaine. – E vocês vão também, meus amores. – Falou para os gêmeos – Já é hora de dormirem também, amanhã têm aula cedo.

As crianças se foram e os adultos se arrumaram na sala. Sam tinha um violão em mãos.

– Eu queria falar algo antes de cantar. – Disse Blaine, todos voltaram a atenção para ele – Amanhã será um dia decisivo para a nossa vida, para nossa família. – Disse ele olhando para o bocudo – Quero que saiba que mesmo que não consiga vencer aquela louca, continuará sendo o melhor pai e marido de todos, o homem da minha vida. – Falou arrancando um enorme sorriso do loiro – Nada dissolverá nossa família. Ela não é feita de leis, mas sim de amor. No fim, nós sempre sairemos ganhando, pois temos um ao outro e o amor de nossos filhos.

Sam não suportou, começou a chorar de alegria com aquelas palavras. Sentia o peso do mundo em suas costas e a necessidade de defender os interesses de inúmeras pessoas ao lado de Burt, quase não suportava mais toda aquela pressão. Ele abraçou Blaine, chorando. O homem da sua vida, o cara que ele amava mais que tudo e que o ajudava sempre. Seu apoio era fundamental naquela questão. Sabia agora que mesmo que perdesse, perderia ganhando, pois nada destruiria o que ele tinha de mais precioso, sua família.

– Bom, chaga de choro! – Disse Blaine, após dar um beijo em Sam – Vamos ao que importa, a música!

– Eu apoio. – Falou Tina, forçando um risinho e constrangida com a cena.

Sam posicionou o violão.

– Essa é para você, Sammy. – Disse Blaine.

O loiro sorriu e começou a tocar.

Une chance, une danse, un rendez-vous en france

L’amour, la tour, on

S'aimerais pour toujours

Une chance, une danse, un rendez-vous en

France

L’amour, la tour, on s'aimerais pour toujours

I know me and you, hey mister, mister new york

You know I've no problem giving ya what you want, want

But what does it mean to you? Don't play me, no no no

Don't you do me wrong, wrong, y'know I'll be long gone

Listen

Melodies, hypnotic and bad

Heighten my dress

The pleasures ahead

Just an embrace, he whispers 'please'

My heaven is hell

The angel ain't safe

Stuck between heaven and hell

I am all your's

Never alone

We belong to the end

Bar the others

The sign of it is

I am all your's

Never alone

We belong to the end

Bar the others

The sign of it is

I can, hey let me give you my love

And if you like it, lay next to me in the mornin'

Noon and night, yeah, I'll

Lullaby ya

I wanna make you my man

Alright yeah

I know me and you, hey mister, mister new york

You know I've no problem giving ya what you want, want

But what does it mean to you? Don't play me, no no no

Don't you do me wrong, wrong, y'know I'll be long gone

Une chance, une danse, un rendez-vous en france

L’amour, la tour, on

S'aimerais pour toujours

Une chance, une danse, un rendez-vous en

France

L’amour, la tour, on s'aimerais pour toujours

I can, hey let me give you my love

And if you like it, lay next to me in the mornin'

Noon and night, yeah, I'll

Lullaby ya

I wanna make you my man

Alright yeah

Ao fim, ele pulou no colo de Sam e roubou-lhe mais alguns beijos. Marley estava emocionada, havia achado a música linda. Tina parecia sem jeito, mas admirava a cena. O amor de Blaine e Sam era lindo, até mesmo a asiática admirava a cumplicidade e companheirismo deles.

– Acho que é melhor eu ir. – Disse Tina – Já está tarde, amanhã o Sam acorda cedo. – Levantou-se, os outros também. Ela abraçou o loiro – Boa sorte, espero que dê tudo certo.

Sam assentiu e sorriu para ela, Blaine a levou até a porta. A noite seguiu, eles dormiram.

A manhã logo chegou, o dia era nebuloso e tinha um ar pesado. Sam acordou com pressentimentos ruins. Blaine logo acordou também, abraçando o loiro por trás e confortando-o.

– A Jane vai estar dando uma entrevista um pouco antes da votação do projeto de lei. – Disse o bocudo.

– Então vamos levantar e vê-la – Falou B. calmamente – Rachel, Tina e Artie veem para aqui, vamos ver o processo todos juntos na TV.

Sam assentiu, eles levantaram e foram para a sala.

Em algum canal de TV, Jane dava uma entrevista.

– Então, Senadora Jane, como podemos classificar esse seu projeto de lei que derruba os direitos de casamento e constituição de família conseguidos pelos homossexuais? – Perguntou o entrevistador.

– Inovador e puro. – Respondeu ela – Devemos limpar o pecado e todas as impurezas de nossos lares. Nossas crianças não podem crescer achando algo assim normal. Isso foge do natural, o homem nasceu para a mulher e vice-versa.

– Acha que o presidente não pode vetar essa lei?

– Ele não pode ir contra o que os representante do povo aprovarem. – Continuou ela – Nós fomos colocados pelo povo lá para legislar, ele não pode nos impedir disso. Eu tenho a maioria no senado e câmara, nem o presidente pode contra nós. – Disse sorrindo.

– Por fim, há mais uma questão. – Falou o repórter – Muitos a acusam de questões religiosas estarem por trás de seu projeto e a senhora mesmo falou há pouco na palavra pecado. Tendo em vista que vivemos em um estado laico, onde igreja e estado são órgãos separados e não devem se misturar, acha isso correto?

Jane assumiu um semblante de fúria, quis claramente fuzilar o homem que a fazia perguntas.

– Veja bem – Começou ela com frieza, tentando disfarçar o que sentia – Não há mais do que uma questão de ideais aí. Não acho isso natural, como já disse. Vou ter um neto em algum tempo, não quero que ele cresça em um mundo promíscuo, cheio de coisas tortas. Não vou negar que tem um fundo religioso em tudo isso, pois minha educação foi toda voltada para a minha religião. Contudo, isso não quer dizer que também não faça parte de meu pensamentos. Na própria constituição o casamento é estipulado para ser entre homem e mulher e o conceito de família é bem diferente do que é utilizado hoje por muitos– Respondeu ela.

O homem agradeceu e a senadora seguiu.

Sam assistiu a tudo aquilo ao lado do marido, ficou mais perplexo e enojado após ter ouvido tantas barbaridades. Estava decidido a derrubar Jane Lohan. Foi ao trabalho.

Chegou faltando algum tempo antes da hora da votação, foi ao gabinete respirar e pensar um pouco. Frida estava lá, sentada em frente ao computador.

– Mr. Evans – Falou sorridente ao ver o senador – Pronto para vencer hoje? – Ela estava toda sorridente.

Sam sorriu de volta para garota. Ela lembrava-o dos tempos de Glee. De quando era jovem e cheio de sonhos e só queria cantar e amar.

– Você confia tanto em mim, Frida. Por quê?

– Porque o acompanho há algum tempo, sei o homem maravilhoso e decente que é. Aquela mulher é inescrupulosa e nunca foi, nem será, uma verdadeira representante do povo desse país. Você sim, você é o retrato de tudo aquilo que um legislador deveria ser. Um dia, quero ser como você. – Respondeu ela com os olhos brilhando, admirava Sam mais do que tudo.

Sam riu.

– Obrigado, Frida. – Olhou um pouco para ela – Eu poderia te fazer uma pergunta um pouco indiscreta?

Ela corou.

– Claro, Mr. Evans.

– Sam, por favor. Eu já disse! – Ele riu um pouco mais com a reação da garota – Não é nada de mais, pelo menos não acho. Só queria saber se... você é... lésbica? – Perguntou meio sem jeito.

Dessa vez, a moça foi quem riu.

– Não, Sam, eu não sou. – Riu mais um pouco – Mas posso dizer a você que tem gente muito próxima de mim que pode ser prejudicada, caso a Senadora Lohan vença – Olhou bem nos olhos de Sam – Por isso, vença.

– Pode deixar comigo! Como vai nossa campanha nas redes sócias?

– Vai bem, sua hashtag está em primeiro lugar nos Trending Topics do Twitter, nesse momento. Os vídeos com comentários homofóbicos da Jane também estão sendo compartilhados em massa no Facebook e YouTube — Disse ela sorridente — Grande parte da população o apoia.

– Mas isso será o suficiente?

Frida ficou calada, isso foi o suficiente para ele ver que, embora sua campanha nas redes estivesse boa, poderia não ser o bastante.

Sam assentiu e sorriu para moça. Estava triste, mas não se daria por vencido.

– E com relação a aquele outro assunto? – Perguntou abaixando o tom de voz e olhando para os lados, conferia se não vinha alguém.

– Está quase pronto todo o dossiê. Logo você o terá em mãos. – Respondeu ela.

– Ótimo. – Sam a abraçou – Obrigado, você é uma grande amiga. Sem você, eu nunca conseguiria suportar todo esse peso.

Ela corou de novo.

Sam a soltou e depois saiu, foi ao gabinete.

Quando chegou a hora, foi ao encontro de Burt. Cumprimentou o amigo com um olhar e seguiram para a sala de reuniões. Lá estavam todos os senadores do país, o presidente do senado mais à frente e Jane sentada bem distante de onde Sam e o pai de Kurt deveriam ficar.

– Logo, logo o presidente da casa vai chamar a Jane. Ela vai discursar. Depois será sua vez, Sam. – Disse Burt. – Você vai ter que ser bem convincente. A maioria realmente a apoia. Nossas chances são bem poucas. – O velho homem parecia abatido e nervoso.

Eles sentaram.

Jane foi chamada, ela foi até o local de discursar. Bateu no microfone, testando-o e começou.

– Caros companheiros – Disse ela sorridente – Acho que não preciso me alongar muito. Como falei hoje mais cedo na TV, quero apenas que nossos filhos e netos cresçam em um país que segue a ordem natural das coisas. Casamento é homem e mulher, nada além disso. Um criança com a mente sã não pode crescer em uma família que foge da ordem natural das coisas. Um bebê não pode ter dois pais, pois órgão excretor não se reproduz. – Nessa parte, ela olhou para o loiro. Ele quis soca-la, não sabia o quanto daquilo aguentaria ouvir calado. – Se isso não bastar, basta pegar a Constituição e ver o conceito de família que está nela escrito. Não é nada disso que pregam por aí e é ele quem vai prevalecer hoje. É isso, meus amigos. Espero o apoio de todos vocês. – Sorriu, olhou para Sam e o cumprimentou com os olhos. Saiu logo em seguida, indo sentar-se.

Em sua cadeira, Sam cerrou os punhos. Queria leva-los ao rosto daquela mulher.

– Calma, Sam. Mantenha a calma, por favor. Você vai ser o próximo. – Disse Burt.

– Será que eu consigo? Não acredito que ouvi tudo que essa mulher falou. Quanta porcaria. – Ele bufou de raiva.

Era a vez dele. Finalmente, Sam foi chamado. Todo seu discurso passou pela cabeça de novo. Mesmo assim, ainda não parecia todo formulado.

O loiro pôs-se em seu lugar, bateu no microfone o testando e olhou para todos. Olhou para Burt, que parecia muito nervoso em sua cadeira. Olhou para Jane, que exibia um sorriso de vitória. Olhou para todos os outros senadores, frios e sem expressão alguma. Depois, olhou para dentro de si, para seu coração. Viu em sua mente toda sua família. Uma lágrima formou-se no canto do olho. Ele respirou fundo, era hora de começar a falar.

– Queria, primeiramente cumprimentar a todos os companheiros de trabalho. Dizer a vocês que somos todos representantes do povo aqui. E quanto falo do povo, quero dizer todo o nosso povo. – Falou calmamente. Em seu discurso preparado, iria atacar Jane e a igreja. De repente, olhou para ela e toda sua prepotência. – Por que será que ela está tão confiante? – Pensou. Logo chegou a uma conclusão. – Claro! – Aquilo era tudo o que a mulher queria. Se atacasse os ideais dela e dissesse que aquilo era errado iria travar uma guerra ainda maior entre religiosos e homossexuais. Aquilo não era um discussão da igreja, mas sim do estado. Pensou rápido e traçou outro plano – Eu poderia muito bem chegar aqui e atacar a Jane e seus aliados, dizer que ela está errada no que pensa ou que tudo que o livro religioso que ela usa para se nortear em suas concepções diz é mentira. – Disse ele, começando o discurso. Sorriu para ela – Mas não farei isso. Não estou aqui para dizer que o que o livro sagrado que ela se baseia está certo ou errado, não travamos aqui um debate de ordem teológica, mas sim ideológica. Não? Pois bem, foi dito que na Constituição o conceito de família é o pregado pela Sra. Lohan, pois eu rebato esse argumento com uma resposta simples. Eu, Burt e nosso partido criamos a emenda constitucional que criou o novo conceito e anexou o casamento entre homossexuais, emendou-o. É para isso que a emenda serve, por isso não pode nada discutido aqui ser considerado inconstitucional. – Sam olhou para dentro de si, era hora de tentar tocar a todos. Era sua única chance, lembrou-se de Blaine e de tudo que o marido o falou. Sorriu com ternura, em sua mente também veio os rostos de todos os seus filhos. Era por isso que estava ali, por sua família. Ele continuou – Mas não era bem isso que queria dizer a vocês. Sei que todos aqui já o sabem. Eu queria me apresentar e falar um pouco de mim.

Burt olhou para o colega ao lado, do mesmo partido, estava sem entender.

– Mas o que ele está fazendo?! – Indagou-se aborrecido

Sam continuou.

– Meu nome é Sam Anderson & Evans. Esse é meu nome de casado. Tenho três filhos, o David, o Michael e a Mag. Ao lado do Blaine, meu marido, construí essa família. Quando nós nos unimos, contraímos uma união civil que chamamos de casamento por convenção. Hoje somos realmente casados, temos filhos e uma família. Nada do que vocês façam aqui vai mudar isso, senhores. Nossa família pode deixar de existir legalmente, mas eu e Blaine continuaremos a ser os pais de nossos filhos. Eu e Blaine estamos aqui hoje representando milhares de famílias de nosso país. Famílias formadas por pessoas que vocês foram eleitos para representar, e que vocês querem destruir. – Falou cheio de raiva, olhando para cada um daquele que sabia que iria apoiar Jane – Por fim, queria dizer que o mesmo livro que fala que é uma abominação um homem deitar-se com outro homem como se fosse uma mulher, também condena aqueles que comem carne de porco e traz o sangue como imundice, dizendo que uma mulher no processo de menstruação, que é algo totalmente normal e fisiológico, deve ficar isolada, pois está imunda e quem tiver contato com ela assim também estará. – Olhou para Jane sorrindo — O que eu quero dizer com isso? Que alguns usam desse mesmo livro para falar sobre o que lhe convém e alimentar alguns preconceitos que já perduram desde os tempos primórdios, mas que relação nenhuma têm com a nossa época, com o nosso século XXI. Peço que ponham a mão em suas consciências, em seus corações. Que pensem com a cabeça de vocês, separando a política da religião. Igreja e estado em nosso país são separados e isso sim é constitucional. – Olhou para Jane de novo, ela o fuzilava com os olhos – Não se se esqueçam que o filho adotado por um casal homossexual é aquele abandando por um casal heterossexual. E que mesmo que em uma inseminação só haja um pai, os dois vão cuidar e criar a criança com todo amor que possuem. Creio que uma relação de paternidade tem mais relação com amar, cuidar e criar do que gerar. Por fim, queria dizer as pessoas que nos veem agora que mesmo que eu perca, continuarei lutando pelos seus direitos, para que todos possam ser livres para amar quem quiser. Peço que também nunca desistam, pois somente juntos nós podemos vencer.

Sam então saiu dali, uma saraivada de palmas tombou o local. Algumas mulheres choravam e até alguns amigos de Jane aplaudiam-no. Ao passar pelo lado da Senadora Lohan, eles trocaram alguns olhares.

– Você nunca conseguirá – Disse ela – Mesmo com esse discurso, eu tenho a maioria. Pode ter ganho alguns dos meus com essas baboseiras, mas ainda assim você será derrotado. – Ela sorriu, levantou-se e saiu.

O presidente da casa anunciou meia hora de pausa, para que todos pensassem bem seu voto.

– Você foi fantástico. – Disse Burt ao loiro – Por um momento, pensei que fosse estragar tudo. Mas sua estratégia de não atacar a Jane diretamente foi uma tacada de mestre!

Sam assentiu e saiu. Estava feliz pelo discurso, mas triste com o que a mulher o havia dito. Ela sabia como derrubá-lo.

– Mr. Evans, não se preocupe. – Falou Frida, que viu todo discurso da porta.

– Você está aí. – Sam sorriu para a garota.

– É como o senhor disse, mesmo que perca, vai sair daqui um vencedor. – Ela aproximou-se e o abraçou.

– Obrigado por todo o apoio, você é uma grande amiga. – Disse ele retribuindo o abraço – Venha, vamos comer algo. A próxima sessão pode ser o fim, não podemos estar com a barriga vazia!

– Claro, só antes vamos passar em seu gabinete. Está frio, preciso me agasalhar e minha roupa de frio está lá.

O loiro assentiu.

– Boa ideia, farei o mesmo.

Eles saíram juntos rindo e conversando.

Junto de Blaine, estavam Marley, Tina, Rachel e Artie. Todos assistiram ao discurso de Sam. Choraram juntos e se orgulharam muito do loiro.

– Ele foi sensacional, não esperava menos do meu quase irmãozinho. – Disse Marley.

– Sim, esse é o meu Sammy! – B. exclamou cheio de orgulho e alegria.

– Nós agora precisamos ajuda-lo. – Disse Tina – Eu fiz até campanha no Scandals, pedi a todo mundo para ajudar o Sam nas redes.

– Eu estou tweetando agora a tag dele, pedindo a todos os meus fãs que também me ajudem. – Disse Rachel com o celular na mão.

– E eu tenho feito campanha em todo lugar que posso. Toda a mídia e rede está com ele. – Completou Artie.

– Juntos podemos vencer – Disse o solista com os olhos brilhando.

– Juntos podemos vencer – Todos repetiram depois.

No senado, Sam voltava ao seu lugar ao lado de Burt.

– Será agora. – Disse o pai de Kurt. – O presidente vai anunciar o início da votação.

– Quais as chances do presidente da república vetar a Jane, caso ela consiga? – Perguntou Sam.

– Poucas, quase nenhuma. – Respondeu Burt. – Ele é temeroso com relação aos conservadores, já que são a maioria na casa atualmente.

Sam suspirou.

Com um tempo, o início da votação foi anunciada.

– É hora de vencer. – Disse Jane, ela era a primeira. Levantou-se e foi até a urna. Pegou o papel e assinalou o voto. – Para limpar toda essa sujeira e salvar nosso mundo da perdição – Disse a mulher baixinho.

Antes que ela depositasse o voto na urna, ouviu-se um barulho. Pancadas e um grande estrondo assolaram o lado de fora do senado federal.

Sam e Burt levantaram-se, foram até a janela ver o que ocorria.

Do lado de fora, policiais tentavam conter um grande número de manifestantes. Eles gritavam e esperneavam, batiam com paus e jogavam pedras no prédio. Na maioria de seus cartazes estava escrito “#JuntosPodemosVencer”. Sam tinha os lábios trêmulos e o nariz chamuscando. Seus olhos eram quase um rio de tão molhados.

Logo um grande número de senadores foram olhar o que ocorria também. Todos ficaram aflitos e com medo, até o presidente da casa estava assustado. Os policias pareciam não poder conter aquele número de pessoas por muito tempo.

– Temos que continuar, temos que votar. – Disse Jane ao presidente, ainda com seu voto de papel a mão. Ela estava nervosa.

– Desculpe-me, mas nessas condições acho melhor adiamos a votação. Prometo faze-la o quanto antes, Sra. Lohan. Mas hoje acho impossível, pode haver sangue aqui. – Disse ele limpando o suor da testa com um lenço.

Ela o olhou por uns instantes, o homem pensou que seria atacado ali mesmo.

– Sim, sangue. Claro. – Ela jogou o voto no chão e saiu enfurecida.

Sam e Burt continuavam na janela. Incitavam as pessoas que estavam fora, os dois estavam muito satisfeitos com aquilo. Seus esforços haviam valido a pena.

O loiro viu Jane se aproximando, o presidente estava indo ao microfone. O homem anunciou o adiamento e aconselhou a todos a irem para casa, tendo em vista o perigo de protestos violentos. Lohan parou de frente a Sam nesse momento, seu olhar dizia claramente que ela queria mata-lo, ou feri-lo de alguma forma.

– Parece que vencermos. – Disse ele com um sorriso enorme na boca.

– Por hoje, talvez. – Falou Jane se aproximando – Mas na próxima, eu vencerei.

– Veremos. – Sam claramente a provocava com palavras e olhares.

– Não me provoque, Mr. Evans. Seria melhor para você e para sua família que tanto preza. – Disse a mulher com frieza. Sorriu, de uma forma que arrepiou Sam, e saiu.

Burt e o loiro também saíram, foram caminhando até seus gabinetes.

– Não a provoque de verdade, Sam. – Disse o homem mais velho após eles já terem se distanciado – Ela pode ser uma beata seca e infeliz, mas também guarda muitas cartas em suas mangas e pode ser uma mulher perigosa.

– Parece que todos aqui podem ser, não? – Burt o olhou meio nervoso. Mas antes que ele falasse, o loiro continuou — Mas pode deixar, vou evitar o mínimo de contato com ela. – Disse o loiro e logo entrou em outro corredor, separando-se do pai de Kurt.

Sam encontrou Frida que o abraçou e cumprimentou. Ele pegou o celular e foi ao Twitter: “Obrigado a todos. Vocês hoje mostraram a eles quem manda. Hoje vencemos e foi tudo graças a vocês! #JuntosPodemosVencer #JuntosVencemos”. Saiu com amiga, era hora de ver as pessoas por quem lutou tanto.

Era fim de tarde quando o loiro chegou em casa. Abriu a porta e todos estavam lá, todos os seus amigos que tanto o amavam e tanto o apoiaram. Queriam comemorar a vitória Anderson & Evans.

Sam foi recebido com um grande abraço coletivo em meio a risos e gritos.

– Meu herói! – Disse Blaine e o beijou.

Mag e os gêmeos vieram logo em seguida e abraçaram o pai, ele beijou cada um dos filhos na testa e pegou a filha nos braços, dando um grande beijo em seu rosto e um abraço.

– Se não fosse vocês, não sei o que seria de mim. Eu amo vocês, todos vocês! – Disse o loiro.

As crianças voltaram a brincar e os adultos foram comemorar. Blaine queria cantar, precisava falar algo ao marido. Pegou um microfone, de surpresa, e ligou uma música.

Todos se voltaram para o solista e ele direcionou o olhar para o bocudo.

– Ouça bem, pois eu quero você que saiba de tudo isso que vou te contar. – Sorriu e começou.

I want you to know that it’s our time

You and me bleed the same light

I want you to know that I’m all yours

You and me run the same course

I’m slippin down a chain reaction

And here I go here I go here I go go

And once again I’m yours in fractions

It takes me down pulls me down pulls me down low

Honey it’s raining tonight

But storms always have an eye have an eye

Tell me you’re covered tonight

Or tell me lies tell me lies lies

I want you to know that it’s our time

You and me bleed the same light

I want you to know that I’m all yours

You and me we’re the same force

I want you to know that it’s our time

You and me bleed the same light

I want you to know that I’m all yours

You and me run the same course

I want you to know that it’s our time

You and me bleed the same light

I’m better under your reflection

But did you know did you know did you know know?

That’s anybody else that’s met ya

It’s all the same all the same all the same glow

Honey it’s raining tonight

But storms always have an eye have an eye

Tell me you’re covered tonight

Or tell me lies tell me lies lies

I want you to know that it’s our time

You and me bleed the same light

I want you to know that I’m all yours

You and me we’re the same force

I want you to know that it’s our time

You and me bleed the same light

I want you to know that I’m all yours

You and me run the same course

You and me run the same course

Sam puxou o marido e o abraçou bem forte após a música, chorou e o beijou.

– Eu te amo! Quero que saiba que nada nem ninguém destruirá nossa família. Hoje foi minha primeira batalha e eu a venci. Em breve, eu vencerei a guerra. – Disse o loiro.

– Não, juntos nós venceremos a guerra. – Falou o solista e beijou o loiro.

Todos aplaudiram.

– Bem, pessoal, a festa está ótima, mas eu preciso ir. – Disse Tina – Tenho um bar para cuidar.

– Ah! – Todos falaram em uníssono.

Tina fez uma cara triste, mas precisava ir. Artie a acompanhou e os outros continuaram festejando.

Dançaram, riram, cantaram mais e choraram de alegria.

Após comemorar muito, estavam cansados e precisam dormir. Blaine e Marley foram deixar Rachel do lado de fora do prédio. Sam ficou na sala, vendo TV. As crianças já dormiam.

A campainha tocou. Sam levantou-se. O Blaine deve ter esquecido as chaves, pensou. Foi até a porta e abriu.

Enquanto subia as escadas do prédio, Blaine e Marley ouviram um disparo. Eles se olharam.

– Você também ouviu? – Perguntou B. a Marley.

Ela assentiu com um semblante empalidecido. Os dois correram até o apartamento.

Chegaram ofegantes e com os corações quase saltando pela boca.

A porta estava aberta. Os dois pararam em meio a ela, sem reação. Não conseguiam falar, nem mexer-se. Calmamente, Blaine foi se ajoelhando. Marley apoiou-se em seus ombros para não cair.

De dentro e de fora do prédio, gritos de desespero foram ouvidos por todos. Aquela foi a noite mais escura da vida de Blaine Anderson & Evans. Marley correu até um quarto, B. caiu em choque. Na sala de seu apartamento, havia um corpo imerso em uma enorme poça de sangue escuro.

Notas finais
Músicas: Venus - Azealia Banks I Want You To Know (feat. Selena Gomez) - Zedd É isso aí, pessoal. Darei uma pausa de cerca de uma semana, para conseguir uma boa frente de capítulos. Logo, logo estou de volta. Espero que gostem e comentem! Abraços e até a próxima!