Fins e Recomeços
12 4.12 - O Recomeço
Notas iniciais
Artie tinha um microfone em mãos e olhava para todos os amigos, pensando em tudo que viveram juntos, em como cresceram, amadureceram e nas grandes pessoas que se tornaram. Começou a falar, era hora de revelar mais um segredo.
– Bem, como vocês sabem, há um tempo venho trabalhando na produção de um filme. Hoje o anúncio é sobre ele — Falou sorrindo.
Tina o olhou surpresa.
– Então já vamos começar a gravar? – Perguntou feliz. Nem ela parecia saber do que se tratava.
O cadeirante se limitou a sorrir. Todos esperavam algo grandioso da parte de Artie e estavam ansiosos pelo seu projeto, que pareciam ser um grande musical.
– Primeiro, queria dizer que a pré-produção está a todo vapor. Dentro de algumas semanas começamos a gravar!
Palmas, palmas e mais palmas.
Tina quis pular no colo dele, mas Brit a conteve. A loira ria da reação da asiática, que estava eufórica. A vida, enfim, dava chances de um novo recomeço a ela.
– Mas não é só isso! – Continuou o homem. — Somente Tina sabia, eu não havia contado a vocês, mas eu tinha outro nome, um grande nome, na cabeça para ser o protagonista do meu filme musical, ao lado dela, caso Rachel e Marley viessem a desistir.
Os amigos se olharam, perguntando-se quem poderia seria o nome.
– As negociações caminharam até que ele aceitou. – Falou o homem – Então, agora queria convidar meus protagonistas ao palco também!
Artie ficou em silêncio, olhando para todos tentando aumentar a tensão. O começo de um sorriso se formava no canto da boca dele. O cadeirante se divertia com o suspensa.
– Agora pelo que venham ao palco Tina Cohen-Chang e... – Novamente, olhou para todos. Fez uma pausa, respirou fundo e falou – Kurt Hummel!
Um saraivada de palmas cobriu o lugar. Blaine e Marley se olharam confusos. Até Tina não acreditava naquilo.
O casal acompanhou Artie no palco. Kurt pegou o microfone.
– Eu queria dizer que estou lisonjeado com o convite e o farei valer a pena, podem apostar. – Falou gentilmente.
A asiática e o cadeirante discursaram um pouco, depois desceram. Artie daria início ao seu grande projeto.
Kurt voltou até Blaine e Marley.
– Então, viram por que eu voltei para cá antes do velório e mantive segredo? Não queria que ninguém desconfiasse de nada. Embora vocês tenham desconfiado de mais coisas do que devessem. – Disse Kurt.
– Por favor, nos desculpe. – Pediu B. gentilmente e envergonhado.
– Tudo bem, Blaine. Está desculpado. Não foi a primeira, nem a última vez, que pisou na bola comigo. Eu também fui inoportuno, dando em cima de você daquela forma descarada quando estava em seu pior momento. Eu pensei que pudéssemos recomeçar uma vida juntos, de onde paramos há muito tempo. – Deu um sorriso cheio de tristeza – Por isso, também peço perdão, Blaine.
Blaine assentiu e sorriu para o amigo. O puxou e abraçou.
– Que bom que está tudo resolvido. – Disse o solista.
– Sim. Tudo acabando bem, afinal, somos amigos de verdade. Amigos são assim mesmo. Brigam, choram, depois se beijam e se abraçam. Acho que essa é a verdadeira definição para esse sentimento. – Disse Kurt sorrindo – Vou até a Rachel, preciso falar com ela. Até mais, vocês. Se cuidem! – Falou e saiu.
Blaine voltou-se para Marley.
– Afinal, o que a Frida disse era realmente verdade, não? – Comentou.
Marley não sabia o que ela havia dito. B. percebeu pela cara que ela fez, de quem não entendia nada. Ele riu e explicou.
– Ela disse que não existiam vilões e mocinhos no mundo real. Meio que falou que isso é muito relativo. Eu, por exemplo, se minha vida fosse uma série, ou um livro, com certeza me teriam como um mocinho, eu aposto. – Ele riu – Contudo, eu não me comportei dessa forma com o Kurt. Para ele, fui o vilão. E tudo isso diz respeito a forma como nossos sentimentos agem sobre nós e o que eles nos levam a fazer.
– A raiva e desconfiança só nos envenenou. – Disse Marley.
– Sim. – Blaine concordou.
Ele pegou um taça.
– Um brinde, então. – Disse ele. – Um brinde a tudo que construiremos em nossa nova vida!
Assim fizeram, brindaram ao recomeço que teriam juntos.
Rachel então subiu ao palco, todos voltaram-se para ela.
A mulher olhou para as pessoas ao redor, muitos rostos conhecidos de longa data. Ela sorriu e começou o discurso.
– Primeiramente, queria agradecer a Santana e Dani, que vão abrir a primeira fase da minha turnê. E a Tina e, provavelmente, ao Kurt, que vão ficar com a segunda. Não poderia esquecer também da Brittany e do Jake, que vão comandar o meu balé! – Agradeceu olhando para cada um — Para abrir meu álbum, decidi usar uma música que fala do passado. – Disse sorrindo e olhou para os amigos – Ela fala de tudo que passamos em um local tão especial para nossas vidas. – De repente, sua cabeça foi inundada de lembranças boas. – Não sei se vocês perceberam, mas e anos e anos se passaram e nós continuamos com um enorme elo, algo que eu arriscaria dizer ser indestrutível. Em momentos bons, ou ruins, estamos sempre juntos e não há distância que consiga nos atrapalhar. – Disse emocionada, olhando para cada rosto que estava ali – E tudo isso graças ao Glee Club. É impossível descrever o quanto eu fui feliz, cresci e aprendi ali. Aquele lugar pode até ter acabado, mas os laços que fizemos lá nunca irão morrer. – Ela pegou o microfone e respirou fundo – Esse tempo que tivemos lá, eu o carregarei para sempre, assim como todos vocês. Espero que gostem do meu primeiro single.
E começou.
These walls and all these picture frames
Every name they show
These halls I've walked a thousand times
Heartbreaks and valentines, friends of mine all know
I look at everything I was
And everything I ever loved
And I can see how much I've grown
And though the mirror doesn't see it
It's clear to me, I feel it
I can make it on my own
I'm not afraid of moving on and letting go
It's just so hard to say goodbye to what I know, I know
This time no one's gonna say goodbye
I keep you in this heart of mine
This time I know it's never over
No matter who or what I am
I'll carry where we all began
This time that we had, I will hold forever
This old familiar place is
Where every face is another part of me
I played a different game then
They called me a different name then
I think of all the things I did and how I wish I knew what I know now
I see how far I've come and what I got right
When I was looking for that spotlight
I was looking for myself
Got over what I was afraid of
I showed 'em all that I was made of
More than trophies on a shelf
For all the battles that we lost or might have won
I never stopped believing in the words we sung, we sung
This time no one's gonna say goodbye
I keep you in this heart of mine
This time I know it's never over
No matter who or what I am
I'll carry where we all began
This time that we had, I will hold forever
I'm looking out from the crossroads
I don't know how far away I will roll
I take a breath, I close my eyes
Your voice will carry me home
I keep you in this heart of mine
This time I know it's never over
No matter who or what I am
I'll carry where we all began
This time that we had, I will hold
This time that we had, I will hold
This time that we had, I will hold
Forever
Forever
Cantou e se emocionou, chorou durante a performance. Lembrar do Glee, do lugar onde passou os momentos mais felizes de sua vida, tinha aquele poder. Não só Rachel, mas Blaine e todo o resto sentiu o mesmo. Era impossível medir o quanto eles cresceram e foram felizes ali. E, como a música disse, guardariam tudo aquilo em seus corações. Aquele tempo estaria para sempre junto daquelas pessoas, não importasse qual fosse o recomeço que dessem as suas vidas. As lembranças do lugar que os ensinou que mesmo que fossem perdedores, a vida continuaria linda; que um grupo de pessoas cheias de inúmeras diferenças poderiam viver juntas e bem, sendo amigas; que preconceito é apenas ignorância; a nunca deixar de acreditar, pois seus sonhos poderiam se tornar reais um dia; que fazer parte de algo especial os tornava especial. O Glee era aquele algo que os fazia tão especial, pois ali aprenderam uma das lições mais belas que, caso todos aprendessem, o mundo poderia ser um lugar lindo e cheio de coisas boas. Graças ao Glee, Blaine, Rachel e os outros aprenderam a ver o mundo não como é ele, mas como gostariam que fosse. Isso mudou suas vidas.
Com o fim da comemoração, Blaine e Marley seguiram ao seu apartamento. Imersos em pura nostalgia, foram ambos dormir.
O solista chegou e deitou, havia demorado a se acostumar a dormir só. No começo, tinha muitos pesadelos. Até que se habituou com a ideia.
Ele dormiu.
Era manhã quando o solista acordou. O sol havia acabado de nascer e estava frio. Blaine ainda estava sonolento, levantou-se e foi até a cozinha. Ouviu um barulho.
– Marley? – Chamou. Achou estranho, parecia muito cedo para a amiga estar acordada.
Então andou mais, o barulho vinha realmente da cozinha.
Ele chegou ao cômodo e tremeu. Sentiu todos os pelos do seu corpo estremecerem, esfregou os olhos e ainda assim não acreditou no que via.
Havia um homem de costas lá. Lentamente, Blaine caminhou até ele.
O cara se virou.
– Oi. – Disse com um enorme sorriso. Aquele que iluminou a vida do solista a desde que ele era um adolescente – Você está bem? Parece pálido.
E ele estava. Frio, branco feito leite e tremendo. Seu coração palpitava, ele não conseguia falar, suas cordas vocais não funcionavam.
Lentamente, o loiro caminhou e se aproximou. Abraçou Blaine e o fez sentir o aconchego dos seus braços. Tomou seus lábios e o beijou.
De repente, o calor do outro corpo tomou conta do corpo do solista. Ele retribuiu o beijo da forma mais apaixonada possível. Lágrimas escorreram, deixando-o um pouco salgado. Ao fim, Blaine chorava feito bebê.
– O que houve? – Sam perguntou rindo.
– Eu sei que isso é um sonho, sei também que não está aqui. – Disse chorando.
O bocudo levou a mão ao rosto do marido e o acariciou.
– Só me ouve, pode ser? — Ele foi até o quarto e voltou, tinha um violão em mãos.
Sam começou a cantar.
En la arena escribí
Lo que te llego amar
Y aún no lo borra
Ni la sal de el mar
Permíteme soñar
Que todavía estás aquí
Aún quiero seguir loco por ti
Sigo solo aquí en este barco
Falta todo si faltas tu
Imagino tu cuerpo aquí
Con la luna a contra luz
Me quedaré bebiendo esta copa a tu salud
Sé que al amanecer
Mis lagrimas caerán
Y entre la lluvia se confundirán
Déjame continuar
Ebrio y soñando aquí
Sabiendo que estoy loco por ti
Sigo solo aquí en este barco
Falta todo si faltas tu
Imagino tu cuerpo aquí
Con la luna a contra luz
Me quedaré bebiendo esta copa a tu salud
Sigo solo aquí en este barco
Falta todo si faltas tu
Imagino tu cuerpo aquí
Con la luna a contra luz
Y no me iré sin antes brindar a tu salud
Me bebo esta copa a tu salud
Blaine chorou enquanto ouviu aquilo.
– Isso não é real, não pode ser! – Exclamou.
– Meu beijou não foi real? – Sam perguntou sorrindo.
– Com que direito você volta aqui e diz que sente minha falta? Não vê como eu estou, o quanto eu sofri? – Blaine virou-se, deu as costas para o loiro – Eu quero acordar, por favor! Eu quero acordar! – Gritou.
O loiro o abraçou por trás, com aqueles enormes braços tão quentes que fazia aquela manhã fria parecer uma tarde de verão. B. suspirou.
– O que seria o real, Blaine? – Perguntou sorrindo – Eu estou aqui, você não me vê? Não me sente? – B. parecia pensar sobre aquilo — Mesmo em sonhos, podemos viver a realidade. Basta acreditar.
– Nossa relação era tão forte assim que era capaz de transgredir a morte? – Perguntou limpando a lágrimas.
– Juntos, meu amor, nós podemos tudo. – Disse o bocudo se aproximando.
Novamente, Sam beijou Blaine. Dessa vez, demoraram mais. Um beijo lento e romântico, cheio de língua e carícias. Poder tocar aqueles lábios enormes e fartos de novo era tudo que o solista sonhou.
– Por favor, eu não quero acordar. – Sussurrou ao ouvido do loiro.
Sam assumiu um semblante triste.
– Também não queria que você acordasse, mas você precisa. – Disse também no ouvido do marido – Esqueceu que há três pessoinhas esperando por você no seu mundo real? – Falou sorrindo.
Não, Blaine não havia esquecido. Aqueles três eram tudo em sua vida agora. Ele sorriu ao lembrar deles.
Sam levou as mãos ao rosto do homem e limpou suas lágrimas.
– Chega de choro, B. Eu quero que siga a vida e seja feliz. Eu vou sempre viver em nossos filhos, como você mesmo disse uma vez. Eu também sempre cuidarei de vocês, em qualquer lugar que eu estiver.
– Como eu farei isso sozinho? Não sei se posso. – Falou B. abaixando a cabeça.
Sam levou os dedos ao queixo do pequeno e o levantou, encarando-o com um lindo sorriso.
– Você não está sozinho, eu estou aqui com você. – Disse e o abraçou – E mesmo que mil anos se passem, ou até mesmo muitas reencarnações, nunca estaremos um sem o outro, eu juro.
Ouvir aquilo fez uma chama reacender no coração gélido do solista. Blaine chorou e olhou para o marido em uma explosão de alegria. Ele quis o beijar novamente, mas antes que pudesse fazer algo, o loiro falou.
– Agora vá, siga a vida e leve isso como prova de tudo que eu falei. – E Sam o entregou uma gravata borboleta.
– Mas essa gravata... Era a que eu estava no dia do seu velório... – Disse B., lembrando que naquela noite havia perdido a gravata e desde então nunca mais a tinha vista.
Sam sorriu.
De repente, Blaine ouviu alguém o chamando. Era Marley.
Ele acordou.
– Blaine, já é tarde, vamos nos atrasar! Esqueceu que íamos resolver o seu contrato com a minha gravadora hoje? – Disse batendo a porta do quarto.
– Tudo bem, eu já acordei. Já, já estou pronto. – Falou ele.
Sentiu algo em sua mão. Ele apertou. Seu coração acelerou-se. Não pode ser. Pensou.
Era.
Blaine levantou a mão e lá estava a gravata, aquela que havia perdido no dia do velório do loiro e a mesma que ele o devolveu em seus sonhos.
O solista chorou.
– Obrigado. – Disse ao além – Agora sim, eu sei que não estou sozinho. Obrigado mesmo. Eu te amo, Sam Evans.
Então se levantou e, junto de Marley, foi resolver tudo com a gravadora.
Eles chegaram depois da hora do almoço. Passaram na escola antes para pegar as crianças, compraram comida e voltaram para comemorar.
– Fico feliz que tudo ter dado certo e a gravadora ter aceitado nossa parceria. – Disse Marley.
– Sim. Agora só precisamos nos mudar. Tenho que procurar comprador para esse apartamento logo.
Má sorriu. Blaine conhecia aquela forma de sorrir, ela estava prestes a contar alguma coisa. Algo bom.
– Vamos, conte logo. – Disse ele.
– Eu, sem que você soubesse, pus ele a venda. Ontem apareceu um comprador. Está tudo resolvido, B. Vamos a Lima amanhã mesmo! – Disse ela.
Blaine ficou extremamente contente.
– O que seria de mim sem você?! – Perguntou feliz – Eu também tenho algo a contar. Ou melhor, mostrar.
– Parece que hoje é um dia de muitas surpresas, afinal. Vamos, mostre-me!
Blaine pegou um bloquinho de papel em um dos seus bolsos e entregou a mulher.
– Aqui está, eu a escrevi hoje.
Marley leu.
– Essa música é perfeita. – Disse ela. – Seria um ótimo carro-chefe para o nosso álbum.
Blaine sorriu, ele havia a escrito após o sonho com Sam.
– Então está decidido. Será nosso primeiro single!
Eles se levantaram e deram um abraço. E tudo ocorreu como o planejado.
Oito meses então se passaram. Blaine e Marley tinham o álbum pronto e moravam em Lima. Naquele dia, eles dariam uma festa de lançamento do primeiro single e álbum. Estavam radiantes de alegria.
Marley estava no camarim quando alguém bateu.
– Entre. – Disse ela enquanto se maquiava.
Kitty e Jake o fizeram, entraram no camarim.
– Vocês? – Marley perguntou.
Desde que havia partido de NY, ela não via Jake.
– Pensou que ia fugir de mim? – Brincou ele.
Ela corou.
– Não, é só que... – Má levantou-se da mesinha de maquiagem, estava meio sem jeito – Por que você veio com a Kitty?
– Não se preocupem, eu não vim atrapalhar. – Disse a loira. – Na verdade, só vim para contar algo.
– Então já pode falar. – Disse Marley.
Blaine então entrou, viu aquela cena e ficou perdido.
– Desculpem-me, estou atrapalhando algo?
Ele olhou para Kitty e Jake, os cumprimentou.
– Não, B. Entre também. – Disse Má sorrindo – Kitty e Jake vieram apenas anunciar algo.
Blaine fez isso, entrou e foi para o lado da amiga.
– Podem falar, sou toda ouvidos.
– É uma história meio complicada, Marley. Mas serei direta. O Jake já concordou, espero que você também. – A mulher olhou-a com mais curiosidade. Fez um sinal para que continuasse – É que eu voltei para o Puck e ele arrumou um emprego em outro estado. Nós vamos viajar e eu não poderei sustentar meus três filhos. Portanto, eu deixarei o meu caçula, o filho que tive com o Jake, para vocês dois criarem. – Sorriu para Marley que pareceu apavorado com o que ouviu — É isso.
Marley voltou a se sentar. Estava sem ar.
– Você é louca?! Que história é essa? Eu não tenho nada com o Jake, nada! – Disse perplexa.
– Não seja por isso. – O moreno sorriu e foi até ela. Tirou algo do bolso, era um anel – Marley Rose, aceita se casar comigo? – Perguntou.
Má levou as mãos à cabeça, sentia-se acuada.
– Por favor deixem-me a sós com o Jake. – Pediu.
Blaine e Kitty saíram. O moreno aproximou-se da amada.
– Jake, você não pode fazer isso! – Disse ela.
– Eu posso e eu fiz. – Ele respondeu – Já se passou quase um ano, Marley. É hora de recomeçar. – O Puckerman mais novo voltou a mostrar o anel – Marley Rose, eu vou repetir, então quero que responda de todo o coração.
Ela o olhou nos olhos, sentia algo bom.
– Você aceita casar-se comigo? Ser minha, na saúde e na doença, na alegria e na tristeza, na riqueza e na pobreza, por todos os dias de nossas vidas, até que a morte nos separe? – Perguntou de novo.
Marley abaixou a cabeça e respirou fundo. Em seguida, voltou a encarar o homem. Seus olhos estavam molhados e ela tinha um sorriso de orelha a orelha.
– Aceito, Jake Puckerman. Por incrível que pareça, eu te amo. – Disse e o abraçou.
Jake esperou por aquilo a vida toda, aquele era o dia mais feliz de sua vida. A abraçou com toda a força que tinha, seu coração batia a toda velocidade.
– Obrigado, você me fez o homem mais feliz do mundo! – Disse Jake – E não pense que vamos parar em só um filho. – Falou sorrindo.
– Como assim? – Ela perguntou sem entender.
– Seremos como a Angelina e o Brad! — Falou e a beijou – Pode apostar. – E piscou.
Marley sorriu e o abraçou e beijou por mais algumas vezes. Então saíram, foram ver os outros.
Fora do camarim, não encontraram apenas Blaine e Kitty. Tina e Brittany estavam lá e de mãos dadas.
– Vejo que ainda terei muitas surpresas hoje. – Disse Má ao ver a cena.
As duas sorriram.
– Nós viemos prestigiar o álbum dos dois, tenho certeza que está lindo. – Falou Brittany.
– E também viemos anunciar que estamos juntas. – Disse Tina – E que a Brittany é muito especial. – Olhou para ela e sorriu – Eu nunca fui tão feliz como sou agora!
– Fico feliz. Tina. – Disse Blaine – E também espero que logo ir ver o seu filme.
– Em breve! Já terminamos de gravar ele e o álbum está finalizado. Falta pouco para lançar. – Falou a asiática – Eu realmente não posso reclamar da vida.
A vida de Tina estava em sua melhor fase, com aquilo todos concordavam.
– E essa não é a única novidade. – Falou o Puckerman olhando para Má.
– Eu até imagino qual seria a outra. – Brincou Blaine.
– Marley e eu nos casaremos em breve e formaremos uma linda família. – Disse ele – E, por isso, eu quero entrar para a equipe de vocês, para os dançarinos.
Blaine olhou para Marley, ela parecia tão surpresa quanto ele.
– Olha, eu não sei... – Falou Blaine meio sem jeito – Eu conheço muito bem a história de duas cantoras que tinham “sangue ruim” por causa de briga por dançarinos. Será que isso não pode se repetir? – Perguntou sério.
Jake parecia triste, pensou naquilo também. Marley o olhava tentando conforta-lo.
Blaine riu. Todos os olharam então.
– Como vocês são bobos! – Brincou ele – É claro que o Jake pode fazer parte da nossa equipe. Afinal, nós não somos nenhuma Katy Perry, não é, Má? E muito menos a Rachel alguma Taylor Swift, embora o álbum dela tenha vendido milhões por esses meses.
Marley e Jake ficaram contentes.
– Então está tudo decidido! – Disse B. – Agora vamos, Má. Precisamos nos aprontar para cantar!
E foram. Em alguns minutos, eles estavam no palco por trás de umas cortinas.
Não era a primeira vez que Blaine se apresentava, afinal ele estava retomando a carreira que tinha pausado para se dedicar aos filhos. O solista sentia um friozinho na barriga. Marley estava ao seu lado, ele a olhou. Ela mal parecia aquela garota boba e inocente que conheceu no Glee. Má era uma mulher, assim como B. era um homem. O sonho adolescente de ambos havia acabado, eles agora entravam para a vida adulta, se jogando nela de cabeça.
– Pronta? – Perguntou ele.
Marley assentiu.
As cortinas se abriram. Estavam todos lá. Fora os que já tinham visto, Rachel e o restante havia vindo prestigia-los. Blaine olhou para a primeira fileira, as pessoas mais importantes de sua vida estavam lá, ao lado da mãe de Sam. Ele soltou um beijo e acenou para os filhos. Olhou para cima e sorriu. Podia senti-lo ali e o sentiria, mesmo que mil anos e vidas se passassem.
Era hora, o instrumental começou. Era a música que havia escrito e mostrado a Marley, a que tinha um significado extremamente especial para o solista, que tanto havia amado Sam Evans e vivido aquele Clube de Coral.
Eles começaram a cantar.
Blaine:
I’ve been alone
Surrounded by darkness
I’ve seen how heartless
The world can be
I’ve seen you crying
You felt like it’s hopeless
I’ll ndy o do my best
To make you see
Baby, you’re ndy oue
Cause you’re here with me
And nothing’s ever gonna bring us down
Cause nothing can keep me from lovin’ you
ndy ou know its true
It don’t matter what’ll come to be
Our love is all we need to make it through
Marley:
Now I know it ain't easy
But it ain't hard trying
Every time I see you smiling
And I feel you so close to me
Tell me
Baby, you're not alone
Cause you're here with me
And nothing's ever gonna bring us down
Cause nothing can keep me from lovin' you
And you know its true
It don't matter what'll come to be
Our love is all we need to make it through
Blaine:
I still have trouble
I trip and stumble
Trying to make sense of things sometimes
I look for reasons
But I don’t need em
All I need is to look in your eyes
And I realize
Ambos:
Baby I'm not alone
Cause you're here with me
And nothing's ever gonna take us down
Cause nothing can keep me from lovin' you
And you know it's true
It don't matter what'll come to be
Our love is all we need to make it through
Cause you're here with me
And nothing's ever gonna bring us down
Cause nothing, nothing, nothing can keep me from lovin' you
And you know it's true
It don't matter what'll come to be
You know our love is all we need
Our love is all we need to make it through
Ao fim, ambos choravam. A plateia também estava em lágrimas. Blaine e Marley pensavam em tudo que passaram e quanto aquela música dizia respeito a eles. Estavam satisfeitos com seu trabalho e prontos para uma nova vida
Acabou, era o fim de todo aquele sofrimento. Enfim, eles haviam recomeçado.
Fale com o autor