Fins e Recomeços

1 4.01 - A Ameaça


Notas iniciais
Sam e Blaine têm uma família feliz e bem consolidada. Eles veem a possibilidade de tudo aquilo ruir com o surgimento de uma ameaça.

Sam voltava da sua jornada de mais um dia de trabalho exaustivo Era fim do dia e repetia seu trajeto de avião, o mesmo que fazia toda manhã de trabalho, quando ia ao senado federal. Era duro e cansativo, mas tudo valia a pena. Sempre que chegava, os rostos de Blaine e seus filhos faziam todo o seu estresse e cansaço se esvaírem, era sua motivação diária para aquela luta tão difícil que travava ao defender os direitos de minorias dentro daquele país.

Passaram-se doze anos desde que Sam e Blaine haviam se casado. Juntos, os dois realizaram inúmeros sonhos e construíram uma família linda. Blaine formou-se, tornou-se cantor e ator na Broadway e prosseguiu assim por um tempo, até que decidiu dar uma pausa na carreira para dedicar-se a família.

O loiro continuou por um tempo trabalhando na loja em NY, até que decidiu montar a sua própria loja de instrumentos após conseguir juntar algum dinheiro. Não durou muito, tempos depois o bocudo recebeu um convite de Burt Hummel. O senado carecia de pessoas que defendessem os direitos de minorias, o partido do pai de Kurt pretendia se expandir e tinha como um dos objetivos defender direitos de grupos oprimidos. Burt então, que nunca havia pedido um eleição e fazia um ótimo trabalho, convidou Sam para entrar no partido e tentar uma vaga no senado, ao seu lado. Sem pensar muito, ele vendeu sua loja e investiu na campanha. Há seis anos Sam era senador e há seis anos ele lutava e defendia ideias e conquistava direitos. Ao lado de Burt, conseguiu legitimar o casamento entre pessoas do mesmo sexo, que até então só tinham como opção uma união civil (que apesar de chamarem de casamento, não garantia todos os direitos de um), e também aprovou uma lei que permitia a adoção de crianças por pais homossexuais e permitia a inclusão do nome de dois pais, ou duas mães, no registro de bebês concebidos em uma inseminação. Custaram caro, muita pancadaria e bate boca, mas eles haviam conseguido. Mesmo que não tivesse feito mais nada, o loiro já sentia como se seu dever tivesse sido cumprido.

Ao lado do solista, o bocudo teve três filhos. Um garotinha loira de três ano, a Mag, que havia nascido por último. E um par de garotos gêmeos de cabelos escuros e encaracolados, David e Michael, que já tinham sete anos. Pensar neles era o que inspirava o loiro. Com certeza, se não fosse pela perspectiva de ter uma família, ele não teria se esforçado tanto em suas lutas.

Sam chegou e abriu a porta. A família Anderson & Evans morava em um apartamento um pouco maior agora, com três quartos, dois banheiros e uma sala enorme e lotada de brinquedos, além de cozinha, um escritório e uma pequena área utilizada para lavar, passar roupa e depositar algumas coisas velhas. Blaine carregava a garotinha em nos braços quando o marido chegou. Ele sorriu e a filha também. Chamou pelo pai e ficou inquieta nos braços do outro, a quem chamava de papai. Eles riram.

- Calma, calma! – Disse o loiro e a pegou nos braços – O pai não vai fugir. – Abraçou-a com força. Os gêmeos passaram correndo pela sala, pareciam brincar de algo. Sam riu – Cuidado aí! O pai não quer ter que leva-los ao hospital, então não quebrem nada e também não se quebrem. – Blaine e ele riram. O bocudo colocou a menina no chão, que saiu tentando correr e acompanhar os irmãos.

Finalmente, Blaine e Sam ficaram a sós. Eles sorriram um para o outro e se abraçaram. O solista respirou fundo e sentiu o cheiro do perfume do marido. Poderia se passar anos, mas ele não se acostumaria com o fato dele passar o dia inteiro fora.

- Quando isso vai acabar, Sammy? Quando você vai readquirir sua loja e vamos poder nos ver o dia todo e cuidar dos nossos filhos em paz? – Perguntou B. meio triste.

Sam o abraçou de novo, dessa vez o beijou na testa. Pegou a mão do marido e o conduziu ao sofá. Eles sentaram juntos, se olhando.

- Você sabe, B., é difícil. Essa luta que travamos no senado não pode parar. Já conquistamos alguns direitos, mas somos privados de inúmeros ainda. – Falou o loiro com um semblante triste – Eu e Burt temos que lutar. Tanto para manter os já conquistados, quanto para conquistar novos.

Blaine o olhou por um momento sem nenhuma expressão. Sam não entendeu, pensou que o marido estivesse triste, ou até mesmo decepcionado. Então um sorriso foi se desenhando na face do solista. Ele puxou o bocudo e o apertou em seus braços.

- Sinto-me tão orgulhoso de você! – Disse e o beijou de leve na boca – Sempre tão preocupado com os outros, sempre o melhor marido e melhor pessoa do mundo!

Sam riu.

- É, pena que não foi sempre assim, não?

Blaine balançou a cabeça, como se reprovasse aquele pensamento.

- O que passou, passou. O que importa é o que você se tornou, não quem era. Eu te amava antes e agora o amo ainda mais. Você é o amor da minha vida, Sam Anderson & Evans! Sempre vai ser, não importa em qual condição.

Nesse momento, os gêmeos passaram correndo de novo, entraram no quarto e trancaram a porta. A garota chegou e parou lá, sentou-se e começou a chorar. Blaine levantou-se e foi até ela, a pegou nos braços e aninhou.

- Tudo bem, o papai está aqui. – E sorriu para Sam enquanto a filha se acalmava em seus braços. Levou ao quarto e a deixou dormir. Voltou. – Ela não está muito bem desde que o Jon morreu. Ele faz muita falta. – Disse o solista, que sentia um enorme vazio com a falta do seu amigo.

- Eu também me sinto mal por ele ter ido. Mas temos que superar e tentar trazer dele só boas lembranças. – Sam levantou-se também – Então, vamos jantar? Estou morto de fome!

Os dois riram. Blaine foi por a mesa.

Também em Nova Iorque, no centro da cidade, ficava um dos bares mais badalados. O Scandals havia sido comprado por Tina há cerca de dois anos. Após se formar, a asiática se tornou atriz e foi bem sucedida por um tempo, conseguindo um bom dinheiro com isso. Já como cantora, não conseguiu colher bons frutos. Levou a música como hobby e, para poder pratica-lo, comprou um bar para poder cantar sempre que tivesse vontade. O que ela não imaginava era que seu bar seria um dos maiores pontos de encontro da cidade. Em dias de shows lotava.

A mulher estava sentada no balcão, tinha um copo com gelo e alguma bebida na mão. Bebia enquanto pensava na vida. Ela já se dava bem com Blaine há algum tempo. No começo, foi lenta a reaproximação, demorou para que ele e o loiro recuperassem a confiança nela. Quando aconteceu, para provar que estava tudo bem, perguntaram-na se não queria ser madrinha de Mag. Sem pensar muito, a asiática respondeu que sim. E assim foi.

Tina, aos poucos, aprendeu a domar todo o amor que sentia com Blaine, o que facilitou a reaproximação. Enfrentava aquele sentimento como um vício, tentando se livrar dele de todas as formas que podia e buscou na bebida e em alguns outros vícios a chave para isso.

Todos esses pensamentos passaram pela sua cabeça em segundos, enquanto bebericava em seu copo. Sorriu e suspirou, então virou-se ao sentir uma mão sobre seu ombro. Olhou para o lado e tinha um homem alto, moreno e malhado sentado lá, também com um copo em mãos.

- Oi, é você que é a dona daqui? – Perguntou ele.

- Sim. – respondeu ela com um sorriso enquanto balançava o copo na tentativa de derreter o gelo e observava o rapaz do pés à cabeça ao mesmo tempo – E você, quem é?

- Apenas um apreciador do seu trabalho e estabelecimento, Tina Cohen-Chang. – Respondeu com um sorriso no canto da boca retribuindo os olhares – Sou um grande fã e é uma pena se sua carreira tenha durado tão pouco. Mas quem que frequenta esse local e não conhece sua fama, não é? – Falou de forma sugestiva e bebeu de novo.

- Sim, é verdade. – Tina riu de forma singela – Sou bem famosa mesmo, pelo menos por aqui. Meus tempos áureos já se foram, nem para comercial de margaria mais sou chamada. – Riu um pouco mais alto e tomou um gole da bebida. Seu copo secou, ela colocou mais e levantou-se – Quer dançar?

Tocava algum pop chiclete quando ela perguntou. Ele levantou-se também.

- Só se for agora.

Ela dançou a noite inteira com o fã inesperado. O bar já estava fechando, Tina estava bêbada e, aos beijos, subiu para um cômodo no primeiro andar, era um quarto enorme, com um minibar e muita comida. Ela estourou um espumante e despejou em duas taças.

- A Tina Cohen-Chang. – Brindou ela junto do moreno.

Eles beberam e se beijaram, caíram entrelaçados e entre beijos em cima da enorme cama. Tina pegou um controle, ligou música e uma luz vermelha que havia no teto. Ali, os dois transaram e dormiram a noite toda.

No apartamento, Blaine e Sam já haviam colocado todas as crianças para dormir. Estavam na cama, o loiro terminava de ler algo e guardava o livro. O pequeno polegar o observou por algum tempo, admirava sua beleza que parecia ser infinita e seu sorriso que contagiava o ambiento todo. Aquela boca enorme enlouquecia B. O loiro notou os olhares, riu.

- O que foi, há algo em meu rosto? – Perguntou zombando.

- Não, seu idiota! – Blaine riu e jogou um travesseiro nele.

O loiro partiu para cima e segurou os braços do pequeno, que tentou resistir, mas foi em vão. Sam deitou B. e ficou por cima dele, deixando-o imóvel enquanto distribuía beijos por todo o seu pescoço. O solista arrepiou-se e suspirou, mordeu a orelha do bocudo quando ele deu bobeira. Sam abafou um grito, as crianças já dormiam. Os dois riram baixinho e se beijaram.

- Venha, levante-se! – Disse Sam, já puxando Blaine.

- O que houve? – Perguntou B., rindo.

O bocudo pegou o violão e começou a tocar.

- Sam, não pode! Vai acordar as crianças. – Disse Blaine.

- Só um pouco, vem. – Ele puxou o marido pelo braço e continuou tocando – Se eles acordarem, eu vou lá e os coloco para dormir de novo, pode deixar. – Falou sorrindo – Agora, vamos cantar baixinho! Eu começo e você me acompanha – E começou.

Sam:

It’s dangerous to fall in love

But I want to burn with you tonight

Hurt me

There’s two fus

We’re certain with desire

The pleasure’s pain and fire

Burn me

Os dois:

So come on

I’ll take you on, take you on

I ache for love ache for us

Why don’t you come

Don’t you come a little closer

So come on now

Strike the match, strike the match now

We’re a perfect match, perfect somehow

We were meant for one another

Come a little closer

Sam:

Flame that came from me

Fire meet gasoline

Fire meet gasoline

I’m burning alive

I can barely breathe

When you’re here loving me

Fire meet gasoline

Fire meet gasoline

I got all I need

When you came after me

Fire meet gasoline

I’m burning alive

And I can barely breathe

When you’re here loving me

Fire meet gasoline

Burn with me tonight

Blaine:

And we will fly

Like small sparks in the skies

I mean I want to try and

Take a bite

So come on now

Strike the match, strike the match now

We’re a perfect match, perfect somehow

We were meant for one another

Come a little closer

Ambos:

Flame that came from me

Fire meet gasoline

Fire meet gasoline

I’m burning alive

I can barely breathe

When you’re here loving me

Fire meet gasoline

Fire meet gasoline

I got all I need

When you came after me

Fire meet gasoline

I’m burning alive

And I can barely breathe

When you’re here loving me

Fire meet gasoline

Burn with me tonight

Sam:

But it’s a bad death

Certain death

But I want what I want

And I got to get it

When the fire dies

Dark in the skies

Hot as a match

Only smoke is left

But it’s a bad death

Certain death

But I want what I want

And I got to get it

When the fire dies

Dark in the skies

Hot as a match

Only smoke is left

Ambos:

Flame that came from me

Fire meet gasoline

Fire meet gasoline

I’m burning alive

I can barely breathe

When you’re here loving me

Fire meet gasoline

Fire meet gasoline

I got all I need

When you came after me

Fire meet gasoline

I’m burning alive

And I can barely breathe

When you’re here loving me

Fire meet gasoline

Burn with me tonight

Terminaram, nenhuma das crianças parecia ter acordado.

- Louco! – Exclamou B. e beijou o marido, um beijo quente e demorando, sugando os seus lábios fartos e o apertando forte.

Então deitaram-se, Blaine com a barriga voltada para cima e o bocudo de lado, passando os braço por cima do peito do solista. Assim dormiram.

Era uma manhã linda e, na casa de Rachel, havia uma mesa enorme e farta posta. A antiga musa do Glee agora era uma mulher bem sucedida. Suas composições renderam bastante, inclusive as escritas para Marley. Ao lado de Paolo, tornou-se um grande nome na Broadway, ela casou-se com o diretor. Vick tinha doze anos, era uma garota bonita e alta para sua idade. Todos diziam que lembrava o pai. Rachel era cantora, atriz e compositora, além de mãe e dona de casa sempre que podia. Ela havia encontrado a felicidade ao lado do marido.

- Bom dia! – Cumprimentou Rach ao chegar para o café. Filha e marido já se encontravam lá. Sentou-se e serviu-se – Então, Pao, o que temos para hoje? – pegou um pedaço de pão e comeu – Estou tão cansada, mas é assim que eu gosto. Trabalho, trabalho e trabalho!

Todos a mesa riram.

- Ei, Vick, não se esqueça do balé hoje. É a tarde, depois da aula. – Falou para a filha, que sorriu como resposta. – Tão pequena e tão talentosa! – Falou cheia de orgulho. Comeu mais – Então, Pao, meu amor, não vai me dizer o que temos para hoje?

Ele riu.

- Estava esperando o término do seu ritual de falar cerca de mil palavra após o “bom dia” e durante o café da manhã, meu amor. – Disse cheio de senso de humor – Devo esperar você completar o número ou posso responder? – riu.

Rachel comeu mais, não parecia achar graça, mas tanto filha quanto marido riam. Vick e Paolo se davam muito bem. Ele era um pai para ela.

- Terminaram ou vão rir a manhã toda? – Perguntou ela emburrada.

- Brava fica ainda mais linda! – Disse Pao. Então pegou o smartphone que estava ao seu lado e olhou em sua agenda eletrônica – Bem, parece que hoje temos a conclusão do seu álbum. Acho que é a edição final das músicas.

- Ah! Perfeito. – Disse ela com um brilho nos olhos.

- Não entendo por que depois de doze anos escrevendo para os outros você decidiu compor para você.

- Tempo, meu amor. Tudo é questão de tempo. – Disse ela, que continuava seu café. – Precisava estar bem sólida no meio para isso. O mundo da música é incerto e uma carreira musical mais ainda. Ora você está no topo, ora você está mais rasa que o chão. Tudo isso em segundos. – Pegou um mamão, começou a comer. – Lanço esse álbum mais por amor a música do que por questão de dinheiro. Sei que não sou uma artista pop e que não conseguirei grandes êxitos com números. Mas também, isso não importa. Como já disse, meu tempo já passou e hoje posso me dar ao prazer de lançar música pelo conceito e não pelos charts. – Sorriu para o marido e filha e continuou a comer.

Todos acabaram o café e Vick saiu para a aula. Rachel e Paolo se arrumavam para ir ao estúdio de gravação quando a campainha tocou.

- Quem será? – Perguntou Pao – Não estávamos esperando visitas.

Rachel fez cara de pensativa e balançou a cabeça, sinalizando que não fazia ideia de quem podia ser.

O empregado foi abrir a porta, a visita ficou esperando no sofá. Logo os dois chegaram. Rachel ficou branca feito neve ao ver quem estava em sua sala. Parecia que ia desmaiar, Paolo levou a mão a sua cintura no intuito de segura-la, caso fosse preciso. Ela respirou fundo.

- Por favor, traga-me uma água. – Disse a empregada – Pao, ligue para o estúdio e diga que vamos nos atrasar um pouco. – Disse mantendo os olhos fixos na figura sentada no sofá.

- Claro que ligo, mas você está bem? – Perguntou o homem preocupado.

- Sim. Foi só um susto. Não pensei que a veria nunca mais – Caminhou e sentou-se no sofá também. – O que faz aqui? – Perguntou a figura ali, suas cores voltavam a face.

Paolo não fazia ideia de quem pudesse ser, mas sua mulher parecia assustada, como se visse alguma ameaça a sua frente.

Na apartamento Anderson & Evans, o casal acordava com o barulho das crianças pela casa, a babá parecia chamar pelos gêmeos enquanto corria atrás deles. Os dois já acordaram rindo.

- Temos uma família feliz, não? – Brincou Sam.

- Sim, e como temos! – B. sorriu e o beijou.

Eles levantaram, tomaram banho e foram para a mesa do café. B. tinha que levar os gêmeos a escola e Mag a creche. Comiam com pressa.

- Já, já meu jatinho sai. – Disse Sam enquanto limpava o boca – Acordamos muito tarde hoje! A culpa é toda sua, Blaine Anderson & Evans! – Levantou-se.

- Minha? – B. riu – Você quem quis cantar ontem ao invés de dormir. – Levantou-se também, pegou as chaves do carro.

Com pressa, o loiro buscava sua pasta e celular. Já tinha tudo em mãos e estava pronto para ir, checou o telefone e, de repente, assumiu um semblante sombrio, tinha a respiração em um estado que quase ofegava. O solista aproximou-se.

- Qual o problema, Sammy? – Perguntou calmamente.

Sam estava próximo ao sofá, caiu sentado e jogou o celular para o lado. Afrouxou a gravata e respirou fundo. Gritou de forma enfurecida. Blaine foi até a babá, as crianças já estavam prontas.

- Você poderia levar as crianças à escola hoje? Acho que temos problemas aqui. – Pediu educadamente e meio sem jeito.

Ela assentiu e foi em busca deles. Em seguida, saiu os levando. B. sentou-se ao lado do marido e levou a mão ao seu ombro. Sam ainda estava aflito.

- O que houve, meu amor? As crianças já foram, podemos falar agora. – Disse também apreensivo.

Sam pegou o jornal e jogou no colo do marido. A notícia também estava lá.

“Senadora Jane anuncia projeto de lei encaminhado que prevê a revogação de direitos conquistados por homossexuais ao longo desses últimos anos. Casamento, filhos e uma família feliz? Não mais.”

Blaine levou a mão a boca e jogou o folheto para o lado. Eles ficaram um tempo calados. Sam com a mão nos cabelos, pensando. O solista apenas respirava rápido, demonstrando todo o nervosismo que sentia.

- O que isso significa exatamente? – Perguntou Blaine, irrompendo o silêncio.

- Que nossa família está ameaçada. – Sam levantou-se e arrumou a roupa e gravata – Eu não sei ao certo o que essa louca conservadora cheia de ideias ultrapassadas e fundamentalismo religioso pretende, mas eu juro, ela não vai conseguir, nem que seja a última coisa que eu faça nesse mundo! – Pegou a pasta.

Blaine levantou-se e o abraçou forte, quis chorar. Aquela ideia era assustadora. Jane era a maior inimiga de Sam desde que ele entrou na política. Vinda de uma família extremamente conservadora e de religião protestante, a mulher de meia idade sempre lutou para derrubar qualquer coisa que fosse contra seus fundamentos.

- Proteja-nos, por favor. – Falou B. ao ouvido dele.

- Até o fim. – O bocudo sorriu e o abraçou mais forte – Ninguém ameaça minha família.

Voltaram a se calar, ambos estava extremamente assustados.

- Eu te amo. – Disse Blaine rompendo o silêncio, depois beijou o marido na boca.

- Eu te amo mais que tudo e mais do que você pensa que pode imaginar. – Falou Sam sorrindo – A Jane não vai conseguir.

- Eu sei que não. – B. sorriu também. Sempre que estava mal, aquele sorriso era o que te dava forças, daquela vez não foi diferente. O solista sentiu-se mais forte. – Agora vá. Vá e nos represente, nos defenda. Não deixe que ninguém destrua nossa família.

Sam assentiu e se foi. Era hora de trabalhar, era hora de lutar contra quem queria acabar sua felicidade, sua família. Não deixaria que nenhuma ameaça o derrubasse.

Notas finais
Músicas:

Fire Meet Gasoline - Sia

É isso, pessoal. Estou de volta, mesmo avisando que havia concluído a história. Espero que gostem das novas ideias que tive! Dessa vez realmente é o fim, a última temporada. Boa leitura, abraços!