Finding Each Other

15 Two faces of the same coin


Notas iniciais
Olá minha gente! =)
Créditos de img utilizada:
http://frivolouswhim.tumblr.com/post/42147846788/wallpaper-1366x768-dl
É isso aí, espero que gostem e que corresponda as expectativas!
Boa leitura =)

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O som do celular tocou vindo do bolso da calça jeans de Emma.

- Henry! – a loira ficou pálida, sabia que algo tinha acontecido. – Eu preciso ir. – sem nem dar uma única explicação a loira correu para fora da loja, deixando para trás todos os outros.

- Emma, espere! – David e Snow gritaram em uníssono e saíram logo atrás da filha, mais uma vez. Mr.Gold manteve-se imóvel no seu lugar, enquanto um sorriso discreto preenchia-lhe as feições misteriosas.

Emma estava quase entrando dentro do fusca, quando foi parada por Snow que lhe agarrara o braço.

- O que se passa Emma? Henry está em perigo? – a loira encarou a mãe com ar transtornado.

- Estamos todos em perigo. Eu tenho de ir ter com Regina antes que seja tarde! – e nisso ela abriu a porta do carro e entrou. Os dois Charmings apressaram-se a entrar também, sem esperar convite algum, pois perceberam que se fossem esperar iam ficar ali no meio da estrada enquanto a filha arrancava sem nem olhar para trás. E foi isso que aconteceu, assim que as portas do carro bateram, a loira arrancou com um excesso de velocidade fora do comum.

- Emma fale connosco! O que está acontecendo? – era o pai agora da loira que tentava fazer com que a filha os pusesse a par da situação.

- Cora. – apenas essa palavra, e ela prensou o pé a fundo no acelerador. Snow nunca vira a filha assim, nem mesmo quando haviam ficado presas na Terra Encantada, a mercê de Cora. Estava tendo muita dificuldade para entender aquele desespero todo, o que havia acontecido?

- Ok, Cora está na cidade, já sabemos. – Snow tentava racionalizar enquanto o carro os balançava de um lado para o outro. – Não me diga que ela pegou Henry?!! – a morena perguntara cheia de medo. – Mas você o deixou sozinho? E com Regina?? Emma, como pode fazer uma coisa dessas? – a loira guinou o carro numa curva mais apertada e respondeu com brusquidão à mulher, sua mãe, no momento, histérica.

- Acalme-se Mary Margaret! Deixei Henry com Regina porque temia que ela fosse deixada sozinha. – Emma não conseguia ver a cara de Snow, pois estava concentrada com o olhar na estrada, mas se ela conseguisse, ela veria que a morena tinha uma expressão de choque estampada na cara. E nesse choque estava escrito: “Como pode estar mais preocupada com Regina do que com o seu filho?”

- Mas … Emma. – a morena tentava se acalmar, enquanto David olhava para ela num misto da mesma confusão e choque. – Não acha que teria sido mais prudente trazer Henry contigo? Tudo bem que Regina está tentando, mas daí a expor o menino a esse perigo …

- Não fale do que não sabe! – a loira cortou-a sem meias medidas. Porque o caminho parecia mais longo agora? Snow remetera-se ao silêncio, pelo menos por agora.

A imagem da mansão Mills, ainda a alguns metros, fez-se notar assim que o carro contornou a última curva.

- Eu preciso encontrar Regina. – era novamente a voz da loira, agora mais branda. Assim que parou o carro, sem nem ter o cuidado de o estacionar devidamente, tornou a virar-se para os pais. – Por favor, me ajudem. – David e Snow assentiram atordoados com o desespero de Emma.

Os três correram para a entrada da porta da mansão. Mas uma barreira invisível impediu que a conseguissem tocar.

- Merda, merda!!! Porque é que eu saí desta maldita casa? – Emma tentava, em vão, jogar com o seu corpo com toda a força contra a barreira. David a agarrou por trás, impedindo que se magoasse.

- Emma tenha calma, nós vamos descobrir um jeito de entrar. – o pai falava para ela em tom calmo. Já Snow observava aquela cena com um olhar agitado sem saber como ajudar.

– Eu não devia tê-los deixado sozinhos, não devia … — a loira desabava em desespero nos braços do pai, que aproveitou que as muralhas da filha estavam caíndo para afagar-lhe a cabeça, com carinho. Snow estremeceu com o desespero de Emma, e com um olhar trémulo que revelava o início da descoberta de uma revelação indesejada e perigosa, a morena colocou uma mão sobre o ombro da filha.

- Cora convocou uma barreira protetora para rodear a mansão. – a morena esclareceu a filha, desolada. – Ninguém entrará sem o consentimento dela. – completou de forma conclusiva. Emma afastou-se de David e encarou a mansão diante deles. Tinha de haver um jeito de entrar.

*** *** *** ***

Cora sorria enquanto vigiava o sono, por agora, tranquilo da filha. Estava sentada na mesma cadeira que horas antes tinha sido ocupada por Emma. Aquela mulher irritante e tola, extremamente tola.

- É por isso que te digo minha querida. – Cora falava em voz alta na imensa escuridão que rodeava o quarto. – O amor é um acessório tão desnecessário. E prejudicial até. Verá isso daqui a instantes, assim que acordar, meu bem. – a voz da velha bruxa era insípida, sem qualquer sabor de doçura em suas palavras. Embora sempre se dirigisse à sua menina com palavras aparentes de carinho, todo aquele vocabulário, extremamente calculado ao pormenor, era embebido em um dissabor amargo e letal. Ela sorriu de repente com o vislumbre, mesmo na escuridão, da figura da filha a se movimentar. Regina acordara. As persianas da janela do quarto foram levantadas por uma figura baixa e infantil. O sol bateu forte e de forma dolorosa no rosto da morena recém acordada.

- Henry? – Regina perguntara com a voz embargada pela roquidão matutina daquela hora e circunstâncias.

- Eu vou embora, Regina. – a voz do seu filho dissera. A morena pensou que estava sonhando. O seu filho estava diante dela dizendo que ia embora? E chamando-a pelo primeiro nome? Ela abanou a cabeça confusa e esfregou os olhos com as costas das mãos.

- Que quer dizer Henry? E onde está Emma? – Regina sentou-se na cama e enconstou-se à cabeceira. A sua cabeça latejava de dor, mas não lembrava de ter sonhado mais com a sua mãe. O menino à sua frente parecia estar com medo de se aproximar dela, como se esperasse que ela lhe fosse fazer mal.

- Eu só me vim despedir. Emma está me esperando lá em baixo. Nós vamos embora juntos. – a morena sentiu o seu peito abrir e rachar de dor. O seu maior medo estava-se concretizando diante dela. Henry percebera que afinal ela não era boa para ele. Não acreditava que isso estava acontecendo de novo. Permaneceu calada durante alguns segundos antes de voltar a falar.

- Mas eu pensei que você era feliz aqui … — a voz de Regina não era mais do que um sussurro tremido, repleto de marcas de água, que ameaçavam a qualquer momento toldar o seu olhar e discernimento. — ... eu pensei que Emma … eu pensei …

- Eu tenho medo de você e Emma também não acredita mais que você mudou. – a voz do menino corta-lhe brutalmente com a linha ténue de raciocínio que a morena tentava manter. A figura de Henry afastou-se mais de Regina e sem nem um último olhar para ela, disparou um rápido e distante “Adeus” para o ar, e logo saíu pela porta do quarto. A morena ficara durante longos segundos encarando a porta sem reagir, e com as lágrimas nos olhos toldando-lhe a visão, ela desabou entre os lençóis.

*** *** *** ***

- Abra essa maldita porta sua puta de merda!!! – a loira gritava na rua descontrolada, enquanto os seus pais a tentavam acalmar. – CORAAAA!

- Emma, por favor se acalme. – era a voz de Snow, tentando ser razoável.- Cora é mais inteligente do que isso. Ela não fará mal a Henry de forma gratuita e você sabe que apesar de tudo, Regina também não. Isso nos dará algum tempo. – a loira abanava a cabeça de forma impulsiva.

- Vocês não compreendem. Ela vai quebrar Regina novamente. – a loira, com os olhos brilhantes de água, tentava em vão disfarçar o real motivo para tanto desespero. Passou a mão com rapidez pela cara para limpar aquelas lágrimas, que agora, teimavam em cair. – Nós estávamos tão bem e ela agora vai destruir tudo! – ela falava com dificuldade, com a voz obstruída pelo choro à força rejeitado e pela tremor de nervosismo. O casal Charming olhou-se e um indício muito subtil da verdade fora reconhecido dentro deles.

- Emma, você … — a voz de David começava, sendo interrompida logo de seguida pela ausência de palavras que lhe silenciavam o pensamento. Seria possível? O homem olhou para a esposa procurando apoio.

- … você Emma … e Regina, vocês … — Snow balbuciava incerta se a realização a que chegara era verdadeira. O choque bateu-lhe como uma flecha bem no meio da testa quando a filha, Emma, olhando para eles, apenas abanou a cabeça de forma afirmativa.

- Aii Merlin! – a exclamação vinda da boca de James saíra sem querer. Snow dera-lhe uma cotovelada no peito para o advertir que não era sensato continuar.

*** *** *** ***

- Amor é fraqueza, minha querida. – a voz de Cora a despertara daquele choro compulsivo. – Por favor, enxugue essas lágrimas, não vê como isso me doi? – a mulher aproximava-se da cama, onde Regina estava, ainda, deitada.

- Mãe? – a morena via agora de perto, era a sua mãe, agora bem real, à sua frente. – Foi você que fez isso não foi? – ela perguntou, a tristeza se transformando em raiva.

- Eu? – Cora gesticulava, com movimentos teatrais e encenados, dirigindo-se a ela mesma com uma mão. – Claro que não Regina. Eu apenas a avisei que esse dia chegaria. – ela continuou, se sentando novamente, mas agora com a sua real aparência, na mesma cadeira em que sentara momentos antes de Regina acordar. – Eu a avisei que não demoraria muito até a Salvadora duvidar de você de novo. E com isso, – fez uma pausa estratégica. – levar o seu filho embora. Viu? A mãe sempre sabe o que é o melhor para você.

Regina bebia cada palavra como se aquelas fossem a fonte de toda a sabedoria e verdade. Claro que era verdade, porque a verdade doía, assim como a morte de Daniel tinha-lhe arrancado gritos agonizantes do peito de tanta dor. Como é que ela acreditou que Emma poderia sentir algo puro por ela? Não. Foi tudo uma mentira, um doce engano. Um engano em que ela apenas tinha desejado acreditar com todas as forças do seu ser.

- Você é mais parecida comigo do que você pensa Regina. – a mulher, responsável por comandar corações, continuava. – Foi por isso que se tornou igual a mim. É por isso que Henry… é esse o nome dele não é? – Cora perguntara de forma repentina. Regina apenas abanou afirmativamente a cabeça de forma fraca. — Que bela homenagem ao seu pai, querida. – e a Rainha de Copas sorriu de forma maliciosa, fazendo a filha estremecer. Cora era demasiado astuta, demasiado inteligente, e sabia manipular demasiadamente bem o dircurso para atingir o fim que queria. Estava estampado na cara de Regina a situação exacta que aquelas palavras a fizeram recordar. A morte do pai. Não. O assassinato do pai. – Pois bem. Estava dizendo que é por isso que o menino acha que você não o ama. Pelas mesmas razões que você pensa que eu não te amo. Você não vê meu bem … — Cora levou uma mão ao rosto da filha e o acariciou. – Eu te amo, eu sempre te amei. Você é que nunca entendeu, assim como Henry não entende. Então, você terá de mostrar para ele. – Regina abriu mais os olhos, atenta às palavras da mulher sua mãe. Ela não queria ficar sem Henry, ele era tudo que lhe restava. Ele, e a sua mãe, por mais que a ela lhe custasse admitir. – Regina, mostre para o seu filho que o ama, assim como eu sempre tento fazer. E qualquer outro tipo de amor, que não é amor de verdade, jogue no lixo. Que é onde ele pertence. – a morena engoliu as lágrimas que ainda pendiam sobre os seus olhos e agarrou a mão da mãe que estava sobre a sua face. – Ela só te está iludindo e levando embora a única coisa que lhe pertence nesta terra chamada Storybrooke. Henry.

- Mas Henry ficará muito triste se for afastado de Emma. – uma réstea de consciência e bom senso despertara ainda em Regina. Cora suspirou, e afastou a mão que detinha ainda no rosto da filha. O elo estabelecido entre Regina e Emma Swan era forte, podia ver. Mas não era nada comparado com o elo entre uma Mãe e uma Filha. E ela iria provar isso à Salvadora.

- E não foi isso que ela fez com você, Regina, minha querida? – Cora perguntou, saboreando as palavras na sua língua mordaz e mortal. – Ela foi a primeira a afastar o menino de você. Você acha que isso é amor? Ela é igual à Snow White e a todos os outros. Apenas fingem se preocupar com o Final Feliz dos outros, quando na verdade, só olham para o próprio umbigo. Sempre foi assim. E sempre será. – puro veneno, agora sendo consumido gota a gota pelo sangue da Regina. A morena escutava atentamente tudo aquilo que a mãe lhe estava dizendo e ela se viu concordando. Tudo era verdade, a vida toda fora assim. Cora concluiu, com um sorriso gracioso nos lábios vermelhos, quase podendo sentir a almejada vitória pulsando em suas veias. – Lembre-se Regina, e acho que você já sabe disso, mas eu vou-lhe dizer na mesma. Por alguma razão os chamados “vilões” das histórias não contam a sua versão. Isso poderia comprometer os heróis, não é verdade? – Regina franziu as sobrancelhas, enraivecida. Não, ela não iria permitir que Emma Swan roubasse o seu Final Feliz naquela terra que tanto trabalho lhe havia dado a construir. E muito menos o seu filho! Ela levantou-se rapidamente da cama e dirigiu-se ao banheiro do quarto.

- Que vai fazer querida? – Cora perguntara com a voz tomada por uma melodia triunfal. Logo veio a resposta mordaz e estranhamente familiar de um outro tempo, vinda do banheiro.

- Me preparar é claro. Eu tenho um encontro imperdível com uma certa Salvadora para alcançar.

Notas finais
Sempre sempre Reviews, mto bem vindas!!