Finding Each Other

12 Domestic wonderful life


Notas iniciais
Um conselho para vcs:
Aproveitem a fofura e meiguice pq ela não vai durar para sp!!! =P
Enjoy! =)

As duas mulheres olhavam à distância o filho brincando no Playground, que meses antes, Regina havia mandado construir na cidade. Desde do episódio do almoço, as duas não tornaram a se expressar fisicamente uma com a outra. Não haviam falado do que aquela mudança no relacionamento de ambas significava, e por enquanto, Regina não parecia muito interessada em falar, Emma havia notado. Chegaram perto de um banco, e a morena, com toda a postura de uma Rainha, sentou. Emma ainda ficava embevecida notando cada movimento, cada gesto e atitude corporal daquela mulher, que ali, aparentava ter vivido apenas poucos mais anos do que ela. Mas sabia a verdade. Sabia que aquela mulher também fazia parte de toda aquela longa história dos contos de fada, e que um dia, havia tido o seu vislumbre, embora breve, de Final Feliz. Snow e Charming, seus reais pais, e com isso se referia à condição de realeza que ela própria estava ciente que ocupava, haviam dado alguma luzes para ela acerca do passado da Evil Queen. Sabia, de forma muito superficial, da história de Daniel, o verdadeiro amor da princesa Regina. Sentia a sua curiosidade aguçada dentro do peito, que de alguma forma, exigia saber mais do passado que levara ao presente de Regina Mills. Aproximou-se do banco e sentou-se junto da outra mulher.

- Posso te fazer uma pergunta? – a loira iniciou. Regina virou-se para encará-la e sorriu, respondendo.

- Acho que acabas de fazer. – a morena brincou. Perguntas eram o que ela menos queria naquele momento, já bastava ter de enfrentar para ela própria o fato de estar rendida diante dos encantos da Salvadora. Mesmo assim, cedeu. – O que queres saber Emma?

- Mary Margaret me contou algo, não muito, sobre Daniel. – Regina temia que esse fosse um dos assuntos cujo qual a loira quereria, cedo ou tarde, abordar. Tentou sufocar a dor que sentia ao lembrar-se, tanto dos acontecimentos esquecidos pelo tempo, como dos últimos nos estábulos, em Storybrooke. Emma pareceu notar o desconforto causado, através da expressão da outra mulher, e aproveitou para segurar-lhe nas mãos que descansavam sobre as suas pernas, sentadas. – Não precisas falar sobre isso se não quiseres. Só queria entender. – e enquanto dizia isso, acariciava as mãos da morena nas suas, tentando passar uma sensação de segurança. – Eu só quero entender-te. – reforçou com o olhar sério e penetrante. Regina sentiu o peito abrir com a evidência de tal ternura, e assim como deixou que as suas mãos recebessem aquele carinho, permitiu também que o seu coração fosse aquecido por ele.

- É uma longa e distante história. – respondeu com o olhar repentinamente longe. Emma retirou uma das suas mãos das da morena e levou-a ao queixo da outra, fazendo outro carinho, igualmente necessário.

- Talvez não seja tão distante assim. – e sorriu tristemente. – Pelos menos para você. – A morena retribuiu o sorriso da loira e fechou os olhos desfrutando de cada segundo daqueles dedos afetuosos no seu queixo. A loira comtemplou-a fascinada, como se a figura daquela mulher fosse uma obra de arte das mais premiadas. – Mas sabe a parte boa disso tudo? – a pergunta fez a morena reabrir os olhos e encarar a loira com interesse. Emma moveu a mão do queixo para a face da outra mulher e afagou o local, levemente rosado. – A parte boa é que a pessoa que você é, não está tão distante assim. – Regina reparou no tempo verbal utilizado, como se para aquela mulher nada do que ela já fora um dia tivesse importância. Todos os seus erros, todo o sofrimento que infringira aos outros, todas as suas atrocidades, toda a dor e perda que ela alguma vez tenha desejado aos outros não significasse nada. E isso era perigoso. Muito perigoso para Emma.

- Não sabes o que dizes. – a ex-Evil Queen respondeu, tentando repreender o pensamento demasiado alado da loira. – Pensas assim porque não conheceste, não viveste o passado, como todos nós aqui, aprisionados nesta terra. – Emma abriu a boca, pronta para contestar, mas a morena não deixou. – Cuja responsável disso, de fato, sou eu. – a Sheriff abanou a cabeça e mergulhou nos olhos chocolate que eram os da outra. Não sabia explicar, mas era súbita, era obrigatória e era indispensável fazer a morena entender que a mudança estava latente e presente, e vincada no coração da outra como uma navalha, justamente comprovada pelas palavras que acabavam de sair da boca dela, naquele segundo.

- O reconhecimento disso tudo, pelo qual dizes ser responsável, é a tua prova Regina. – fez uma pausa embargada em emoção. – E a dor que continuas a sentir por isso, é o que te impede de deixar o passado para trás das costas. Mas o passado tem de ficar aonde ele pertence, porque ele não volta. – Emma, levou as duas mãos, desta vez, ao rosto da morena, rodeando-o com delicadeza, mas ao mesmo tempo com uma paixão e certeza avassaladora. Regina sentiu-se estremecer. – Cabe a ti endireitar o presente e receber o teu Final Feliz no futuro. Porque acredita que ele virá, mesmo que não seja fácil, mesmo que não seja já amanhã, ele virá.

- Como é que podes ter tanta certeza disso? – a voz da morena não era mais do que um mero sussurro, temido e dormente.

— Porque eu tenho fé em ti. – lágrimas escorriam livremente, sem qualquer tenção de serem paradas, pelo rosto da morena. Emma encurtou o espaço que separava o rosto de ambas e beijou a outra mulher com todo o sentimento que estava latejando dentro de si nos últimos dias.

Apesar de profundo, foi um beijo breve, pois mais uma vez, ali, não era lugar para isso. Regina sentiu-se leve, solta e feliz, como há muitos e muitos anos não se sentia. Limpou as lágrimas, não negando a ajuda da loira para o efeito, e sorriu.

- Quando você ficou tão inteligente? – a loira sorriu também com a brincadeira.

- Bem, eu também já dei minhas mancadas. – Emma riu abertamente, acrescentando. – E olha que não foram poucas. Um dia a gente aprende, não é mesmo? – e rodeou a outra mulher pelos ombros trazendo-a mais para junto de si.

- Fico feliz que tenha aprendido antes de mim. – e sinceramente, e talvez até estupidamente, Regina realmente estava feliz por isso. Encostou a cabeça à de Emma, e deixou-se repousar ali, enquanto observava Henry brincando com outros garotos, a alguns metros dali.

*** *** *** ***

Um burburinho ensurdecedor enchia o ambiente no Granny’s. Todos ali tinham sido testemunhas da nuvem arroxeada e espessa que envolvera Rumpelstiltskin há cerca de duas horas atrás. O lugar que ocupara continuava vazio, a ementa jogada na mesa e a água que pedira intocada.

David tentava acalmar a pequena multidão que enchia o estabelecimento, sem muito êxito.

- Por favor, acalmem-se! – gritava com firmeza, com o apoio de Snow que estava ao seu lado, ao pé do balcão. – O fato de Rumpelstiltskin ter usado magia aqui não deve ser motivo para tanta agitação. Enquanto não soubermos o motivo para isso …

- O problema é esse Alteza! – interrompeu Leroy, mal encarado e a roçar os limites do sarcasmo. – Não sabermos o motivo para isso e nem para nada, com a “Bruxa Mãe” na cidade não é muito reconfortante. – completou o homem mal disposto referindo-se a Cora. – Por mim, acabou-se! Que se foda toda esta merda de cidade e mundo sem magia, que agora para completar tem DOIS dos desgraçados mais poderosos com MAGIA que existem! – Leroy explodia todo o seu descontentamento acumulado de meses na cara do Casal Real, i.e., Snow e Charming. Snow tentou acalmar o amigo, pois se aquele estado de tensão se propagasse por todos os habitantes da cidade, haveria um motim incontrolável, e talvez até mortal.

- Leroy, tenha calma! – a mulher tocou no braço do homem que tentava se acalmar. – Não é assim que iremos resolver alguma coisa. Nem Cora, nem Rumpelstiltskin irão fazer mal a seja quem for nesta cidade. – assegurou com o que tentava passar por serenidade.

-Me perdoe Vossa Alteza, mas com todo o respeito, isto aqui – Storybrooke – não resulta mais. – Snow tinha de admitir que Leroy tinha uma certa razão, assim como o seu marido já tanto insistira com ela nesse assunto. Talvez tivesse chegado a hora de procurar um jeito de regressar à Terra Encantada, fosse a consequência disso qual fosse. A verdade é que o povo estava assustado, confuso e infeliz. E ela não poderia permitir isso.

- Vocês têm razão. – as palavras saídas da boca de Snow fizeram os olhos de David encontrar o seu olhar. Charming procurou no olhar da mulher pelo consentimento que desejava há algum tempo e o reconheceu assim que viu a decisão estatelada nos olhos dela. – Charming. – ela dirigiu-se ao marido e este assentiu com a cabeça. A mulher havia concordado em voltar, e com isso, dera-lhe a palavra.

- Muito bem pessoal! Sabemos que a grande maioria continua insatisfeita por estar aqui, e que a minoria que não estava, acaba de ficar com o desenrolar dos últimos acontecimentos. – o príncipe falava com a segurança e a certeza de um líder. O burburinho havia parado e todos ouviam em silêncio as palavras de Charming. – Não temos, por agora, nenhum plano que nos leve de volta à nossa terra em segurança, mas eu vos prometo que iremos tratar disso o mais rápido possível. Por agora, quero pedir a vossa colaboração para que se mantenham calmos e contidos. Assim que arquitetar um plano, que seja seguro e certo, eu e Snow convocaremos uma reunião com todos vocês. – fez uma longa pausa e terminou o discurso. – Por agora é só. Dispersem, e mais uma vez, tentem manter a calma. Obrigado. – lentamente, as pessoas que estavam no restaurante foram dispersando, uns ficando para uma bebida, outros saindo para as suas vidas lá fora. Charming havia dito aquilo que o povo pedira, e por enquanto, isso bastava. Por enquanto apenas.

Snow sentou-se ao balcão sem conseguir evitar de pedir uma bebida também. David juntou-se a ela e segurou-lhe na mão trémula.

- Vai correr tudo bem Snow. – assegurou-lhe com um sorriso doce e sincero. – Precisamos de um portal, certo? – o marido tentava formular os primeiros passos de um plano. A mulher suspirou cansada, mas ainda assim tentou colaborar.

- Sim, um portal será necessário. Da última vez foi o chapéu que Regina tinha com ela, o responsável pelo transporte. – a morena relembrou. O homem concordou com a cabeça, lembrara-se de como o chapéu também tinha sido o responsável dele ter dado com a cara no chão duro, ao fechar-se o portal.

Entretanto, Ruby chegara com as bebidas e não pode deixar de ficar para a conversa com o casal.

- Isso é sério? Há um meio de voltarmos? – perguntou esperançosa.

- Tem de haver, Snow e Emma conseguiram. – David respondeu seguro de si mesmo, mas logo foi interrompido por Snow.

- Não se esqueça em que circunstâncias voltámos David. A Terra Encantada também foi, de certa forma, afetada pela maldição. E a zona em que aterramos ficou intata, mas congelada de igual forma no tempo. – a morena esclareceu tanto David, embora este já estivesse cansado de saber da história, como Ruby, que olhava para ela com ar interessado e pensativo. O semblante de Snow levantou-se com um pouco mais de animo desta vez. Havia se lembrado de algo que estava certa de ser importante. – Mas foi Emma que fez o chapéu funcionar, ou a magia de Regina funcionar, para ser mais clara. – notava-se que falava com um novo entusiasmo devolvido às suas feições. – Sim, agora recordo-me. Emma contou-me que o chapéu rodou e abriu o portal quando ela tocou o braço de Regina. Na altura não me debrucei nesse pensamento, e Emma sabe como é, nem durante dois segundos pensou sobre o assunto, mas … — a morena calara-se, envolvida em conjeturas improváveis e insanas. Os outros dois olhavam para ela à espera que continuasse, mas isso não aconteceu.

- Talvez Emma consiga abrir outro portal com Regina? – uma Ruby insegura e impaciente perguntara. Snow olhou para a amiga, calada e pensativa. Podia ser essa a chave, talvez Emma tivesse nela a magia necessária para tornar o transporte proporcionado por Regina de novo seguro. Mas como?

- Não sei bem Ruby, mas o fato é que Emma tem magia nela, que eu inclusive já presenciei. – e virou-se para David, completando. – E você também James, com o apanhador de sonhos… — mas acrescentou logo, corrigindo-se. — … embora não tenha sido muito útil e certo dessa vez.

- Talvez Regina e Emma possam trabalhar juntas, numa solução desta vez? – Snow voltou a olhar para a garçonete, sua amiga. Franziu a testa com um olhar intrigado, estava achando muito estranho essa insistência de Ruby em colocar Regina e Emma na mesma frase vezes seguidas.

- Ruby, que está dando em você? Apesar de Regina não ter assassinado ninguém, não me parece que ela vá adorar colaborar connosco, muito menos com Emma. Pelo menos, não pela forma como eu as vi juntas da última vez. – a garçonete apenas deu de ombros e respondeu de forma quase indiferente.

- Apenas pensei que pudessem colocar as suas diferenças de lado e sei lá. Pressentimento. – deixou morrer o assunto e continuou. – Bem, tenho de ir atender a mesa quatro que me estão chamando. Senão daqui a pouco a Granny ainda vem aí pegar no meu pé. – e saiu de trás do balcão para atender os clientes que chamavam. Snow abanou a cabeça, transtornada com as palavras da amiga, quase dando a impressão que sabia de algo que ela não sabia. Charming, apertando-lhe a mão na sua, voltou ao assunto “Retorno à Terra Encantada”. Snow suspirou.

*** *** *** ***

Emma, quando deu pelo tempo passar, já era final de tarde. Era impressionante como quando uma pessoa estava rodeada por aqueles que amava … “Amava?”, se viu pensando, e sentiu a certeza daquela palavra marcada a ferro e fogo sobre o seu peito, como se não restassem dúvidas pelo que sentia pela mulher maravilhosamente bela e de cortar a respiração que era a morena, Regina. Aquela a quem o seu coração pertencia, estava certa.

- Quer me ajudar com o jantar? – a voz da mulher que preenchia todos os seus pensamentos, a despertara. Emma sorriu e seguiu a outra para a cozinha.

Os preparativos para o jantar decorreram com toda a normalidade, pelo menos a possível e imaginária, proporcionada pela curta distância que separavam os dois corpos das duas mulheres. Entre mãos brincalhonas e olhares maliciosos, o jantar foi servido. Henry estava bem-disposto, dialogando efusivamente sobre o dia que tivera de brincadeiras e divertimento com as outras crianças no parque. As duas mães participavam na conversa com tranquilidade e bem-estar. Seria um quadro perfeito, se não existisse ainda o mundo lá fora. Mas isso era para depois.

- Então, Jordan vira-se para mim e diz que o melhor super-herói até hoje inventado é o Superman por conseguir voar! Como se essa razão justificasse tudo! – As duas mulheres sorriam para a entusiasmo do filho de uma forma que nunca pensaram ser possível. Parecia impossível como ainda não tinham tocado uma só vez em todos os assuntos da cidade que as atormentariam só de pensar. Henry também não parecia muito preocupado em falar de maldições, Coras, Terra Encantada, lutas de cavaleiros, ou qualquer outro assunto que os remetesse para a própria realidade. Pela primeira vez em muito tempo, o garoto se voltava a comportar como uma criança normal e saudável, e isso, fez Regina se sentir viva por dentro e feliz, muito feliz. A morena aproveitou que Henry continuava muito concentrado em descrever todos os poderes do Super-homem, agora com Emma, para se levantar para ir buscar a sobremesa.

Regina tinha feito a sobremesa preferida de Henry: Crepes com sorvete e molho de chocolate. Talvez não fosse o mais correto, mas ela já havia tentando ser demasiadamente correta e rígida durante muito tempo. Além disso, que mal faria ceder ao prazer de um doce, apenas por uma noite? Colocou um crepe em cada prato, seguido de uma bola de sorvete de nata e o topping de chocolate por cima.

Enquanto isso, na sala de jantar, Henry parecia ter chegado à conclusão que afinal, Batman era o melhor dos super-heróis. Mas a conversa, muito animada, dos super-heróis parecia ter chegado ao fim. O menino deu um gole no copo de sumo de maçã que a mãe havia permitido ele beber, e com uma expressão séria, mas tranquila, dirigiu-se à loira.

- Acho que a minha mãe já gosta mais de ti. — Emma ficou momentaneamente sem palavras ou reação. O que responder àquilo? Deveria omitir a verdade à criança, ou simplesmente mentir com todos os dentes que tinha na boca? Antes de se decidir, o menino voltou a falar. – Eu não sou parvo mãe. – e o coração da loira deixou o constrangimento um pouco de lado para se sentir acarinhado e amolecido por aquele tipo de tratamento dirigido a ela. “Mãe”, sempre lhe deixava sem palavras. – Ela está feliz de verdade. E o motivo disso és tu. – o menino sorriu para a mulher de mechas loiras, que por sua vez, não encontrou outra resposta a não ser sorrir também.

- Isso quer dizer que não se importa Henry? – a loira teve de perguntar passado alguns segundos. O garoto abanou a cabeça negativamente antes de responder.

- Claro que não. Eu acho que nunca me senti tão feliz na vida. – o menino riu. – Eu sempre quis ter uma família de verdade e agora parece que eu tenho. – Emma teve de segurar as lágrimas que sentia nascerem nos recantos dos olhos, de emoção. Henry parecia alheio à emoção que fizera a sua mãe sentir com aquelas palavras e continuou, de forma divertida. – Além disso, como se não bastasse ser neto da Snow White e do Prince Charming, eu ainda sou filho da Salvadora que resgatou a Evil Queen das trevas, que por sua vez, aprendeu a ser a minha mãe de verdade. O quanto legal é isso?! Super-hiper-mega-legal! – o garoto riu absorvido na cascata meio confusa de pensamentos que era a árvore genealógica da sua família, apesar de tudo, perfeita.

Do outro lado da divisão, na entrada da sala de jantar, uma Regina completamente comovida assistia à cena. O que ela podia pedir mais da sua vida? O seu filho que tanto ela havia machucado e que lhe pedira que mudasse e que havia acreditado nela, estava ali, dizendo que estava verdadeiramente feliz. E como se isso não fosse o suficiente, ela ainda fazia parte do quadro de felicidade que o menino pintara. A vida era maravilhosa. E ela decidiu mergulhar nela de corpo e alma.

- Quem quer crepes com sorvete? – ela chegou perto da mesa com uma bandeja com os três pratos. Emma levantou-se para ajudá-la a servir.

- Crepes!!! – Henry exclamou de alegria. E os três saborearam aquela sobremesa, muito mais saborosa do que qualquer outra.

*** *** *** ***

Belle descansava no quarto, nos fundos da loja de antiguidades. O ataque do capitão Hook havia a deixado levemente abalada, mas nada comparado com o poder que detinha no dedo. Gostaria que tudo pudesse ter um fim, voltar à sua terra com Rumple; sem adaga, sem Dark One, sem maldições … apenas ela e o seu amor verdadeiro e Baelfire. Por enquanto, sabia que não era possível. Voltou a fechar os olhos, tentando recuperar o sonho que tivera momentos antes: Ela, Rumpelstiltskin e Baelfire, juntos, na Terra Encantada.

Mr.Gold estava dentro da loja, perto do balcão, fingindo limpar uma peça antiga. Na realidade, apenas aguardava. Estava demorando mais do que previu, mas ele era um homem de paciência.

- Mestre. – a voz sedosa da mulher, que em tempos longínquos houvera feito um acordo muito especial com ele, fazia-se ouvir nas suas costas.

- Olá Cora. – o homem virou-se para cumprimentar a mulher que sorria de forma dissimulada para ele.

Notas finais
Reviews please!!! Que eu adoro e amo mto!!! =)