Finalmente Juntos...

3 Capítulo 3: O plano


Notas iniciais
Olá pessoal!
Hoje trago mais um capítulo pra vcs! Vamos ver se eu consigo me acostumar a postar um cap a cada sabado.
Bom espero que curtam!
Avante com o cap.

Todos pararam atordoados ao ouvir a declaração repentina de Pai e encarram o alien mais velho, esperando uma explicação. Notando isso, Pai respira fundo e começa a explicar:

- Durante a batalha percebi que eles estavam tramando algo e achei que seria interessante se eu colocasse um chip espião no líder do exército deles para poder espioná-los, pois afinal, eu acredito que ele vá fazer um relatório ao seu comandante, ao contrário do nosso general aqui... — Pai encerrou a explicação com uma pequena brincadeira em referência a Kisshu, o que gerou algumas risadas abafadas.

Kisshu lançou um olhar fuzilante para o seu amigo, mas este apenas o ignorou e continuou a falar.

- Melhor nos apressarmos, do jeito que aqueles lagartos correm é provável que cheguem rapidamente à sua base.

E tendo dito isso se adiantou para a base, seguido de perto por Taruto, Kisshu e os outros soldados. Depois de dispensar o pequeno grupo que os acompanhara os três amigos convocaram os outros oficiais e foram até a sala de reuniões. lá havia uma mesa longa capaz de acomodar todos os superiores e no seu centro possuía um retroprojetor, o qual Pai começou a calibrar com o canal de transmissão do chip. Um burburinho impaciente se formava entre os presentes quando finalmente uma imagem holográfica surgiu, flutuando um pouco acima do tampo da mesa, e todos se calaram repentinamente.

A imagem mostrava um corredor passando depressa, o que mostrava que o inimigo se locomovia de modo rápido, até que no fim do corredor surgiu uma linda orta esculpida de madeira silvestre e ele diminuiu o passo. Ele pareceu parar para respirar por um segundo e então bateu na porta.

- Entre disse uma voz arrastada, vinda de dentro da sala e o lagarto abriu a porta, entrou e fechou a porta atrás de si.

Então os aliens puderam ver uma figura escondida parcialmente nas sombras. Sentado em um trono estava um lagarto que parecia muito novo para estar ali, mas que mesmo assim parecia extremamente perigoso. As escamas, normalmente verde-escuras, emitiam um brilho verde-amarelado e os olhos, ao invés de castanhos ou amarelos como era comum entre sua espécia, eram de uma vermelho puro assustador. Ele estava afiando as garras com uma ferramenta estranha e continuou a fazê-lo mesmo com o aproximação do subordinado, somente lhe lançou um olhar de desprezo quando entrou.

- O que quer agora, Korn? — perguntou o jovem sem tentar esconder o visível desinteresse na voz.

- Com sua licença, Lorde Syron, eu vim lhe fazer o relatório da batalho. — informou o lagarto chamado Korn.

- Boas notícias eu espero.

- Com certeza, meu senhor. Conseguimos coletar amostras de sangue de todos os três lideres inimigos.

- O mínimo esperado devo dizer.

- É claro, meu senhor, mas também vim lhe dizer que já conseguimos obter resultados no laboratório.

- Isso sim é algo notável, considerando a incompetência de alguns deles... Posso ver os tais resultados?

- Claro, meu senhor. Por favor me acompanhe.

Com isso Syron se levantou e seguiu Korn para fora da sala por um corredor estreito e mal iluminado até que chegaram a uma porta de ferro que se abriu automaticamente com a chegada dos dois. A sala atrás da porta era cheia de computadores e máquinas estranhas, além de estantes cheias de arquivos contendo mapas de regiões e fotos de alvos antigos. Mas os dois visitantes se dirigiram para o canto oposto ao que se encontrava a entrada. Bem lá no fundo da sala ficava os aparelhos mais recentes. A máquina a que se encaminhavam era composta por vários tubos, que estavam cheios de um líquido vermelho que os espectadores reconheceram como sendo sangue.

- Bom, meu senhor, — começou Korn — como pode ver os analisadores de sangue estão funcionando muito bem, como era previsto.

- Mas é claro! — exclamo Syron um pouco indignado — Afinal, diferente das outras, fui eu quem projetou essa máquina.

- Enfim, meu senhor, — continuou Korn, se esforçando para não demonstrar a irritação que sentia. — Conseguimos obter bons resultados de todos os três.

- Hum... Estou curioso pra ver o que escondem em seu sangue.

Sussurros curiosos passaram por entre os aliens e todos olharam para Kisshu, Pai e Taruto, mas estes estavam concentrados em seus próprios pensamentos. Eles haviam acabado de descobrir que tinham subestimado a qualidade da tecnologia dos lagartos e que de algum modo a tecnologia deles podia, supostamente, encontrar algo no sangue deles. Mas o que seria? Os pensamentos deles se interromperam quando Korn voltou a falar.

- Senhor, agora que tocou no assunto... o que exatamente a máquina acha no sangue? — perguntou Korn, expressando a mesma dúvida que os três.

- Eu já não lhe expliquei? — indagou Syron claramente aborrecido. — Minha máquina analisa o sangue que é posto nela e dali retira as lembranças mais preciosas que encontra. — Isso fez os três amigos se entreolharem surpresos e um tanto apreensivos. — Por exemplo, eu testei com o sangue de alguns de nossos "homens" e as lembranças que surgiram foram de suas familias, esposas e filhos, essas coisas mais.

- Entendo...

- Mas então, você vai me mostrar os resultados ou terei que vê-los eu mesmo?!

- Claro, senhor! mil desculpas, senhor!

Korn se apressou em digitar até que três arquivos apareceram na tela.

- Este é do major Taruto. — disse Korn e Kisshu sentiu o amigo enrijecer ao seu lado quando surgiu a imagem de uma garotinha humana de cabelos loiros e os olhos castanho, que se transformavam em uma meia-macaquinha, surgiu na tela dos lagartos.

- Pudding... — Taruto sussurrou, alto o suficiente para que Pai e Kisshu o ouvissem.

- Hum... Até que estou surpreso. — comentou Syron. — Eu bem que esperava que surgisse um amor de jovem, mas uma humana? É realmente inesperado.

- As próximas são do coronel Pai.

As imagens da Pudding desapareceram dando lugar as de uma garota de cabelos verde claros compridos e de olhos cinzentos, mas profundos. Kisshu olhou para Pai surpreso, pois não achara que o amigo sentisse interesse em ninguém, muito menos pela Lettuce. Pai por sua vez se mantinha sério apesar de Kisshu perceber que ele estava um pouquinho envergonhado. Na imagem Syron soltava gargalhadas ao observar a transformação de Lettuce em Mew Lettuce.

- Até mesmo aquele certinho tem uma quedinha por uma humana?! HAHAHA!!! Por essa eu realmente não esperava. Agora quero só ver o que nosso prestigiado general tem em mente.

Com isso fez sinal para que Korn mostrasse as próximas. Apesar de já saber o que iria aparecer na tela, Kisshu não conseguiu impedir a si mesmo de corar, pois as imagens de Ichigo que surgiam na tela, para ele eram muito preciosas, ainda mais a que ele aparecia beijando a garota, dois anos atrás, pois esse fato não era conhecido por Pai ou Taruto, o que fez os dois olharem surpresos para Kisshu. Os outros presentes os imitaram.

- Ora ora, até mesmo o general... — Disse Syron pensativo. — Hehe... Mas eu até que não o culpo... Essa humana é mesmo muito interessante... Quem sabe eu não pegue ela para mim quando formos a Terra... O que acharia disso, Kisshu?

Neste momento o jovem lagarto olhou diretamente para o chip ao falar.

- Eu vou fazer vocês sofrerem do mesmo jeito que eu sofri quando perdi meu pai em uma batalha. Eu irei pessoalmente até a Terra e matarei essas três, mas essa ultima não. Ela vai ser um brinquedinho interessante por um tempo... Hahaha!

Então de repente a imagem sumiu. Syron destruíra o chip. O ar na sala de reuniões estava tenso, todos pareciam cheios de perguntas, mas nenhum ousou falar. Os olhos estavam presos nos três companheiros que trocavam olhares entre si.

- Pelo visto Pai, como eu temia, sua teoria estava certa. — disse Kisshu por fim, quebrando o insuportável silêncio. — Meu sonho era real, ou melhor,vai ser real.

- E o que vamos fazer a respeito? — perguntou Pai.

- Iremos à Terra! — Kisshu se levanta em um salto. — Temos que ajudá-las, elas não serão capazes de se defender deles. E além disso se ele ousar encostar uma só garra na Ichigo eu jamais irei me perdoar... — Ele ameaçou cerrando os punhos ao se lembrar das palavra de Syron dirigidas a ele e a mais ninguém.

- É Pai! — Acrescenta Taruto se juntando a Kisshu. — Elas estão em perigo por nossa culpa então é nossa responsabilidade!

- Desta vez terei que concordar. — Pai também se levanta.

E quem disse que vocês tem permissão para ir até lá?! — De repente um tenente se levanta para se opor.

- O que disse... tenente? — perguntou Kisshu que, junto com seus amigos já se dirigia até a porta, mas parara ao ouvir o comentário e respondera em um tom ameaçador. — Não temos permissão...?

- Isso mesmo! Afinal de por qual motivo, se me permitem perguntar, essas garotas estão em suas lembranças?!

- Não, — disse Kisshu de modo frio e cortante, sem se virar. — eu não lhe permito perguntar, porque afinal não devemos satisfação sobre nossas vidas pessoais. Agora se nos dão licença...

- Não! Não dou licença! — O tenente não se deixara intimidar pelas palavras de Kisshu e o enfrentava mais uma vez. — Nosso mundo está em guerra e vocês vão simplesmente abandonar tudo por causa de três humanas imprestáveis?!?!?!

Kisshu cerrou ainda mais os punhos e Pai e Taruto olharam para ele.

- Ih... — Suspirou Taruto pondo as mãos atrás da cabeça. — Você não devia ter feito isso...

Uma aura negra surgiu ao redor de Kisshu e antes que qualquer um percebesse Kisshu tinha jogado o tenente no chão e estava sobre ele com um de seus sais preparados sob sua garganta.

- Nunca mais ouse falar mal da Ichigo na minha frente entendeu tenente?!?! — Kisshu esbravejou apertando mais a arma contra a pele do tenente, fazendo um fio de sangue escorrer. — Fui claro?!?!

Mudo pelo movimento e atitudes inesperados e aterradores, o tenente apenas faz um leve aceno de cabeça.

- Que bom. — Kisshu guarda o sai e se levanta. — Agora se não se importam, — ele dá um sorriso divertido para todos no aposento — tenho que ir ver minha Koneko-chan.

Notas finais
Bom é isso. Espero que gostem.
Por favor deixem comentários e sugestões.
Até sábado
Yeru.