Finalmente Juntos...
1 Capítulo 1: O presságio
Notas iniciais
Ele andava sozinho no meio da floresta, parecendo sem rumo, apenas vagando por aí. Mas logo ele percebe que estava seguindo o rastro de um par de pegadas, isso o deixou sobressaltado e um tanto preocupado, sem saber ao certo o porquê ele começou a correr, incapaz de caminhar devagar. E de repente ele ouviu um grito agudo, que parecia vir de alguém que ele conhecia, isso só serviu para que ele entrasse definitivamente em pânico e para que ele corresse o mais rápido que podia.
Finalmente ele parou. Havia chegado em uma clareia no meio da floresta iluminada pela fraca luz do luar. Era agosto, outono, as arvores perdiam suas folhas enquanto o inverno se aproximava. Os pequenos animais se preparavam para hibernar em suas aconchegantes tocas. Tudo parecia normal, até que ele olhou para o lado oposto de onde estava na clareira.
Várias arvores haviam sido derrubadas ou arrancadas pelas raízes. Então ele percebeu que algo se movia perto das arvores, algo escuro quase invisível sob o luar. Porém ele o viu, mas preferia não ter visto. A coisa lembrava uma gosma semelhante a pixe, só que a coisa se movia como se tivesse vida e parte dela estava apodrecendo, o que fazia com que o estômago dele revirasse. Ele constatou também que a gosma tinha espinhos grotestos saindo de sua "pele".
Aterrorizado, ele começou e recuar para o sombra de uma arvore quando (igual em um filme de terror clássico) el pisou em um graveto causando um estalo que ecoou pela clareira. Ele sentiu um frio na boca do estomago quando a gosma podre começou a se virar um sua direção e deixou sua cara a vista. Pelo menos o que devia ser a cara dele. Ali só haviam duas antes com pequenos olhos astutos nas pontas e uma boca horrenda com um monte de dentes afiados e sujos. Aquilo o fez querer vomitar, mas algo o impediu.
Ele percebeu que a besta possuía duas patas disformes com garras afiadas no lugar dos dedos. E nessas garras havia algo preso. O coração dele parecia ter parado. Havia uma garota nas garras da besta, e ele conhecia aquela garota, a conhecia até demais. Seus cabelos ruivos cor de fogo estavam presos com fitas vermelhas em dois rabos de cavalo, um de cada lado de sua cabeça. Ela usava um vestido branco que devia ser muito bonito se não estivesse manchado com o sangue dela. O olhar dele se fixou no rosto dela, todo arranhado. E então o olhar dela encontrou o dele, um olhar suplicante e aterrorizado. Mesmo tão ferida quanto já estava ela ergueu o braço debilmente, estendo a mão para ele.e o chamando em silêncio.
O monstro alheio ao que acontecia e sem enxergar perigo no intruso voltou a se concentrar em sua presa e começou e preparar em ataque fatal.
Seu coração disparou. Ele queria correr até ela e tirá-la das garras daquela coisa horrível, mas seus pés pareciam pregados ao chão. Assim tudo que ele pôde fazer foi ficar observando com um pânico mudo, enquanto ela tentava dizer algo, apenas movendo os lábios, um fio de sangue escorrendo pelo canto de sua boca.
Quando ele percebeu o que ela estava lhe falando a surpresa cruzou a sua expressão, mas logo o pavor o dominou, pois a garra da besta desceu em direção a garota atravessando-a no peito, e finalmente ele conseguiu gritar:
- Ichigo!!!
- Kisshu!!! — ela retribuiu o grito, e foi a ultima coisa que o alien ouviu antes de se sentar ofegante em sua cama, no seu quarto, no seu planeta, bem longe de Terra.
Notas finais
Então tá!
Até sábado!
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