Final Feliz
1 FINAL FELIZ
FINAL FELIZ
A floresta se abre repentinamente e revela um lindo lago. Ao redor das margens a grama parece convidativa, ainda mais para quem viajou um dia inteiro.
- Sango, acho que aqui é um bom lugar para passar a noite, vou juntar madeira para a fogueira.
O rapaz se afasta da moça e segue em busca de gravetos, ela acaba por sentar-se perto da margem, delicadamente coloca os pequenos pés dentro da água. Sua mente rememora os últimos acontecimentos.
Naraku foi enfim derrotado, a poderosa Jóia de Quatro Almas foi devidamente reconstituída e purificada, agora está guardada em um local aonde nenhum yokai irá encontrá-la.
Após a grande odisséia os amigos se espalharam. Ynuyasha e Kagome voltaram ao mundo dela, o pequeno Shipou preferiu ficar com a velha Kaede na vila onde tudo começou. Ela e Miroku estão indo para o Oeste. O monge pretende ficar algum tempo em sua vila natal, e Sango o segue, ela acredita que algumas semanas de paz após toda a epopéia pela qual passou será muito bem vindo.
Seus olhos fitam as águas do lago, a cena é bela, pois os últimos raios do sol incidem obliquamente sobre o local, ela observa tudo aquilo e fica maravilhada, como algo tão simples, um por do sol pode ser tão bonito?
No céu as primeiras estrelas começam a surgir, anunciando uma noite tranqüila e sem chuvas, mas não é o ambiente e a paz do local que fazem seu coração bater forte.
Miroku volta com diversos gravetos e pedaços de madeira e começa a montar uma fogueira, guardado em seu alforje alguns pedaços de carne de cervo serão assados, sendo isso o prato a ser comido naquela noite. Ela olha para ele com carinho, sabe que há tempos sente uma forte atração, no entanto nunca deixou esse sentimento aflorar com tal força, como agora. Por alguns momentos se esquece do constante assédio que o monge faz às jovens que cruzam seu caminho. Ela sorri ao se lembrar da célebre frase do companheiro: "Senhorita, quer ter um filho meu?".
Por sua vez Miroku está ocupado com a fogueira e não olha para a companheira, em sua mente os pensamentos se atropelam. Ele também se sente atraído por Sango, mas a odisséia pela qual passaram nunca permitiu que conversasse seriamente com ela. Nas vezes em que tentou isso acabou se, portanto de maneira libidinosa e como resultado dessa falta de tato sua face foi duramente castigada pelas mãos certeiras da caçadora de Yokais.
Mas esse tempo parece ter chegado ao fim.
- Sango, daqui a pouco vai estar pronto.
Ela se aproxima do monge, seu coração palpita forte com a proximidade dele.
- Miroku, precisamos conversar.
Ele para de mexer na carne de cervo, fixa o olhar na menina.
- Eu também acho Sango.
Eles ficam mudos, como que um aguardando a iniciativa do outro.
- Eu preciso te dizer uma coisa Sango.
Ela aguarda a esperada revelação, desta vez não haverá tapas na cara, nem vai fugir das mãos dele. Ela se deita preguiçosamente perto do monge, fingindo que quer se aquecer na fogueira.
Ele percebe que a atitude de Sango para com ele mudou.
- Sango a lua.
- Sim.
- Ela está tão linda. Não acha?
- Sim.
Ele se aproxima dela, com carinho segura o rosto da menina, ela fecha os olhos, e acontece. Um beijo violento, mas terno, que ao mesmo tempo se mostra libidinoso e inocente. Ela aceita e se entrega aos carinhos do monge, Enfim pensa ser a hora de se tornar mulher, e nada melhor para isso do que com o ser amado.
- Eu te amo Sango, eu sempre te amei.
Ela fica com a face ruborizada.
- Eu... eu...também Miroku. Acho que sempre te amei.
- Psiuuuu, fique quieta, vamos aproveitar o momento.
Os lábios voltam a ficar colados, mãos começam a se entrelaçar, gemidos contidos são ouvidos de parte a parte. Com carinho ele começa a abrir-lhe quimono dela e sente a reciprocidade, ela se deita deixando a iniciativa a cargo do ser amado.
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Ele perambula pela floresta sem rumo definido. Por sorte conseguiu escapar do corpo de Naraku antes da destruição deste, agora está livre e precisa encontrar um lugar para ficar. Ficou tanto tempo aprisionado que nem se lembra direito da sua individualidade. Mas ele sabe que é velho e tem pouco tempo de vida. Portanto resolveu que encontraria uma parceira e teria com esta um filho, acredita ser a forma correta de perpetuar seu clã.
Sua busca, no entanto estava se revelando infrutífera, em seu caminho encontrou yokais do sexo feminino, mas nenhuma acabou por interessá-lo. Ela via com aversão moças humanas, não as achando dignas de si.
Se ao menos ele achasse aquela caçadora de yokais que tanto trabalho deu ao Naraku. Além de bonita a moça mostrou-se forte e decidida. Sim, seria uma mãe perfeita para um filho seu.
De repente ele escuta um barulho, gemidos baixos, folhas que se mexem. Ele se abaixa, seu corpo alongado como de uma cobra se aproxima da origem daqueles sons, então seus olhos acabam por ver.
É um casal de humanos entregando-se ao amor, mas parece que ambos são conhecidos. Sem acreditar no que vê ele se aproxima mais ainda. Aqueles humanos faziam parte do grupo que acabou por matar Naraku, e a moça era ela. A caçadora de yokais cujas vestes negras e a enorme arma que chama "Osso Voador" que tantas vezes enfrentou o maldito que lhe aprisionou.
Sua sorte não poderia ser melhor. Com cuidado ele se aproxima mais do casal.
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- Sango, há uma energia sinistra aqui perto.
- Também senti.
O monge acaba deixando sua amada para procurar o cajado.
Ela tenta escutar algo, mas apenas há os sons da floresta, seu "Osso Voador" está distante, mesmo assim levanta-se, veste o quimono e segue na direção da arma, mas não chega a pegá-la.
De uma moita ele salta, rápido e certeiro captura a caçadora de yokais graças à pseudo-membros que surgem em seu corpo longo e roliço.
- Miroku...
A voz esganiçada do yokai é ouvida.
- É você, enfim...
- Sangooooooo...
No entanto o monge grita para o vazio, o yokai já vai longe com a jovem em seus braços.
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O velho castelo há muito está abandonado, aqui e ali ainda se percebe alguns aspectos da antiga imponência, mas a maior parte não passa de escombros, seu senhor e seguidores foram mais uma das muitas vítimas da constante guerra civil que assola o país.
Alguns dos quartos ainda são habitáveis, é em um deles que o yokai deixa à bela Sango.
- Seu maldito, solte-me imediatamente.
- Soltá-la? Justo agora que a tenho?
- O que quer comigo?
- Você me dará um filho.
- O quê?
- Desde que escapei do corpo de Naraku que procuro uma fêmea para que possa procriar. Durante algum tempo procurei por yokais femininas, mas nenhuma delas me agradou, quanto às humanas nunca as senti dignas de carregarem meu fruto, a não ser a forte caçadora de yokais que tantas vezes enfrentou meu antigo mestre.
- Então você é uma das crias do Naraku? Pensei que estavam todos mortos.
- Não sou cria de ninguém, o maldito havia absorvido meu corpo, quando o destruíram consegui ficar livre, devo isso a você e seus amigos.
Enquanto fala a menina tenta se soltar das amarras que a prendem ao chão, mas é inútil, o yokai a amarrou muito bem. Ela tem algemas prendendo as suas mãos, além disso, também há cordas amarradas fortemente. Suas pernas sofrem o mesmo.
- Descanse agora, apenas daqui a cinco dias estarei em condições de gerar meu herdeiro, depois disso estará livre e vai carregar a minha semente consigo.
Sango nada diz, apenas encara o captor com fúria desmedida.
- Nunca conseguirá o que quer.
- Há meios de se fazer isso humana. Agora vou me recolher, amanhã cedo conseguirei algumas frutas para você, não quero que fique fraca enquanto estiver comigo.
Ele se afasta rastejando seu enorme corpo no chão.
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Miroku perseguiu o yokai com todas as energias de seu corpo, mesmo assim seu coração apequenou-se quando o ser enorme desapareceu na floresta densa sem deixar rastro para ser seguido.
- Maldito, ainda vou encontrá-lo.
O jovem monge ajoelha-se apoiado no cajado, lágrimas escorrendo do rosto.
- SANGOOOOOOOOOOOOOO.............SANGOOOOOOOOOOOOOOOOOO..............
Os gritos ecoam no nada.
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Ela pensa em como vai se livrar, com cuidado tenta escorregar as mãos, mas logo percebe a inutilidade desta medida, as grossas correntes a prendem ao chão, nas pernas a mesma situação. Sem alternativas ela pensa em seu amado, nos momentos que conseguiram desfrutar à beira do lago, na consumação do amor que realizou a ambos. De alguma maneira ela aguarda que a qualquer momento ele vai surgir, destruir o yokai libertá-la e juntos enfim realizar o tão acalentado sonho de união.
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Ele está cansado, mas sua vontade é inquebrantável, a pouco ele deixou um vilarejo, os camponeses comentaram de um yokai que andava perambulando pelas imediações, e o orientaram a seguir para o velho castelo do antigo senhor daquelas terras. Sem pensar em mais nada ele segue adiante, olhos frios e decididos. O cajado servindo como apoio para as pernas cansadas, esta à beira da exaustão, mas não se permite um descanso, o castelo é longe dali, no mínimo uma manhã inteira de caminhada e ainda assim nada garante que ela vai estar lá. No entanto é a única pista, a última alternativa. Sendo assim ele segue resoluto na direção indicada, rogando a Buda para encontrar sua amada.
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A manhã já se foi e o yokai não apareceu para lhe dar algo de comer. Em sua mente há um plano, se tiver sorte talvez de certo. De repente um barulho estranho, como se um enorme corpo estivesse a rastejar, com dificuldades ela consegue erguer um pouco a cabeça e vê o yokai. Agora pode ter uma visão mais detalhada do monstro. O corpo é longo e grosso, uma cabeça vagamente humana sai deste corpo de cobra, mas os dois chifres que surgem da testa, olhos negros dentro de órbitas iguais, uma bocarra cheia de dentes e em lugar dos cabelos há cobras que se mexem sem parar, mostram a diferença entre um ser humano e um yokai. A visão é horrenda, ainda mais que o monstro demonstra a capacidade de fazer surgir pseudo-membros ao longo do corpo, como os braços e mãos que ela agora vê carregando frutas frescas.
- Desculpe a demora, está com fome?
Ela nada diz.
- Seu silêncio de nada adianta menina, coma essas frutas. Meu filho precisa de uma mãe forte e saudável.
- Jamais terei um filho teu seu maldito.
- Terá sim e vai cuidar de nosso filho como todo amor e carinho.
Dito isso ele aproxima as mãos abomináveis da boca da menina e sem muito esforço acaba por forçá-la a ingerir as frutas que trouxe.
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O velho castelo é um amontoado de ruínas, fica difícil acreditar que ali algum dia viveu um senhor feudal e sua corte. Mas há algo errado, a energia sinistra que caracteriza a proximidade de yokais não é sentida naquele local. Com desconfiança o monge entra nos velhos portões e põe-se à procura da sua amada. Os sentidos despertos, o cajado pronto para a luta. Ele vai de cômodo em cômodo e procura meticulosamente por todo local. Mas nada encontra, absolutamente nada.
Suas esperanças se esvaem, tal qual grãos de areia deixados ao vento. De sua boca saí apenas uma palavra.
- Sango, desculpe querida, falhei contigo.
Lágrimas voltam a escorrer pelo rosto.
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Três dias já se passaram, a jovem fica cada vez mais preocupada, do monge não há sinal e o dia fatídico quando terá de se unir ao yokai se aproxima. Ela chora todo dia, nada lembra a poderosa caçadora de yokais que bravamente enfrentou diversas lutas contra esses monstros. Agora ela é apenas uma mulher apavorada que tenta manter as esperanças de que seu amado ainda irá surgir e livrá-la do terrível destino que a aguarda.
O monstro, de forma esperta, não a deixa sequer sentar, mantém as cordas e amarras que a prendem ao chão, a comida ele lhe dá na boca.
- Miroku, onde você está meu amor?
A frase balbuciada é escutada pelo yokai que dá uma risada e se afasta.
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O monge segue para outro povoado que sabe existir ali perto, no caminho encontra um velho que está com problemas, uma das rodas de sua carroça quebrou e é impossível ao homem consertá-la sozinho.
Miroku oferece ajuda ao ancião, gasta com isso metade do dia, mas seu esforço é recompensado, o velho acaba por informá-lo que aquela região serve de refúgio para um yokai cobra que se esconde no velho castelo.
- Já estive lá bondoso senhor, mas o local é apenas ruínas. Ele não está lá.
O velho indaga qual o castelo que o monge visitou se o "novo" ou o "velho".
- Como assim? Há dois castelos?
- Sim bondoso monge, falo do velho castelo de Nirau. Há mais de cem anos foi destruído por um inimigo poderoso, mas suas ruínas ainda podem servir para esconder um yokai, siga por essa estrada até o amanhecer, verá uma bifurcação na estrada, ao lado de um marco antigo. Tome o caminho da esquerda e ande por mais um dia ou dois, encontrará o "velho" castelo, não há como errar.
Miroku agradece o ancião e toma o caminho indicado.
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- Amanhã a noite consumaremos nossa união garota, e então terás o prazer de carregar meu filho. Cuidarás dele com fervor e dedicação, no tempo certo vou reclamá-lo de ti.
Ela sabe ser inútil protestar, sua forças estão no limite, por mais que se esforce sabe que dificilmente conseguirá impedir o yokai de cumprir seu objetivo. Sua mente se volta para Miroku, um grito quer escapar de sua boca, mas de que isso adianta? Sem alternativas viáveis ela fica muda. O monstro a obriga a comer mais algumas frutas e parece satisfeito.
- Você está saudável, posso sentir isso, nosso filho será um dos maiores yokais de todos os tempos. Ela herdará a sua astúcia e velocidade, meus poderes e a minha força. Será invencível.
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Ele está cansado, há dois dias não dorme. Pouco se alimenta e não descansa, mas sua tenacidade o leva adiante, seu coração conclama o resto do corpo a seguir. Ali, em algum lugar está o castelo que lhe foi indicado pelo ancião, ali encontrará o yokai com corpo de cobra, e também a sua amada.
As pedras machucam os pés, galhos estão pelo caminho e ferem os braços e torso, a trilha faz muitas curvas, há altos penhascos ladeando o caminho. Sempre para o alto. Um vento gelado percorre seu corpo, suas pernas estão cansadas, os braços pesados, todo o corpo reclama dos excessos, mas sua vontade é inquebrantável, ele segue em frente, em sua mente apenas um desejo: resgatar Sango.
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O quinto dia chega trazendo pavor para Sango, ela teme que o yokai chegue logo e a tome à força. Em sua mente há incertezas quanto ao futuro, mas seu coração permanece calmo e sereno. De alguma forma ela sente que Miroku se aproxima, e com ele a esperança de salvação. Ela vai manter essa esperança até o final, por mais que seja mínima a chance de se livrar daquele monstro.
A primeira metade do dia transcorre calma, o yokai não aparece. Instintivamente ela percebe que o monstro não aprecia o dia e o sol, talvez resida aí sua fraqueza. Quando Miroku aparecer ela precisa chamar a atenção dele para esse fato, talvez esteja ali a única chance do monge contra o yokai.
Ela se percebe sorrindo, nem tudo está perdido e ela vai manter esse espírito guerreiro até o final.
As horas passam devagar, e o dia se extingue, as primeiras estrelas surgem no céu e a lua brilha em todo seu esplendor.
Então o yokai surge, agora ele se locomove sobre pseudomembros que imitam pés, por causa de seu corpo muito longo há diversos desses.
- A hora chegou humana, vamos gerar o meu filho.
- Não ouse se aproximar de mim.
- Meu filho será um yokai poderoso, assim que alcançar a idade apropriada eu vou reclamá-lo junto a ti, pois há muito a ensinar.
O monstro vai se aproximando de Sango que grita apavorada, mãos disformes saem do corpo do monstro e começam a tirar a roupa da caçadora de yoakais, ela vê o monstro formar um órgão sexual masculino, ele sorri e aproxima o falo das pernas abertas dela.
- NÃOOOOOOOOOOOOO, DEIXE-A EM PAZ......
O grito eclode demonstrando raiva e ódio em sua entonação. O yokai olha para a porta e vê o monge.
- Deixe-a em paz criatura dos infernos.
O monstro sorri.
- Saia daqui humano, antes que eu o mate e consuma sua carne.
Miroku solta outro grito pavoroso e com o cajado em punho segue resoluto contra o yokai. Seu golpe, no entanto passa no vazio, o monstro desvia-se com facilidade, mas o monge é persistente e tanto ataca que enfim consegue ferir o corpo do monstro.
O yokai olha o ferimento, mas não se intimida, agora é ele que ataca, de seu corpo surgem dezenas de pseudo-membros que voam na direção de Miroku, ele se defende com o cajado, mas a cada membro que despedaça parecem nascer dois outros do corpo do monstro.
Um violento golpe vence a guarda do monge que acaba por cair perto de Sango. Ligeiramente tonto ele pega seu cajado e se lança novamente na insana batalha, mas não há como vencer, seu corpo já cansado é atingido diversas vezes pelo yokai e Miroku percebe que aquela é sua última luta, o monstro ri do adversário, agora ele forma pseudo-membros que mais parecem lanças, Miroku se defende com bravura, no entanto uma distração, e um dos pseudo-membros trespassa seu braço, e mais outro e por diversas vezes o monge é atingido, o sangue escorre dos diversos ferimentos e mancha seu hábito.
- Monstro, deixe-o em paz.
Enfim Miroku cai desacordado, o corpo todo ensangüentado.
- Acho que seu salvador pereceu menina, agora vou consumir a carne do corpo dele para me fortalecer mais ainda e depois me uno a você. As características físicas dele também serão repassadas para meu filho.
A cena anterior à chegado do monge se repete, ele faz ressurgir seu falo e está prestes a consumar suas intenções quando um outro grito é ouvido.
- GARRAS RETALHADORAS DE ALMA.
Como que surgido do nada Inuyasha se lança como um bólido contra o monstro, suas garras fazendo estragos tremendos no corpo volumoso da criatura.
- Um yokai? Quem é você? O que quer aqui?
Inuyasha não responde, apenas ataca com mais decisão e finalmente desfaz o corpo da criatura em diversos pedaços, o sangue verde do monstro escorre de suas garras e o odor da morte mostra o fim da criatura.
- Inuyasha! Mas como?
- O ancião que você ajudou na estrada. Ele nos indicou o caminho. Estamos atrás de você há uns três dias. – O meio yokai não diz mais nada.
Ao lado de Sango a delicada Kagome cuida dos ferimentos de Miroku que continua desmaiado.
- Ele perdeu muito sangue.
- Ele é forte, vai resistir.
As palavras de incentivo são ditas por Inuyasha que usa sua força de yokai para libertar Sango, esta uma vez liberta segue na direção do monge.
- Miroku, Miroku....
- Sango, me desculpe, não fui forte o....
- Psiuuuu, fique quieto, descanse, vamos cuidar de suas feridas e logo você estará em forma novamente.
- Sango...... Sango
Ela reclina sua cabeça sobre a face dele o cala com um beijo.
Do lado de fora Inuyasha e Kagome olham o momento de carinho e ternura entre o monge e a caçadora de yoakais. A menina olha para o rosto de Inuyasha, desvia os olhos para o céu e se surpreende com o beijo delicado e caloroso do meio-yokai.
- Kagome, eu te amo...........
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