Finais Felizes Na Ecomoda.

40 Capítulo 40: A volta de Miguel


Notas iniciais
O jantar com os brasileiros ocorre bem até que Miguel aparece na frente de Betty.

No restaurante um trio bem distinto esperava os executivos da Ecomoda. Eram dois homens que aparentavam ter a idade de Armando, um era musculoso e outro um pouco mais magro. O moreno de olhos verdes chamava-se Alberto e era o acionista majoritário das Roupas Brasil, o loiro de olhos castanhos e mais magro chamava-se Fernando, ele era um dos acionistas minoritários da empresa e era noivo de Rebeca, a loira de olhos azuis que era também acionista da empresa.

– Como estão? Prazer em conhecê-los! Cumprimentou Betty assim que chegou.

– Bem obrigada, doutora Pinzón! Também é um prazer conhecê-la! Falou Alberto apertando a mão de Betty.

Depois de todas as apresentações, Alberto contou que a Roupas Brasil não confecciona roupas, somente vende. E que era do interesse geral vender as roupas colombianas, vender a longa escala visto que o novo estilo lançado pela Ecomoda atendia perfeitamente a mulher brasileira que era bela em todas as suas formas e tamanhos.

– Gostaríamos de conhecer a produção da Ecomoda! Falou Rebeca com sua voz doce.

– Poderíamos na segunda-feira fazer um tour pela empresa. Sugeriu Armando.

– Seria perfeito! Comentou Fernando.

– E de quanto é exatamente a escala de roupas que pretendem comprar da Ecomoda? Perguntou Daniel bebendo o seu Martini.

– Bom pretendemos comprar cerca de 25 toneladas de roupas, de inicio. O mercado brasileiro é muito vasto e se as mulheres brasileiras gostarem das roupas colombianas pretendemos comprar até 100 toneladas. Alberto respondeu.

Armando sorriu mais do que satisfeito 25 toneladas de roupas equivaliam a quase 100 milhões de doláres, o dinheiro que faltava para a Ecomoda terminar de quitar todas as suas dividas com os credores. Beatriz por sua vez estava tão feliz quanto o seu amado pois o seu maior desejo era devolver a empresa para Seu Roberto, somente Daniel imaginava parte daquele dinheiro investido em seus próprios negócios. Estava claro para Daniel que ele conseguiria parte deste dinheiro, só não sabia ainda como.

– Então vamos brindar pois este negócio eu tenho certeza que além de unir os nossos países, nos trarão um grande contentamento. Armando falou e chamou o garçom.

Qual não foi a surpresa de Betty quando uma voz muito familiar anunciou o champanhe, sim era ele, Miguel, seu primeiro amor e sua primeira decepção. Seu coração pareceu parar e ela sentiu falta de ar, suas mão começaram a tremer e ela suava frio. Ele pareceu não a reconhecer mas ela o reconheceu de longe.

– Betty, minha vida, você está bem? Armando perguntou preocupado.

– Sim, só estou um pouco enjoada! Acho que a comida não fez bem. Betty mentiu. Eu vou até o toalete, com licença.

Betty levantou-se tão rápido que Armando nem ao menos pode protestar.

– A comida não fez bem a ela. Ele explicou um pouco sem graça.

– Vou ver como ela está. Falou Rebeca notando a grande preocupação nos olhos de todos.

No banheiro Betty colocou as mãos embaixo da água, lembrando do ritual que uma vez dona Catalina a ensinara para acalmar os nervos. Uma mistura de enjoou, dor e mágoa se misturavam dentro dela e o que era para ter sido uma noite de negócios perfeita, se tornou um suplício ao avistar o primeiro homem que a destruiu.

Quando Rebeca entrou no banheiro com o seu belo vestido vermelho a imagem que viu foi a própria imagem da desolação, uma mulher bela mas com os olhos cheios de lágrimas quase entrando em desespero.

– O que você tem Beatriz? Rebeca perguntou extremamente aflita.

– Me desculpe, não estou sendo nada profissional. Betty falou entre lágrimas e soluços.

– Não, não se preocupe com isso porque o negócio já foi acertado, estamos apenas nas considerações finais. Mas o que você está sentindo?

– Dor, dor em todo o meu corpo e uma falta de ar. Eu não consigo respirar. Betty sentou-se na poltrona.

– Você está tendo uma crise nervosa. Olha pra mim, inspire, expire, isso mesmo, mais uma vez. Olha pra mim Beatriz, inspire, expire. Está se sentindo melhor? Rebeca perguntou analisando a presidente da Ecomoda.

– Estou sim, já consigo respirar bem melhor. Obrigada. Betty agradeceu conseguindo respirar bem melhor.

Rebeca se ajoelhou na frente da presidente e a observava como se Beatriz fosse um animalzinho ferido e acuado. Ela notara que a presidente ficara afetada ao observar o garçom, mas preferiu ficar calada no momento.

– Se sente melhor mesmo? Porque certamente vão exigir explicações pela maneira abrupta com que saiu da mesa. Rebeca falou enxugando com um lenço as lágrimas de Betty.

Beatriz assentiu com a cabeça.

– Então vamos refazer essa maquiagem! Rebeca falou pegando um kit de maquiagem que ela sempre trazia consigo.

Na mesa Daniel não poupou comentários maldosos a respeito da presidente mal educada da Ecomoda.

– Peço desculpas pelo comportamento da doutora Pinzón, infelizmente ela é uma mulher rústica, não cresceu nos mesmos ambientes que nós. Daniel falava.

– Cala a boca Daniel! Armando mandou irritado. Não viu que a comida não caiu bem, e ela está se sentindo mal?

– Ou talvez o enjoou possa ser uma gravidez! Fernando brincou mas ao notar a cara feliz de Armando, acreditou que talvez a presidente da Ecomoda esperasse um herdeiro.

– Será mesmo? Armando se perguntou sorridente.

– Bom se for podemos fazer mais um brinde ao futuro herdeiro da Ecomoda! Alberto falou levantando uma taça de champanhe.

Todos os homens e até mesmo o contrariado Daniel Valencia brindaram ao futuro herdeiro da Ecomoda. Armando sempre detestou a hipótese de ter um filho quando estava noivo de Marcela, mas a sensação de ter um filho de Betty era simplesmente indescritível. Quando as mulheres voltaram do toalete, o assunto foi simplesmente esquecido, pelo menos essa era a intenção. Beatriz não entendeu os olhares risonhos sobre ela, mas ficou tranquila por não precisar dar nenhuma explicação. Para a tranquilidade de Beatriz o resto do jantar ocorreu normalmente e sem a presença de Miguel.

Ao se despedirem Beatriz agradeceu a Rebeca pela assistência prestada a ela e a abraçou fraternalmente.

– Eu nem sei como te agradecer Rebeca, você foi tão prestativa comigo. Betty falou ternamente.

– Tudo bem Beatriz. Quem nunca teve uma crise de nervos na vida que atire a primeira pedra. Rebeca riu.

– Eu nem imagino o que os executivos da Roupas Brasil estão pensando de mim. Beatriz falou preocupada.

– Não se preocupe com isso, eu mesma converso com eles e digo que a comida estava muito salgada e acabou aumentando a sua pressão. Rebeca falou com cumplicidade. Mas Beatriz...

– Pode me chamar de Betty. Beatriz a interrompeu sorrindo.

– Betty eu não pude deixar de notar que você se alterou ao ver o garçom que trouxe o champanhe. Rebeca falou baixinho temendo ser ouvida pelos homens.

– É verdade, mas é uma longa história que eu...

– Não se preocupe Betty, por favor você não precisa me dar explicações só quero que você saiba que pode confiar em mim para qualquer coisa.

– Obrigada. Beatriz falou e abraçou apertado Rebeca.

Notas finais
Meninas perdão pela demora, o capítulo está um pouco curto mas espero que gostem. Bjim...