Finais Felizes Na Ecomoda.
22 Capítulo 22: Mais que amigos, mais que amantes
Notas iniciais
Daniel já estava irritadíssimo com o atraso tanto de Beatriz quanto de Armando. Será que ninguém trabalha por aqui, é por isso que a empresa quase decreta falência! Ele pensava. Chamou Mariana, talvez ela soubesse de alguma coisa.
- Sim doutor, deseja algo? Ela perguntou sem olhá-lo, temia que novamente ele estivesse indiferente.
- Mariana você sabe onde está a presidente da Ecomoda e aquele inútil do Armando? Ele perguntou estranhando ela não o fitar nos olhos.
- Sim doutor, o Seu Hermes, pai da Betty, avisou que o doutor Mora e o doutor Armando tiveram uma briga na rua e foram parar no hospital. Não é nada sério, mas ficarão de observação por 24 horas. Mariana respondeu ainda sem olhá-lo.
- Mariana você está bem? Ele perguntou curioso.
- Sim doutor! Ela respondeu sorrindo para o chão.
- Então porque não me olha?
- É que tem um cisco no meu olho! Ela mentiu mas se arrependeu. Está bem doutor, eu não consigo mentir ou fingir, hoje eu vim lhe dar bom dia e o senhor nem me olhou, foi muito indiferente comigo, depois do jantar que selava a nossa amizade eu não imaginei que seria assim!
Daniel se deu conta do quão grave fora a sua atitude e temeu ter perdido tudo o que havia conseguido no jantar, tanto sacrifício para que o seu gênio estragasse tudo. Ele levantou da cadeira e foi em direção a secretária.
- Me perdoa Mariana! Eu estava tão atarefado com esses papéis que não percebi ter sido grosseiro com você. Ele a olhou nos olhos.
- Tudo bem doutor. Não poderia esperar que o senhor mudasse completamente assim da noite para o dia. Comprometi-me a ajudar-lhe e é o que farei!
Mariana sorriu e ia saindo da sala quando Daniel perguntou com quem ela iria almoçar.
- Com minhas amigas do quartel. Ela respondeu.
- Quer almoçar comigo? Ele perguntou, mas no fundo desejava que ela recusasse.
- Claro, eu iria adorar. Ela sorriu e voltou para a sua mesa.
Quando Mariana saiu Daniel teve raiva de si mesmo, mais uma vez sair com a secretária para obter informações da doutora Pinzón, mas não podia negar que estava curioso sobre a tal briga com o doutor Mora. Riu imaginando Armando apanhando do nerd economista. Mas novamente ficou sério ao lembrar que teria que mais uma vez escutar os tediosos pensamentos da secretária.
- Vamos Mariana! Chamou Sandra.
- Vamos para onde? Mariana perguntou assustada.
- Na internet caçar homens divinos para casar! Sandra gargalhou. É claro que almoçar, ai Mariana parece que só o seu corpo está aqui! Onde está a sua cabeça heim? Sandra se irritou.
- Esta aqui é claro na Ecomoda! Ela respondeu mas não disse que a sua cabeça estava mais precisamente na salinha de Daniel Valencia. Infelizmente eu não vou poder almoçar com as do quartel hoje. Ela sorriu desconcertada.
- Mas como assim Mariana? Hoje tem reunião do quartel você esqueceu? Sandra falou extremamente irritada.
- Mas não posso, tenho outro compromisso Sandra! Mariana falou decidida.
O resto do quartel chegou para irem juntas almoçar e estranharam Mariana não ir.
- Ah não! Mariana você tem que ir porque estou morrendo de curiosidade pra saber o motivo de você defender tanto o doutor Valencia. Falou Berha.
- Sim e ainda temos que discutir sobre a briga dos doutores Mendonza e Mora. Declarou Sofia.
- Sinto muito meninas, mas tenho muito trabalho. Mariana detestava mentir acima de tudo, mas não perderia a oportunidade de estar novamente com o doutor Valencia.
As meninas tentaram insistir, mas foi inútil, Mariana estava irredutível. Foram almoçar e mais desconfiadas ainda com a rejeição de Mariana.
- Eu acho que a Mariana está aprontando alguma coisa! Bertha declarou no caminho para o Correntaço.
- Você acha Bertha? Pois eu tenho certeza! Aura Maria gargalhou.
- Do que você está falando Aura Maria? Perguntou Sandra.
- Só existe um motivo para uma mulher rejeitar uma hora de fofoca com as amigas! Aura Maria respondeu e olhou para Sandra.
- Será? Sandra perguntou olhando para Aura Maria.
- Ai por Deus, do que estão falando vocês duas? Inesita perguntou curiosa.
- Do que estão falando Inesita? Pois eu respondo, de homem, é disso que estão falando! Sofia respondeu.
- Como assim de homem? A Mariana está solteira meninas! Inesita defendeu.
- Estado civil não quer dizer muita coisa Inesita, não seja ingênua querida! Respondeu Aura Maria.
- Sandra você sabe quem é? Aura Maria falou no ouvido dela.
- Claro que não Aura Maria. Sandra respondeu.
- Deve saber sim, vocês trabalham uma colada na outra! Aura Maria insistiu.
- Mas a Mariana ultimamente está muito cheia de segredos. Sandra se defendeu.
- Mas você deve ter uma ideia Sandra! Aura Maria insistiu.
- Talvez, ai não, não pode ser! Sandra fez uma cara triste.
- O quê? Aura Maria ficou nervosa.
- Ela anda defendendo muito o doutor Valencia! Sandra cochichou.
- Ai não! Aura Maria gritou e todas a olharam. Ela disfarço e disse que torceu o pé, mas que não tava doendo.
- Aura Maria nem em sonho as outras do quartel podem imaginar que nós desconfiamos do doutor Valencia! Sandra advertiu.
- Claro que não! Elas matariam a Mariana. Aura Maria concluiu.
- Então depois só nós duas vamos falar com a Mariana e fazer ela contar tudinho pra gente. Sandra declarou.
No correntaço Jamille foi cumprimentar o quartel e perguntou se haveria algum problema em almoçar com elas.
- Claro que não! Falou Bertha. Estávamos ansiosa para te conhecer.
- A mim? Jamille perguntou sentando-se do lado de Inesita.
- Mas claro, como uma mulher com as suas qualificações se torna recepcionista? Sofia perguntou sem rodeios.
Jamille não estava preparada para um interrogatório, queria fazer amizade com o quartel e para isso até comeria no Correntaço, mas falar sobre os motivos que a trouxeram a Ecomoda, isso ela não poderia revelar.
- Bem...
- Já sei falta de emprego não é? Bertha a interrompeu.
- Sim, isso mesmo! Jamille respirou aliviada.
O quartel fazia pergunta mas elas mesmas respondiam, o que era perfeito para Jamille que queria revelar pouco ou quase nada da sua vida particular.
- E então Jamille você já conheceu a nossa presidente, a Betty? Perguntou Sofia.
- Ainda não! Ela respondeu.
- E o doutor Armando? Perguntou Sandra.
- Também não. Ela mentiu.
- Mas vai conhecer assim que eles voltarem do hospital! Declarou Inesita.
- Do hospital? Jamille perguntou curiosa.
- Sim, parece que o doutor Armando e o doutor Mora andaram brigando com alguns arruaceiros na rua e estão todos quebrados! Sofia riu.
- Imagina o seu chefe magrinho do jeito que é? Bertha gargalhou. Se lembram quando ele apanhou do doutor Armando?
- Nossa! Quer dizer que o doutor Armando e o doutor Nicolas não se dão bem? Jamille perguntou interessada.
- Antigamente sim, mas hoje são amigos! Falou Sandra.
- Era porque no passado o doutor Armando tinha ciúmes do Nicolas com a Betty. Falou Aura Maria.
- Tinha ciúmes? Jamille perguntou mais interessada ainda.
- Quando a Betty namorava o Nicolas. Falou Bertha comendo mais uns torresminhos.
- E então? Novamente investigou Jamille.
- Menina é uma longa história, basta você saber que hoje o doutor Armando namora a Betty e são muito felizes. Concluiu Inesita.
- Mas e a Marcela, ela não era noiva dele? Pelo menos foi o que eu vi na revista. Jamille perguntou sem entender a história de Betty com Armando.
- Isso já faz tanto tempo! Riu Aura Maria. Acontece querida que a dona Marcela nunca foi o grande amor do doutor Armando, já a nossa Betty, fisgou ele de primeira!
- Nossa que história! Jamille exclamou.
- E isso porque você não sabe nem a metade queridinha! Riu Sandra.
- Meninas isso faz parte da intimidade do casal e não deveríamos fazer fofoca sobre isso. Concluiu Inesita.
- É verdade, mas se a Jamille vai fazer parte do quartel acho justo ela saber de tudo! Defendeu Sofia.
- Bem gente se não quiserem contar não tem problema. Fico feliz somente em participar do quartel! Mentiu Jamille.
Ela queria sim saber de tudo para saber como armar sua estratégia, mas por ora deveria manter-se neutra. Era bom já ser considerada parte do quartel e certamente com o tempo alguma delas ia contar tudo. Quem já esperou uma vida inteira por esse momento, pode esperar mais um pouco, ela pensava.
Marcela estava a cada dia mais radiante, Michel era tudo o que um dia ela imaginou. Ele era atencioso, a levava aos seus compromissos de trabalho, a ligava sempre quando estavam distantes um do outro. Nada era mais perfeito, mais simples e mais belo. Ela finalmente sentia o gosto da felicidade pela primeira vez e nada poderia estragar o sonho que estavam vivendo, nem a nefasta lembrança de um amor perdido no passado.
- Vamos então meu amor? Michel a chamava.
- Você acha que estou apresentável? Ela perguntou nervosa.
- Claro que sim! Eles vão te adorar.
- E como você vai me apresentar? Ela perguntou nervosa porque apesar de estarem juntos não haviam ainda oficializado nada.
Michel riu, as mulheres sempre gostavam de definições e Marcela era a mais exigente de todas as mulheres. Ele percebeu isso na primeira vez que foram juntos a um encontro de negócios, ela ficava incomodada ao ser apresentada somente como Marcela Valencia, ele já a conhecia um pouco e entendia a necessidade que ela tinha de pertencer a alguém e de também ter alguém para si.
- O que acha que somos? Ele devolveu uma resposta.
- Eu não sei ao certo! Ela exclamou se olhando no espelho com medo da resposta dele.
- Nós somos amantes? Ele perguntou se aproximando dela.
Ela assentiu com a cabeça.
- Mas também somos amigos? Ele perguntou novamente e ela assentiu com a cabeça.
- Então somos amigos ou amantes? Ele perguntou sorrindo ao vê-la ficar confusa.
- Só quero saber o que você dirá para os seus pais que vem te visitar! Ela exclamou assustada. Me apresentará como sua amiga ou como sua amante?
- Então é isso? Ele perguntou sentando-se ao lado dela.
- Sim, eu tenho medo de como vou ser apresentada. Marcela declarou.
- Marcela você é muito mais do que uma amante na minha vida, você se tornou minha amiga, minha companheira de negócios, minha alma gêmea! Ele sorriu olhando-a nos olhos. E você será apresentada tal como é, como minha namorada.
Marcela Sorriu, apesar do nervosismo por conhecer, talvez, os seus futuros sogros. Quando ela segurava na mão de Michel se sentia a pessoa mais forte do mundo e isso lhe impulsionava adiante.

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