Finais Felizes Na Ecomoda.

21 Capítulo 21: A nova recepcionista da Ecomoda


Notas iniciais
Armando e Nicolas ficam em observação no hospital, enquanto Paty e Betty ficam como suas acompanhantes. O médico deixa Armando com cíumes. Daniel é indiferente com Mariana. Jamille está ansiosa por reencontrar os executivos da Ecomoda.

No hospital o médico tranquilizava as acompanhantes dos doutores Mendonza e Mora.

- Por incrível que pareça eles sofreram apenas escoriações. Mas por precaução ficarão 24 horas de observação! Vocês podem ir se quiserem, eles não necessitam de acompanhantes.

- Como diz isso doutor, não podemos deixá-los aqui! E se o meu noivo tiver fome ou sede, quem vai cuidar dele? Argumentou Patricia conhecendo bem o apetite do seu amado.

- É doutor nós preferimos ficar com eles. Eles estão no mesmo quarto? Betty perguntou.

- Sim, estão no mesmo quarto! Se desejam podem ficar. O médico respondeu e pediu que uma enfermeira as acompanhasse até o quarto dos doutores.

Quando elas entraram no quarto viram seus amados dormindo profundamente devido a medicação analgésica. Betty sentou-se na frente da cama de Armando e Patricia sentou-se na frente da cama de Nicolas.

- Mas o que aconteceu Patricia? Por que o Nicolas estava brigando com a turma do Ramom? Betty perguntou baixinho, temendo acordar os rapazes.

- Ai Betty, foi tudo culpa daquela bruxa que eu terei como sogra! Patricia respondeu sussurrando. Ela contou pro Nicolas que me viu com esse tal de Ramom.

- Mas você estava com ele? Betty perguntou assustada.

- Claro que não Betty. Quem você pensa que eu sou? Patricia perguntou indignada. Acontece que quando eu estava indo para a casa da Bruxa esfregar na cara dela que eu já havia dado entrada nos papéis do casamento aquele desgraçado me encurralou e me abraçou a força! E ainda insultou o meu noivo. Tive que me defender e bati bem muito nele, essa parte aquela megera não contou.

- A turma do Ramom é realmente um pesadelo! Betty afirmou. Patricia vou ligar para o meu pai para avisarmos que eles estão bem, qualquer coisa estou no corredor.

- Ta Betty.

No corredor do hospital Betty telefonava para Seu Hermes tranquilizando-o e também a sua mãe, que não houve nada grave, além de escoriações com os rapazes. Pedia ao pai que avisasse na Ecomoda que nem ela, nem Armando e nem Nicolas iriam trabalhar na sexta-feira porque Nicolas e Armando estavam de observação e só poderiam receber alta após 24 horas e ela e Patricia ficariam como acompanhantes. Pediu também que avissasse a mamãe de Nicolas mas sem preocupá-la.

- Está bem minha filha eu avisarei. Desligando o telefone Seu Hermes lembrou a sua esposa como o diabo era porco, e a culpa era dos jovens que sempre queriam resolver tudo na pancadaria.

- E então Hermes, como estão o doutor Armando e o Nicolas? Perguntou dona Júlia apreensiva.

- Estão bem só ficarão em observação por 24 horas e a menina junto com Patricia serão as acompanhantes deles.

- Aonde você vai? Perguntou curiosa dona Júlia ao ver o marido se ajeitando para sair.

- Até a casa de dona Eugênia e tentar tranquilizá-la a respeito do que houve!

Dona Eugênia quase passa mal ao saber que seu filho estava hospitalizado e uma onda de remorso a tomou por inteiro. Não deveria ter dito ao seu tesouro sobre o grupo de Ramom, mas também como ela imaginaria que o filho iria tomar satisfações por causa daquela loira tingida. Dona Eugênia a cada dia detestava mais Patricia e jurava a si mesma que ela iria pagar muito caro por estar roubando o seu tesouro mais valioso.

A noite passou tranquila, Nicolas e Armando dormiam profundamente. Beatriz contava à Patricia como foi a primeira briga do seu amado com Ramom e se irritou quando Patricia gargalhou.

- Ai Betty desculpa, mas não tem como não ser engraçado! Patricia se defendeu. Porque você realmente era uma garfild e eles não disseram nada além da verdade.

- Infelizmente Patricia eu não tive a sorte de nascer tão bonita quanto você. Betty falou rispidamente.

- Ai Betty não fique chatiada! Espera um segundo, isso aconteceu quando ele disse que tinha brigado com taxistas?

Betty assentiu.

- E eu acreditando até hoje que a Marcê tinha destroçado o rosto dele. Patricia gargalhou baixinho.

Seu Hermes chegou pontualmente as oito da manhã na Ecomoda e avisou logo Aura Maria que nem Betty, nem Nicolas e nem o doutor Armando viriam trabalhar hoje.

- O quê? Mas por que? O quartel gritou em coro.

- Infelizmente os doutores Mendonza e Mora tiveram uma briguinha de homens com uns arruaceiros do bairro. Mas não se preocupem que estão bem, só precisam ficar de observação por um dia. E a Betty será a acompanhante do doutor Mendonza por isso não virá trabalhar hoje. Acham que conseguem fazer essa empresa funcionar sem eles? Seu Hermes questionou.

- Será um pouco difícil já que todos os executivos não virão trabalhar hoje, Seu Hermes! Respondeu Sandra com franqueza.

- Todos não! O doutor Valencia já chegou e está na sala dele. Ele é sempre muito pontual com horários. Mariana defendeu.

- Na caverna do Batman você quer dizer? Riu Aura Maria!

- É a única sala que tem disponível na Ecomoda! O que sinceramente é lamentável pois um homem tão fino e elegante não merecia ficar trancafiado num lugar horrível como aquele. Respondeu Mariana.

Sem perceber Mariana começava a defender o doutor Valencia o que despertou uma imensa curiosidade do quartel, por isso Bertha já estava marcando uma reunião na sala de juntas do quartel para saber o que estava acontecendo com a amiga mais ajuizada e espiritual do quartel.

- Bom dia doutor! Marina entrou na salinha do seu chefe.

- Bom dia Mariana! Ele respondeu sem olhá-la.

Mariana se sentiu estranha, não esperava indiferença dele após o jantar de ontem a noite.

- Precisa de algo doutor? Ela perguntou tentando manter a compostura.

- Não Mariana, se precisar de algo eu a chamo. Ele respondeu enquanto escrevia em alguns papéis.

Mariana saiu da salinha do seu chefe arrasada, estava claro que ele estava indiferente com ela. Como era estúpida se deixar levar por um jantar, estava se odiando por ter sido tão boba. Como pôde se iludir achando que o doutor Daniel havia reparado nela, ele era educado e ela era uma simples empregada, cada um deveria ficar em seu lugar. Mas ele nunca realmente fizera nada além de expressar o desejo de serem amigos, ela que havia imaginando várias situações deitada em sua cama depois que voltara do jantar. Imaginando um romance tão lindo como o de Betty, não definitivamente ela não era Beatriz Pinzón. Respirou fundo e voltou resignada a sua mesa, como se nada houvesse acontecido.

- Você está bem Mariana? Perguntou Sandra quando Mariana sentou-se à mesa.

- Claro que sim. Respondeu Mariana retirando de uma gaveta alguns papéis.

- Pois não parece, você está tão pálida! Aquele vampiro te fez alguma coisa? Sandra insistiu.

- Não o chame de vampiro Sandra. Ele não é tão ruim assim.

Sandra fez uma cara de espanto.

- Eu sei que há algo bom dentro dele. E um dia alguém vai conseguir trazer a tona o melhor que há nele. Mariana sorriu apesar da tristeza, acreditava que haveria uma mulher capaz de trazer Daniel Valencia a luz da vida, retirando-o das sombras escuras que ele teimava em se ocultar.

Já eram mais de dez horas da manhã, Daniel estranhava a ausência de Betty e se martirizava achando que ela e Armando haviam tido uma noite belíssima de amor e poderiam estar ainda entre os lençois.

- Mas que irresponsáveis! Dizia Daniel para si mesmo. Sinceramente Beatriz podia ser inteligente e bonita, mas sem dúvida não o atraia tanto quanto ele desejava. Não importa, ela vai ser minha! Concluiu.

Nicolas acordou primeiro do que Armando e ia chamar alguém pois acordara morrendo de fome, mas ao ver Betty e Patricia escoradas uma na outra dormindo não quis acordá-las. Certamente elas haviam passado a noite acordadas cuidando deles e ficou contemplando sua amada e sua amiga dormindo como se fossem duas amigas de infância.

- Ai, ai, ai minhas costelas! Armando despertava gemendo de dor.

- Psiu. Nicolas pediu silêncio a Armando apontando para Betty e Patricia que dormiam no sofá de acompanhantes.

Armando ao ver sua Betty tão linda adormecida esqueceu da dor e só conseguia contemplá-la.

- Como eu tenho sorte Nicolas! Eu tenho a mulher mais maravilhosa do mundo cuidando de mim. Dá até vontade de ficar hospitalizado por mais tempo só pra tê-la aqui juntinho de mim. Armando comentava com Nicolas.

- E eu doutor Mendonza! Nunca pensei que a minha Paty iria ficar de acompanhante comigo no hospital. Eu sei que ela detesta hospitais. Nicolas suspirou.

- Nicolas talvez seja este o momento de pedir a Betty em casamento, o que você acha? Armando perguntou.

- Que romântico não é, ser pedida em casamento num hospital e por um moribundo. Nicolas gargalhou baixinho.

- É tem razão não é nada romântico! Armando concordou.

- Tive uma ideia, por que você não pede a Betty em casamento no aniversário dela?!

- Grande ideia Nicolas! Mesmo porque a data do aniversário dela, é muito especial, foi a primeira vez que... Armando se calou.

- Não precisa me contar os detalhes doutor. Me lembro perfeitamente quando ela me impediu de entrar na casa com o grupo de cantores! Me escurraçou de lá! Nicolas riu.

- E você não imagina o ciúmes que eu senti de você Nicolas! Queria enchê-lo de pancada por você ter oferecido uma serenata para a minha Betty.

- Sem pancadas doutor Mendonza que já esgotei minha cota de dor deste mês! Nicolas riu, Armando concordou com ele e riu também.

Betty despertou e junto com ela Patricia.

- Bom dia meu amor! Armando a cumprimentou sorrindo.

- Bom dia Paty! Nicolas também cumprimentou sua noiva.

- Bom dia! As duas responderam em coro.

- Você está tão linda Betty. Armando a elogiou com toda a sinceridade do seu ser, nunca havia passado um amanhecer com a sua amada e este apesar de ser num hospital não alterava o fato de estar com ela.

- Linda?! Betty se assustou e correu para o banheiro.

Patricia também a companhou e começaram as duas a ajeitarem o cabelo, desde que Betty aprendera a se arrumar nunca mais deixou- se ser vista de qualquer maneira. Estava sempre bem vestida e muito bem maquiada e penteada.

- Nossa Betty, você está mais vaidosa do que eu! Patricia exclamou. Tudo isso é pro Armando?

- Na verdade não! É pra mim mesma. Aprendi a me valorizar! Beatriz riu o seu riso mais peculiar.

Quando elas saíram do banheiro um médico muito belo e jovem estava conversando com os hospitalizados. Assim que as viu, as cumprimentou e sorriu para Betty. Armando ficou furioso.

- Deixe-me apresentar a minha noiva, Beatriz Pinzón, doutor Solano! Armando declarou demonstrando que Betty já pertencia a alguém e que o doutor deveria se engraçar com outra.

- Muito prazer Beatriz! Solano não se deixou intimidar pelo modo arrogante com que seu paciente a apresentou a ele.

- Olá doutor! Como vai? Beatriz sorriu.

- Bem, mas e vocês são as acompanhantes? Ele perguntou sem retirar os olhos de Betty.

- Sim, passamos a noite aqui e teremos alta junto com eles às 22:00 horas. Betty continuava sorrindo.

Armando já estava exasperado, Patricia e Nicolas observavam o namorado de Beatriz ficar vermelho e ódio e temiam que ele explodisse em gritos como sempre fazia quando estava alterado.

- Vocês já tomaram café da manhã? Solano perguntou as acompanhantes.

- Ainda não doutor. Respondeu Patricia tentando chamar a atenção do médico para que ele parasse de sorrir à Betty.

- Pois então as convido para tomarem café aqui na cantina do hospital. Tenho meia hora para um lanche e posso conduzi-las para que não se percam! Ele riu sem parar de olhar Beatriz que já estava encabulada.

- Pois não irão a lugar algum, doutor Solano. Armando explodiu. Estão aqui como acompanhantes e como acompanhantes devem ficar todo o tempo aqui no quarto, cuidando de mim e do Nicolas.

- Por favor Armando, acalme-se sim! Vocês só estão de observação e pelos raios-x que fizeram não há nada de mal. Deixem elas descansarem um pouco, tomando um bom café da manhã. Chega de ser babá! Solano riu para Armando.

Armando não sorriu, ao contrário tinha um cara de ódio impenetrável. Betty que até este momento não havia percebido o nível de ciúmes do amado, ficou ao seu lado e não mais dirigiu o olhar para o médico. Agradeceu o convite mas pediria para a enfermeira providenciar algum café da manhã para elas no quarto mesmo. Solano assentiu e saiu do quarto.

- Mas era só o que faltava esse doutorzinho sorrindo pra você Beatriz! Armando espumava de ódio.

- Calma meu amor, ele só estava sendo gentil. Betty tentava acalmar seu amado.

- Se ele sorrir pra você de novo, eu parto a cara dele em dois! Armando declarou com uma cara de louco.

Betty respirou fundo, as vezes os ciúmes de Armando eram muito exagerados.

Jamille esperava ansiosa na recepção a chegada de Armando, de Mario e de Daniel Valencia, sem saber que Armando não viria, que Mario renunciou e que Daniel havia chegado antes de todos na empresa. Tinha tantos planos, tantos propósitos para os três. Esperou uma vida inteira para reencontrá-los e já não conseguia conter sua ansiedade, tentaria descobrir com Freddy o mensageiro o que estava acontecendo, mas não podia se expor demais ou poderiam reconhecê-la e por nada neste mundo eles poderiam se inteirar sobre quem de fato é a nova recepcionista da Ecomoda!

Notas finais
Bom meninas mais um capítulo escrito e postado com imenso carinho! Espero que gostem e não se espantem com a mais nova integrante da Ecomoda hehe!!! Bjinhos e até o próximo capítulo.