Aomine deu algumas batidinhas com a bituca de cigarro sobre a mesa sem se importar com a sujeira que estava fazendo. Se sentia tão impaciente que a vontade de se levantar da mesa e buscar a bebida era enorme. Um bar de beira de esquina não era o melhor lugar para ficar no final de semana, mas era a única solução para o problema que estava encontrando: a falta de paciência.

Kise falava pelos cotovelos, reclamava e parecia estar sempre pronto para provocar. Aomine não estava tendo saco para lidar com aquilo naquele dia em que tudo deu errado. Kise deveria ter ficado calado e esperado uma decisão sua. Kise não deveria tê-lo acusado e Kise definitivamente não tinha o direito de falar de sua vida.

Como ele pôde supor que Aomine tinha um caso com Kagami?

“Maldito Kise, maldito Kagami...”

No final do dia chegou à conclusão de que o melhor seria ficar sozinho... Se o loiro amava acusá-lo de traição, que se juntasse a Kagami, outro que estava irritando-o. Simplesmente não respeitava o fato de que estava namorando Kise. Nenhum dos dois o respeitava além das quadras, isso era fato. Ou largava um, ou pegava os dois e seria o filho da mãe que o dizem ser.

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