Fim De Semana No Lago

1 Tem um buraco no meu coração...


Notas iniciais
Ficzinha boba, dois capítulos simples, mas espero que consiga entreter vocês por um tempo. O capítulo real e último está sendo escrito e tentarei trazer na segunda.
Talvez eu mude algumas coisas dos gêneros e avisos, mas os já selecionados são a base da fanfic.
Boa leitura.

— Eu sinto muito Kouyou, mas não posso mais corresponder ao seu amor. Tivemos momentos maravilhosos, mas eu encontrei o verdadeiro amor da minha vida. Sinto muito mesmo, mas infelizmente não é você.

Mais um. Olhava para os lados, nervoso. Os dedos brincavam entre si e Kouyou conhecia bem aquela postura, estava mentindo e parecia não se importar em demonstrar. Diferente de si que mordera o lábio inferior, mas não se permitiria chorar.

Infelizmente estava acostumado com aquela situação dolorida, mais um que mentia dizendo que estava confuso e que os momentos que passaram juntos iriam ficar na memória e foram inesquecíveis. Sabia de tudo aquilo, com certeza sabia.

O que aqueles homens não sabiam era o que acontecia cada vez que faziam aquilo. Um pedaço de si era pisado, morto. Se reerguer não era nada fácil, mas não era como se algum deles fosse dar valor aquilo, disso tinha certeza.

— Tudo bem, eu entendo. – Disse fracamente. – Seja feliz.

E como sempre, não precisou de muito para que o homem saísse pela porta de seu apartamento, deixando a chave em cima de uma das mesinhas da sala, um sorriso sacana nos lábios. Soube usar, jurar amor, iludir. E mais uma vez machucar aquele coração que já não estava mais inteiro tinha um bom tempo.

Um coração que tinha muitos machucados e um dono que, infelizmente, se deixava levar pelo sentimento, sempre se ferindo. E agora, como de costume, restavam as lágrimas. Silenciosas, carregadas de dor e tristeza, dilacerantes.

Ao menos tinha seu pai ainda, que tocou levemente em seu ombro, fazendo erguer a cabeça para lhe encarar, um semblante acolhedor no rosto.

— Está na hora de umas férias meu filho.

E assim o abraçou, deixando mais uma vez que aquele choro dolorido fosse derramado sobre sua camisa. Mais um machucado, mais uma dor, mais um homem que saía de sua vida, deixando-o aos cacos sem se importar se conseguiria se levantar novamente.

Mas, talvez o Sr. Takashima tivesse razão, realmente era hora de tirar férias. Principalmente daquelas dores, sendo as que guardava há algum tempo, ou as recentes, como a que aquele homem havia acabado de deixar em si.