Filosofias E Coisas Assim
2 Filmes, pessoas irritantes...
Notas iniciais
Outro dia comum (mas nem tanto) da sua vida. Você está com uma tigela gigante de pipoca com manteiga apoiada nas pernas, está que nem uma mendiga no sofá, pegando um monte de pipoca de uma vez e enfiando na boca como uma boa Lady. Mas só que não.
Você está assistindo um filme. O que acontece? Vamos fazer a lógica da minha família para cada filme, começando com um de romance.
–-Que droga é essa? Essas pegações todas! Tira, tira, não é apropriado pra Lili, ela só tem 14 anos! — ah claro papai, porque beijar alguém não é apropriado pra alguém de 14 anos...
–- Ai Beto, larga de ser chato! — agora é a vez da mamãe — É só algumas partes estranhas, ela pode tapar os olhos...
(--É, mas os ouvidos não! — pa-papai? O que você está insinuando?)
–-Que coisa mais chata, eles ficam de melosidade o tempo todo. Porque eu sou obrigado a assistir? — comentou o irmão irritante.
–-Ah calem a boca que eu quero ouvir! — disse a irmã com bom senso.
–-A única coisa que me faz estar aqui e não lendo um livro... É a pipoca.
O momento que você está colocando a mão na tigela pra comer mais uma porcentagem da maravilha dos deuses, quando, como o seu pai previu (ou fez macumba), chegou em uma parte estranha. Você tapa os olhos, mas o barulho continua.
-- Muda a droga do filme! — eu gritei tapando os olhos, tentando comer pipoca e gritar ao mesmo tempo.
--Eu disse mulher, a menina tem mentalidade de 5 anos, você não pode por um um filme desses.
No pensamento da mãe: o que eu fiz pra ter uma filha assim...
Mudamos para um de terror:
Mãe: Kyah! Ai meu Deus, me protege dessa macumba. Que porcaria é essa?! Beto, que merda de filme você colocou?
Pai: Ah, ta mó de boa, você não viu nada ainda!
Irmão: Ainda é chato.
Lili: Ah vai cata coquinho na descida menino chato — eu disse enfiando pipoca na boca dele pra ver se calava a boca.
Irmã: Vocês são um bando de molenga, eu amo filmes de terror — alguém leva uma facada dormindo e espirra sangue na tela — Kyah!!!!! Que-quer dizer, isso nem me assusta.
Lili: Nossa, CreemDeusPai! Tem cada bicho feio aí! Ei, pera! Aquela parece minha amiga! Eeei, Carol, Carol, responde Carol! (
Irmão: Aquela não a sua amiga, sua idiota de 4 anos! — ei, eu não tinha 5? Não é justo, eu não sou tão nova assim!
Menina na TV denominada Carol: Khhh... Cadê... Cadê a Lili... sangue... sangue!!
Lili: To falando que aquela é a Carol! Ela até me chamou! Ei, ei, aqui Carol!
Mãe: Kyah, não acena não, essa feiosa aí vai acabar saindo da tela!
Pai, irmã e irmão olham para mim e minha querida mamãe. O que será que eles estão olhando? Será que a Carol me possuiu?
Ei Carol sai de mim, Ca... kh...kh...
Lili: Sangue...
Todo mundo: Kyah!!!! — essa parte não passa de ficção. Ou será que não?...
–----------------- Agora vamos para outra parte de nossas vidas, uma parte dentro da escola, que é uma coisa pior que a Lili possuída pela Carol -------------
O professor de matemática está passando um monte de fórmulas na lousa, que para mim são ta importantes que eu poderia jogar pro vilão de um dos meus livros.
O professor olhou para a sala. Percebeu que todos estão com cara de "eu não vou fazer isso, não vou copiar, e eu estou pouco ligando para esse professor idiota". O que ele fez? Ele fez a nossa ida para a recuperação, dizendo:
--É para nota. — ponto final. Essa pequenina frase fez todo mundo entrar em pânico porque, é claro, ninguém sabia fazer. E esse ninguém, incluía a mim. Comecei a olhar para aquela macumba escrita no meu caderno, quando de repente alguém vem, senta ao seu lado (pessoa folgada né? Acha que pode ir sentando perto de mim, a poderosa namorada do InuYasha... Mas só que não). Minha reação:
Lili: O que você quer, barata insignificante? — mas é claro que eu não falei isso. Eu continuei calada olhando para o meu caderno. A pessoinha esperou alguma reação vinda de mim, mas eu continuei como uma boa... boa... estátua não, porque estátuas se mechem... hum... Como um bom livro na estante. A pessoinha falou por mim.
Pessoinha: Está conseguindo fazer? Quer que eu te ajude? — olhei pro caderno dela. Estava cheio de rabiscos, partes de funks, e desenhos eróticos.
Lili: Eu estou bem, estou conseguindo fazer sim.
Pessoa irritante: Tem certeza? Eu posso te ajudar, e de bônus a gente ainda termina mais rápido! — essa chata não vai mesmo sair de perto mesmo eu estando com a minha cara de lobo faminto? Ta né, quem vai se dar mal no final é ela mesmo...
Lili: Hum, tá.
A pessoinha fica super feliz com a sua resposta e senta atrás de você, na carteia que está vazia. Mas ao invés de pelo menos tentar ajudar, ela começa a conversar. Mas não uma conversa interessante, sobre animes ou livros, e sim sobre assuntos estranhos, sobre o dia que a menstruação dela vem, sobre o que ela acha sobre sexo, e outras coisas que só deveriam ser mencionadas na aula de Ciências pela professora. Você fica no momento constrangido, sem saber o que falar ou o que fazer, disfarçando com risadinhas nervosas.
Professor: Quietas aí meninas!
"Meninas": OK!
Pessoa irritante continua a falar. Você vai piorando a sua cara de loba branca. Uma hora você realmente se vira pra trás e berra:
Lili: Será que dá pra calar a sua boca?! Eu estou tentando fazer a lição! Caso você ainda não tenha percebido, essa matéria é uma droga, é uma macumba, e eu não to entendendo merda nenhuma! Você veio aqui com a desculpa de fazer a lição, e aí começa a falar coisas que eu odeio, que eu pouco me importo e fica me enchendo o saco! Além de não ter nenhum bom senso, por não perceber a minha cara de "se afaste"! Eu gostaria que a *Lucy viesse pra te matar!
Professor: Lili, para fora
Lili: Mas... Professora, eu...
Professor: Sai!
Lili: Caramba professor, você não ouviu nada do que eu disse? É ela que estava conversando comigo, eu estava tentando fazer a lição! — o Professor me deu uma olhadinha de cima a baixo e deu uma risada.
Professor: Até parece que eu vou acreditar nessa história! Porque, caso não se lembre mais, foi você que no meio da minha explicação semana passada se levantou e gritou apontando pra janela "Um pokemooooon!". Então, para fora.
Lili: Ok... — ele me pegou de jeito. Mas eu não tinha culpa! Pensei que tivesse visto o Miau lá fora...
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