Filosofias De Sofia Skarlatte
1 Prólogo
Pov Sofia:
Uma coisa que eu sempre quis falar nos textos e nas redações é sobre minha pacata vida. Todo dia eu fazia a mesma coisa: acordava, tomava meu café, me arrumava e pegava o ônibus para Laranjeiras para ver o meu amor. Sempre às 8:36 lá estava eu no ônibus 749, sempre sentada do lado esquerdo, na 4ª coluna do lado da janela. Só que essa minha pontualidade toda fez ocorrer uma grande tragédia.
Narrador:
Se aquele menino não tivesse se distraído, teria se concentrado no seu trabalho como assistente na Distribuidora de Laticínios. Teria se lembrado de colocar gasolina o suficiente para a viagem inteira do caminhão 324 e assim, ele não teria parado no posto de gasolina de Niterói. E assim não teria congestionado todo o posto e não teria feito aquela Fiat preta desistir de reabastecer e viajar com um vazamento de óleo. E assim, aquela moto não teria derrapado na estrada e quase batido naquele Fusca 68. Se o menino não se distraísse, se o caminhão não tivesse congestionado o posto, se a Fiat não desistisse de reabastecer, se a moto não derrapasse, se o Fusca não tivesse se distraido com a moto, e quase se chocaram no cruzamento da Av. dos Andradas e a Av. 7. Assim distraído, bateu no Ônibus 749 ás 8:39 e matando Sofia Skarlatte com o amor de David Albuquerque no coração no Rio de Janeiro, onde seria uma renomada filósofa.
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