Notas iniciais
- Boa Leitura, não esqueçam de deixar seus comentários.

Depois de toda aquela ação eles sentam um pouco para descansar, mas ninguém pronuncia nada por um tempo.

— Que bom que estão todos bem – O menino fala quebrando o silencio — Oi eu me chamo Mart e o nome da minha mamãe é May.

— Mas o que era aquelas coisas mesmo? — May pergunta tentando entender.

— Não sabemos, recentemente elas começaram a aparecer e essa foi a primeira que eu os vi falando – Alice explica – Cada hora essas coisas me surpreendem.

— Mamãe eles podem dormi aqui? – Mart pergunta – Já é tarde e se aquelas coisas voltarem eles podem nos proteger.

Todos se olharam em silencio por um minuto novamente, tantos os quatro quando May.

— Tudo bem filho eles podem passar essa noite aqui.

O menino pula de alegria e puxa o Yazi pelo braço na direção do seu quarto ele falava tão rápido que mal dava pra entender o que dizia, a mãe olha dando um sorrisinho e vai até a cozinha.

— Ele é seguro? – Ela pergunta andando.

— Sim sim, só não gosta muito de falar, o que me irrita – Alice fala.

— Com essa “aventura” toda devem está com fome.

— Sim – Todos dizem juntos.

— Então prepararei algo para nós, mas antes... – Ela pensa um pouco, mas a segurança do seu filho é mais importante então continua – Aquela coisa que você matou, perguntou sobre um ovo...

— É! A coisa que me atacou e que se parecia com Arom perguntou a mesma coisa.

— Ovo? – Arom pergunta – Parecido comigo?

— É uma longa historia.

— Será que a pedra que a gente ro...

— Pegou – Alice fala mais alto cortando Cristal, e sussurra – Não seremos mais aceitos aqui se falar que roubamos aquilo.

Elas voltam a olhar a mulher com um sorrisinho, e May olha estranho.

— Então, sabem de alguma coisa que eu não sei? — May questiona aqueles três.

— Que somos filhos de um dragão? — Alice fala.

— Ah! isso explica... Aquilo tudo.

— É... Talvez – Cristal diz.

— Está pronto, podem vir comer vou pegar alguns lençóis pra que se acomodem na sala.

Cristal e Alice correm pra cozinha se sentando em um balcão americanos que separava a sala da cozinha, Arom estava indo, mas para perto da mulher.

— Nem sei como agradecer, se pondo em risco por nós. No que precisar estaremos ao seu dispor. – Ele para na frente dela — Abra a sua mão, por favor.

Ele põe sua mão fechada por cima da dela, em seu rosto um semblante de dor e força ele abre a mão deixando algo parecido com uma escama linda, com o brilho da luz tinha uma coloração furta-cor, era diferente, mas muito lindo, e quando ela vai agradecer ele termina de falar.

— Quando precisar de ajuda, é só apertar forte esse amuleto e pensar em nós que vamos sair de onde estivermos para te ajudar.

Ela assente e vai em direção ao seu quarto, ele vai em direção das meninas e senta para comer, logo após chega o Yazi com cara de sono, devia ter cochilado pondo o menino pra dormi.

...

A noite passou e já de manhã, Arom foi o primeiro a acorda, mas ainda ficou deitado olhando para o teto pensando em tudo que aconteceu, os outros foram acordando sem fazer barulho eles acharam melhor sair sem que May e Mart os vissem.

— Precisamos ficar longe dessa família o mais rápido possível, temos que — Mas Cristal logo foi interrompida.

A TV liga sozinha e todos olham pra Alice que nega aquilo, nela passava o jornal que noticiou.

— Foi roubado ontem durante a tarde uma pedra bastante valiosa aqui do museu Rosa Ana de Britto, a polícia informou a nossa esquipe que segundo os seguranças foram quatro indivíduos, dois entraram no museu e roubaram a pedra e dois estavam em uma moto dando apoio fugindo do local com o objeto, os outros dois foram perseguidos mas sumiram depois de entrar em um beco, a polícia está atrás dos foragidos, e pede para que qualquer pessoa que tiver informação pode ajudar denunciando anonimamente. Ainda foi dito que foram duas mulheres sendo uma albina e a outra de cabelos pretos longos e cacheados, dois homens um deles negro e o outro oriental.

Yazi desliga a TV e vai em direção à porta, os outros três se olham e vão atrás dele, a última sair é a Alice que sai puxando a porta lembrando que tinha esquecido de algo, ela volta e se assusta com o menino acordado na porta do quarto.

— Vocês já vão?

Ela assente, então vai até o braço do sofá e pega a jaqueta dela.

— Gosto muito disso – Sussurra mostrando a jaqueta e sai.

No corredor os outros a esperava, vão andando para a escada, pois o elevador ainda estava quebrado e parece que nunca ia ser concertado.

— Pessoal pera ai, precisamos subir — Alice diz.

Então subiram os lances de escadas até o terraço lá Alice foi até um canto perto da entrada de ar do prédio se abaixou tentando pegar algo.

— O que está fazendo? — Cristal pergunta confusa.

— Pegando o que roubamos.

— Porque fizemos isso mesmo?

Todos se olham e não sabem o real motivo de terem feito aquilo, só sentia que deveria pegar aquela pedra.

...

Bem longe dali, um home com um terno preto e um chapéu da mesma cor entra em um casarão antigo, muito bonito e arrumado, primeiro ele passa por um portão que tem as iniciais NS, que se abre para que ele prosseguisse pelo caminho que levava até o casarão, no fim subiu as escadas passando por um pequeno hall empurrando a porta e entrando no casarão, caminhou pelo escuro até chegar em uma sala onde tinhas apenas duas janelas onde a luz do sol entrava e ele se posiciona na interseção dos dois focos de luz.

— Soberanas – Ele se pronuncia.

— Quais são suas noticias? – Uma, ou melhor duas vocês femininas falavam aos mesmo tenho.

— Os filhos conseguiram roubar o ovo de dragão, e tenho quase a certeza que já acharam o quinto filho, porém eles ainda não sabem.

— Não sabem de que?

— De exatamente nada, nem que encontraram o quinto filho.

— Ótimo, vejo que esses serão mais fácil para matar que os outros.

Elas sorriem liberando chamas que iluminam aquele salão revelando a coleção de esqueletos das duas, o homem da meia volta e sai do lugar em direção a rua, voltando por todo o caminho que passou e quando fecha o portão ouve.

— A caçada começou! – E varias sombras saem pelas janelas da casa.

O homem ajeita o chapéu em sua cabeça e entra no seu carro, fechando a porta e abaixando o vidro, mostrando a cicatriz em seu rosto e uma marca no pescoço com as letras NS.

...

Ainda no teto os quatro se perguntavam por que tinham feito aquilo, pensaram se tinha conversado com alguém que lhes pediram pra roubar aquela pedra, mas nada fazia sentido. A única coisa que eles sabiam é que tinha que pegar aquela pedra, porém não sabia o que fazer depois e porque aqueles homens sombras ou sombras homens, tanto faz, aquelas coisas. E porque eles queriam e chamava a pedra de ovo? Não conseguiam se responder, então resolveram em um consenso voltar pra casa, que eles começaram a se lembrar onde era e lá ia pensar no que fariam.

— Quando chegarmos em casa vou pesquisa sobre isso – Cristal fala observando a pedra.

— Essa pedra brilhou quando estava perto do menino, será que isso representa alguma coisa? – Arom pergunta.

— Vamos com calma, uma coisa de cada vez ou ficaremos loucos.

Yazi corre em direção a porta que dava até as escadas, entrando, e os outros ficam sem entender, Arom segue ele depois de sentir uma sensação estranha, como se alguém tivesse em perigo, o céu começa a escurecer perto daquele prédio Alice e Cristal se olham assustadas.

— Lá vamos nós de novo – Cristal diz.

E vão para a escadaria, quase perto da porta que dava para o quarto andar se ouve um grito e vinha do apartamento de May, o primeiro a chegar foi Yazi que com suas garras, agora a mostra, joga pela janela a fora algumas sombras que protegia a entrada, conseguindo elimina-los, logo em seguida Arom chega e se aproxima de May que estava muito assustada abraçando Mart, ajudando eles irem pro quarto para que os dois não corram perigo. Enquanto isso na escadaria Alice e Cristal lutavam contra as sombras e parecia que aquelas coisas não paravam de chegar, então elas resolveram usar as chamas para acabar logo com aquilo, respiraram fundo e sopram, mas ao invés de sair vento saíram chamas de fogo mais quente que o próprio elemento.

Novamente no apartamento May e Mart estavam apavorados no quarto só ouvindo o barulho de Arom e Yazi lutando, mas pelos sons pareciam que estavam sozinhos. O silencio invade o lugar, nenhum barulho se quer, um estrondo e eles observam a porta voar longe e um homem vestido de terno preto e chapéu aparece na porta, entra e senta-se em um banquinho que May tinha no quarto, ela e o filhos estavam abaixados entre o pé da cama e o guarda roupa.

—Até quando iremos ficar nessa? — Ele pergunta.

—Eu não sei do que esta falando.

—Você é o vilão e se sabe ler, os vilões sempre perdem – Mart fala apontando pro homem sendo segurado pela cintura por sua mãe.

Cristal e Alice chegam ao apartamento, vendo os garotos desacordados no chão da sala, elas então correm pro quarto de May, Cristal reconhece o homem, foi o mesmo que trombou com ela quando estava fugindo dos seguranças do museu.

—Não se movam meninas ou eles dois morrem, é só um estralar de dedos meu e... — Um silêncio rápido — Fim da vida pra eles.

—Quem é você e pra quem trabalha? — Alice pergunta – E não me olhe assim Cristal, nos filmes sempre rola essas paradas.

Ele dar uma gargalhada – Eu serei seu pior pesadelo, mas vamos deixar as apresentações para outro capitulo. Eu estou atrás disso – Aponta para a pedra que Alice segurava.

—Dessa pedra?

—Isso não é uma pedra, é um ovo de dragão.

Todos se olham surpresos, Yazi e Arom acordam sem entender muito o que estava acontecendo.

—Acordaram na melhor hora – Cristal diz.

Nessa distraída que eles dão o homem de preto pega o garoto, nem mesmo May percebeu a hora de tão rápido que foi, o homem vai até perto da janela do apartamento segurando o menino do lado de fora, pela camisa o deixando pendurado.

—Me de o ovo e ele vive.

Arom e Yazi se levantam, mas o homem dá um sinal que soltaria o garoto então eles ficam parados, May corre em direção da sala passando pelas meninas, mas para na porta do quarto ao ver seu filho pendurado na janela, ela sem pensar toma a pedra da mão de Alice e vai na direção do homem.

—O que você está fazendo? — Cristal pergunta.

—O certo, eu sei como tudo acontece – Ela fala em lágrimas – Vocês vão preferir sacrificar o meu filho por isso.

—Não, nunca! – Alice fala.

—Me dê ou ele morre – O homem fala.

May se aproxima aos poucos, porém ele delimita até onde deveria ir se não soltaria o garoto, ela assente e para no local, esticando o braço para entregar o ovo, ele com outro braço estica e pega a pedra, fazendo isso ele solta o menino, May empurra o homem que estava na frente admirando o ovo, na tentativa de poder ainda ajudar seu filho, mas é tarde demais e ela só ver ele gritando, com olhar desesperado indo em direção do chão e quando estava perto ela sai da janela e se agacha ali mesmo, estava em choque que nem percebeu que tinha se cortado.

Enquanto isso os quatro batalhavam com o homem, enquanto lutavam individualmente eram fracos pois deixavam que as suas emoções falassem mais que a razão então apanhavam mas quando se uniram pra atacar conseguiram golpeá-lo fazendo com que caísse e soltasse a pedra, ou melhor, o ovo que foi rolando até tocar nos pés de May, ela abalada pega aquilo pra dar um fim, mas quando seu sangue tocou no ovo uma luz muito forte tomou conta daquele lugar, a mesma que aconteceu no dia do roubo, foi tão forte o brilho que foi capaz de fazer o homem caído no chão virar cinzas e do nada ela é sugada para dentro daquilo, que perde a cara de pedra e ganha escamas e um formato como um ovo de dragão de verdade.

Alice, Arom, Cristal e Yazi ficaram tão distraídos com o ovo, que nem perceberam que as cinzas foram voando porta a fora do apartamento.

Notas finais
E ai o que acharam? Comentem!