Filhos da Escuridão
6 Capítulo 6
Notas iniciais
Boa leitura...
E a manhã tão esperada chegou...
Tentei acordar mais cedo, mas todos já estavam de pé desde a madrugada e não consegui levantar antes das nove. Vesti um jeans escuro, uma blusa amarela bem fina com laços com botas tipo montaria. O tempo parecia bom, não estava mais nevando há algum tempo. Desci para tomar café e encontrei Stephan, que parou de passar manteiga no pão para olhar para mim.
- Bom dia Göre¹- ele apontou uma cadeira do outro lado da mesa de madeira de seis lugares.
¹criança em alemão.
- Bom dia galego. Porque está sozinho?
- Fiquei aqui para preparar seu café.
- Stephan você não acha que estou bem grandinha para pelo menos colocar meu café?
- Nunca pra mim — Stephan entregou uma cesta com fatias de pão. Sempre bem cuidadoso, ele exagera um pouco sobre cuidados comigo igual Gregori. - E quero ter certeza que está comendo direito, o grande Gregorios faz muito suas vontades.
- Obrigado Stephan... — dei um sorriso apertado sabendo que ele não irá deixar tomar chocolate quente com chantili no café da manhã.
- Gregori já chegou, mas não percebi que horas. O que ele está fazendo? – perguntei.
Senti uma apreensão. Eles estão aprontando alguma coisa.
- Me conte primeiro o que sabe – Stephan sempre fazendo testes me fazendo sentir uma experiência cientifica.
- Stephan, pode conversar como uma pessoa normal?
Ele parou para pensar um momento.
- Gregorios está conversando com Alec — relutante respondeu como se não fosse nada demais, ou pelo menos transpareceu que fosse.
- Acho que você está subestimando meus poderes – pisquei quando disse.
- É melhor a senhorita comer logo, ou não quer ver a mamãe?
- Eu já sou quase adulta, você tem que melhorar seu vocabulário.
Ele tinha que dar um sorriso. Stephan é uma pessoa maravilhosa, e sei que Alec recorre a ele para pedir conselhos, pois é com que tem mais afinidade e não é a toa que dividem o quarto. Essa é minha deixa. Dei uma mordida bem grande no pão integral, e olhei fixamente para o lindo loiro vestindo sua cor azul que tanto gosta.
- Querido Sr. Capeline. Sei que o meu pai é contra o uso dos meus poderes com a minha família. Mas algumas vezes é necessário como, por exemplo, quando algumas pessoas poderiam me contar o que está acontecendo, mas escondem de mim, com o simples pretexto que é para a minha segurança e tal...
- E por que te amamos Göre – ele me interrompeu e fez a cara do ratinho cérebro que quer dominar o mundo e continuou.
- Existem algumas coisas Renesme, que não precisam ser contadas e sim compreendidas... Somente olhar em volta, perceber os mínimos detalhes sem nenhum tipo de julgamento. Querida Srtª Cullen. Nem tudo é o que parece.
- Foilindo! Não sei o que quis dizer, mas foi lindo.
- Que bom que gostou. Não vai comer?
Como sabia que não iria conseguir arrancar nada dele resolvi desistir. Eu também estava muito ansiosa para visitar mamãe e não queria mais perder tempo.
- Alec está impaciente, provavelmente pela minha demora e você já me disse várias vezes de quantas calorias diárias preciso, mas prometo que como alguma coisa no caminho – fiz uma carinha de cachorro abandonado.
Stephan ia reclamar quando propositalmente fiz a suplica que sempre funciona.
- Por favor? – intensifiquei o olhar pidão.
Ele hesitou por um momento e afirmou com a cabeça. Comecei ajudar Stephan arrumar a mesa, e tentei não reparar no olhar que ele me dava de super proteção. Fomos interrompidos pelo grande Gregorios. Estava de moletom escuro e tênis, estava um charme e quando me viu abriu um enorme sorriso disse com sua voz poderosa.
- O que temos pra comer? Estou faminto!
Fui correndo ao seu encontro e ele me abraçou, suas mãos grandes me fizeram cafuné. Fomos interrompidos por Stephan.
- Já estava na hora de entrar, nossa Göre está ansiosa para ver Esme, e acredita que nem comeu direito Gregorios?
Sempre Stephan querendo estragar minhas escapulidas. Antes de Gregório abrir o berreiro, peguei uma torrada e sai correndo dando tempo somente para dar um \"acho que Alec está me chamando\".
Passei pela sala, então resolvi procurá-lo pela varanda e o vi sentado na pequena escadinha da entrada. Estava lindo olhando para o céu pensativo. Sabia que eu estava atrás dele na varanda, mas mesmo assim não se virou. Senti um frio no estômago. Não vou deixá-lo me intimidar vou fingir que está tudo bem. Vou seguir o que Stephan disse não me estressar somente observar.
Por trás de Alec, me abaixei e o abracei pelo pescoço, isso o surpreendeu.
- Por favor, me salve! Tem dois lobisomens me obrigando a tomar café — falei no seu ouvido com a voz de sofrimento.
Ele não se mexeu, me debrucei sobre seus ombros para fitar seu rosto e seus olhos estavam fechados. Senti que o chateei. Com rapidez abriu os olhos e virou o rosto pra também me olhar, tomei um susto com esse pequeno movimento. Encarei de volta seus olhos pretos, mas depois de um tempo fiquei sem graça, ele percebeu minha reação e desviou o olhar.
- Já está pronta?
Fiquei em pé ao seu lado, e afirmei com a cabeça.
- Espere aqui quando pego o carro.
- \"SIM SENHOR\" — passou pela minha mente. Ele não esperou pela minha resposta, se foi desaparecendo e reaparecendo no fim da varanda até desaparecer novamente — Alec se tele transporta até o local que possa visualizar. Senti-me estranha, o que será que ele estava pensando quando me olhava daquele jeito? Queria poder ler mentes seria bem mais fácil.
Segundos depois se aproximou com o carro de Gregori, uma Mercedes azul escura.
- Por que não vamos com sua moto? — ele me encarou com a cara que não entendeu o que eu disse. — Disse algo de errado?
- Só entre no carro... Por favor.
Definitivamente quer me estressar.
O caminho foi bem quieto, liguei o rádio pra descarregar o ambiente. Achei uma música francesa legal — mesmo não sabendo bem o idioma pelo péssimo professor que é Enrico, eu adorava — e comecei a relaxar. Percebi que algumas vezes Alec me olhava discretamente. Isso está sendo ridículo.
Notas finais
Nem que seja um comentário tipo: "poste mais capitulo".
Bju*
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