Filhos da Escuridão
5 Capítulo 5
Notas iniciais
Conversamos sobre a recuperação de mamãe, e a transferência dela da UTI para um quarto normal para se recuperar.
- Fico preocupado em te deixar aqui, mesmo com nostra famiglia. Na cidade é mais seguro pra Esme e é necessário que estejamos preparados para um novo ataque.
- Vocês vão entrar num combate novamente? — como um filme passou a cena das criaturas de olhos vermelhos machucando as pessoas que amo. - Não pai, por favor.
- Figlia, não se preocupe e claro que vamos evitar um confronto, mas é necessário estar aberto às todas as possibilidades. O que não queremos é Esme e você machucadas novamente.
Meu pai chamou os outros por telepatia — o que consegue pelo pessoal estar próximo da casa. Eles chegaram rápido exceto por Sandy e Gregori por estarem com minha mãe. Entraram Enrico e logo depois Stephan, sabia que Alec tinha chegado primeiro, pois é mais ágil de todos por causa do tele transporte. Enrico foi o primeiro a me cumprimentar.
- Ma petite — nós dois sabemos que odeio quando me chama de pequena mesmo sendo em francês – Senti sua falta.
- Eu também senti Rico ficamos tanto tempo longe não é mesmo? Tipo três horas?
- Já disse mon chéri estou de vigia e não posso brincar com você — sempre com suas piadinhas pra cima de mim. Levantando-me do chão deu um forte abraço.
Stephan se aproximou com seu cabelo loiro desalinhado, parecendo mais um anjo alemão – ele tinha olhos azuis antes de ser lobisomem.
- Olá minha princesa, como se sente?
- Bem Stephan, e se sentisse diferente você saberia — ele sempre sabe de tudo.
Stephan se ajoelhou para ficar quase na minha altura, não que seja baixinha, ele que é alto igual o meu pai. - Sim, você está bem, me dê um abraço — Sempre um cavalheiro, diferente de Enrico que gosta de me provocar minha seriedade. – Eu te amo minha menina.
- Nós todos amamos não é mesmo Alec — cortou Enrico num tom mais alto.
Virei para a porta de entrada e Alec estava lá, resolvendo se viria falar comigo. Estava vestido como os outros dois, descalço, de calça e sem camisa; somente o que lhe diferenciava era o cabelo preto arrepiado, com o loiro de Stephan e o discreto moicano de Enrico.
Vinha uma enorme dor, não precisava ser sensitiva, todos percebiam. Ele tentou dar um sorriso que mal mostrou seus dentes. Percebi que meu pai deu alguma ordem por telepatia, pois Enrico que estava mais próximo de mim ficou hesitante. Aproximei-me devagar de Alec, um rápido movimento aconteceu atrás de mim olhei para trás e ouvi todos subindo as escadas provavelmente ao quarto de meu pai. Encarei Alec. Sei que ele estava triste, mas não precisava me evitar deste jeito, mesmo tristes os outros me tratavam normalmente. Alec estava me deixando estressada.
- Pensei que minha sombra tinha se demitido — tentei descontrair o momento.
- Parece que eu não tenho escolha — ele passou por mim vagarosamente e sentou no mesmo sofá que pai estava há minutos atrás.
- Não precisa ser tão ruim assim. Eu vou ligar pra matar a saudade e também não pretendo ficar muito tempo por lá. Tia Alice também faz parte da família.
- Não da minha – me encarou agressivo.
Opa! Por essa não esperava. Os seus olhos brilhavam escarlate ao redor da pupila preta. Ignorei o perigo e continuei sem pensar nas palavras.
- Não precisa ser estúpido. Que eu saiba não fiz nada pra você me tratar desse jeito, e não é a primeira vez que isso acontece... Se não gosta de mim ou se te incomodo diga logo — disse entre os dentes pra não gritar.
- Cale a boca! — gritou nervoso.
Ele levantou e segurou minha mão e eu estava tão chateada que tentei me soltar inutilmente. Iria começar a chorar, mas um rosnado alertou do perigo que eu provoquei. Meu pai apareceu logo depois e me puxou para seu peito num abraço protetor.
- Alec o que pensa que está fazendo? A está assustando — o repreendeu.
- Me perdoe Carlisle... Vou sair, preciso me transformar.
- Figlio, fique por perto – disse apreensivo antes de Alec sair com os olhos já totalmente vermelhos.
...
Papai me levou ao quarto no qual divido com Rose.
- Vai ficar tudo bem tesoro.
Ele me colocou sentada na cama e abracei o travesseiro, totalmente confusa. Droga! Porque Alec me trata assim?
- Me diga pai, você sabe o que está acontecendo com Alec?
- Figlia, ele está estressado. Sei que é estranho pra você vê-lo distante. Vocês dois sempre foram tão grudados – comentou claramente preocupado.
- Você que o nomeou meu guarda-costas desde mais nova, por isso que ele ficava sempre comigo. Devo ser um peso em sua vida – suspirei chateada.
- Na verdade Ness, ele que se ofereceu para cuidar de você. Alec te via como a irmã que ele perdeu há quase vinte anos.
Essa história me fez me encolher na cama abraçando minhas pernas. Rose contou por alto a história de meu Alec. Pelos anos 80 que ele foi encontrado por ela, Gregori e Carlisle, os “irmãos Cullen”. Dois vampiros mataram seus pais e sua irmã mais nova na pequeno sítio onde vivia na região da Toscana, Itália. Os demônios a mataram em sua frente, além de amarrarem e fazê-lo de bebedouro — cortar a vitima não fatalmente para derramar sangue e matar a sede dos vampiros sem matá-la .
- Mas pai, eu não sou mais criança e sei me defender. Além disso, faz mais de uma semana que Alec está estranho comigo, claro que nunca deixou de ser minha sombra, mas está tudo diferente agora. Pai ele mal fala comigo.
- Dê um tempo pra ele – falou carinhosamente.
- Tem alguma coisa acontecendo com ele pai. Tento senti-lo, mas não consigo identificar o que é. Claro está me bloqueando, mas é diferente, parece que nem ele sabe o que é.
- Você é esperta Ness. Agora é melhor dormire, pois amanhã vai visitar a sua mama – disfarçadamente mudou de assunto.
Não liguei sobre o fato de ter mudado de assunto, pois fiquei tão feliz que iria visitar mamãe que levantei da cama e pulei em Carlisle.
- Não brinca pai?
- Não é brincadeira. Amanhã depois de tomar café. E peço que não chegue tarde.
- Não entendi você não vai me levar?
- Não. Tenho que resolver algumas coisas no Hospital e ficar com sua madre. Quero que Gregórios fique aqui. Alec que irá te levar.
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