Filho da guerra

6 O lança-chamas de fogo grego.


Notas iniciais
Espero que gostem u.u

Saímos do acampamento com destino a São Francisco, todos estavam apreensivos em relação ao que iríamos enfrentar de fato.

–E esse Halastor, por que todos o temem? -Susan perguntou a Victoria. Seu cabelo e pele escuros e suas roupas pretas a deixava mais sombria e destemida.

–Nem todos os seres poderosos são deuses e titãs.

–E?

–E que ele domina a magia negra, isso de longe já é assustador.

–Assustador ou não, ele deverá ser detido ates de... Fazer o que for fazer. -Susan continuou.

–Sim. Há muitos anos atrás, Halastor apareceu no acampamento, era filho de Hécate e queria treinar lá. Depois de alguns anos ele se mostrou um grande traidor, ele espionava o acampamento e repassava informações para...

–Para quem?

–Ninguém sabe, pelo menos não me contaram. Eu sei também que ele envolveu seu corpo todo em magia negra e ganhou a imortalidade completa, virou uma grande sombra e se molda em qualquer forma por isso os deuses não conseguem lhe perceber.

–Ele estaria tentando o que aprisionando os filhos de Phobos e Deimos? A profecia deve ter dito algo.

–Tem haver com Érebo, o senhor das trevas. Halastor está tentando Reerguer Érebo para espalhar destruição e trevas no mundo.

–Ótimo, mais um titã tentando se reerguer. Mas a gente pode evitar, destruir Halastor e acabar de vez com seus planos.

–Como Quíron disse, é quase impossível.

Perguntei para Victoria sobre a profecia que recebera, mas ela não quis me responder. Eu entendia o porque disso, ela odeia que as pessoas pensem muito no futuro e não se atentem aos detalhes do presente, isso na opinião dela só atrapalha.

Anoiteceu e decidimos parar para dormir, Susan e Laryssa invocaram alguns esqueletos para vigiar e Dani criou um perímetro de mágico, quem ultrapassasse seria atingido por um feixe de luz dourado atordoante. Victoria sorriu e começou a montar sua barraca, assim como eu e todos.

Entrei dentro de minha barraca e reparei que havia algo brilhando na minha mochila. Abri o zíper e me deparei com um carta de cor dourada muito brilhante, quando eu à toquei, ela simplesmente parou de brilhar e retornou a ser uma carta de papel.

"De: C"

"Me dê motivos para acreditar em você, acreditar que você voltará da missão com um sua irmã e os outros."

Eu fiquei lendo e relendo a tal carta até adormecer, era claro que C significava Clara.

Acordei com um barulho ensurdecedor e um clarão, alguém ultrapassou o perímetro. Saí da barraca com minha espada de bronze celestial e garra. Haviam dezenas de dracaenae, algumas estavam atordoadas e outras não. Quase todos estavam lutando contra elas, mas Bryan, Rebeca e Iago não estavam por ali. Fui para cima de algumas dracaenae, atravessei minha espada sobre a cintura de uma que se desfez em cinzas. Algumas dracaenae me seguiam. Larissa estava montada em um pequeno cão infernal que mordia e arranhava aqueles monstros peçonhentos. Susan invocava alguns esqueletos para cima das dracaenae, Jay lutava com sua lança e um escudo enquanto Dani lançava algumas rajada de luz que vinha de sí própria. Victoria estava protegendo uma barraca gritando de vez em quando para dentro dela.

–O que está acontecendo ai dentro? -Eu gritei para Victoria enquanto decepava aquelas dracaenae que estavam me seguindo.

–Espere, já vai ver. -Eu pulei, girei o elo de garra e enfiei na cabeça de um daqueles monstros.

De repente, a barraca se abriu e de dentro saiu Bryan seguido de Rebeca e Iago, todos os três estavam armados com um lança-chamas.

–Esquerda 3, direita 17 e centro 22. -Bryan coordenou como se estivessem em um jogo de futebol americano e então cada um foi para uma posição e ateou fogo nas dracaenae, só que não era um fogo comum e sim fogo grego. Algumas dracaenae sibilaram e então avançaram, me parecia que eles já tinham experiência nisso porque todos sabia administrar o fogo grego para não incendiar a floresta. Depois de algum tempo, as dracaenae começaram a recuar e voltar para a floresta sibilando e praguejando em grego antigo.

–Cara, o que foi isso? -Laryssa vinha ainda montada no cão infernal. -Foi você mesmo que fez, Bryan?

–Sim, precisei fazer alguns reparos e de voluntários para usar os outros. -Ele sorria e só agora eu percebia que tanto seus olhos quanto seu cabelo era castanho esverdeado. Sua roupa era clara e estava suja de graxa, estava com um punhal na cintura que brilhava em verde.

–Isso foi só o começo. -Disse Victoria relembrando-nos.

–Eu perdi o sono, e vocês? -Falei e todos assentiram concordando. -Dani, eu buscarei lenha com Jay para você fazer uma fogueira.

Eu e Jay caminhamos um pouco, recolhendo lenha e conversando uns assuntos.

–Mas, e ai? Se divertiu com as dracaenae? -Disse.

–Sim, melhor que bonecos de madeira do acampamento. -Os filhos de Ares nem sempre são chatos e briguentos, ele sabem brincar e, por incrível que pareça, sorrir.

Jay é muito parecido comigo, o mesmo corte de cabelo, o mesmo jeito amigável porém teimoso; Ele é dois anos mais velhos que eu.

–Você pega lenha feito uma mulherzinha. -Eu o provoquei.

–Ah é, coloque toda essa lenha que segura nos meus braços e depois pegue mais. Vamos ver quem é a mulherzinha. -Eu fiz o que ele disse e peguei muito mais lenha.

–Já está bom, vamos. -Ele murmurou algo sem sentido e veio pesadamente comigo até as barracas.

Jay colocou tudo no chão e desabou cansado. Dani fez um gesto com a mão e de seus dedos saíram uns raios solares que atearam fogo na lenha.

Alguns se sentaram em volta da fogueira; Rebeca e Iago conversavam algo engraçado, Bryan explicava o passo-a-passo do lança-chamas para Victoria. Susan e Laryssa estavam um pouco afastadas de nós, pelo simples fato delas gostarem do escuro e não serem muito simpáticas.

Minha barraca estava brilhando fracamente e eu fui ver o que havia ali. O mesmo bilhete de C estava emitindo luz intensa e dourada. Toquei-a e ela parou de brilhar novamente, eu a abri e estava uma foto em vez das palavras de "voltar da missão..".

Era eu, estava deitado numa maca da enfermaria e por cima estava escrito 'gatinho dorminhoco, relaxe um pouco' -Eu sorri imaginando que Clara estaria ansiosa em me rever já que me enviara um bilhete e minha foto desmaiado na enfermaria em menos de uma hora.-

Coloquei o bilhete no bolso e então me bateu um sono descomunal fazendo com que eu deitasse e relaxasse instantaneamente.

Notas finais
Mais amor menos rimas, C. huashuashuas