Notas iniciais
Olá, amores! Por favor, se não for incômodo, eu peço que marquem a história como "lida". Isso me ajuda bastante e também deve ajudar vocês, liberando espaço no acompanhamento. Não quero me gabar pela história marcada, só quero ficar a par de quem realmente está lendo. Agradeço desde já, um bj! ♥ —Mafê

Esfreguei as mãos na camiseta, olhando fixamente para o telefone. Começara a chover fazia uma meia hora, as gotas grandes de água batendo com força na janela da sala. Por uma fresta pequena, o vento balançava as cortinas cor de creme. Uma delas acabou se enroscando no braço do violão ao lado do aquecedor.

Fazia dois dias que sai do Acampamento Júpiter e vim para casa. Minha mãe não sabia de nada do que havia acontecido. Mas, ainda no acampamento, passei o tempo todo ao lado de Isaac. E, como ele estava “morto”, os pretores resolveram contar ao Acampamento Meio-Sangue sobre o filho de Netuno. Eles sabiam de tudo e agora que Isaac voltara queriam conhece-lo. E Isaac, é claro, não queria. Ele me disse que não fazia a menor idéia de como seria ver seu meio irmão pela primeira vez.

Eu estava pensando justamente nisso enquanto encarava o telefone sobre a mesinha delicada e redonda. Como seria quando eles se conhecessem? Haveria um encontro alegre ou eles simplesmente apertariam as mãos? Eu já vi o filho de Poseidon, o famoso Percy Jackson. Nunca conversei com ele, não éramos amigos. Mas, em aparência, os dois não tinham nada em comum. E quanto a personalidade? Como seria?

Passei a mão pela testa, tentando não pensar nisso, mas Isaac era a única coisa em minha cabeça. Eu me sentia tentada a ligar para ele, perguntar como estava, qualquer coisa. Antes de voltar para casa, ele me disse para ligar caso eu tivesse algum problema com o fogo ou qualquer outra coisa. Ontem mesmo, o fogo escapou de minhas mãos enquanto eu assistia um filme de terror. Ele se tornara perigoso e, como Ártemis dissera, instável. Qualquer coisa intensa que acontecesse, eu poderia entrar em combustão.

E agora eu me curvava sobre o telefone, pensando se ligava ou não. Quer dizer, saudade poderia contar como algo intenso? E o que eu diria quando ele atendesse? Eu não poderia simplesmente dizer que sentia a falta dele e que, se não o visse de novo, minha casa se incendiaria. Mas isso parecia improvável, a saudade não era algo realmente torturante, apesar de doer bastante. Havia algo muito pior do que isso, que só tive certeza de sentir quando Isaac morreu.

Mas eu pegaria fogo por amor? Então isso significava que até mesmo perto dele eu estaria correndo risco. Era impossível não sentir meu coração acelerando quando ele sorria, ou quando ele estava muito próximo. E se Isaac segurasse minha mão, ou fizesse qualquer outro contato físico? Eu o queimaria?

Estas questões me perturbavam a toda hora. Mas o que seria pior? Tê-lo, ou ficar sem ele? Era como uma droga que eu não podia viver sem. Estava me enlouquecendo.

Respirei com força. O telefone parecia-me tão convidativo. Engoli em seco, estendendo a mão para o aparelho. Apertei os números vagarosamente. Cada botão era como um tiro no peito. Finalmente terminei. Ouvi o toque algumas vezes, até finalmente ser atendido. Isaac não disse nada.

Engoli em seco novamente, o tempo a minha volta parecia ter parado. Então comecei a relaxar, soltando a respiração lentamente. Parecia que, pela primeira vez na vida toda, eu o queria. Eu estava apaixonada e precisava dele mais do que nunca.

—Oi – murmurei, um sorriso se formando no canto dos meus lábios – Sou eu.

Notas finais
Está aqui o link da próxima fic, se forem continuar lendo. https://fanfiction.com.br/historia/680441/Filha_de_Apolo_-_Electricity/capitulo/1/
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!