Notas iniciais
Por favor não me matem, eu sei que demorei muito, mas estive muito ocupada.

Obs: pode haver lugares ai que não existam, eu que os inventei.

Bjss, aproveitem o capítulo.

Mary

Sonhos, desejos intensos e vivem em nós.

Se podemos sonhar, também podemos tornar nossos sonhos realidade.

Eles vêem a noite. Trazidos por Sandman.

Lhe fazer sonhar era algo incrível. Era o que Jack adorava em Sand. O poder de fazer as coisas melhorarem. De te fazer ver o lado bom das coisas. Fazer-te sonhar. Pena que, se Frost não o salvar, não sobrara sonho nenhum.

- Sand! Cuidado! — gritou Jack para Sand, o alertando de algo que iria o atingir.

Enquanto Sand levava os sonhos para o Oregom, foi atacado pelos leões de Morgana, um tempo depois Jack apareceu para ajudá-lo. Mas, as criaturas estavam especificamente atrás de Sandman.

Em cima de um prédio, Jack usava seus poderes de gelo contra dois desses leões, em quando Sand, de outro prédio, atacava três com seus chicotes feitos de areia dos sonhos.

Assim que congelou os leões, Frost voou até o outro guardião a fim de ajudá-lo.

Lançando raios de gelo, ele tentava a todo custo acabar com as criaturas. Falhou. A maioria dos seus ataques passou direto pelos leões, já que são feitos de sombras. Ele ainda não sabia como conseguira congelar as criaturas anteriores.

- Sand! — Jack gritou jogando-se na frente de seu amigo. Ele impediu que ele fosse atingido pelas faíscas elétricas que saiam da boca de uma das criaturas, causando seu desmaio.

O guardião da diversão caiu no chão graças ao ataque. Sandman o olhou preocupado. Não podia sozinho com aquelas criaturas.

Ele pensou rápido. Formou um tapete dourado feito de sua areia em baixo de si. Colocou Jack em cima e partiu, tentando fugir dos bichos que os perseguiam.

Não sabia ao certo para onde ir. Ele era seguido pelos leões para todos os lugares, ate que teve uma idéia.

Voou ate Salem, um lugar onde, se tivesse sorte, certa pessoa o ajudaria.

Tinha apenas um problema: ele continuava sendo seguido pelas criaturas.

Finalmente os despistou e escondeu-se em cima de uma arvore. Logo, algo tocou em seu ombro.

- E ai, Sand? — falou alto uma vós conhecida.

Sandman olhou para trás e deparou-se com os olhos negros de Mary Firt.

Ele tocou os lábios com o dedo indicador e fez um "shhh" silencioso.

- Tudo bem, desculpe. — ela abaixou o tom da voz. — Por que devo falar baixo? -ela finalmente notou Jack deitado desacordado em um galho. — Ih, o que aconteceu com o Frost?

Sandman o olhou preocupado. Voltou-se para Mary e formou em sua cabeça um leão de areia.

- Os leões da Morgana? Eles atacaram vocês? — perguntou ela e Sand assentiu. — Ok... Ahn, e agora?

O guardião dos sonhos deu de ombros.

- Acho que devemos sair daqui. — ela levantou vôo, mas Sandman a chamou e apontou para Jack incrédulo. — Ta, ele pode vir também.

Ela desceu ate ele e o apoiou passando seu braço pelo seu ombro.

Os três guardiões — um desmaiado — saíram da tal arvore cuidadosamente e foram à procura de algum lugar mais seguro.

Mary seguia Sand carregando Jack. Ele voava montado em um pégaso de areia dourada.

Os guardiões sobrevoaram Salem inteira ate chegarem a uma parte isolada da cidade.

Chegara a um alto penhasco. Quando o olhava de cima, era possível ver um grande rio que aparentava ser fundo.

- Ahn... — a feiticeira parou. — Temos que ir para ai? — ela apontou para o penhasco.

Sand a olhou duvidoso. Formou um ponto de interrogação em sua cabeça.

- É que eu não gosto muito de... Altura. E de rios... E mares... E de cair... — ela falou sorrindo nervosa.

Sandman cruzou os braços e a encarou por um tempo.

- Tudo bem. Eu vou, mas se eu cair... — disse ameaçadora.

Eles voaram ate o penhasco. Desceram e depararam-se com uma caverna.

Era uma catacumba não muito grande. Era úmida e com várias goteiras. Havia algumas plantas que se estendiam sobre as laterais da caverna. Possuía lindas flores.

- Tudo bem, esse lugar não é tão horrível. — balbuciou Mary. Um sorriso satisfatório formou-se no rosto do guardião dos sonhos.

A feiticeira voou ate uns rochedos e apoiou a cabeça de Jack em cima de uma pedra.

- Hum, como vamos acordá-lo? — perguntou ela pondo a mão no queixo, Sandman fez o mesmo. Em seguida ele formou em cima de sua cabeça uma gota dourada. — Água? É!, isso pode ajudar.

Ela juntou suas mãos em forma de concha. Com seus poderes, ela as encheu com água que aos poucos, preenchendo suas palmas.

- Não sei. Não acha que é água de mais? — ela perguntou. Sand formou um sorriso travesso e Mary entendeu. — Ok então. — ela deu de ombros.

Por mais que tenha sido frieza da parte da feiticeira, Mary jogou um bocado — talvez um bocado de mais — de água no rosto se Jack; este acordou imediatamente.

- Mas o que... Como eu... Onde eu... Por que estou molhado? — balbuciou ele. — Ai!, minha cabeça. — ele passou a mão em sua nuca. Desviou o olhar para cima e deparou-se com Mary e Sand. — Sand! O que aconte... Mary?

- Oizinho. — ela falou sorrindo.

- Oi? — Jack falou estranhando. — O que aconteceu?

- Ao que parece, vocês foram atacados pelos bichinhos de estimação da Morgana e, bem, você foi atingido. — a feiticeira explicou encostada na parede da caverna. — E você não soltou essa sua bengala. — riu ela.

O guardião olhou seu cajado um pouco confuso e bravo.

- Tudo bem, acho que isso eu já percebi... Ai! — ele cambaleou tentando se levantar. Apoiou-se na parede para não cair. Olhou em volta e disse: — Onde estamos?

- Depois de fugir, Sand te trouxe para Salem e eu os encontrei. Eu o ajudei a te trazer para um lugar seguro. — ela se aproximou de Jack. — E achamos essa caverna. — a feiticeira explicou.

O guardião da diversão assistiu pensativo.

- E o que devemos fazer agora?

Sandman olhou os guardiões. Era possível ver o medo em seus olhos, algo que ninguém nunca pensaria em ver. A sensação era de que não havia mais esperanças de estarem seguros, mas deveriam descansar, o outro dia seria duro. Eles sabiam. Morgana não desistiria. Nunca.

- Vamos ficar aqui ate amanha. — declarou Mary. Sand assistiu preocupado.

- O que? Não! — Jack pos-se de pé com dificuldade.

- Jack, você está muito fraco. Todos sabemos o que acontecera se... — eles olharam para Sandman. — se sairmos daqui agora.

O guardião do inverno baixou a cabeça e fitou o chão. Era difícil crer que essas coisas estavam acontecendo com eles. Mas Jack nunca se perdoaria se algo acontecesse com os guardiões. Norte, Fada, Coelhão, Sandman e... Mary.

- Tudo bem. — concordou finalmente.

A feiticeira limitou-se em dar um sorriso. Ela estava se sentindo nervosa de mais. Precisava os ajudar, afinal, agora era um deles.

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Guardiões não dormem. Mas quando conseguem, eles tem sonhos. Sonhos não como qualquer um, não como os que Sand te faz ter, mas sim mensagens. Muitas vezes previsões do que pode acontecer.

Essa noite, Jack sentiu seus olhos pesarem. Por mais que não quisesse, ele dormiu.

Ele sonhou que estava em uma sala escura. Não havia mais nada lá a não ser ele.

- Olá, Jack. — alguém disse no canto da sala.

O guardião se virou e deparou-se com a bruxa.

Em um impulso, lançou raios de gelo em sua direção tentando ataca-la. Ela apenas desviou como se os raios fossem apenas nada.

- Não. Eu não quero lutar. Apenas quero conversar com você. — ela disse.

- Nós não temos nada para conversar, Morgana. — determinou Jack.

- Bem, você que decidi. — ela pos-se de costas. — Só achei que iria gostar de saber algumas coisas... Sobre a Mary.

Jack arregalou os olhos.

- O-o que você sabe sobre ela?

- Ela esconde segredos, Frost. Segredos dos quais nem ela mesma se orgulha. Coisas perigosas. — a bruxa respondeu. — Eu não confiaria nela. — falou travessa.

- Segredos? Mas ela é tão...

- Boa? Bondade não é da natureza dela, Jack. — ela se aproximou do guardião.

Ele abaixou os olhos e fitou o chão.

- Por que não se junta a mim? Iríamos governar o mundo. — ela afirmou.

- Breu já me fez essa proposta, e minha resposta é a mesma: não. — respondeu severo.

- Tudo bem, você quem decide. — ela voltou-se para a escuridão. — Mas fique esperto, guardião. Lembre-se do que lhe disse: não confie nela. — Morgana deu alguns passos. — Ah, quando você for abandonado e não tiver mais para onde ir, minha proposta continuara aberta.

- Você esta enganada sobre a Mary! — ele gritou.

- Ow, você se preocupa com ela. Amor jovem é tão... Estranho. Bem, não tão jovem. — a bruxa saiu rindo, deixando Jack sozinho na escuridão. — A gente se vê na nossa próxima batalha, que será bem em breve.

Em seguida, o guardião se acordou em um salto.

- Esta tudo bem? — perguntou Mary.

- Esta. Eu acho. — ele respondeu. — Você conseguiu dormir?

- Não.

- E o Sand?

- Ele esta meditando ali. — ela apontou para um canto onde Sandman meditava de pernas cruzadas levitando um pouco acima do chão. — Você sonhou com algo, não foi?

Jack assistiu.

- Pode me contar? — perguntou à feiticeira.

O guardião a encarou.

- Feiticeiras são más?

Essa pergunta pegou Mary de surpresa.

- Foi com isso que você sonhou? Teve alguma previsão me mostrando atacando alguém? — ela aumentou o tom da voz.

- Só responda. — disse Jack severo.

- Eu não sei! — ela gritou.

Eles ficaram um tempo se encarando sem jeito.

- As feiticeiras são como as bruxas. Podem ser tanto boas quanto más. — ela fitou o chão. — Mas a maioria... É má.

- Mas — ele a encarou. — e quanto a você? — perguntou ele.

Mary o olhou preocupada.

- Eu...

Algo a impediu de continuar. A caverna onde os guardiões repousavam fora atingida por um clarão negro.

Dois leões — aparentemente maiores dos que eles já haviam visto — entraram na catacumba, acompanhados por Morgana.

- Ora, ora. Os encontrei afinal. — falou ela.

Jack lançou seus raios de neve com toda a força que tinha em direção a bruxa no momento em que a viu. Mary fez o mesmo, mas com uma poderosa rajada de chamas avermelhadas. Morgana apenas levantou a mão direita e os ataques dos guardiões se dissolveram no ar.

A bruxa riu maldosamente. Dividiu seus dois leões, para cada um lutar com um guardião.

Sandman ainda meditava em um canto, como se nada estivesse acontecendo em sua volta.

O primeiro leão pulou em cima de Mary. Ele tentou morde-la mas ela o segurava com força. O empurrou com uma rajada de vento. O leão foi arremessado para longe mas, no ar, se dissolveu e apareceu de pé novamente no chão. Mary investiu contra ele e travaram uma luta equilibrada.

Do outro lado, Jack tentava de tudo para congelar o leão. Mesmo ele sendo uma sombra, era possível ser congelado. Ele lançava seus poderes contra a criatura, que rugia raivosamente.

Enquanto a feiticeira e o guardião do inverno estavam distraídos com os bichinhos de Morgana, a bruxa andou até Sand sem ser sequer notada.

Ela aproximava sua mão de Sandman. O guardião abriu seus olhos dourados e deparou-se com a bruxa.

- Fique calmo, João Pestana, só vai doer... Muito. — declarou Morgana.

Por um momento, Mary afastou o leão de perto de si, mas quando olhou para o lado, viu a bruxa tocar à testa do amigo.

- Jack! — gritou ela, desesperada, no momento em que o leão voltou-se para cima dela. — O Sand!

Frost olhou para o guardião. Teve a sensação de estar vendo tudo em câmera lenta. Viu seu amigo caindo no chão indefeso. Ele tremia. Sua pele e roupas douradas começaram a ficar cinza.

Jack jogou o que estava em cima de si para longe e correu na direção do amigo.

Ele apontou seu cajado mas Morgana o deteve.

- Não. Se eu fosse você eu não faria nada.

Ela o pegou no colo e o carregou ate a saída da caverna. O leão que lutava contra Mary saiu de cima dela e seguiu sua dona.

- Sem mais sonhos. É!, agora vocês não tem mais chances. — ela disse. — Sabem, eu causo vários tipos de dor, já que existem varias não é. Guardiões, como é estar sentindo a dor da perda, enh?

Ela soltou uma gargalhada maléfica e desintegrou-se no ar, levando consigo, o guardião dos sonhos.

Mary e Jack estava atônitos. Olhavam para a entrada da caverna como se fosse à coisa mais interessante do mundo.

- Ele... — balbuciou Mary.

- Não. — Jack disse baixinho.

- Jack, escuta...

Ele pôs as mãos na testa.

- Eu falhei... De novo... — ele disse, tristemente.

- Não, você não falhou, ele... Norte deve ter alguma solução.

- Não! Você não entende! — exaltou-se Jack. — Eu já perdi o Sand uma vez! E agora, eu perdi novamente!

- Mas...

- Eu deveria tê-lo protegido... Eu falhei com ele... Falhei com todos vocês. — o guardião baixou a cabeça.

Mary não sabia o que dizer. Jack sempre fora forte e determinado. Vê-lo dessa forma ali, derrotado, era tão surpreendente que a deixou sem palavras.

- Jack, você não falhou com ninguém. Eu vi você lutando o máximo que pode hoje. Você tentou de tudo, mas não havia como impedir... Mas... — ela disse.

- Mas?

- Eu te prometo. Eu prometo que a gente vai resgata ele. — ela pôs a mão no ombro de Jack. — Vamos salva-lo, ele não morreu... Eu sei.

O guardião tentou mostrar um sorriso franco. Teria de confiar em Mary, mas relutante, disse.

- Sim! Ele não morreu — olhou para o oriente. — e vamos resgatá-lo.

Notas finais
Gostara? Comentem!!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.