Fighting For Victory
1 Capítulo 1- Let me go home
Notas iniciais
Estou aqui com mais uma Fic para vocês.
Gente pesso o maximo de carinho com essa história, pois ja tenho ela algum tempo (dês de 2010) mas nunca tive a coragem de postar, só duas amigas minhas leram ( e se emocionaram), sim, ela é a minha xodozinha, meu BB, minha predileta, minha perfeita e assim vai !!!!
Então vou pedir com carinho, amoreeeeees !!!! Amem essa Fic como eu amo, por favor !
P.S: todo capitulo vai ter uma musica, que colocarei o link aqui em baixo, seria legal se vcs escutassem ok?
Aproveitem!
https://www.youtube.com/watch?v=1M6Yt3VUh7I
Eu podia escutar os pingos da chuva batendo no batente da minha janela, o barulho dos carros saindo de suas garagens, pássaros cantando a todo vapor e aquela sensação de frio pela manhã que eu particularmente odiava, pois é, eu realmente tinha mudado de vida, deixado a ensolarada praia de Santa Mônica na Califórnia e vindo parar Forks no estado de Washington, o fim do mundo como eu chamava, gelado e húmido.
Posso dizer que depois da morte do meu irmão- Josh- minha vida virou um verdadeiro transtorno e tormento, eu tinha pesadelos quase todas as noites, não comia direito, passa mal quase toda hora e sentia uma falta constante do meu irmão e infelizmente eu não era mais a mesma menina de antes, isso eu tinha certeza.
Meus pais se conformaram com a perda dele, no jeito deles é claro, passou um ano dês que Josh sofrera o acidente de moto, era impressionante como que em qual quer lugar que eu olhava naquela praia lembrava-me dele, eu estava em um estado pré-depressivo segundo a minha mãe, e foi ai que meus pais decidiram mudar para Forks há dois meses, eu odiei a ideia é claro, queria ficar a onde eu podia estar mais perto de Josh, mas eles entendiam isso como algum tipo de depressão, e eu entendia como um tipo de aproximação, mas a essa altura do campeonato a minha opinião é a que menos valia.
Meu avô – Carlisle- era diretor geral do hospital de Forks, e com essas mudanças todas, ele fez uma proposta para o meu pai dirigir a aérea residente do hospital, meu pai é claro que aceitou de bom grado, eu vi isso como uma válvula de escape para o meu pai, ele estava tentando fugir de tudo que lembrava Josh, e hoje estou aqui, sentindo falta do sol, da areia fina da praia, dos meus amigos, das risadas e de Josh.
Não, eu não conseguia ter lembranças boas do meu irmão neste lugar, ele era tudo o que Forks menos tinha, ele era alegre, popular, forte e determinado, como eu iria conseguir ter lembranças boas do meu querido irmão em um lugar que está longe de ter esses derivados, onde tudo era literalmente cinza e depressivo.
Levantei com a disposição de sempre, que era nenhuma, eu estava sentindo de novo, tive os mesmos pesadelos, Josh por baixo daquele caminhão pedindo ajuda, a moto amassada em cima dele, e eu não poderia fazer nada, incapacidade, era o que eu sentia, incapaz de ajudar o meu irmão de baixo das ferragens, aquela angustia tomou conta do meu peito, as lagrimas estavam lá novamente, eu tinha que fazer de novo, eu precisava, tinha que fazer aquilo tudo passar, corri para o banheiro e tranquei a porta, encostei levemente minha cabeça na parede e respirei fundo.
“Só mais uma vez Renesmee”.
Pensei comigo mesma, toda vez era a mesma coisa, o medo percorria o meu corpo, fazendo-o tremer compulsivamente, a dor e a angustia estavam ali também, eram minhas amigas inseparáveis.
Abri a porta do armário de toalhas e no fundo avistei a pequena caixinha de madeira, peguei rapidamente sentando-me do sanitário, fiquei fitando aquela pequena caixa um longo tempo.
“Covarde”
Era a voz novamente, aquela que eu escutava toda vez que decidia fazer isso, mas não sabia ao certo se o “covarde” era para eu parar ou continuar, mas eu sempre continuava, eu tinha que tirar as minhas “amigas” dali.
Abri com cuidado a caixinha, avistei o pequeno pedaço de gillete que estava misturado com linhas e agulhas para costurar algo, também pude avistar o pequeno pircing que um dia cogitei a colocar mas logo desisti da ideia.
Peguei o metal cortante com cuidado, minhas mãos continuavam a tremer, apontei o metal para meu antebraço, avistei ali as pequenas cicatrizes das outras vezes que tomei coragem e me cortei, logo senti aquela dor e ardência, e a cor vermelha vibrante tomando lugar da minha pele quase translucida.
A dor era boa, era reconfortante, ela tirava tudo o que eu precisava jogar fora, pelo menos em alguns estantes, eram cortes fracos, mas tinha um poder gigantesco.
Eu realmente não era a mesma menina de um ano atrás, que sorria de orelha a orelha quando Josh chegava em casa dizendo que tinha vencido outra luta.
Flashback on
–Nessie, acorda!
Senti alguém me sacudindo brutamente, e logo senti aquele cheiro de hortelã e alecrim que só Josh tinha.
–Acorda pirralha!- ele gritava no meu ouvido enquanto pulava em minha cama.
–Sai agora do meu quarto Josh, quero dormir!
–Ganhei de novo, monstrinha.
Era a frase que tinha um efeito magico em mim, pulei da cama e acendi a luz, e ali pude ver o rosto do meu irmão, inchado, roxo e com muitos hematomas, era típico.
–Ual, esse fez um estrago em você huh?- perguntei abraçando-o.
–Você tinha que ver como ele ficou, quebrado Nessie!
Ele tinha um sorriso maravilhoso, e quando falava meu apelido que ele mesmo deu, eu ficava contagiada, ele era o melhor do meu mundo, meu amigo, meu confidente, meu irmão.
–Você se sente demais Josh- revirei os olhos.
–Eu sou bom, você sabe disso- afirmou sorrindo e sentando em minha cama.
–O papai vai te matar quando vê que lutou de novo- apontei para os machucados em sua face.
–Não se preocupa com isso, já sou maior, sei me cuidar- era sempre o mesmo papo.
–É sério, ele vai fazer pior do que fizeram com você ai- ele riu com o que eu falei.
–Pode deixa que com o papai, eu me resolvo Nessie.
–Sei...
–Ei, já ia esquecendo pirralha, já é meia-noite, parabéns!
Levantou e me abraçou rodando-me no ar com carinho, era sempre assim, em todos os meus aniversários, ele era o primeiro a me dar parabéns.
–Não é todo dia que se fazem quinze anos Nessie, você está crescendo- observou.
–Quero o meu presente- falei confiante.
–Você escolhe- levantou a mão para o ar.
–Quero ir à sua próxima luta Josh- e ao mesmo tempo em que falei, a carranca do meu irmão estava de volta, ele ficava lindo até quando estava bravo ou chateado, com aqueles olhos verdes esmeralda iguais ao do meu pai, aquele cabelo castanho quase preto, e o sorriso que se espalhava por sua face quando estava de bom humor, o que acontecia com frequência.
–A gente já conversou sobre isso Renesmee, você sabe a minha resposta!- nome de batismo, isso não era bom.
–O que custa? Você sempre arruma uma desculpa estupida para eu não ir.
–Não vou discutir com você Nessie, parece que você gosta de me ver brabo.
–Você é um idiota sabia?
–E você é a chata que eu mais amo nessa vida.
Ele sempre ganhava as discussões comigo, não só pelo fato dele ser muito bom em encerrar o assunto com um “eu te amo Nessie”, ele sabia que essa era a frase final que me deixava muito brava, mas ao mesmo tempo baixava a guarda, ele sorria e eu aceitava, era sempre assim.
Aquele sorriso, ah aquele sorriso que eu nunca mais veria... Se eu pelo menos soubesse...
Flashback off
Fitei o espelho por mais alguns segundos, as malditas olheiras estavam permanecendo ali de baixo dos meus olhos entregando a insônia, eu me sentia horrível, limpei meu braço que já estava com o sangue seco, e fui tomar um banho quente e relaxante, e era quase sempre assim, eu sonhava, eu sentia a angustia, eu me cortava, eu lembrava de Josh, e continuava a viver, igual a um maldito zumbi.
[...]
–Quer o meu bacon?- perguntou meu pai, tirando-me dos meus devaneios.
–Não, valeu- respondi seca.
–Você esta mais magra, precisa se alimentar- observou.
–Não é com bacon que ela irá ficar saudável Edward- e foi a vez da minha mãe falar.
Eu e meu pai demos um pequeno sorriso de lado, era assim quase todos os dias, meu pai fazia questão de dizer o quanto eu estava pálida, magra e chata, e minha mãe sempre contornando a conversa sobre os bacons que meu pai queria que eu colocasse para dentro de minha barriga.
–Sua avó queria falar com você, ela já ligou duas vezes hoje- disse minha mãe lavando alguns pratos.
–E ainda são sete da manha- meu pai disse rindo.
–Preciso ir, estou atrasada- falei pegando minha mochila do chão.
–Espera, Ness... Renesmee, eu lhe dou uma carona- meu pai sabia que meu “apelido” era proibido de se falar dês da morte de Josh, mas era um habito difícil de abandonar, mas eu não queria que ninguém mais me chamasse de Nessie.
[...]
No carro o silencio pairava, estávamos em direção à escola, eu já estava a duas semanas estudando, o que foi mais fácil, pelo fato que acabei de entrar para o ensino médio, mas não, não tinha amigos, e não fazia questão de ter.
–Você vai querer fazer alguma coisa em seu aniversário querida? É daqui a um mês — meu pai tentou puxar assunto.
–Não — falei suspirando, olhando pela janela do carro, percebi que o verde dominava o lugar, era de arrepiar, quando meu pai disse a palavra “aniversário” eu tremi, era o meu primeiro aniversário que iria passar sem meu irmão, assustador.
Arvores e mais arvores foram passando até chegar na Forks High School, lá as pessoas sempre estavam “contentes”, eu como de costume, vivia na minha, estudava sozinha, almoçava sozinha, eles não eram o tipo de pessoas agradáveis para mim, não estava a fim de fazer amigos, eu não podia.
[...]
O corredor estava lotado de alunos, avistei meu armário no fim do corredor, mas me deparei no caminho com uma menina, da minha altura parou a minha frente e sorriu, só podia ser brincadeira.
–Oi, sou Claire- estendeu a mão com um brilhante sorriso, ela tinha uma cor oliva, olhos negros e um cabelo liso de dar inveja a qual quer garota.
–Renesmee- cumprimentei forçando um sorriso amarelo que com certeza não funcionou.
–Posso falar com você um instante?- disse educadamente.
–Claro- tentei ser simpática.
–Sou do comitê do ensino médio, e estamos querendo listar as faculdades que os alunos pretendem fazer, estamos tentando agendar algumas visitas, então, você pode me dizer para quais você irá prestar?
–Só me formo daqui a dois anos, desculpe- tentei desviar dela, mas a garota era jogo duro.
–Eu sei, por isso mesmo estou pedindo agora, você tem noção o quanto demora um agendamento de visitas- sorriu.
–Olha, não faço ideia, não pretendo fazer faculdade- que meu pai não escutasse isso.
–É uma pena, então eu vou indo, se mudar de ideia você pode me procurar, acho que temos aula de história juntas se eu não me engano- meu Deus ela não parava de falar, o que me fez lembrar que eu costumava a ser assim.
–Ok.
Passei por ela dando graças a Deus que o sinal tocou.
[...]
A única coisa boa que tinha em Forks era que o tempo passava rápido, sai da escola e decidi que iria caminhar um pouco, precisava respirar.
A cidade era pequena, como todas as cidades sem graça eram, tinha algumas lojas e bares, mas nada comparado com as que tinham na Califórnia, passei em frente a uma loja de doces, tinha mesas e cadeiras para fora, e um grupo de garotos do lado de dentro, abri a porta e logo a mesma deu um tipo de sinal.
“sininho na porta, serio?” pensei comigo.
Olhei para o balcão que tinham alguns doces bem convidativos por sinal, avistei logo de cara um brownie que parecia delicioso.
–Posso ajudar?- perguntou um garoto extremamente alto e forte de traz do balcão, alguém tinha que avisar a ele que anabolizantes faziam mal para a saúde, o garoto era um monstro.
–Vou querer dois pedaços- apontei para o bolo em minha frente.
–Se eu fosse você, não comeria isso- senti uma voz atrás de mim, quando virei, me assustei do mesmo modo quando olhei para o garoto atrás do balcão, será que todos os garotos desta cidade eram bombados?
–Sério Embry? Desbancando os meus clientes?- disse o garoto do balcão.
–Qual é Seth, fala a verdade pra garota, que esse negocio deve esta uns sete dias ai- eu tive que rir com o modo que ele falava.
–Cala a boca, minha mãe fez hoje, imbecil.
–Vou levar- eu precisava de chocolate, mesmo sabendo que depois poderia ter uma intoxicação alimentar.
–Você é louca, e eu sou Embry Call- estendeu a mão abrindo um sorriso e mostrando aqueles invejáveis dentes brancos.
–Renesmee Cullen- as pessoas de Forks pareciam gostar de cumprimentar, meu Deus.
–Cullen, tipo, parente do Dr. Cullen?- perguntou o menino do balcão, que lembrei que se chamava Seth.
–Sim, sou a filha dele- cidade pequena, todo mundo conhece todo mundo.
–Olha, o seu pai vem tendo um grande trabalho com a gente- Embry riu do próprio comentário, não precisei perguntar o porquê, logo vi as cicatrizes e os pontos ainda recente e avermelhado no queixo e na lateral do rosto, e um momento deja-vu passou por mim.
–Relaxa gata, isso é a marca de um homem- piscou pra mim vendo a minha reação ao ver as marcas.
–Homem que apanha do Black toda vez que você desafia ele, desisti Embry, o cara te quebra só com o olhar- comentou Seth entregando-me uma sacola com os brownies dentro.
–Vocês costumam brigar muito aqui é?- eu parecia curiosa com aquilo tudo.
–Brigar? Não brigamos, nós lutamos- disse Seth orgulhoso.
E foi ai que precisei de alguns segundos para não começar a chorar na frente de estranhos, “nós lutamos”, parecia Josh falando com aquele orgulho todo, aquelas e foi ai que percebi que todas aquelas marcas na face de Embry me fez lembrar do meu irmão.
–Ei, você está bem?- Embry passou a dar tchauzinhos na frente do meu rosto.
–Sim, quanto deu?- engoli seco.
–Três dólares- entreguei o dinheiro a Seth pegando a sacola.
–Fala para o seu pai que mandamos lembranças- Embry sorriu torto.
–Eu falo sim, até mais.
Despedi-me e sai da loja, era incrível que toda vez que tentava esquecer, ele estava lá, podia ser na escola, em casa, ou até mesmo em lugares que nunca fui, sempre me lembrava dele em algum instante, era frustrante e um pouco constrangedor, congelar no meio de uma conversa, aqueles meninos devem pensar que sou algum tipo de louca varrida, e era o que estava me tornando, louca e psíquica por um irmão morto.
Eu o queria de volta, eu queria o meu “eu” de volta, eu queria volta tudo como era antes, eu queria voltar pra casa.
“Maybe surrounded by
A million people I
Still feel all alone
I just wanna go home
Baby I miss you, you know…
…Let me go home
'Cause I'm just too far
From where you are
I wanna come home”
Notas finais
Não vou ficar emplorando reviews, mas seria legal saber o que vocês acharam!!
Não vou deixar de posta-la ok ? Como eu disse, essa Fic é meu bem preciso *---*
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