Fight For This Love

20 Capítulo 19 - Borderline.


Notas iniciais
Olá, tudo bom com vcs? Conosco sim, vcs estão sendo umas lindas e estão comentando e nos deixando felizes. Esse capítulo tinha ficado chato pra caralho, mas nós refazemos e ficou essa belezinha safada ai, enfim, esperamos que gostem. Umas boas vindas para as novatas e lembranças das tias Succubus. ♥ Succubus

Desde aquela segunda-feira maluca em que Patch quase nos matou nas mãos de motoqueiros raivosos e muito velozes ele não aparecia mais no colégio. Passou-se terça, quarta, quinta, sexta e finalmente era sábado e nós enfim estávamos liberadas para deixar esta prisão denominada internato, não que isto fosse muito animador e muito menos reconfortante para mim, a única parte positiva de tudo isso era estar livre das aulas tediosas pois no que diz respeito a voltar para casa eu realmente não tinha vontade nenhuma de fazê-lo afinal ficaria sozinha lá como sempre.

Meu pai já estava viajando como de costume, então provavelmente não pretendia voltar tão cedo e até isso acontecer ficaria sozinha na mansão da família Adams a partir do momento que os empregados fossem embora. Detestava aquela casa e principalmente detestava ter de ficar sozinha lá mesmo que geralmente acabaria ficando. Sendo assim, preferi passar o dia no colégio com Agatha que novamente estava de mal com seu pai e orgulhosa como é se recusa a voltar atrás e Renata que parecia não ter nada também para fazer em casa e se juntou a nós em mais um dia monótono nesta prisão que a única diferença é termos de pagar. Já era noite e no quarto, Agatha, Renata e eu estávamos terminando de organizar nossas coisas para deixarmos a escola e voltar para casa, eu no caso, fui convidada a dormir na casa de Agatha, convite que de prontidão aceitei, é claro passar a noite rindo com a Agatha é incomparavelmente melhor do que a solidão deprimente e o vazio de minha casa mórbida.

— Meninas, o que vocês vão fazer agora? — Renata perguntou ajeitando os cabelos em frente ao espelho da cômoda.

— Não sei, estava pensando em sair para comer alguma coisa, você topa Ash? — Agatha perguntou se virando em minha direção e me olhando curiosa.

— Por mim tudo bem, aonde vamos? — concordei dando de ombros sem conseguir pensar em nada melhor para se fazer.

— Estava afim de comer comida mexicana, alguém conhece um restaurante do tipo? — ela perguntou distraída com o iPhone.

— Ah, tem o Borderline, a comida é bem boa, fui com meus pais semana passada. — Renata sugeriu e eu lembrei ao ouvir aquele nome que já havia o escutado antes, só não lembrava aonde e nem de quem.

— Demora muito será? Estou morrendo de fome, quero comer tacos. — perguntou Agatha realmente faminta. Continuei processando sobre aquele nome tentando associa-lo a qualquer lembrança de alguém que tivesse me comentado sobre ele. E finalmente após algum tempo de reflexão meus olhos se arregalaram e eu permaneci abismada.

— B-borderline?! Não! Tem outros restaurantes pela cidade. — reneguei rapidamente ao lembrar onde e de quem havia ouvido esse nome, Borderline é o restaurante onde Patch trabalha, e essa é provavelmente a unica coisa que eu sei sobre ele, fora o lembrete que fiz a mim mesma de nunca colocar os pés nesse local.

— Ah qual é Ash, o lugar é bom, a comida é boa, e rápida, então sim, nós vamos! — Agatha insistiu apoiando as mãos nos quadris exigente.

— Que droga Agatha, não quero me encontrar com o Patch! — reclamei batendo o pé, preferindo ficar sozinha em casa do que ter de ir nesse lugar e encontrar com ele só para dormir na casa de Agatha, principalmente comer tacos, isso não me trazia uma boa lembrança.

— E quem disse que vamos encontrar com ele?! — Agatha cruzou os braços arqueando a sobrancelha.

— Eu estou dizendo, porque ele trabalha lá! — confessei sem nenhuma vontade de vê-lo, ainda mais nas circunstâncias atuais.

— Oh, oh. — ela recuou abrindo as mãos. — Eu não sabia disso... Já disse que adoro aquele restaurante? Então, você está pronta? Daqui a pouco nós vamos.

— Não. — disse simplesmente a encarando.

— Sim. — ela insistiu tão determinada quanto eu.

— Vai á merda Agatha, eu não quero! — explodi me recusando a aparecer no restaurante onde ele trabalha como se estivesse o cercando.

— Ashley, pensa, você não quer descobrir coisas sobre ele? Que lugar melhor do mundo seria esse, se não o local de trabalho dele?! É só perguntar para alguém de lá. — Agatha induziu arqueando uma sobrancelha tentando me incentivar.

— Você não vai parar até eu dizer sim, não é? — desisti percebendo que ela me venceu pela insistência, além do mais, tentar descobrir coisas sobre ele me parecia uma ótima ideia com tudo que vem acontecendo ultimamente e seus desaparecimentos suspeitos.

— Não! Agora vamos. — concordou sorrindo vitoriosa, se dirigiu animada ao guarda-roupa antes de parar de repente pensativa admirando o horizonte em silêncio por alguns minutos, antes de virar em minha direção com um expressão analítica e disse: — Espera, vamos ter que te disfarçar, até porque você não quer que comentem para o Patch que uma loira muito gostosa andou perguntando por ele, ou quer?

— Quantas loiras gostosas aparecem perguntando por ele? Várias, então não tem como ele descobrir que sou eu. — observei arqueando uma sobrancelha mau-humorada.

— E todas elas tem mexas pretas nos cabelos, nariz arrebitado e andam desfilando? Acho que não. E outra, a pessoa que contar para ele não vai relatar só que você é loira, vai dar algumas características suas também, e acredite, dá pra saber que é você. — convenceu-me ela enfim, me fazendo tentar raciocinar uma solução, pois se Patch fosse mesmo o cara da máscara de esqui eu estaria ferrada se ele pensasse que sei sobre ele.

— Certo e você vai me disfarçar como? — quis saber cruzando os braços entediada sem curiosidade algum em saber o que ela estava tramando.

— Ué simples, vamos colocar uma peruca. — Agatha abriu a porta do guarda-roupa e retirou dele uma peruca morena na altura dos ombros e com franja, me exibindo um largo sorriso como se estivesse se divertindo muito com a ideia.

— Você só pode estar brincando, Agatha sério? — perguntei de queixo caído incrédula.

— Na verdade não, se você aparecer morena é bem mais fácil. — insistiu mexendo na peruca em suas mãos orgulhosa. Renata caiu na gargalhada.

— É uma pena eu ter sido convidada para sair, se não eu ia ter de ver isso. — ela disse soltando a lixa de lado e se contorcendo sobre a cama de rir.

— Cala a boca Renata, vai lá trair o Jasy, vai. — disparei virando para ela raivosa com a expressão fechada.

— É Renatinha, vai lá. — Agatha concordou gesticulando com a mão em sua direção soltando uma risada.

— Ai vão a merda, eu odeio aquele garoto! Vocês é que se encarnam nele. — de repente ela parou de rir se endireitando sobre a cama com uma expressão irada.

— Ah Ashley diz a mesma coisa, e olha ai. — Agatha insinuou apontando para mim com um sorriso desaforado.

— Ugh, fica quieta e passa essa peruca pra cá. — disparei arrancando a peruca de suas mãos e indo para frente da cômoda prender o cabelo para por aquela droga, e após alguns minutos ajeitando-a perfeitamente terminei me admirando morena em frente ao espelho, percebendo que até não ficava tão mal com esse corte e cor de cabelo, mas eu preferia conservar o original, virei para elas finalmente pronta apoiando as mãos nos quadris fazendo pose e sorrindo. — Como estou?

— Olha só, os motoqueiros vão buzinar muito hoje. — brincou Renata afirmando com a cabeça sorrindo.

— Perfeita, magnífica, uma delicinha cremosa, agora vamos! — elogiou Agatha me apressando para sair.

— FFTL —

Ao chegarmos em frente ao restaurante após Agatha estacionar, vimos as portas do Borderline se abrirem. Uma brisa refrescante e quente, carregando o cheiro de limão, veio até nós, ainda com o som de uma banda mexicana tocando através dos auto-falantes.

— Boa noite, sejam bem-vindas ao Borderline. — uma recepcionista vestindo um uniforme preto, branco e vermelho do restaurante nos recebeu. — São só as duas?

— Boa noite, sim, somos só nós duas. — Agatha anunciou com um sorriso simpático.

— Tudo bem, o garçom irá acompanha-las a uma mesa, espero que tenham uma boa refeição. — ela disse indicando-nos em um sinal para o garçom que nos guiou até uma mesa.

Sentamos próximas a janela e recebemos os cardápios entregues pelo garçom que esperou enquanto não fazíamos o pedido, Agatha sequer se deu ao trabalho de abrir e analisar o cardápio, e nem eu já que ela tomou o que eu tinha em minhas mãos e devolveu ao garçom abrindo um sorriso amarelo e dizendo:

— Vamos querer dois tacos, e para beber duas Diet Cokes, obrigada. — Agatha praticamente o mandou embora de uma maneira educada, mas não tanto.

O garçom anotou o nosso pedido e se retirou levando consigo os cardápios que Agatha entregou. Em seguida que ele se retirou ela voltou a prestar atenção em mim imediatamente exibindo um sorriso largo. — Certo, qual é o plano? Você já viu ele por ai? Eu não.

— Plano? Não faço a menor ideia, e eu também não o vi. — disse confusa e atrapalhada tentando acompanhar a situação. Agatha passou os olhos pelo local a procura de Patch e de repente vi seu olhar estacionar em direção ao bar e um sorriso maligno se formou em seus lábios.

— Barman. Esse é o seu plano. — anunciou ela debruçando-se sobre a mesa me lançando aquele sorriso. — Se há alguém que sabe sobre muita coisa em um restaurante, esse alguém é o barman.

— Que droga, e o que eu vou falar? Não faço a menor ideia. — disse perdida virando o rosto em direção ao bar e fitando o barman intrigada.

— Qualquer coisa que você queira saber oras, mas primeiro o seduza, não chegue logo o enchendo de perguntas, e outra, você é menor, não esquece, então haja como uma mulher adulta. — aconselhou ela, mas pareceu mais uma intimação do que um conselho.

— Ai meu Deus, porque eu fui cair na sua conversa. — apoiei as mãos na cabeça sem conseguir acreditar que eu realmente estava fazendo isso.

— Ashley, não é nada demais, é só tentar, se não der certo, ok, ele não sabe quem você é. — constatou ela me incentivando a não dar meia volta para casa, como estava pensando em fazer.

— Ok, mas se algo der errado, você morre. — ameacei concordando com aquela ideia maluca e me perguntando porque mesmo eu tinha concordado com isso e onde estava com a cabeça.

Apoiei as mãos sobre a mesa tomando fôlego e levantando do banco, encarando o bar incrédula no que estava prestes a fazer, respirei fundo reunindo coragem e inspecionei o lugar me certificando de que Patch não estava por perto, concluindo de que estava segura e então desfilei com a postura firme e auto-confiante, exibindo uma segurança de uma mulher fatal como Agatha aconselhou. Alcançando o balcão, sentei-me ao banco de uma maneira sedutora cruzando as pernas bem lentamente e apoiando o cotovelo sobre o balcão e o queixo na mão. Abri um sorriso atraente com um olhar sugestivo.

— O que vai ser? — o barman perguntou me fazendo enfim prestar atenção nele. Era um cara pouco mais velho que eu, aparentando um daqueles garotos que trabalha para pagar a faculdade. Seus cabelos eram negros e a pele bronzeada, o uniforme era composto por blusa e calças negras junto de um colete da mesma cor, o garoto passava um pano na extremidade do balão enquanto esperava que eu fizesse o meu pedido.

— Um martini, por favor. — pedi sem tirar os olhos dele em um tom de flerte, que me perguntei se estava fazendo certo.

O barman virou-se em direção ao bar atrás de si, preparando agilmente a bebida que pedi parecendo ser experiente no assunto, e bem hábil no que fazia. Ao virar-se em minha direção brevemente, trazendo o meu martini e soltando sobre o balcão próximo a mim eu pude reparar no crachá em seu peito anunciando o nome Brandon, voltei os olhos diretamente aos dele mantendo meu sorriso provocante, alcancei o palito com a azeitona a beira da taça remexi a azeitona ali dentro.

— Então... Brandon, o Borderline é um lugar que costuma empregar estudantes? — perguntei com ar inocente, tentando disfarçar meu nervosismo.

— Sei lá, acho que sim. Na verdade, são a maioria. — ele pareceu parar para pensar por um momento antes de me dirigir sua atenção. — Por que você está precisando de um emprego?

— Realmente? Talvez eu conheça alguém então. Cite alguns. — perguntei fingindo surpresa e tomando um gole de minha bebida, forçando uma naturalidade.

— Am... — ele pareceu reflexivo encarando o nada a sua frente concentrado. — Tem, o Steven, a Ketherine, a Vanessa... ah e o Patch! — ele pareceu lembrar-se de repente.

— O Patch trabalha aqui?! Interessante, ele estava trabalhando final de semana passado? — perguntei fingindo certo desinteresse, constatando se ele poderia estar aqui na noite em que fui atacada eliminando a possibilidade de ser ele, o que eu duvida que acontecesse.

— Deixa eu adivinhar, ele é seu namorado? — ele perguntou exibindo um sorriso condescendente com um expressão desconfiada, então aproximou-se levemente em um tom baixo como que em segredo. — Porque se for, não fui eu quem disse para falar com uma das garotas que trabalham aqui, elas sim devem saber, já que ficam se engraçando para ele.

— Oh, não, por favor, eu não namoro caras como ele. — disse revirando os olhos parecendo abismada e insultada. — Por um acaso ele não é fichado na policia? — perguntei em tom baixo, como se parecesse perplexa e acreditasse realmente no boato.

— Patch? — ele soltou em uma curta risada como se tentasse se conter. — Eu acho que não.

— Bom, nunca se sabe não é mesmo, não me parece muito confiável. Mas enfim, ele namora alguma colega de trabalho? — perguntei mordendo a língua em seguida, eu estava indo muito bem até agora, afinal por que eu perguntei isso? Como se eu me importasse, além do mais, isso não fazia parte da minha investigação.

— Não que eu saiba, pergunte para ele. — ele sorriu secando um copo como se a minha idiotice fosse óbvia.

— Não o vi por aqui para poder perguntar. — desconversei levando a azeitona a boca e comendo-a retirando o palito da boca de maneira sedutora.

— Ele pode estar na cozinha, mas deve voltar logo, tenho a impressão de que o vi agora á pouco. — contou guardando o copo nos armários abaixo de si.

— Ele está trabalhando hoje? — perguntei tentando digerir a informação, como era fim de semana jurava que ele não trabalharia, pensei que estava de folga, e recebi a informação como uma surpresa tentando evitar de mostrar o meu choque.

— Claro que está, ele trabalha alguns finais de semana, você não viu? Ele passou por uma mesa agora á pouco. — continuou ele me observando curioso e desconfiado.

— É mesmo? Como sou desatenta.

Puxei o braço delicadamente para o meu colo, fingindo observar o relógio, que eu não tinha, a hora, então segurei a taça e terminei o martini de uma vez só sentindo o gosto amargo da bebida mas evitando de fazer uma careta. Embora o drink tivesse passado rasgando por minha garganta, mas eu duvidava que o gosto de amargo fosse pelo martini, na verdade sabia que era por causa da informação que recebera sobre Patch, se ele estava aqui eu só tinha uma certeza: pegar Agatha e ir embora logo daqui.

— Está ficando tarde para mim, outro compromisso me espera, obrigada pelo atendimento e desculpe o incomodo. — inventei a desculpa na hora perdendo automaticamente a firmeza e o controle do que estava fazendo, paguei o barman e deixei o banco.

Imediatamente decidi passar ao toalete e tirar logo essa peruca ridícula antes de encontrar com Patch assim, preferia que ele me visse como eu mesma do que tentando me disfarçar para investigar sobre ele, pois além de ser ridículo e patético, seria vitorioso para ele pensar que eu estava interessada nele a esse ponto. Entrei no toalete e fechei a porta depressa me dirigindo ao enorme espelho na parede acima das pias de mármore luxuosas do banheiro. Espalmei as mãos sobre o mármore baixando a cabeça e respirando profundamente me perguntando porque eu havia feito tudo isso, que ótimo, agora Patch estava aí e poderíamos nos encontrar a qualquer momento, e o que eu diria sobre a peruca? Com certeza seria constrangedor e humilhante, e o pior tudo isso para que eu não descobrisse nada sobre ele. Respirei fundo outra vez tentando ignorar todos esses pensamentos sobre a vergonha que passaria ao vê-lo de novo.

Ah por favor eu não namoro caras como o Patch. Ele trabalha aqui? Ele tem uma namorada? — escutei a voz dele vindo de trás de mim, ergui a cabeça depressa em estado de choque com o olhos arregalados, encarei o espelho percebendo seu reflexo atrás de mim de braços cruzados apoiado a parede. — Patch é um criminoso? Ele vai me matar com um sabonete? É melhor eu me afastar da pia.

— Oh... — suspirei paralisada sem saber o que fazer ou dizer, o medo consumiu o meu interior e eu em vi apavorada entrando em estado de pânico, e de repente parecia até ter esquecido como falar.

— Será que ele vai me matar agora? Será que ele cortou a garganta da Agatha com o abridor de latas? — ele continuou zombando como se fosse realmente engraçado, não era.

— V-v-você... — comecei gaguejando sem saber o que falar e como falar. — O que você quer aqui?! — me esforcei a dizer.

— Não se preocupe, não pretendo te afogar na privada. — ele se desencostou da parede mas continuou me analisando em uma postura entre divertido, intrigado e eu tinha a impressão de que ele estava muito desgostoso. — Até porque eu não ia querer estragar a sua peruca.

— Fico aliviada em saber disso. — me atrevi a dizer sentindo uma pontada de ódio, arranquei a peruca com força da cabeça soltando o coque que prendia meus cabelos deixando-os cair como cascatas a minhas costas. — Você pode sair agora? Não sei se reparou, mas é banheiro feminino.

— Bem melhor assim. — ele disse assim que tirei a peruca. — Jura? Pensei que você tinha umas perguntas a fazer. — de repente ele me encarou de uma maneira fria que me deu calafrios e a sensação de medo voltou pela sua maneira firme de falar. — Faça.

— Não, obrigada, eu já perguntei o que eu queria a alguém que pelo menos se deu ao trabalho de me responder. Não preciso perguntar pra você, ou melhor, não quero. — disparei mantendo meu corpo rígido tentando transparecer uma postura também firme como a dele, enquanto tentava esconder o temor.

— É? Então da próxima vez que decidir fazer um questionário sobre mim, pergunte para mim, ao invés de se disfarçar e interrogar o barman. — Patch disse em um tom assustador e sombrio como se de repente a temperatura tivesse caído gradativamente.

— Não vou perder meu tempo perguntando algo a alguém que não me responde, Patch. — falei séria franzindo as sobrancelhas.

— Por que, tem medo de acabar numa vala? — ele perguntou sorrindo como se fosse engraçado o fato de eu achar que ele queria me matar, o que não é nem um pouco engraçado.

— Pra ser sincera, vindo de você sim. — confessei sinceramente virando-me em sua direção e segurando a pia com força apertando o mármore atrás de mim.
Ele abriu um sorriso malicioso e sombrio descruzando os braços se aproximando de mim, apertei o mármore com mais força em minhas mãos observando ligeiramente nervosa ele parar a poucos centímetros de mim, passando os braços ao meu redor e descansando as mãos sobre a bancada da pia a qual eu estava tentando arrancar praticamente.

— Sem ficha criminal, pode investigar na policia se quiser. — ele disse como se finalmente resolvesse responder as minhas perguntas, quer dizer que desde o começo eu precisava ter feito tudo isso, só para receber uma resposta dele? — Na verdade estou começando a achar que você quem é suspeita, de repente você aparece no meu trabalho usando uma peruca horrível. Está me perseguindo, Ashley?

— Primeiro a peruca não era horrível, e segundo quer explicar porque você sumiu todo o resto da semana? Por que você se esconde tanto, Patch? — perguntei desafiadora arqueando uma sobrancelha e o encarando.

— Quer explicar o que você está fazendo aqui com esse disfarce de senhora? — perguntou me analisando com um sorriso zombeteiro e arqueando a sobrancelha em resposta. Ótimo, mais uma pergunta sem resposta!

— Ah sim, como eu já esperava você mudar o rumo da conversa para mim, então, você pode me dar licença? Cansei dessa palhaçada, quero ir embora. — disse soltando a pia e cruzando os braços tentando parecer o mais firme e entediada possível.

— Do que você quer falar?

— Não quero falar de nada, eu quero sair de perto de você, eu quero voltar pra droga da minha casa e não sair nunca mais! Posso? — disse gesticulando em direção a seus braços ao redor de mim.

— Antes de descobrir se eu estou namorando uma recepcionista ou depois? — perguntou sorrindo me relembrando aquele triste desfecho da conversa com o barman em que eu tive a brilhante ideia de fazer essa pergunta.

Surpreendentemente ele não ficou me prendendo até me fazer mudar de ideia desta vez, afastando os braços da pia e dando passos para trás como se me desse passagem.

— Vai se foder, Patch. — disparei segundos depois de ouvir sua pergunta, alcançando a peruca atrás de mim indignada, jogando-a com força na lixeira e virando-me em direção a porta do banheiro, o amaldiçoando para que seja despedido.

Abri a porta para deixar o banheiro e dei de cara com uma mulher que me observou assustada talvez pelo movimento brusco que fiz para abri-la. A mulher arregalou os olhos e de repente lançou-os para dentro do banheiro encarando Patch que ainda estava lá, voltando os olhos para mim.

— Ah desculpe, eu passo outra hora. — ela disse virando-se de costas e eu percebi uma senhora atrás dela, enquanto ela a pegou pelo braço. — Vamos mamãe.

— Podem continuar, eu aconselho trancar a porta. — disse a senhora piscando para mim com um sorriso travesso e fazendo o sinal de positivo com o polegar. Gente, isso foi sério?

A velha senhora segurou a maçaneta puxando a porta a qual soltei surpresa e ainda sem reação continuando pasma. Ela fechou a porta atrás de si se retirando a filha e deixando-nos ainda lá dentro. Me mantive encarando a cena com os olhos arregalados sem saber o que fazer ou o que dizer diante da situação, desatenta só senti de repente a presença de Patch atrás de mim, sussurrando em meu ouvido:

— Acho que eu não vou ganhar uma gorjeta. — ele brincou. — E não se preocupe vou voltar na segunda-feira.

Abri a porta novamente sem dizer nada passando por ela e desfilando pelo corredor pronta para voltar ao salão. E eu realmente teria voltado, teria alcançado Agatha e a puxado pelo braço para irmos embora já que tudo isso foi só para eu ser humilhada e sequer descobrir qualquer coisa sobre Patch que continua um mistério para mim, ou seja, eu perderia essa noite de sábado, a única noite em que posso sair livremente do colégio por nada. Mas eu me recusava, me recusava a perder a viagem, a vestir uma peruca e flertar com um barman para nada e voltar para a casa de Agatha de mãos vazias depois de tudo. Eu não aceitaria ou me conformaria com isso. Não mesmo.

Parei subitamente antes de me afastar demais do banheiro e me virei depressa sentindo o vento bater em meu rosto afastando meu cabelo com o impulso da minha virada depressa. Caminhei com passos ligeiramente rápidos e retumbantes com o salto ecoando sobre o piso, Patch estava abrindo a porta que bati quando sai e deixaria o banheiro, antes disso porém, eu alcancei a entrada do toalete, apoiando as mãos sobre seu peito e empurrando-o para dentro do banheiro outra vez, dobrando o joelho e jogando a porta para trás com o pé fazendo-a fechar-se novamente. Virando-me depressa a tranquei com rapidez voltando a atenção a ele mais uma vez ficando a poucos centímetros de distância a sua frente.

— Eu odeio esse controle que você tem sobre mim, eu odeio o que vou fazer agora, eu odeio você! Mas principalmente, eu odeio o fato de você ser fodidamente sexy.

O empurrei com mais força enquanto terminava de falar para que ele se prensasse contra a parede, com uma mão puxei sua blusa e com a outra envolvi seu pescoço segurando sua nuca o puxando em minha direção e avançando os meus lábios aos seus. Senti a pressão de nossas bocas se chocando uma na outra. De repente senti sua surpresa ao impacto e a rapidez de meus movimentos, ele recuou levemente por um segundo em seguida senti a pressão de seus lábios esmagando os meus com um beijo voraz e devorador, sua língua invadiu minha boca e chocou-se contra a minha travando aquela tão conhecida batalha deliciosa. Ele segurou minha cintura com força erguendo-me do chão e deslizando as mãos para minha bunda segurando-me em seu colo, e percebi que nos mexíamos, em seguida senti o mármore gelado contra minha bunda, ele segurou minhas pernas puxando-me mais em sua direção e se inclinando sobre mim unindo nossos quadris enquanto nos perdíamos naquele beijo enlouquecido, contornei seu quadril com minhas pernas esmagando-o mais contra mim.

Perdi minhas mãos em seus cabelos remexendo naqueles macios fios loiros e puxando-os algumas vezes com força. Deslizei as mãos pelo seu pescoço alcançando sua clavícula e procurando os botões de sua camisa encontrando e começando a abri-los um por um depressa, senti ele passar a língua em meus lábios afastando-se levemente e me encarando, me fazendo abrir meus olhos contra a minha vontade.

— Ashley, eu tenho que voltar ao serviço. — ele disse ainda parecendo surpreso, desviando os olhos para a porta como se tentasse imaginar a quanto tempo ele já estava aqui. Eu sabia essa resposta, não o suficiente.

— Olha pra mim. — segurei seu rosto e o virei de volta para mim outra vez fazendo-o me olhar mais uma vez, imediatamente relembrando o quanto ele é irritantemente lindo. — Tem certeza? Não, não tem.

— Não, mas eu tenho que ir. — ele disse sorrindo, ficando ainda mais lindo e me fazendo ainda mais querer beija-lo e faze-lo calar a boca.

— Ah cala a boca! — suspirei o puxando de volta em minha direção para beija-lo outra vez.

Nossas bocas se encontraram mais uma vez e eu me inclinei mais em sua direção, dominando seus lábios com os meus sentindo pela primeira vez a sensação do controle, mordi seu lábio inferior puxando-o para mim.

— Aquela peruca mexeu com a sua cabeça. — ele perguntou sorrindo parecendo desconfiado. — Por que você só decide inverter os papeis agora?!

— Eu já disse que adorei você nesse uniforme? Você conseguiu ficar ainda mais sexy com ele. — disse admirando o uniforme em seu corpo e mordendo o canto do lábio com um sorriso safado.

— Isso é uma tática para conseguir respostas?! Por que se for está funcionando, mas não dava pra ser em outra hora, de preferência não no meu trabalho. — ele disse com uma expressão de sofrimento como se estivesse as vésperas de um arrependimento ou talvez só estivesse indignado por eu finalmente tomar a iniciativa em uma hora tão imprópria. Mas se quer saber, eu não estou nem aí.

Patch, por favor. — gemi implorando, inclinando mais o rosto em sua direção lhe dando selinhos repetidamente.

— Não faz isso. — ele suspirou melancólico, afastando-se relutantemente. — É sério, eu tenho que trabalhar. Que tal mais tarde? Em outro lugar? — e por algum motivo eu achei ainda mais sexy quando era ele quem estava hesitando e eu quem estava no controle.

— Não, agora, agora. — deslizei a boca para o seu pescoço, beijando sem parar de maneira excitante e envolvente, espremi mais nossos quadris e rocei o meu contra o dele. Roubando suspiros de ambos os lados.

— Anjo... — suspirou tentando usar meu apelido como uma súplica, mas é claro que não funcionaria, pelo menos não agora. — Que droga!

E finalmente ele pareceu desistir, erguendo uma das mãos a altura de meus cabelos, segurando-os com firmeza e inclinando minha cabeça para trás beijando meu pescoço e sugando minha pele me fazendo suspirar, ignorando completamente o fato de se ficaria marcado ou não, eu não estava nem aí. Patch inclinou-se mais sobre mim me puxando para trás me fazendo chocar-me contra o espelho atrás de mim, deslizou a mão por minha coxa enrugando o vestido e puxando mais minha perna contra si, unindo nossos quadris nos fazendo gemer. Voltei as mãos ao seu peito, retornando a abrir os botões restantes, afastando-a de seu peito e arranhando sua pele sentindo seus músculos fortes em minhas mãos me deixando ainda mais louca por ele. Segurei sua camisa puxando-a pelos seus braços, ele os inclinou para trás e me ajudou a terminar de tira-la jogando-a para trás ao chão do banheiro.

Passeei com minhas mãos pelos seus braços apertando seus músculos e arranhando-o mordendo meu lábio de desejo. Patch segurou minhas pernas com uma força deliciosa erguendo-me em seu colo mais uma vez nos movimentamos e eu percebi ele recostar-se a parede, em seguida, escorregamos por ela e fui parar em seu colo enquanto ele sentava no chão massageando minhas pernas do seu jeito forte e envolvente. Segurei as bordas de minha jaqueta de couro retirando-a e jogando-a para trás, segurei seu rosto passando os lábios aos seus algumas vezes antes de beija-lo mais uma vez sentindo sua língua invadir minha boca e partindo com a minha para cima da sua fazendo com que elas voltassem a duelar daquele jeito excitante e envolvente.

Patch segurou minha cintura puxando-me sobre seu quadril e empurrando-me mais para baixo em direção ao seu membro ereto me fazendo perceber o quanto ele já estava excitado, sentei com vontade, rebolando sobre seu quadril arrancando-nos gemidos, me senti molhada. Ele direcionou uma mão para dentro de meu vestido lentamente, subindo em direção ao meio de minhas pernas, e então começou a deslizar aqueles dedos grandes e ágeis contra minha vagina, ás vezes esmagando, outras apertando.

— Tão molhada... — ouvi seu sussurro de excitação quando separei nossas bocas para poder gemer, o senti pressionar meu clitóris com maestria e aquilo foi demais para mim, tombei a cabeça no seu ombro enquanto gemia descontroladamente ao ritmo de seus dedos em minha vagina me sentindo cada vez mais molhada, inclinando o quadril contra sua mão em busca de mais toques.

Então eu percebi que essa seria mais uma daquelas noites em que eu nunca esqueceria, que eu sonharia, relembraria e desejaria cada vez que olhasse para ele e ao contrário de tudo o que pensava, eu sonharia e dormiria em êxtase essa noite, embora desejasse prolonga-la o quanto pudesse, principalmente este exato momento. Patch era irresistível e eu sucumbia cada vez mais ao meu desejo por ele embora soubesse o perigo que estava correndo quando não tinha certeza sobre sua inocência e embora quisesse acreditar, meus instintos diziam completamente o contrário e meu emocional, só conseguia pensar nele e nesses nossos momentos. O que eu deveria seguir agora, minha cabeça ou o coração?

Notas finais
Gostaram?! Digam que simmm! Okay, vamos esperar os 10 comentários para o 20 sair, até logo! ♥ Succubus