Notas iniciais
Oi Oi Gente :) Como prometido, olha eu aqui outra vez o/ Espero eu gostem desse capítulo ... Boa Leitura *--*

Por Christian Grey:

– O que você quer? — ela se sentou na cama e perguntou de forma direta.

– Uma chance — me sentei na poltrona à sua frente.

– Se é para tentar me arrastar para sua cama, está perdendo seu tempo — apontou para porta — Eu não vou me envolver com um homem que tem outra esperando em casa.

– E se eu não tivesse “uma namorada”, você me aceitaria? — perguntei e pude sentir sua surpresa.

– Não — ela disse.

– Por que não? — perguntei, e a vi revirar os olhos.

– Você não faz meu tipo, Christian — ela riu irônica.

– Ah é?! Então quem faz seu tipo? — esforcei-me para lançar meu melhor sorriso cínico. Me ajoelhei entre as pernas dela, que estava sentada na cama — quem faz seu tipo, Anastácia? — segurei em uma de suas pernas que estavam descobertas pela saia.

Ela suspirou alto e eu a encarei. Ela ficou, por um tempo, sem dizer nada. Então, eu sorri novamente e dei um leve aperto em sua coxa. Ela tocou minha mão pedindo para que eu a retirasse dali. Segurei firme na cintura dela fazendo-a suspirar novamente.

– Não me aperta desse jeito, Christian — ela se esfoçou para dizer.

– Você não me respondeu — coloquei as mãos por baixo da blusa dela, sentindo-a arrepiar-se com o toque da minha mão gelada. — Quem faz o seu tipo, Anastácia?

– O Ethan — ela disse, em meio à um suspiro.

– Ah — me levantei — Não me provoque, Srta. Steele.

Por Anastácia Rose Steele:

Abri minha boca por diversas vezes tentando dizer alguma coisa, mas não conseguia emitir sequer um som. Senti a mão de Christian pousar sob minha nuca e me puxar para um beijo. Caralho, eu estava fora de mim, só pode ser. Fechei os olhos e o correspondi, puxando-o mais para perto. Me joguei para trás, fazendo-o cair na cama por cima de mim. As mãos dele deslizavam pela lateral de meu corpo, fazendo-me arrepiar. Arranhei seus braços quando o senti morder meu lábio inferior. Vai se foder, Grey, por que você é tão gostoso?

– Não faço seu tipo? — ele perguntou baixo, arrastando sua barba no meu pescoço.

– Eu te odeio — foi a única coisa que consegui responder.

Ouvi a maçaneta da porta girar. Era Kate tentando entrar no quarto, sendo impedida pela tranca. Sim, eu a odiava por isso. E sim, eu a amava por isso. Desvencilhei-me de Christian rapidamente, antes que eu perdesse completamente o controle. Arrumei minha blusa e meu cabelo, a fim de evitar especulações por parte da Kate. Antes de me direcionar até a porta, Christian me puxou pela cintura e me deu outro beijo. Ele é um total filho da puta.

– Eu quero você — ele sussurrou em meu ouvido.

– Vai se foder, Grey — revirei os olhos e abri a porta.

Kate entrou no quarto, e viu o estado deplorável em que a cama se encontrava. Ela me encarou, e lançou seu melhor olhar de reprovação. Eu digo para ela que achava o cara um babaca, e no outro dia estou trancada com ele no meu quarto. Sim, ela deve estar puta comigo.

– Não quero atrapalhar — ela disse, o que era mentira, claro — Ana, onde tem uma toalha?

– No armário do banheiro — disse e encarei Christian.

– Bom, eu já vou — Christian disse, e foi caminhando em direção à porta — até amanhã, Ana. Prazer em conhecê-la, Kate.

Christian saiu do apartamento e eu me sentei no sofá da sala, ainda atordoada com o que havia acabado de acontecer. Esse filho da puta mexe demais com meus hormônios. Agora eu sei o que é o “tesão”, ao qual a Kate sempre se refere. E, nossa, é uma loucura.

Kate sentou-se ao meu lado. Parecia minha mãe quando ia me dar bronca, porém mais persuasível.

– Que porra foi essa? — ela disse e me deu um tapa no braço.

– Ah! Me deixa, vai — me levantei e fui até a cozinha — Não foi nada.

Peguei um copo d'água e o bebi de uma vez só, tentando me acalmar um pouco. Eu estava com a cabeça fervendo. Não sabia o que pensar. Muito menos sabia como agir no dia seguinte, quando visse meu chefe no trabalho.

– Vocês iam transar, e você fala que não é nada? — Kate encostou-se na pia — O que aconteceu com o “eu não vou ser a vítima dele?”

– Foi deslize, Kate — disse — Não vai acontecer novamente.

– Claro, foi 100% involuntário ele ter te levado para sua cama — Kate disse com ironia.

– Não vai acontecer novamente — repeti.

– Será? — dessa vez ela mudou seu semblante — Olha, Ana, eu nunca falo para você não transar. Aliás, eu sempre tento te arranjar, nem que seja um sexo casual — não aguentei e ri — Mas esse homem, eu não sei.

– Eu sei que o Christian não é o homem certo para mim — revirei os olhos — Na verdade, ele não é o homem certo para ninguém.

– Mas ai você se pega com ele — Kate revirou os olhos — Ana, não vou repetir mil vezes a mesma coisa. Eu só vou te dizer uma coisa — revirei os olhos — Não se envolva. Não se apaixone por um homem que tem outra esperando em casa.

– Eu sei me cuidar — dei-lhe um beijo na bochecha — Vai dormir, Kate. São quase 4:00 da manhã.

– Vai também, você trabalha às sete… — ela disse.

(…)

Por que estou usando uma saia tão colada ao meu corpo? Não me lembro de ter chegado ao trabalho hoje. Como vim parar aqui? Cruzei a secretaria e lá estava Suzanna, sentada à minha mesa. O que? O que ela está fazendo na minha mesa?

– Sim, Sr. Grey, pedirei para que ela se direcione até sua sala — disse Suzanna.

Sr. Grey? Suzanna na minha mesa? O que está acontecendo aqui?

– Srta. Steele, o Sr. Grey a aguarda em sua sala — murmurou a morena.

SRTA. STEELE? OK, QUE PORRA TÁ ACONTECENDO AQUI?

Sai andando rápido até a sala do Christian. Passei por um corredor que possuia um grande espelho. Percebi, então, que estava vestindo uma saia justíssima. Meu cabelo estava preso em coque. E eu estava de óculos de leitura. O que? Eu não uso óculos. Atrás de mim, José passou atrás de mim. Ele estava diferente. Estava trajado tão formal quanto Ethan. O que é estranho, visto que o José faz o tipo “despojado”.

– José — o toquei, chamando sua atenção — José, o que está acontecendo?

– Ana, meu amor — ele disse, com pressa — Reunião em dois minutos, estou atrasado. Depois a gente se fala.

Okay. Isso não é real, é um sonho, claro. Acho que estou em um mundo paralelo, onde os funcionários e estagiários tem um cargo de importância, e a namorada nojenta do chefe virou minha secretária. Minha deusa interior está soltando fogos de artifício. Aliás, o Christian está me chamando em sua sala. Acho minha melhor postura e vou até a sala dele, afinal, isso é um sonho, e quem controla essa porra sou eu, certo?

Entrei em sua sala. E sua cadeira enorme de couro branca estava de costas para a porta. Ao ouvir o som da porta sendo trancada, ele se virou, dando aquele típico sorriso cafageste. Acho que eu não tenho tanto controle sobre o meu sonho, como eu esperava, pois senti o arrepio correr por todo meu corpo, fazendo-me contrair alguns músculos desconhecidos.

– Trouxe? — ele disse, e eu o encarei em dúvida.

– Poderia ser mais específico? — disse.

Christian se aproximou aos poucos, até que estava próximo o suficiente para segurar meu queixo, fazendo-me encará-lo.

– As planilhas de gastos dos últimos 5 anos da — ele sorriu e, involuntariamente, eu mordi o lábio inferior — Ontem eu pedi para que você montasse a planilha econômica dos últimos 5 anos, Anastácia. Você fez isso?

– Você me pediu ontem? Nunca daria tempo — disse com o pouco de ar que me restava.

Christian me rodeou e parou atrás de mim. Puxou, então, a caneta que eu havia colocado para prender o cabelo. Meu cabelo escorreu em cascata pelos meus ombros.

– Eu disse que se você não trouxesse, eu iria te castigar, não disse? — virei-me para ele. Seu olhar era severo — Anastácia, quando eu te promovi, segui meu instinto de achar que você seria uma profissional competente à altura do cargo de minha assistente pessoal.

– Sr. Grey, eu… — Christian pediu para que eu me calasse.

– Eu disse que teria punição, Sra. Grey.

Sra. Grey? Oi? Okay. Eu me arrepiei inteira.

Ele se virou de costas para mim e desfez o nó de sua gravata, deixando-a pendurada em seu pescoço. Seu cabelo estava desalinhado, e os primeiros botões de sua camisa estavam desabotoados. Puta que pariu.

– Venha cá — ele pediu para que eu me aproxima-se, quando ele se escorou em sua mesa.

Aproximei-me dele e mordi o lábio, involuntariamente. Ele me encarou e senti meu rosto queimar, até atingir a cor de um pimentão.

– O que eu faço com você, dona Anastácia? — ele deu um sorriso malicioso, e sem escrúpulo algum, segurou minha mão e a levou até seu membro enrijecido, e eu o senti pulsar em minha mão — Está vendo o que você causa em mim, Steele? Acha que aguenta seu castigo?

A essa altura eu não sabia mais nem como se respira. Abri a boca diversas vezes, mas em nenhuma delas consegui dizer nada. Christian se levantou e me rodeou novamente, praticamente, me despindo com o olhar. Meu sangue estava fervendo, e eu não sabia nem qual era meu nome. Eu só sabia o dele, eu só conseguia pensar nele. E num gesto rápido, ele empurrou minhas costas e eu cai apoiada em sua mesa. Ele não iria fazer o que eu imaginava, ou iria? A resposta veio em questão de segundos, quando o senti erguer minha saia, e suspirar em tom de total aprovação. Lembrei-me, então, que estava vestida com meu melhor conjunto de lingerie, e a calcinha era excepcional. Fechei os olhos fantasiando cada toque, até que senti minha pele arder ao receber um tapa forte. Eu nunca tinha apanhado em um ato sexual antes, aliás, eu nunca fiz sexo antes. E puta que pariu, isso era excitante. Achei que ficaria mais tempo sentindo o ardor do tapa, mas senti meu corpo aquecer ainda mais, quando ele delizou sua mão para minha calcinha ridiculamente pequena. Eu estava encharcada. Ele me virou e sorriu de forma maliciosa. Direcionei minha mão para os botões da blusa dele, e recebi em troca um olhar de repreensão. Ele as jogou para baixo. Okay, não irei fazer nada. Apenas o olhei retirar sua calça, ficando apenas com uma boxer preta. Senti minha boca salivar ao olhar seu membro.

Ele me puxou novamente para si e ficamos tão colados, ao ponto de sentirmos a respiração um do outro. “Me chupa” ele disse com a boca encostada na minha. Eu não poderia estar mais excitada. Ele, então, mordeu meu lábio inferior e o prendeu entre os dentes enquanto eu me abaixava lentamente. Arrastei as unhas desde a trilha de pelos da barriga, até o cós de sua boxer preta. E a abaixei, sentindo seu pênis pular da cueca e bater na minha bochecha.

(…)

– Anastácia …. Anastácia — despertei do sonho ao sentir Kate dar leves tapas em meu rosto para me acordar — Você perdeu a hora, amiga. Você precisa ir trabalhar.

Puta que pariu! Como vou encarar o Grey depois da noite de ontem? Como vou encará-lo depois deste sonho erótico? Puta que pariu.

Notas finais
Desculpem pela hora viu pessoal. Espero que tenham gostado do capítulo. Kisses e até amanhã *--*