Notas iniciais
Oi Oi Gente :) Bom lembram que eu falei que logo mais teria que ajudar em ouro casamento ?' Pois bem estou ajudando haha' só que dessa vez é o da minha irmã. Então fui ajudar a escolher o vestido de noiva ( e chorei horrores em ver ela com o vestido ) Fechar buffet, fotógrafo e tudo mais. Por isso estava sumida, ela é minha única irmã e eu quis dar a atenção que ela merece. Então como logo vamos começar a ensaiar a valsa, que não vai ser a tradicional, vai ser aquelas com várias músicas e coreografias eu como madrinha vou dançar também então irei ficar sem tempo de entrar aqui, então vou tentar soltar o máximo da capítulos possíveis para vocês. Boa Leitura *--*

Ele me levou para seu carro. Kate havia ido embora de táxi para nos deixar a sós. Estava me sentindo terrivelmente abalada. Dividida entre o amor e a razão, sendo que eu sequer havia amado alguém antes. É impressionante pensar como eu tenho um dedo podre para homens. Primeiro aquele homem repugnante que eu tento me esquecer toda vez que me deito na cama. Aquele que fez da minha vida um inferno. Aquele que me fodeu de várias formas diferentes, e fez minha vida sair do caminho que eu tracei. Aquele ser desprezível que eu peço para nunca reencontrar.

Agora tenho Christian. Um homem lindo, sorridente (às vezes) e simpático (com poucos). Às vezes eu acho que ele é meio solitário. Claro, ele tem a namorada — reviro os olhos para meus pensamentos — mas, mesmo assim, ele é sozinho. Acho que ele nunca amou uma mulher de verdade, e por isso nós estamos neste impasse.

Ele contorna meus lábios com os dedos e me olha nos olhos. Dou a ele um sorriso meio torto porque começo a lembrar da história da separação dos pais dele. Acho que ele não teve uma referência clara da relação de amor entre um homem e uma mulher. Pelo menos não da mesma forma que eu tive com meus pais.

Embora eu tenha feito muita burrada na vida, eu achava que um dia eu iria encontrar meu amor. E sempre acreditei nisso. Até naquele tempo em que eu era apenas a casca vazia de uma adolescente entorpecida.

– Está pensativa… — ele avaliou com seus olhos castanhos refletindo a luz dos postes da rodovia.

– Sim, estou — disse.

– Pouco comunicativa também — ele revira os olhos — Não quer conversar?

– Não — respondi.

Seguimos por alguns minutos na marginal até que chegamos ao prédio dele. O olhei em dúvida, imaginando por que diabos ele não me levou para minha casa. Descemos na garagem do prédio e ele me cobriu com seu casaco. Fomos até o elevador. Ao entrarmos, ele apertou o décimo andar e o elevador subiu lentamente. A situação estava meio cansativa, visto que nos encaravamos ao som de uma musiquinha de elevador irritante. Chegamos. Entrei em seu apartamento impressionada com a magnitude da decoração. A sala revestida de uma parede branca com grandes janelas de vidro que tornavam o ambiente agradável e claro durante o dia. Durante a noite, a vista para a iluminada São Paulo era indescritível. Os móveis todos alinhados em uma perfeita sintonia, tornando o ambiente harmônico. Nas paredes brancas haviam pinturas que, provavelmente, eram quadros de Van Gogh e Caravaggio. Bom gosto para arte ele já havia me provado que tinha. No canto da sala uma espécie de “cantinho da música”, onde haviam um piano. Estava encantada com o apartamento, que era bem maior do que eu podia imaginar. Tão grande quanto o apartamento de meus pais no Leblon. Ele pegou minha mão e me levou até a cozinha. Esta é bem grande e bonita. Uma ilha de mármore no centro serve de bancada, e divide o lugar entre os armários e o fogão de vidro, da pequena sala de jantar onde encontra-se uma mesa de vidro redonda. Não havíamos dito nada desde que saímos do carro. Ele abriu a geladeira e retirou de lá presunto, queijo, salada e patê de atum.

– Espero que você goste de sanduíche de atum — ele disse sorrindo — Deve estar com fome.

– Não muita — disse, o que era verdade — Essa noite me deixou sem fome nenhuma.

Ele me olhou impassível. Continuou aprontando os sanduíches e me ofereceu, pedindo para que eu me sentasse. Puxei um banco que estava perto da bancada e me sentei, observando-o devorar um sanduiche de atum. Dei uma mordida de leve, mas meu estômago pareceu embrulhar ao sentir o gosto do peixe. E eu sabia que era o efeito da aspirina.

– Por que me trouxe para cá? — perguntei.

– Porque eu estava com preguiça de dirigir até sua casa — ele deu um sorriso brincalhão e eu me desarmei, deixando escapar um sorriso espontâneo.

– Eu achei que você me daria uma resposta mais…

– Mais? — ele perguntou.

– Ah! Foda-se — disse e me levantei — Então… Espera que eu durma na sua casa?

Ele assentiu com a cabeça, fazendo-me revirar os olhos.

– Eu nem trouxe pijama — disse— Nem escova de dentes.

– Acho que podemos dar um jeito nisso — ele sorri — vou ter que incomodar Gail as onze horas da noite.

– Gail? — pergunto.

– Minha governanta — ele respondeu — Preciso que ela me diga onde guardou os pijamas novos que comprei para minha irmã, Mia. Acho que servirão em você — ele disse, por fim.

– Você não havia me dito que tinha uma irmã — disse — Ela mora aqui?

– Não, ela mora em Ilhéus, na Bahia — respondeu — Só vem para o Rio às vezes, e dorme aqui em casa.

Christian caminha até uma porta nos fundos da cozinha, batendo educadamente.

– Dona Gail, pode me fazer um favor? — ele pergunta gentil.

– Um minuto, Sr. Grey.

Em menos de um minuto ela saiu de seu quarto com seu uniforme de empregada. Algo que eu sempre achei abusivo, mas preferi não comentar sobre isso. Era, aparentemente, bem mais velha do que eu imaginei que seria. Deve ter uns cinquenta e tantos, ou sessenta e poucos anos. Ela sorriu ao encontrar Christian e eu.

– Em que posso ser útil? — ela perguntou formalmente.

– Preciso que pegue os pijamas novos que comprei para Mia — ele disse — Anastácia dormirá aqui esta noite.

– Prazer, Srta. Anastácia — ela estendeu a mão.

– Me chame só de Ana, por favor — sorrio para ela — O prazer é meu, Dona Gail.

– Se possível — Christian continuou — Traga da dispensa uma escova de dentes para Anastácia.

– Sim, senhor — ela sai.

Olho para Christian em desaprovação. Custava ele ser mais simpático com ela? Ele, entretanto, me puxa pelas mãos e me leva a um quarto ao final do grande corredor com mil portas diferentes. O quarto era bem grande. Tinha um enorme espelho revestindo a parede frente a uma enorme cama super king. Uma porta de vidro ao lado do espelho dava passagem a um closet muito grande. Era assustador de tão grande.

– Acho que ficará confortável aqui — ele disse — Sra. Gail trará um pijama e uma escova de dentes para você. Descanse bem, baby — ele sorriu — Amanhã teremos que conversar.

Então a porta do quarto se fechou, deixando-me a sós com meu eu interior.

(…)

Acordei meio sonolenta, tentando localizar onde estava. O lugar estava escuro, mas ao olhar o relógio do celular, percebi que a falta de luz provinha do blackout. Eram 10:00. Levantei-me e fui até o banheiro. Em cima da pia havia um bilhete de Christian.

“Prezada Anastácia…” — antes de prosseguir com a leitura, revirei os olhos para o excesso de formalidade — “achei que gostaria de tomar banho, então deixei uma toalha no armário abaixo da pia. Tomei a liberdade de pedir que Dona Gail comprasse uma lingerie para você. Você não deve ter nenhuma limpa para vestir — corei com o pensamento dele me comprando uma porra de uma calcinha e um sutiã. Continuei lendo o bilhete — fui fazer minha corrida matinal, às 10:30 estarei de volta”.

Suspirei incrédula com essa organização, largando o bilhete de volta onde estava. Tirei o pijama que estava vestindo, encarando-me no espelho. Meu rosto estava inchado por ter chorado ontem, e por ter acabado de acordar, também.

Passei a mão por meu corpo nu, fazendo-o acostumar-se com o frio matinal de São Paulo.

Entrei com frio por debaixo da água quente que emanava do chuveiro, sentido meu corpo inteiro relaxar em questão de segundos. Fechei os olhos sentindo o toque leve das gotas massageando meu rosto, e naquele momento, senti-me completamente relaxada. Deixei cair em minhas mãos um pouco do sabonete liquido que estava ali. Esfreguei-o lentamente por toda superfície de meu corpo, aproveitando cada toque. Massageei meus próprios seios, deixando a cabeça pender para trás. Levei as mão mara o rosto, lavando-o delicadamente.

Coloquei shampoo nas minhas mãos e massageei meus cabelos aproveitando os últimos minutos desse banho delicioso. Terminei de lavá-los, então desliguei o chuveiro e enrolei meu cabelo em uma toalha, ao estilo Carmem Miranda, e vesti um roupão de banho que estava pendurado.

Peguei uma sacola escrito “Fruit de La Passion”, desacreditando que ele havia comprado uma lingerie de marca, e porra, que marca. Levei-a até o quarto e deixei-a em cima da cama, enquanto terminava de me secar. Vesti a lingerie e coloquei a roupa que eu havia vestido ontem. Penteei meu cabelo e o sequei com um secador que estava no armário da banheiro.

– Posso entrar? — ouvi a voz de Christian do outro lado da porta.

– A casa é sua — respondi.

Ele entrou, meio suado porque havia acabado de correr. Sua regata branca colada ao abdômen semi-definido, fez meus olhos se fixarem nele — porra — ele sorriu meio de lado, e eu corei imaginando que ele sabia até qual lingerie eu estava vestindo.

– Dormiu bem? — ele perguntou.

– Sim, a cama é bem confortável — respondi — Obrigada.

– Então… — ele riu — A Gail acertou o número do seu manequim?

Meu rosto enrubesceu com a pergunta, mas me mantive firme para assentir.

Droga, Christian… Isso é intimo, vai se foder.

– Ótimo — ele riu — Está com fome?

– Sim, estou — revirei os olhos — Acho que o efeito da droga da aspirina já passou.

– Foi ideia da Kate — ele riu — Não fique brava.

– Vai parar de rir? — bufei — Eu ainda estou com raiva.

– Não — ele pegou minha mão — Eu sei que não está, mas agora vamos comer.

Ele me puxou pela mão e foi me arrastando até a cozinha. Dona Gail estava de costas para nós enquanto lavava louça. A mesa estava posta, completamente recheada de comida. Sentei-me a frente dele esperando-o se servir.

– Fique à vontade — ele disse — Tem bolo de chocolate, pão, ovos, peito de peru, queijo, suco, leite, café… Sirva-se do que quiser.

Peguei uma fatia de bolo e coloquei no meu prato, e me servi com suco.

– Bom dia, Christian — Dona Gail sorriu — Bom dia, Ana — sorri para ela — Posso servir mais alguma coisa?

– Para mim está ótimo, obrigada — respondi.

– Christian? — ela questionou.

– Não, pode ir Gail — ele sorriu e ela saiu.

Dei um longo gole no suco, porque sabia que agora ele iniciaria nossa conversa, e eu não sabia o que dizer. Droga.

– Não tenha medo de mim — ele sorriu — Não precisa disfarçar o desconforto bebendo suco. Você fica parecendo uma criança fazendo isso — ele riu — Uma criança linda.

– Christian — eu disse tentando buscar as palavras — Eu… Eu não sei o que me deu quando a gente… Se beijou…

– Eu sei — ele riu — Mas prossiga.

– Bom, é que eu acho que não estou disposta a me colocar em uma situação complicada com meu chefe, que tem uma namorada — engulo em seco.

– Você disse que gostava de mim… — ele disse.

– Eu disse que amava — suspirei — Mas foi tudo muito rápido. Eu nem sei se é isso mesmo.

– Não entendi — ele disse.

– Eu nunca gostei de verdade de nenhum homem, e isso para mim é tudo muito novo.

– Você já tinha me dito que era virgem…

Enrubesço. Lembro-me bem daquele dia em que eu falei mais do que devia. E é exatamente por isso que eu acho perigoso ficar com ele. Porque ele desperta em mim coisas que eu não controlo. Graças a Deus eu disse apenas que era virgem, não contei a história toda. É muito complicado viver escondendo isso de todo mundo.

– É… Sou — bebo outro gole do meu suco.

– Ana, se seu medo for esse — ele disse — Não se preocupe. Eu não vou desrespeitar seus limites. Só que eu gosto quando você está comigo. E eu gostei do seu beijo — ele riu.

– Os meus limites são muito mais rígidos do que você imagina — dou outro gole no suco — Acho melhor você não querer ir a fundo nessa história. Eu não estou pronta para me relacionar com nenhum homem.

– Para o Marco você deu uma chance — ele abaixou a cabeça.

– Ele é só um amigo — disse — Seria ótimo que você fosse isso também. Só um amigo.

– Um amigo que faz sexo casualmente? — ele riu — Não dá, Anastácia. Eu fico louco com você. Fico louco com seu beijo…

– Mas não me ama — eu disse, vendo-o desarmar-se. Então ele fechou a cara.

Ele estava bravo, triste. Talvez eu o tivesse ferido, mas como? Acho que a ferida da situação sou eu. Eu é quem estou cansada de um amor não recíproco. Eu que não consigo encarar a possibilidade de ter outro homem em minha vida que queira apenas explorar meu corpo. Estou triste também. Seria muito mais fácil se ele me amasse, e se não tivesse uma namorada.

– Eu não posso amar você — ele disse quase em um sussurro, e senti meu coração desmoronar em mil pedaços — Eu não consigo amar nenhuma mulher.

Sua expressão era de dor, e eu não o estava compreendendo. E lá estava ele, o Christian sombrio e solitário que vive escondido atrás do homem de negócios perfeito. Resolvi, então não interferir.

– Você pode me levar para casa? — pergunto.

– Não vai terminar de comer? — ele questiona, dessa vez me encarando impassível.

– Não estou mais com fome — digo — Me leva para casa, por favor.

Senti minha voz ficar embargada, e minhas pernas começaram a ficar bambas. Estava prestes a desmoronar com a afirmação de que ele não me amava.

– Anastácia ... — ele tentou ponderar.

– Agora, Christian — deixei uma lágrima escapar — Por favor. Vou buscar minha bolsa.

Notas finais
Talvez de noite eu poste outro capítulo, como eu disse, quero postar os que eu tenho escrito o mais rápido, pois quero me dedicar ao casamento. Quanto aos comentários do capítulo anterior, estarei respondendo todos viu. Espero que tenham gostado dessa capítulo. Kisses *--*