Notas iniciais
Oi Oi Gente :) Bom eu sei que eu estava postando os capítulos todos os dias mais estou pensando em reduzir a dias alternados. O motivo é simples: Eu tenho escrito até o capítulo 21, só que para adiantar essa história eu acabei abandonando as minhas outras histórias que eu tenho na categoria de Onde Upon A Time. Então por um tempo eu vou parar de escrever essa história e voltar a escrever as minhas de OUAT, então para os capítulos não acabarem logo pois já estamos no 12 e eu só tenho até o 21, estou pensando em postar nos dias alternados, afinal eu preciso desse tempo para me dedicar as outras histórias também. Mas estou só pensando sobre o assunto. Bom sem mais delongas, aqui segue o capítulo. Boa Leitura *--*

Por Christian Grey:

– Ei, Ana — cochichei ao seu ouvido.

Ela se revirou na cama, exibindo parte de sua bunda exposta pelo shortinho do pijama que ela usava. Deu um suspiro longo, fazendo insinuação de que não queria acordar. Afaguei seu cabelo, e a vi sorrir levemente. Abaixei-me para depositar um beijo em sua boca.

– Você tem um sono muito pesado — sussurrei.

Ela comprimiu um pouco os olhos, e então os abriu, ainda sonolenta. Franziu a testa, provavelmente tentando entender o que eu estava fazendo ali.

– Precisava ver você — me precipitei em responder a pergunta não feita.

– Não podia ser outra hora? — ela revirou os olhos — Me deixa dormir.

Ela se virou e puxou o travesseiro ao lado, tapando o rosto, aparentemente irritada.

– Por que você está brava comigo? — perguntei-lhe — Eu fiz algo que te desagradou?

– Nasceu — ela respondeu com a voz abafada pelo travesseiro.

Eu sorri percebendo que ela parecia uma criança birrenta. Puxei o travesseiro de seu rosto e a encarei nos olhos. O olhar dela era indecifrável. Era quente, sedutor, mas escondia um enigma. Algo que eu, com certeza, farei questão de decifrar.

– Você não tem uma namorada esperando em casa? — ela disse com as bochechas coradas, provavelmente de raiva.

– Ela não mora comigo, e eu não faço questão de vê-la — eu ri, mas ela pareceu não achar graça — E como vai seu amigo Ethan? — ela revirou os olhos.

– Não sei, provavelmente está em casa, aproveitando sua vida de solteiro — ela ironizou — Mas quem sabe amanhã essa perspectiva de solteiro dele se altere…

– Anastácia — a repreendi.

Ela revirou os olhos e, novamente, se virou de costas para mim.

– Você não pode estar falando sério — eu disse — Você vai mesmo fazer isso?

Ela balançou a cabeça em afirmação. Senti meu coração gelar com a possibilidade de perdê-la para aquele filho da puta.

– O que te faria mudar de ideia? — arrisquei a pergunta.

Ela se virou de frente, me encarando. Estava pensativa, o que me fazia acreditar na possibilidade de convencê-la a desistir dessa história descabida de sair com o Ethan. Ela se levantou da cama, o que eu estranhei, e foi até sua escrivaninha, onde pegou o telefone e me entregou.

– Eu desisto do Ethan se você desistir dela — ela estava me testando.

Eu queria. Puta que pariu, como eu queria pegar esse telefone e ligar para Suzana e falar: “acabou”. Mas, infelizmente, se eu fizesse isso, acabaria, todas as possibilidades da minha empresa se reerguer e retomar a liderança no mercado.

– Eu..eh — gaguejei, temendo decepcioná-la novamente — Eu… Não… Posso.

Abaixei a cabeça e ela recolheu o braço soltando o telefone em cima da bancada. Estava decepcionada, claro. Seu olhar demonstrava toda sua tristeza, e me doia saber que era por minha culpa.

– Ana — levantei-me afagando-lhe o rosto — A empresa… Eu… Não posso abrir mão.

– Tudo bem — ela disse, mas não parecia estar bem — Eu esperava por essa resposta.

– Sinto muito — abaixei a cabeça — Eu gosto de você.

– Não o suficiente, Grey — ela disparou — Eu já me ferrei demais na vida por causa de homem, não preciso de mais.

Anastácia sofreu por causa de homem? Eu podia jurar que ela tinha dito que nunca havia tido relações com outros homens. Estou confuso agora.

Ela abriu a porta do quarto e fez um sinal para que eu me retirasse. A obedeci, mas antes de cruzar a porta, segurei-lhe o rosto e dei-lhe um selinho.

– Não pense que estou desistindo de você.

Sai, com o coração apertado, principalmente porque eu sabia que ela iria chorar. E era tudo por minha causa.

Por Anastácia Steele:

Dormi até meio dia, aproveitando ao máximo o meu fim de semana. Tenho impressão de que os sábados me deixam mais feliz, exatamente pela proposta de não precisar sair para nada. Sem trabalho, sem mercado, sem trânsito. Apenas eu, um sofá e alguns filmes. Seria tudo perfeito se eu não estivesse pensando naquela maldita frase. “Não pense que estou desistindo de você ”. Essa frase me deixou feliz e alertou minha deusa interior de que eu ainda poderia ter esperanças com ele. Porém, meu consciente insiste que o melhor que Christian tem a fazer, é me deixar em paz. Só assim eu poderia tirá-lo de vez da cabeça. E, acho eu, que ele tem razão.

Meu celular vibrou e me tirou dos meus pensamentos. Era uma mensagem de Ethan.

“Hey baby, hoje às 20:00 no Attimo, pode ser?”

Ethan parecia estar animado para o jantar. Deixei um sorriso bobo escapar e não demorei para respondê-lo.

“Você me busca ou pego um táxi? À propósito, não acha exagerado me levar em um dos restaurantes mais caros de SP?”

Respondi e larguei o celular no sofá enquanto ia até a cozinha pegar um copo d'água.

– Bom dia, bela adormecida — Kate disse quando me viu.

– Bom dia — sorri e dei-lhe um beijo no rosto — O que você está fazendo?

– Arroz, feijão, bife e batata frita — ela disse.

– Boa garota — sorri e roubei uma batata que ela já havia fritado.

– O que o Christian queria com você ontem? — ela perguntou.

– Alguma chance de me levar para cama, provavelmente — revirei os olhos.

– Ah, eu acho que não é só isso — ela disse — Tenta ver o lado dele, pelo menos uma vez.

Sai da cozinha com essa frase na cabeça. “Tenta ver o lado dele, ao menos uma vez”. Bom deixe-me estar no lugar dele… Deve ser super dificil ser um riquinho, que tem uma namorada linda — porém insuportável — e estar querendo comer a secretária. Nossa, como é difícil ser Christian Grey. Voltei para o sofá passando alguns canais na tv, e nada me soava interessante. Resolvi, então, pegar meu celular e observei que havia uma mensagem de Ethan.

“Eu te busco, às 20:00 estarei ai. E não acho exagero levá-la num dos restaurantes mais caros de SP. Você merece”

Deixei um sorriso bobo escapar, e sim, Ethan estava se saindo bem. Um para o Ethan, zero para o Christian.

“Estarei pronta. Muito obrigada”.

– Ana, vem almoçar — Kate gritou da cozinha.

Levantei-me do sofá e arrastei meu corpo preguiçosamente até a mesa. Era simples, e também minha comida preferida.

Por Katherine Kavanagh:

– Bom, onde a mocinha vai jantar hoje? — indaguei fingindo indiferença, e a etapa “arrancar informações da Anastácia” se iniciou.

– O Ethan disse que íamos ao Attimo — deu de ombros.

– Attimo? — minha cara foi no chão — Esse restaurante é muito pro nosso caminhão — eu ri.

– Pelo visto, para o do Ethan, não é — ela riu.

– E que horas ele vem te buscar? — perguntei, e ela estranhou.

– Umas oito — ela franziu a testa — Por que a curiosidade?

– Preciso saber a hora que você vai sair, porque eu pretendo ir para a casa do Elliot hoje — menti — Preciso avisar para ele vir me buscar antes de você sair, porque ai você tranca a casa e leva a chave.

– Ah sim — ela acreditou — Umas oito, mais ou menos, ele vem me buscar.

– Entendi — disse enquanto mordia uma batata — Embora eu ainda não consiga acreditar que você vai mesmo nesse jantar. Desculpa Ana, mas é burrice.

– Calada, Kavanagh.

(…)

Aparentemente, o dia terminou em questão de segundos. Eu já havia mandado mensagens passando todos os comando para o Grey, e às 20:00 ele viria me buscar. Assim foi feito. Pedi para que ele se identificasse na portaria como Elliot, para o caso da Anastácia atender ao interfone. Então ele me esperou lá embaixo. Quando sai de casa, Ana já estava pronta esperando Ethan. Entrei no carro do Grey e ele estava lindo com uma camisa social preta, e jeans. O cabelo meio molhado, penteado de forma bagunçada, e a barba por fazer. Eu estava vestindo um moletom, afinal, tinha dito para Ana que iria para a casa do Elliot. Provavelmente ela iria estranhar se eu saísse de casa toda arrumada.

– Onde vamos? — ele perguntou quando eu entrei no carro.

– Primeiramente, vamos em algum lugar que tenha banheiro para eu trocar de roupa — disse e ele nos dirigiu até um posto de gasolina próximo.

Sai do carro com pressa. À essa hora, Ethan já buscou Anastácia, e eles já estão se encaminhando para o restaurante. Por sorte, imagino que antes de saírem, Ana o convidará para entrar um pouco, e isso me dará tempo. Entrei correndo no banheiro e larguei a mochila que estava com meu vestido e meus sapatos em cima da pia. Tirei a calça e a blusa do moletom, e os larguei em cima de um porta-toalhas que havia ali. Vesti o vestido rapidamente, e levei as sandálias na mão para calçá-las no carro. Enfiei a roupa que tirei na mochila de qualquer jeito e voltei correndo para o carro.

– Qual foi meu tempo? — indaguei ofegante ao me sentar no banco ao lado de Christian, que apenas sorria para mim.

– 3 minutos — ele riu — Você é rápida.

– Depende da situação — disse ofegante — corre para o Attimo.

Ele acelerou o carro, e em cerca de quinze minutos, nós chegamos ao restaurante. Durante os quinze minutos, eu aproveitei para dar uma ajeitada no cabelo, e passar uma maquiagem leve. Entramos no restaurante de mãos dadas, após estacionarmos o carro de Christian nos fundo do restaurante, para o caso da Ana reconhecer o carro dele. Um garçom, muito prestativo por sinal, nos ofereceu uma mesa no canto do restaurante, o que nos permitia um disfarce maior. Sentamo-nos e pedimos duas saladas de entrada. Christian pediu vinho, e eu pedi um suco de abacaxi com hortelã.

Pouco depois, conseguimos ver Ethan e Anastácia adentrando o restaurante, assim como vi Christian franzir o cenho de raiva, ao reparar que eles estavam de mãos dadas.

– Ei Grey — o chamei — Sangue frio. O lance agora é relaxar e fingir que nada é com você.

Ele assentiu e após alguns minutos retirei da minha bolsa duas caixinhas. A primeira com pílulas amareladas, escritas C20. A segunda, tinha algumas aspirinas.

– O que é isso? — Christian perguntou.

– Já tomou Viagra? — perguntei e ele fechou a cara.

– Nunca precisei — ele disse e eu revirei os olhos.

– Não é hora de tentar provar sua masculinidade — eu ri, mas ele pareceu não achar graça — Então, esse coprimido é como Viagra — apontei para o comprimido amarelo — Cialis é o nome. Ele tem o mesmo efeito do viagra, porém é conhecido como “amigo do fim de semana” — eu ri, e ele pareceu não entender — isto quer dizer que o efeito do Cialis dura mais que o efeito do viagra. Eu vou triturar esse remédio com esse triturador de comprimido que eu trouxe. Pagaremos para um garçom concluir nosso servicinho, e em cerca de 30 minutos, Anastácia terá um homem completamente duro e descontrolado à sua frente. E pior, em um lugar público. Anastácia ficará constrangida, e nós poderemos assistir a tudo isso de camarote — eu ri e ele me encarou, aparentemente perplexo, mas pouco depois seu semblante mudou para o de um menino que estava prestes a ir na montanha russa do parque de diversões.

– Não se faz isso com um homem — ele riu — Você é meio pervesa, adorei.

Chamamos o garçom que seria o nosso cúmplice da noite. Coloquei o remédio triturado em um potinho e entreguei para que ele colocasse na bebida de Marco, e assim foi feito.

Por Anastácia Steele:

Chegamos ao restaurante por volta de 20:40. O garçom nos acompanhou até uma mesa no centro do restaurante, e nos ofereceu o cardápio para escolhermos o que iríamos querer para beber. Pedi um suco de laranja e Ethan pediu o mesmo.

– Fiquei feliz por ter aceitado meu convite — ele disse — Sinceramente, achei que você não iria aceitar.

– E por que eu faria isso? — eu ri, e ele me acompanhou.

– Senhora — o garçom me serviu meu suco — Senhor — dessa vez, o Ethan quem foi servido — Gostariam de pedir algum prato de entrada? Nós temos ótimas opções de salada. — o garçom disse.

– Nos traga sua melhor sugestão — Ethan disse, provavelmente querendo apenas que o garçom nos deixasse a sós.

– Sim, senhor — ele se retirou.

– Então, Ana — ele deu um longo gole em seu suco — Tem planos para o futuro ?.

– O futuro a Deus pertence — eu ri, e ele me acompanhou — Mas sério, eu nunca pensei em traçar um caminho ao qual seguir. Sempre deixei as coisas fluírem. Acho desnecessário se cobrar tanto por ter um objetivo. Mas claro que quando eu tenho um objetivo, Eu só paro de lutar quando o alcanço.

– Acho que seria legal a gente não falar de trabalho — ele riu — Sério, a gente poderia falar até sobre comida de fast-food, mas falar de trabalho em pleno sábado à noite é terrível — eu o acompanhei na risada.

– Você gosta de filmes? — perguntei, arriscando qualquer outro assunto.

– Gosto muito, principalmente os clássicos.

– Ah poxa, eu gosto de comedias românticas — eu ri — Mentira, para ser sincera eu gosto de praticamente todos os filmes que vejo.

– Tem algum ator ou atriz favorito? — ele perguntou.

– São vários que eu admiro — eu ri.

A conversa fluiu bastante, até que em determinado momento, percebi uma inquietação nele. Seu rosto estava ruborizado e ele parecia estar suando frio. Fiquei sem entender o que estava acontecendo.

– Está calor, não é — ele disse, mas o ar-condicionado estava ligado à toda potência, e eu estava com frio.

– Para ser sincera, eu estou com frio — sorri, meio sem graça — O ar está bem forte.

Ethan se abanou mais um pouco e o suor começou a escorrer pela sua testa, e seu rosto estava cada vez mais corado. Ele só podia estar passando mal.

– Você está bem? — perguntei.

– Estou… Éh… Eu… Só estou com… Calor — ele disse às pausas.

Percebi então que ele começou a se contorcer na cadeira, o que me deixou um tanto confusa em relação ao que estava acontecendo.

– Licença — ele disse — Eu vou ao banheiro.

Ele se levantou rapidamente, e PUTA QUE PARIU, aquilo na calça dele é o … Caralho.

Notas finais
Então gente, próximo capítulo teremos e desenrolar deste jantar haha' Espero que tenham gostado. Kisses *--*