Notas iniciais
Oi Oi Gente :) Olha quem voltou da vila dos sumidos .. Pois é eu aqui em pessoa o/ Sei que eu demorei muito, mas minha vida pessoal estava uma loucura mesmo, muitas coisas acontecendo algumas leitoras a quem tenho contato estão de prova haha' e para ajudar a minha vida pessoal que estava de pernas para o ar, ainda tive que ajudar a organizar um casamento, ajudei com todos os detalhes e acredite isso dá trabalho haha' mas como era casamento do meu primo tive que ajudar, e pior agora que passou tenho outro casamento a organizar o da minha irmã, pois é isso vai me tirar o tempo. Então para não sumir mais deixei até o capítulo 19 escrito (usei as madrugadas para isso) e vou deixar programado as postagens, mas responderei todos os comentário viu .. Serão uma postagem por dia, quando chegar ao 19 peço que tenham paciência, prometo não demorar, mas levem em consideração que tenho outras histórias, e também estarei sem tempo. Agora sem mais delongas, aqui está o capítulo de hoje. Boa Leitura *--*

Por Anastácia Steele:

– Sr. Grey — chamei-o ao conseguir me concentrar, e esquecer aquele peitoral — Eu vim lhe informar que eu já separei e organizei os papéis com a contabilidade da empresa, só falta montar uma planilha.

– Tudo bem, Ana — disse — Quando você acha que vai ficar pronta?

– Bom, hoje à noite eu irei para a casa do Ethan e trabalharemos nisso — respondi — Acho que amanhã mesmo estará pronta.

– Você vai para a casa do Ethan? Sozinha? — ele perguntou.

– Sim, algum problema? — respondi ríspida.

– Não, imagina — ele virou sua cadeira de costas para mim.

– Bom, neste caso, até breve Sr. Grey. — despedi-me ao sair de sua sala.

– Ana, já pedi para me chamar de Christian — ele disse e deu aquele maldito meio sorriso.

– Eu já disse que prefiro tratar-lhe da mesma forma como os outros funcionários te tratam, Sr. Grey — disse — E gostaria de ser tratada da mesma forma.

Por Christian Grey:

Eu não vou ceder tão facilmente às vontades dela. Afinal, eu não costumo ceder nada, a ninguém.

– Quer mesmo ser tratada igual os outros funcionários, Anastácia? — a encarei.

– Sim, Sr. Grey.

– Muito bem — disse — Neste caso, me busque um café expresso, sem açucar, e quando sair feche a porta.

Ri sozinho ao vê-la sair totalmente abismada. E sim, eu estava adorando vê-la assim. Ela fica linda tentando ser firme. A porta fechou-se e, em menos de dois minutos, ela estava de volta com o café.

– Bom, Sr. Grey — ela disse — Aqui está.

– Obrigado — aproximei-me dela — O que aconteceu hein? Há pouquíssimo tempo você estava radiante, comendo gordura hidrogenada e falando do seu amor por teatro. Agora você quer ser tratada como uma colega de trabalho, apenas?

– Eu sou sua funcionária, Sr. Grey — ela disse firme.

– E isso representa alguma coisa? — aproximei-me ainda mais — Aliás, eu não faço distinção entre ser amigo de um faxineiro, ou do presidente do Brasil. Você ser minha secretária não interfere em nada.

– É — ela disse — Sei bem como trata suas secretárias — ela se desvencilhou e me olhou firme.

– O que? — perguntei — Do que você está falando?

– Nada, Grey — ela respondeu — Tenha um bom dia.

Ela saiu da sala enfurecida, e me deixou parado, sem entender que porra havia acontecido. A única coisa que me vinha à mente, era a possibilidade de terem dito algo relacionado à um antigo caso que tive com uma secretária. Mas foi só uma. As pessoas exageram muito.

Sai da minha sala e fui até a secretaria atrás dela, quando a vi conversando com o Ethan. Não pude evitar de notar os sorrisinhos excessivos que ele dava para ela. E a forma diferente como ela o trata, em relação à mim. Vale lembrar, que assim como eu, ele também é um dos chefes dela.

– Anastácia — disse — Venha até minha sala, por favor.

Sai em direção à minha sala, e sequer me sentei. Fiquei parado esperando ela entrar naquela sala. Eu precisava, ao menos, entender que porra estava acontecendo com ela.

– Me chamou? — ela disse ao entrar.

– Qual é a sua com o Ethan? — fui direto à pergunta.

– Ethan? Como assim? — ela perguntou.

– Sim — disse — ele anda cheio de sorrisinhos para você. E você não o trata como me trata. Por que? Afinal, ele também é seu chefe.

– Com todo respeito, Sr. Grey — ela disse — Eu tenho um trabalho com o Ethan, e não devo satisfação ao senhor da forma como me relaciono com as pessoas.

– Porra, Ana — suspirei tentando controlar meu nervosismo — Quer saber, pode voltar ao trabalho.

Por Anastácia Steele:

Sai da sala dele completamente perplexa. Ele pensa que é meu dono? Com certeza fiz muito bem em restringir nosso relacionamento ao profissional. José tinha razão. O Christian é um cafageste de quinta. Voltei à minha mesa para organizar alguns papéis, antes de sair para almoçar com o José. Ninguém melhor do o meu loirinho de olhos azuis para desabafar. Geralmente, porque ele é o único que consegue tornar meus problemas em situações engraçadas. José me disse que quando era pequeno, sua mãe o colocava para arrotar enquanto assistia desfile de modelos masculinos. E que deve ter sido isso o motivo de sua opção sexual. São coisas como essas que fazem nossa amizade ser tão maravilhosa. Eu confio nele para tudo, assim como confio na Kate. Eles são meus fiéis escudeiros.

– Boa tarde, madame que não parou na secretaria hoje — José sentou-se à mesa.

– Boa tarde, querido — respondi.

– Que boato é esse que está circulando, Ana? — ele perguntou — Todo mundo está falando por ai que você foi convidada para passar a noite na casa do outro chefinho — ele riu.

– Outro chefinho? — ri, mais da cara dele, do que do assunto.

– Ethan — ele disse.

– Ei, calma ai — dei-lhe um tapa no ombro — Eu vou até a casa dele sim, mas à trabalho. Temos que fazer uma planilha para amanhã, e só temos esta noite.

– Anastácia, acorda minha filha — ele me deu um tapa — o Ethan é solteiro, mora sozinho e te convidou para ir até a casa dele. Suspeito demais.

– José, eu não sou como você — ri do tapa que recebi — Eu não tenho esse fogo todo, não.

– Porque você ainda não conheceu um homem capaz de despertar esse fogo em você — ele disse — Ainda.

Por Christian Grey:

Estava passando pelo restaurante quando a avistei sentada almoçando com um amigo. Fiquei curioso para saber o motivo das risadas, mas não fui até ela. Não vou ficar precionando. Apenas me irritei quando vi o Ethan chegando até a mesa deles, e sendo convidado para almoçar. O que esse cara quer com ela? Eu vou dar uma porrada nele.

Sai do restaurante bufando. Não queria presenciar aquela cena ridícula dela rindo sem parar das coisas que ele diz. Ou dele a encarando como se ela fosse um pedaço de carne.

“Vamos almoçar juntos?”

A mensagem de Suzanna me pareceu conviniente. A única coisa que eu precisava era sair dali e pensar em outra coisa, que não fosse Anastácia Rose Steele.

“Me encontre daqui meia hora no lugar de sempre”, enviei.

Por Anastácia Steele:

Depois do almoço, voltei à minha mesa. Peguei um caderno para fazer algumas anotações. Christian passou segurando a mão de Suzanna, e eles entraram na sala dele. Não pude evitar outro baque de decepção. A quem eu queria enganar? Por que diabos o Christian iria reparar em mim? Olha a namorada dele. Ela é morena, alta e rica.

Já eu, sou apenas uma secretaria de merda.

– Ei, Ana — Ethan riu — Você está nesse planeta?

– Opa, desculpa Ethan — disse ao voltar o raciocínio — Eu estava pensando.

– Ela não consegue pensar e reagir ao mesmo tempo — José disse, fazendo Ethan rir.

– Ana — Ethan disse — A última reunião do dia foi cancelada. Portanto, se você puder falar com o Grey para ele te liberar mais cedo, a gente começa a trabalhar antes. Assim, você não precisam ficar até tarde.

– Oh — disse — Claro, vou falar com ele sim, obrigada.

– Tudo bem — ele disse e sorriu — Te vejo mais tarde.

(…)

– Sr. Grey? — bati na porta da sala dele, aguardando uma resposta — Posso entrar?

– Entra — ele disse.

– Bom — eu disse — Eu queria pedir para o senhor me dispensar mais cedo hoje…

– Por que? — ele perguntou, antes que eu concluísse meu pedido.

– Eu preciso me encontrar com o Ethan, para nós podermos organizar a planilha.

– Ethan? — ele disse — Não sei — deu seu típico sorriso lateral.

– Por que o riso? — perguntei.

– Qual sua intenção com essa aproximação do Ethan? — disparou.

Essa pergunta me pegou completamente de surpresa. Não esperava ouvir isso, muito menos dele. Afinal, quem era ele para me cobrar alguma coisa? Porra, eu sai com ele uma noite. Se ele já está achando que sou propriedade dele, imagina se eu tivesse alguma coisa com ele.

– O que? — perguntei.

– Porra, Ana — ele disse e se aproximou — Você não faz ideia de como eu estou ficando puto com essa sua aproximação do Ethan. Você não sabe o quanto está difícil para mim esconder que eu estou puto de ciúmes.

Nessa altura, eu já estava completamente desnorteada. Ele estava com ciúme de mim? Ele acha que eu sou alguma coisa dele? Tentei ser forte quando senti a mão dele pousando sobre minha cintura. Dei alguns passos para trás, mas ele me acompanhou. Fiquei em uma situação completamente enlouquecedora, quando me senti encurralada entre ele e a parede. Sua respiração estava perto demais. E ele encarava meus olhos diretamente. Senti meu corpo inteiro se arrepiar, quando ele apertou minha cintura com a ponta dos dedos.

– Você está me deixando louco — ele disse sussurrando próximo ao meu ouvido.

Outro arrepio. Nessas situações, a única coisa que se sente é calor. E eu estava sentindo muito. Ele não parava de encarar meus olhos, o que impossibilitava qualquer desvio de atenção. Éramos só ele e eu. Senti minha respiração falhar, e um suspiro alto foi inevitável. Ele sorriu de lado, e senti meu corpo inteiro pulsar, quando ele pousou seu olhar em meu pescoço. Ele puxou minha nuca com força, e sequer tive força para pensar no que estava acontecendo. Ele colou seus labios aos meus de forma intensa. Abri a boca num ato impensado de corresponder ao beijo dele. Ele segurou meus cabelos enquanto me beijava, e sua lingua percorria cada canto de minha boca. Pude entender um pouco o quão requisitado ele era pelas mulheres. “Mulheres”. Ao pensar nessa palavra a razão voltou a mim, e me afastei dele. Deixando-o confuso.

– O que foi? Não gostou? — ele perguntou.

– Do beijo? — revirei os olhos — Prefiro nem comentar. Licença.

Estava prestes a sair da sala quando ele me puxou pelo braço e me beijou novamente. Desta vez só consegui sentir raiva. Quem ele pensa que eu sou? Uma vagabunda que ele pega quando quer se divertir?

– Me solta, Christian — o empurrei — Olha, por favor, me respeite. Eu não sou uma vagabunda que você pega para se divertir. Eu não sou uma idiota para cair de quatro babando pelo chefe gostoso. E não vou tolerar isso — disse com o tom de voz alterado.

– Chefe gostoso? — ele deu um sorriso malicioso. Que sorriso filho da puta.

– Eu não sou uma vagabunda que você é acostumado a pegar — me exaltei.

– Eu disse que você era vagabunda? — ele gritou, e me segurou pelos braços — Eu disse que quero pegar você para me divertir? — ele se acalmou, e me soltou — Porra, Anastácia eu gosto de você.

– Se gosta tanto quanto gosta da sua namorada… — disparei com ironia, estava furiosa — Ou vai dizer que é mentira? Vai dizer que você não tem uma namorada?

Christian socou a mesa e me encarou sério. Eu já não estava ligando em tratá-lo formalmente. A raiva havia me consumido por completo. Eu não conseguia entender como um homem pode ser tão cafajeste.

– Eu tenho uma namorada — ele disse baixo.

Como ele fala isso com essa cara limpa? Ele fala “eu tenho uma namorada”, depois de me beijar, como se estivesse pedindo um copo d’água.

– Eu sei disso — disse ríspida — Então por que você achou que poderia, simplesmente, me beijar?

– Eu…

– Não precisa falar nada — o interrompi — Só me libera para sair mais cedo.

– Pode ir.

Não disse nada. Apenas me retirei da sala dele, ainda enfurecida com a situação causada pelo Christian. Que porra ele achou que estava fazendo? Passei pela secretaria atordoada, e sequer me despedi de José. Peguei minha bolsa em cima da mesa e chamei o elevador. Tive que respirar fundo e contar até dez para me acalmar, antes que o elevador parasse no subsolo, e eu tivesse que dar explicações ao Ethan sobre o meu nervosismo.

– Demorou — ele comentou sorrindo.

Ele mal imaginava o motivo da minha demora. Apenas dei um sorriso frouxo e evitei tocar no assunto. Afinal, eu não devia satisfações a ele, certo?

O segui até seu carro, que estava do outro lado da garagem. O caminho até a casa de Ethan não era longo. Passamos o caminho todo ouvindo algumas músicas do Cazuza. O silêncio se manteve durante os primeiros minutos do trajeto. Até que ele, finalmente, foi quebrado por Ethan.

– Aconteceu alguma coisa? — ele perguntou, sem tirar os olhos do trânsito.

O olhei sem entender do que se tratava. Minha mente estava longe, e eu só conseguia pensar em flashbacks do beijo mais gostoso da minha vida. Porra, tudo bem que o Christian é um puta cafajeste, mas o beijo dele é tão maravilhoso, que me fez arrepiar até o último fio de cabelo. O tempo passava devagar, enquanto eu observava o pôr-do-sol pela janela do carro. Ethan desistiu da pergunta, e concentrou-se no trânsito, novamente. Foi quando fui tomada pela razão, que eu me permitir responder.

– Eu estava pensando — disse, e desta vez ele quem não entendeu.

– Em que? — ele perguntou e deu um sorriso frouxo.

– Sobre a gente tentar reerguer a empresa — menti — Vai ser muito difícil reorganizar a administração financeira.

– Difícil — ele sorriu — Mas não é impossível.

– Vamos falar de outra coisa — dei um sorriso — Preciso rir.

Ele riu e trocou a música para Whisky A-Go-Go, do Roupa Nova. Acho que ele mudou por causa do ritimo ser mais animado. Senti meu celular vibrar na bolsa, e quando olhei no visor, havia uma mensagem de Kate.

“Onde você está, Ana?”

Sorri ao ler a mensagem dela. Ethan estava prestando atenção no trânsito e batucando no voltante, sem a menor intenção de dar inicio a algum diálogo.

“Estou indo para a casa do Ethan”

Não demorou muito para minha amiga responder minha mensagem, da forma mais indiscreta possível.

“Hmmmmmm quem é Ethan? 😏”

Não pude evitar uma risada, que chamou a atenção de Ethan, mas nada que o fizesse questionar.

“Meu colega de trabalho. Vamos montar uma planilha, deixe de ser maliciosa 😡”

Kete mandou, em seguida, uma risada estranha, com várias letras aleatórias. Depois disse que precisava falar comigo, e pediu que eu ligasse para ela. Eu que pago a conta da ligação, tá certo.

Disquei o número dela, e pedi desculpa para Ethan, alegando que era urgente. Ele realmente não estava ligando por eu falar ao telefone. Porém, é sempre bom pedir licença, quando se está na presença de terceiros.

– Alô — Kate atendeu.

– O que foi, Kate? — disse.

– A chave do seu apartamento está no lugar de sempre? — ela perguntou diretamente.

– Sim, está embaixo do tapete da porta dos fundos, por que? — perguntei.

– Eu briguei com minha mãe — ela disse.

– E isso significa que?

– Que eu vou morar com você por um tempo — ela riu — Posso?

– Claro — também dei uma risada — Mas hoje eu vou chegar um pouquinho tarde.

– Hmmmmm — ela disse maliciosa, para variar — Quem é esse Ethan, hein dona Anastácia?

– Até mais tarde, Kate — dei uma risada — Beijo.

Desliguei o telefone, antes que minha amiga começasse a querer dar “instruções sexuais”. Desliguei o telefone no instante em que Ethan estacionou na garagem do prédio dele. Ou seja, hora de trabalhar.

Notas finais
Gente se tiver algum erro de nomes me avisem okay?' Pois estava escrevendo um capítulo da minha história do shippe CS e acabei as vezes colocando o nome da Ana e do Chris, só vi depois que fui editar kkkk' Como estava escrevendo de todas as minhas histórias posso ter confundido. Espero que tenham gostado e até amanhã. Kisses *--*