Notas iniciais
Oi Oi Gente :) Eu nem ai postar hoje, mas acordei melhor e resolvi postar. Boa Leitura *---*

Por Christian Grey:

– Você não me engana Christian. Onde você dormiu ontem?

– Quer saber mesmo, Suzana? Dormi na casa do Elliot — disse, o que era mentira — A gente foi jogar pocker, e eu bebi demais. Ele pediu para eu não voltar dirigindo, e foi só isso.

– Você foi encotrar alguma de suas vagabundas não é mesmo?

Sai, deixando-a falar sozinha. Minha paciência estava mínima para ter qualquer discussão de relacionamento. Meu dia foi uma merda. Eu estava cansado. E a Suzana ultimamente tem conseguido me tirar do sério. Óbviamente, ela não se deu por vencida, e foi atrás de mim aos berros. Peguei as chaves do carro e, sem dizer mais nada, sai pelas ruas paulistas, sem rumo, e sem hora para voltar. Eu só precisava esfriar a cabeça. E foi cruzando a Marginal Tietê que tive a brilhante idéia de parar em um bar e pedir uma dose.

– Eu não acredito que estou fazendo isso — resmunguei baixo e bebi de uma vez, sentido o ardor na garganta. Sentido o álcool descer queimando, bati o copo na mesa e pedi outra dose.

Não era a melhor das idéias estar sozinho em São Paulo, à noite, bebendo e dirigindo. Não era certo, eu sei, mas tem muita coisa na vida que não é certa, e nem por isso as pessoas deixam de fazê-las. Depois da quinta dose, eu já estava tonto suficiente para não ter coragem de enfrentar o trânsito caótico. Peguei o celular e liguei para Elliot, que com certeza me tiraria dessa. Afinal, amigos servem para isso.

Por Anastácia Steele:

– Bom dia — meu tom de voz saiu um pouco mais animado do que sairia, geralmente às 7h da manhã.

– Hmmm — José disse — Alguém dormiu bem, hein? — o olhar malicioso de José me fez rir.

– Dormi vendo Castle com a Kathe — sorri — Isso me deixa feliz, você sabe.

– Ótimo — ele riu — E acho bom mesmo você estar de bom humor. O chefe está num péssimo humor — ele fez uma careta estranha que me fez rir — Parece estar até com ressaca.

– Falando em chefe, tenho que ir deixar o café dele — levantei-me — Já volto.

Fui rapidamente até o refeitorio e peguei uma bandeija, onde estava uma xícara de café, e alguns biscoitos. Cruzei a secretaria com a minha melhor postura de secretária, quando cheguei à sala de Christian bati.

Por Christian Grey:

– Entra — disse ríspido e sem paciência para qualquer coisa, mas quando a vi entrar com uma bandeja de café, me acalmei. Afinal, era isso que eu precisava. Muito café.

– Licença — ela disse.

– Pode deixar aqui em cima da mesa por favor Ana — disse retirando alguns papéis que impediam que ela acomodasse a xícara — Obrigado.

– Bom dia Senhor Grey — ela disse ao sair.

– Ana — sorri de lado — Eu já disse que pode me chamar de Christian, eu não sou tão velho assim.

– Desculpe, Senhor Grey — usou novamente da formalidade — Eu prefiro manter uma relação profissional com o senhor. Não quero me diferir dos outros funcionários, licença.

Ela se retirou da sala. O telefone tocou e eu praguejei baixo, tendo em vista uma ligação que, com certeza, me irritaria.

– Alô, quem fala?

– Christian? — eu reconhecia aquela voz, não era possível. Desliguei o telefone, sem dizer sequer uma palavra.

Abaixei a cabeça sobre a mesa e ouvi a porta se abrir. Elliot apareceu com o seu melhor sorriso, e jogou em cima de mim um jornal cujo a matéria em destaque era: “Goleada! Vitória desbanca o Bahia em uma partida finalizada em 4x1”. Dei um riso frouxo, tentando esconder meu estado. Afinal, minha ex-sogra, havia acabado de me ligar. E meu time, havia sido goleado pelo time do meu melhor amigo, o que resultaria em uma semana ou mais de piadinhas.

– Christian, você está pálido, cara — ele disse e se sentou em uma das cadeiras à frente da minha mesa — O que aconteceu?

– Você acredita que ela ligou?

– Calma, ela quem?— Elliot perguntou.

– Samantha, Elliot — abaixei a cabeça — Eu não consigo nem falar com ela. Só mantenho contato mediande a presença de um advogado.

– E a menina?

– Ainda está com ela. — esmurrei a mesa — Mas por pouco tempo Elliot.

– Meu amigo, se eu lhe disser que até hoje não entendi como que a velha conseguiu a guarda provisória da menina, você acreditaria? — deu um riso frouxo.

– Nem eu sei — abaixei novamente a cabeça em um suspiro demorado — Aliás, sei sim. Influência. Ela é toda metida com essas coisas de justiça, processos. Ela sabe mexer os pauzinhos dela.

– Mudando de assunto … E a secretária? — Elliot riu malicioso.

– Por que está tão preocupado com isso Elliot? — disse impaciente — Quer saber, eu nem estou muito interessado. Acho que eu não tenho tido cabeça para nada.

– Ótimo — ele riu — Aliás, eu queria até dizer para você não mexer com a menina — ele riu — Ela parece ser muito certinha.

– Ela é — rimos juntos — Acredita que ela disse que prefere me chamar de “Senhor Grey”, ao me chamar de “Christian”, apenas para não se diferir do outros funcionários? — rimos novamente.

– Mas você não me falou, você dormiu na casa dela e não teve nada? Nem um beijo? Christian, você já foi mais rápido — ele riu.

– A mãe dela chegou na casa dela quando eu estava lá — revirei os olhos — Enfim, não quero falar sobre isso.

– Christian, eu preciso agora falar uma coisa séria — retirou alguns papéis de sua pasta.

– Você deixa para falar a coisa séria depois de falar sobre futebol e mulher — ri irônico — O que é?

– Aqui tem o e-mail do Fernando — me entregou o papel — Ele diz que não vai mais trabalhar para nós, e que não enviou o dvd com o comercial pronto para a Rede Globo no prazo, ou seja…

– Pagamos não sei quantos mil por 30 malditos segundos, e o desgraçado não enviou o comercial, e essa porra não vai ao ar — xinguei e gritei colocando para fora toda raiva — Esse filho da puta quer foder com a gente, só pode.

– Adivinhou agora Christian? Desde que o Sr. Hélio transeferiu a gerência para ele, esse desgraçado só fode com a gente — Elliot disse — E o que a gente vai fazer cara? A empresa está se afundando em um poço de dívidas.

– Eu sei porra — disse nervoso, mas me controlei — Eu acho que a gente precisa de uma pessoa para nos dar uma boa estratégia. Que entenda de economia de verdade. Não esses contadores filhos da puta, que esses sócios filhos da puta contrataram, e que não servem para nada, além de calcular os gastos com as viagems desses babacas.

– E você tem alguém em mente?

– Tenho — peguei o telefone e teclei o número da secretaria — “Anastácia, pode vir à minha sala com urgência, por favor? Estou aguardando”.

– A secretária Christian, você enlouqueceu? — Elliot disse contrariado.

– Conversa com ela só um pouquinho, que você vai ver que ela é mais inteligente que todos esses babacas de terno juntos.

Por Anastácia Steele:

– Me chamou? — adentrei a sala dele sem entender muito bem o chamado.

– Sente-se por favor — ele me apontou uma cadeira entre Elliot e Ethan, que a pouco tinha entrado na sala.

Estava me sentindo um pouco tensa, afinal, eu era uma secretária em uma reunião com 3 sócios. Ou seja, eu era o alvo da conversa, provavelmente. Sentei-me quando Christian prosseguiu.

– Bom, Ana e Ethan. Nós os chamamos aqui, porque vocês são os nossos economistas.

– Bom, eu sou secretária — disse sem entender o motivo da reunião, muito menos o motivo deu ter sido tratada por “economista”. Tudo bem q sou formada em economia, mas não estou nessa área da empresa.

– Mas você entende de economia, certo? — desta vez foi Elliot quem disse — A questão é que nós precisamos de um novo plano econômico. Precisamos rever os gastos, diminuir custos. Montar novas estratégias de vendas. Então, nós resolvemos convocar as pessoas mais aplicadas. Ana você é economista, Ethan também. Christian é administrador, e eu também.

– Então vocês querem que nós dois montemos um novo planejamento para a empresa? — Ethan perguntou — Certo, mas precisaríamos trabalhar nisso juntos por muitas horas, excederia o tempo de trabalho aqui na empresa.

– Eu não vejo problema em trabalhar mais algumas horas para ajudá-los — me manifestei — Aliás, posso organizar as planilhas de gastos e lucros hoje mesmo. Eu estava arrumando os arquivos esses dias, então está tudo organizado.

– Ótimo — Ethan disse — Se você puder, podemos começar os trabalhos amanhã mesmo. Você poderia ir após o trabalho até minha casa, e nós cuidamos dessa papelada.

– Olha, eu não sei nem como agradecer — Christian segurou minha mão, e eu a recolhi por impulso, ou seja, mais uma vez bancando a menina virgem.

– Bom, é só isso mesmo? — perguntei — Acho que já posso voltar para minha mesa, com licença.

(…)

Cheguei em casa carregando uma pilha enorme de folhas, isso tudo para ajudar a empresa a não falir. Será que eu mencionei que não vou ganhar nem um centavo a mais por isso? Pois é, não vou. Bom, pelo menos eu vou ganhar crédito com os chefes. Minha mãe deixou um recado na caixa postal, dizendo que iria ficar mais dois dias na casa de minha tia em Guarulhos, e depois, iria direto para o Rio. Não questionei nada, aliás, era exatamente disso que eu precisava. Ficar sozinha e me concentrar na minha papelada. Tomei um banho extremamente rápido. Arrumei tudo na minha escrivaninha, e ao lado deixei um copo e uma garrafa de Coca-Cola para me manter acordada. Separei e anotei cada gasto da empresa durante cada dia do ano. E todos os lucros também. Terminei de trabalhar cerca de 3h da manhã. E, detalhe, a jornada começaria novamente às 7h. Quando soltei a caneta após escrever o último número que faltava, me joguei na cama, e depois disso só lembro do despertador tocando às 5:30 da manhã. Merda.

Levantei-me da cama e fui diretamente escovar os dentes. Lavei o rosto e encarei o espelho reparando em minhas olheiras.

– Eu vou ter que cobrir isso — sussurrei ainda encarando-me.

Despi-me e entrei no chuveiro. Entrei debaixo d’água quente e levei as mãos até meu rosto. Esfreguei os olhos algumas vezes até estar completamente acordada. Ensaboei todo meu corpo, lavei meu cabelo e sai do banho em menos de dez minutos. Vesti minha roupa de secretária que se resumia em uma saia preta um pouco acima do joelho, uma blusa social branca, de mangas compridas dobradas até a altura do cotovelo e um salto baixinho.

Preparei a pele com base e corretivo, para esconder as enormes olheiras. Apliquei um blush rosado cremoso nas maçãs do rosto, para dar uma cor saudável. A sombra coloquei em tom mais neutro, e o rímel é indispensável.

Lá estava eu, às 7h em ponto adentrando a concessionária com uma enorme pilha de papéis na mão. Antes de ir até minha mesa, na secretaria, levei os papéis e minhas anotações para a sala de Ethan.

– Bom dia — coloquei a pilha de papéis em cima de sua mesa.

– Bom dia, Ana — olhou para a mesa — Você fez tudo isso sozinha? Você podia ter pedido ajuda.

– Imagina — sorri — Eu organizei a papelada apenas.

– Ótimo — ele sorriu — Te vejo lá em casa hoje?

– Sim, claro —respondi — às 7h?

– Hoje eu vou ficar até o fim do expediente — ele disse — Se não for problema, podemos ir juntos.

– Ah sim, claro — respondi — Isso seria ótimo.

– Então me espere no estacionamento ao fim do expediente — depositou um beijo em minha bochecha — Tenho uma reunião agora, então vou indo. Até breve.

Sai da sala dele e fui até a sala de Christian, para levar-lhe o café. E avisar-lhe que eu já havia separado toda a papelada financeira. Abri a porta e me deparei com ele arrumando a blusa. Ele havia desabotoado os primeiros botões para ajeitá-los. E lá estava eu, babando no peitoral musculoso dele, sem sequer disfarçar. Eu precisava bater minha cabeça na parede umas cem vezes, depois disso.

Notas finais
Kisses *--*