Fenda Mesozóica
3 [3/4] – Capítulo III
Isabela acordou junto com os primeiros raios de sol, mas permaneceu parada por longos minutos esperando que o garoto ao seu lado também acordasse, já que sua cabeça apoiava a dele. Nesse meio tempo ela riu pelo ronco do mesmo, baixinho e ritmado.
Enquanto encarava, despretensiosa, o horizonte, Isabela se lembrou de sua avó. Das histórias que ela contava sobre um mundo mágico, de seres incríveis e de pessoas bondosas. A jovem sorriu quando comparou os contos a realidade em que ela estava vivendo, e a sensação de que deveria existir alguma relação se tornou mais forte.
A mesma foi tirada dos seus devaneios quando Thiago bocejou e se sentou de forma correta, permitindo-a se mexer e finalmente sentir a dor na coluna que a esperava da posição.
Juntos eles se alongaram.
— Bom dia.
— Bom dia pra quem? – resmungou a garota.
— Esse mau humor logo de manhã?
— Estou com fome – ela o ignorou – será que vai demorar muito pra chegarmos até a fenda?
O garoto fez uma careta, avaliando seu próprio hálito.
— Sim, a mais próxima dura uma boa caminhada.
Isabela gemeu em frustração.
— Mas não se preocupe – ele se levantou limpando a bermuda – no caminho pra lá tem algumas frutas que podemos comer. E pelo menos elas parecem não estar tão distantes.
A garota se levantou também, bocejando e se alongando uma vez mais.
— Ótimo, vamos logo.
— Como quiser senhorita – a reverenciou.
Isabela soltou algo parecido com um sorriso misturado a um bocejo e abanando a mão o guiou até a escada. Munidos do mapa eles desceram, desta vez em passos calmos, a grande escada em espiral até o chão firme.
— Estou pensando aqui agora – Thiago pulou do último degrau – o que você estava fazendo por esses lados?
Isabel o imitou no pulo.
— Quero dizer, não acho provável você ter entrado num beco e vindo surgir na floresta daqui, você cheira a metrópole, não a campo.
A garota ergueu instintivamente a sobrancelha.
— Andou me cheirando?
Ele riu e lhe lançou um olhar de confirmação e inocência, ganhando um tapa da mesma.
— E eu também não acho provável entrar numa caverna em uma cidade minúscula e vir parar na pré-história, então estamos ambos com nossos achismos.
Thiago lhe dirigiu uma careta e ela sorriu ao notar a leve covinha que surgia durante o ato.
— Eu vim passar um tempo na casa de minha avó – explicou ficando lado a lado com o jovem – duas semanas, mais especificamente.
— Sua avó mora por aqui?
— Morava — corrigiu – ela morreu faz alguns meses.
O garoto parou abruptamente e voltou-se à mesma, examinando cada traço do rosto de Isabela que o imitou, confusa.
— Você é neta da senhora Isabel?
A jovem assentiu.
— Sim.
— Isabela — ele disse seu nome – sabia que já tinha escutado esse nome em algum lugar.
— Foi uma homenagem a ela, mas acho que dá pra perceber.
Ele afirmou usando a cabeça.
— É uma grande surpresa saber que está aqui – disse com sinceridade – ela sempre falava muito de você e do tempo que você não a vinha visitar.
Isabela soltou um suspiro imperceptível e fitou sem propósito as árvores mais a frente, com a tristeza inundando sua face. Era verdade, ela não visitara sua avó em seus últimos anos de vida. Isso a afligia imensamente.
E Thiago notou a mudança de expressão da mesma.
— Ela contava muito suas aventuras na selva em moramos – continuou tentando apaziguar as emoções da mesma – mas veja só: você voltou uma típica garota urbana.
— Qual o seu problema com isso? – retrucou pulando uma raiz baixa.
— Nenhum realmente – ele a seguiu – só acho que você destoa muito de tudo isso aqui.
— Natureza?
— Isso, você combina com prédios e baladas.
Ela riu.
— Só tenho dezessete, não posso ir a baladas.
— Ainda – ele piscou – tenho certeza que se pudesse iria.
Isabela estalou a língua.
— Certo, você me pegou.
Thiago riu parando sua caminhada. Os olhos ágeis analisaram os lados e numa confirmação baixa para si ele se aproximou de uma das árvores, tocando em sua casca e raspando a mesma com a unha.
— Nosso café da manhã está aqui – Thiago voltou seu olhar para cima, sorrindo.
Isabela seguiu o foco dos olhos do garoto e quase pulou em alegria ao ver cachos e mais cachos de frutos avermelhados, que pareciam fazer, só com a visão, seu estômago se revirar em antecipação.
— O que estamos esperando? – ela se pôs ao lado do mesmo.
— Vou precisar subir para pegar – ele examinou os relevos que poderia usar para subir – acho que seria melhor você ficar aqui em baixo, esse tipo de coisa não é para garotas urbanas.
O sorrisinho zombeteiro que Thiago lançou para Isabela fez a mesma revirar os olhos e, ignorando-o, iniciar uma subida. Ele quase riu consigo sem saber se admirado ou surpreso com a agilidade e habilidade da garota.
Quando a mesma alcançou o galho das frutas e sentou, voltou-se para ele com um sorriso vitorioso. Em seguida deu uma mordida teatral na fruta avermelhada, acompanhada de um baixo e estridente gemido de satisfação.
— Está uma delícia, se não se apressar, não se se vai sobre pra você.
Ainda com um sorriso de lado Thiago a seguiu e ao se acomodar no galho ao seu lado, lhe tomou o fruto da mão dando uma grande e última mordida.
— Realmente, delicioso.
Isabela riu e puxou mais uma fruta, lançando-a sobre o garoto, que se esquivou antes de ser melado pelo líquido doce e avermelhado.
— Que garota selvagem!
Ambos riram e a jovem fez uma desajeitada imitação de tigresa, gerando ainda mais risadas. Após mais algumas frutas errando o alvo e uma série de mordidas, um longo pescoço se aproximou deles.
Isabel ficou estática no momento em que viu o dinossauro passar tão próximo de si, mas não conseguiu evitar admirá-lo. A pele era parcialmente ressecada e enrugada, mas de um cinza vivo. Os olhos eram lentos e pequenos, misturados ao nariz protuberante que soltava, vez ou outra, sons nasais altos e estridentes.
Era um espécime muito bonito e acima de tudo calmo, o suficiente para fazer a jovem baixar a guarda enquanto ele caminhava ao seu lado, quase que com um sorriso cúmplice para ela.
Logo atrás dele se seguiam muitos outros e ela parou, sorrindo inconscientemente, os observando comer as folhas de árvores próximas. Ao seu lado Thiago a fitava apoiado no tronco, com um sorriso ainda maior nos lábios.
Apesar de dizer que ela era destoante daquilo tudo, ao olhá-la ali, naquele lugar, Isabela parecia tão bonita...
O pensamento o fez corar e pigarrear, chamando a atenção da jovem.
— Esses são Broquiossauros.
Isabela assentiu, ainda admirando as criaturas.
— Sempre pensei em dinossauros como separados por fisionomia – admitiu a mesma – nunca parei pra me ater aos nomes.
— É normal, alguns deles se parecem mesmo. Aos poucos fui me acostumando com as diferenças, os Diplodocos, por exemplo, não se parecem muito com eles.
— Diplo o quê?
Thiago riu.
— Diferente do que as pessoas acham – ele se acomodou melhor no galho – os Broquiossauros não conseguem ficar em pé com as duas patas de trás – ele tentou imitar com as mãos e Isabela riu – quem faz esse movimento são outros de pescoço longo. Isso me ajudou a diferenciar eles.
— E por que eles não conseguem?
Thiago sorriu de lado para a garota e ela admirou, por um breve momento, as covinhas que se formavam em seu rosto.
— Porque eles tem as patas de trás menores que as da frente.
— Faz sentido.
Depois de mais algumas frutas e mordidas, Thiago desceu com a facilidade que subiu na árvore. Da parte de baixo ele esperou, atento, Isabela retirar mais algumas frutas para a viagem.
Mas tamanha foi a surpresa de ambos quando a garota se desequilibrou e caiu em queda livre de cima do galho em que se apoiava. Esperando o pior ela fechou os olhos, porém foi segurada por braços firmes e mãos ásperas, que a mesma sabia bem de quem era.
— Uou, essa foi por pouco!
Ao abrir os olhos Isabela não viu nada além do sorriso divertido do garoto e seus olhos tom mel. Por instantes ela ficou hipnotizada por eles e tudo que conseguiu fazer foi lentamente retribuir ao sorriso.
Thiago notou, em decorrência da queda, que os cabelos cacheados da mesma, antes presos, se soltaram raivosos e tão belos quanto poderiam.
— Sempre ouvi dizer que felinos caem de pé. Será que devo dizê-los que estão errados?
Isabela riu e os cabelos lhe caíram no rosto, escondendo o rubor que a tomava ao ficar tão perto do garoto e também encobrindo as batidas agitadas de seu coração.
— Você fica muito bonita com o cabelo assim.
— Assim como? Revoltado e eriçado?
Thiago riu, negando com a cabeça enquanto a jovem tentava prendê-los sem a presilha.
— Não – ele a firmou em seus braços aproximando-a ainda mais de si – os seus cachos são lindos.
Isabela prendeu a respiração rapidamente com a distância tão curta.
— Ok, agora não sei se devo agradecer o elogio ou levar na ironia.
Novamente o garoto riu e ela desistiu de prendê-los, afirmando para si mesma internamente que era pela falta de um elástico, e não pelas palavras dele. Claro que não.
— Você pode me ofender se preferir – lentamente ele a apoiou no chão – e eu tenho certeza de que quer.
Isabela riu do mesmo, lhe dando leves tapas e se equilibrando nos dois pés. Encarando os frutos logo acima a garota suspirou.
— No final, ficamos sem as frutas.
— Mas com você viva, lembre-se disso.
A jovem fez um maneio com a mão em afirmativa.
— Pra onde vamos agora? Estamos perto?
Thiago quase que imediatamente revirou os bolso tirando de lá o mapa. Juntos eles o avaliaram e com um chiado Isabela constatou que durariam horas até a próxima fenda.
— Só precisamos seguir em frente – ele apontou para dentro das árvores – atravessarmos mais um rio raso e chegaremos.
— Outro rio? – ela bateu palmas – Ótimo! Já estava com sede!
O garoto riu guardando o mapa.
— Você acabou de comer uma fruta que é basicamente composta por água.
Isabela tapou os ouvidos e fazendo uma careta para ele começou uma cantoria desafinada, tomando a dianteira na caminhada. Observando-a Thiago sorriu, balançando a cabeça e a seguindo.
— Teimosa!
A jovem aumentou o canto, fingindo não escutar, mas sorriu consigo. Depois de adentrarem ainda mais na mata verde a dupla encontrou, no seu caminho até o rio, mais três espécies dóceis, como Thiago os denominou, de dinossauros pequenos.
Isabela ouviu atenta a explicação do garoto sobre cada um e os admirou a uma distância segura, sorrindo consigo e percebendo, já perto da reta final, de que aquele lugar era realmente incrível.
Apesar do medo dos grandões ela gostava de vê-los em seu habitat, comendo e vagando pelo campo. Adorava ainda mais conhecer um pouco mais sobre eles, cada um com suas diferenças, assim como adorava o dono da voz que lhe transmitia tantas informações.
Os olhos dele brilhavam quando falava das criaturas e sua história de vida com elas, visitando aquele tempo quase todos os dias, para monitorar a saúde dos dinossauros, o estado da vegetação e até mesmo a entrada de visitantes.
— Desculpe interromper o seu monólogo sobre como você adora esses animais pré-históricos – Isabela o cortou no meio da fala – mas uma coisa ainda me intriga nisso tudo.
— O que?
— Há quanto tempo vocês cuidam das fendas?
O garoto pareceu pensar, chutando um amontoado de folhas secas no meio do ato.
— Por gerações, eu acho. Não sei exatamente quando começou.
A jovem observou Thiago e em seguida fitou a copa das árvores acima de si, parando seus olhos, mais especificamente, no céu anil que se estendia além das folhagens, sendo tomado por sutis nuvens brancas como neve.
— Por que a pergunta?
A voz do garoto a tirou da observação e ela suspirou, quase tristonha, com o pensamento que a atingiu.
— Em algum momento eles vão ter que morrer, não é?
Os olhos se chocaram.
— Digo, todos no nosso tempo falam de um meteoro gigante que esmaga tudo. E se, dependendo da época em que as fendas surgiram, esse tal meteoro já estiver perto?
As palavras de Isabela o pegaram de surpresa. Thiago sequer havia pensado nessa possibilidade, extasiado com tudo o que constituía aquele lugar, tão distante e tão perto ao mesmo tempo.
Mas ele compreendia o ciclo da vida, e foi com essa certeza que o mesmo a respondeu.
— Tudo tem seu fim algum dia, Bela. Nós, eles, este mundo – abrangeu o lugar usando seus braços – é natural, é a vida seguindo seu fluxo. Vou ficar triste quando eles e tudo isso aqui for embora, sim. Mas enquanto eu estiver aqui e eles também, vou cuida-los com todo o coração.
Ao final do discurso, quando Thiago voltou-se a jovem, arregalou os olhos em surpresa. Isabela chorava explicitamente, enxugando sem sucesso as lágrimas que tomavam seu rosto.
Ela entendia perfeitamente sobre o que ele estava falando, e tanto entendia que se martirizava imensamente por não ter cuidado daquilo que ela sabia ser finito. Isabela não cuidou de sua avó como deveria e desejava, e ela se foi, sem que a mesma nada pudesse dizer ou fazer.
Thiago estava certo em suas palavras. Aquele mundo em algum momento iria ter que desaparecer para que eles estivessem onde estavam e ela sentia, a partir de cada palavra que saia de sua boca, o quanto aquilo o afetaria.
Mas vê-lo falar com um sorriso no rosto de contentamento e satisfação a fez perceber o quão egoísta ela sempre foi. Egoísta em relação a sua avó, egoísta em relação aos seus pais, em relação aos seus próprios amigos.
As lágrimas pareciam não parar e cada vez que ela as enxugava outras surgiam no lugar. Isabela não sabia o que fazer quando seu peito doía tanto com aquela percepção. Ela queria poder voltar no tempo, como haviam feito agora, para consertar as coisas que deixou passar.
Matheus agora era uma preocupação mínima no oceano em que ela se encontrava, mas para sua surpresa, o mar revolto que a encobriu foi amansado por um gesto singelo vindo do garoto ao seu lado.
Ele lhe afagou os cabelos soltos.
— Ei, não chore, não sei o que fazer quando a vejo assim – sussurrou a última parte – prefiro quanto está implicando comigo.
Ele não precisou dizer mais nada para a garota confirmar suas palavras em seu olhar nervoso e mãos agitadas. Sorrindo e sentindo as lágrimas irem embora, ela bateu seu ombro no dele o fazendo retribui-la com o sorriso.
— Você que pediu, ouviu? Depois não diga que não avisei.
O sorriso de Isabela melhorava o humor de Thiago e ele só constatou esse fato quando se sentiu extremamente feliz ao vê-la sorrir novamente para ele.
No passo seguinte eles deram de cara com o riacho límpido e tranquilo que procuravam. A jovem engatou uma descida do pequeno barranco até o mesmo e molhou seu rosto róseo pelo choro na primeira oportunidade.
Thiago a seguiu até a água e quando sentiu esta molhar novamente sua bermuda se arrastou, no solo enlameado e turvo sob seus pés, até a garota.
Num só movimento ela abriu a garrafa amassada que ainda carregava consigo e a encheu de água, entornando-a, sedenta, em seguida.
— Você realmente estava com sede.
Isabela sorriu no meio do ato, parando de beber.
— Quer um pouco? – balançou a garrafa para o jovem.
Thiago esticou a mão para pegar a mesma quando a garota a puxou para longe, sorrindo divertida, e desencadeando uma investida do jovem contra si, atrás da garrafa. Ela correu e ele a perseguiu ao redor do pequeno riacho.
Numa margem mais afastada, e encoberta por cipós e galhos curvados, se encontravam uma manada volumosa de dinossauros. Eles eram grandes e herbívoros, mastigando preguiçosamente as folhas mais próximas e caçando as mais altas.
Foi ao notar eles que Isabela foi alcançada pelo garoto e ambos caíram juntos na água corrente e fria sob seus joelhos. Eles riram juntos, se entreolhando e iniciando uma breve guerra com água pra todo lado.
Quase inteiramente molhados eles desistiram, caindo um do lado do outro na margem mais próxima, respirando pesadamente, mas ainda rindo.
— Você caiu igual um sapo! – riu mais alto, tentando imitá-lo.
Thiago fez uma careta, mas também riu, amassando a camisa para tirar parte da água. Seus cabelos estavam molhados e pingavam insistentemente em seus olhos e foi quando ele os jogou para trás que conseguiu visualizar, com clareza, a garota ao seu lado.
Isabela ainda ria, com a garrafa apoiada no meio de suas pernas enquanto seus pés salpicavam a água do rio para fora. Os cabelos, antes tão cheios, pareciam ter perdido seu poder e caiam mansos sobre seus ombros, com os cachos delineando o formato de seu rosto.
Mas foi quando ela olhou para ele, com seu sorriso, que Thiago teve que respirar fundo com a visão. Por que toda suja de terra e molhada, no meio de uma selva pré-histórica, ela parecia tão desgraçadamente linda?
— O que foi? Perdeu alguma coisa? – Isabela lhe lançou um sorriso divertido.
A retribuindo no sorriso ele lançou mais um jato de água sobre a mesma.
— Bom saber que divirto você – Thiago pegou a garrafa com rapidez e bebeu o pouco de água que sobrou nela.
Isabela ignorou o ato levando seu olhar para a flora ao seu redor e sorriu mais abertamente. Rindo baixinho ela abriu os braços sentindo a brisa leve lhe arrepiar os pelos do corpo devido ao frio da água que a preenchia.
— Esse lugar é um sonho – admitiu baixinho – é tão gostoso estar aqui.
Thiago a observou satisfeito.
— Quem sabe eu traga você para passear aqui de vez em quando.
Isabela riu.
— Você? – ele a questionou com a sobrancelha erguida – Quem sabe eu aceito algum dia – deu de ombros.
Batendo seu ombro no dela ele fitou a água sob seus pés. Mais ao longe um som baixinho os chamou a atenção. O grupo que comia e descansava na parte mais distante parecia se aproximar.
— Quem são eles?
— Edmontosaurros. São calmos e pacíficos, vivem em grandes grupos e...
A voz de Thiago sumiu quando uma movimentação diferente saltou aos seus olhos. Isabela seguiu seu olhar, confusa com a parada abrupta, mas percebeu imediatamente que havia algo errado. Algo extremamente errado.
Os dinossauros que seguiam calmamente em sua direção agora corriam desesperados.
— O que está acontecendo? – perguntou assustada, já levantando e sendo seguida pelo garoto.
— Eles são a principal refeição dos...
— Carnívoros? – arriscou já dando passos para trás.
— Tiranossauros – completou, ficando ao lado da jovem.
Isabela gemeu em desespero e no instante seguinte as árvores, logo atrás do animais em pânico, caíram ao chão mostrando dois Tiranossauros, grandes e cheios de dentes.
A garota sentiu o sangue esvair do seu corpo.
— Corre!
Thiago a tirou do transe quando a mão do mesmo a puxou consigo, para dentro da floresta, para longe das patas pesadas a alguns metros de distância e dos dentes afiados logo atrás deles.
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