Fedemila- Um Amor de Verão

5 Capitulo 5 - O que eu faço?


Notas iniciais
Desculpa a demora e boa leitura!!!

(Por Federico)

Ela me olhou atenta, parecia indecisa respirou fundo e disse:

– Eu senti o mesmo. Desde aquele dia na praia até agora. Por mais que eu estivesse com o Felipe, você me atraiu e me interessou muito. Eu fiquei muito curiosa, não sei explicar direito. Só posso te dizer que eu gostei do que aconteceu.

Eu sorri. Eu fiquei imensamente feliz, eu senti um alívio muito grande. Mas ela continuou:

– Mas não sei se podemos ter alguma coisa.

– Por que?- Eu perguntei preocupado.

– Por causa do Felipe. Eu ainda sinto coisas por ele. Ele foi meu primeiro namorado e sabe como dizem, o primeiro amor a gente nunca esquece e isso foi muito recente. Eu também sinto coisas por você, mas...- Ela parou de falar, e colocou as mãos na cabeça.

– Tudo bem, eu te entendo! Relaxa!- Eu disse tentando acalma-la.

Ela me olhou, com os olhos marejados e com o rosto vermelho de tanto chorar então eu falei:

– Ludmila fica tranquila, por favor. Eu sei como é que é, minha irmã já passou por isso e parece uma das piores coisas do mundo...- Ela fez que sim com a cabeça, confirmando o que eu dizia.- Mas eu quero que você não esquente a cabeça. Não vou te forçar a nada tá.

– Mas eu não quero que você desista de mim. — Ela disse me olhando nos olhos. Eu sorri pra ela. Ela deu uma risadinha e nos abraçamos.

Voltei pro hotel e fui falar com o Maxi no quarto dele. Bati na porta, ele abriu eu entrei e me deitei na cama dele. Ele se sentou numa cadeira que ficava a frente de uma escrivaninha.

– Que cara é essa?- Ele perguntou se sentando na cadeira, segurando um travesseiro.

– Acho que vou ter que desistir da Ludmila.

– Como assim?

– Eu conversei com ela hoje. Ela sente algo por mim. Ela me disse, mas ela ainda pensa no Felipe. Ela está em dúvida, você sabe como é que é.

– Sei. Aconteceu com a Vilu também.

– Então isso aconteceu, mas ela me pediu para eu não desistir dela.

– Mas amanhã a noite vamos embora! O que você respondeu pra ela?

– Não respondi nada, apenas sorri e nos abraçamos.

– Federico eu te avisei que você deveria esquecê-la.

– Tá, mas eu não consegui! Você não tá ajudando!

– Desculpa!

– Eu amo muito ela.

– Federico, isso é só uma paixão de verão como eu te falei.

– Maxi, acho que não é não. Ela é a mulher da minha vida.- Ele virou os olhos e disse:

– Federico, eu sou seu amigo. Não quero que você fique sofrendo por essa garota.

– Eu sei.

Me levantei fui pro meu quarto e comecei a pensar. Não tenho ideia do que fazer. Será que o Maxi tinha razão? Será que nós nunca mais nos veríamos? Será que eu devo lutar por ela? Será que eu devo esquecê-la? E se o Felipe voltar?Mil e uma perguntas vieram a minha mente. Eu estava completamente confuso e indeciso, tenho medo de arriscar tudo para ficar com ela e me arrepender, mas tenho medo de não arriscar tudo por ela e me arrepender também.

Depois disso eu e o Maxi fomos dar uma volta na cidade, era muito linda, além da praia tinha construções incríveis. Mas eu não curti muito, minha mente estava em outro lugar. Eu e o Maxi estávamos andando e ele percebeu meu estado de animo.

– Cara para de pensar nela!- Ele disse.

– Tá tão na cara assim?

– Até quem não vê percebe.

– Não é pra tanto né!

– Nunca te vi tão assim por causa de uma garota.

– O que você faria se estivesse no meu lugar e a Ludmila fosse a Naty?

– Mas a Naty mora no mesmo lugar que eu e não fica indecisa entre duas pessoas.

– Responde!

– De verdade eu não sei. Desculpa cara, mas essa situação se tornou muito crítica.

– Aí cara, eu não aguento mais isso. Eu não consigo pensar em outra coisa. Desculpa por ficar de perturbando.

– Olha é difícil de perdoar algo tão insuportável.

Eu dei um tapa da aba do boné dele que tapou seus olhos. Ele arrumou o boné e falou:

– Se você acha que vale a pena lute por ela.

– Mas você não tava meio contra isso.

– Arrisca cara! Eu vou sozinho, não tem problema. Fica aí por mais um tempo, e vê no que vai dar.

– E quando ela for embora?

– Se você ver que vai dar certo aluga uma casa ou um apê baratinho e fica aí. Faz uma mudança e viva a sua vida.

– Valeu cara.

– De nada.

Entramos no carro e fomos pro hotel. Jantei e fiquei o resto do dia no meu quarto. No meio da madrugada uma insônia veio me atormentar. Fui pra varanda e quando olhei na varanda do quarto vizinho lá estava a Ludmila, obervando a Lua cheia. Quando ela me viu, se aproximou mais da borda da varanda me perguntou:

– Insônia?

– Exatamente.

– Então somos dois.

– Lua bonita né?

– Linda.

– Não tão linda quanto você.

Ela corou e riu, eu também ri, do jeito que eu disse ficou meio, meio não, ficou horrível.

– Sou péssimo nisso. — Eu disso ainda rindo.

– Nota-se.

Paramos de rir e um silencio tomou conta, a noite estava fria, e podíamos ver a Lua refletindo no mar. Ficamos fitando aquilo por um tempo até que ela disse:

– Vamos tentar.

– Tentar?

– Sim tentar.

– Tentar o que?

– Vamos dar uma oportunidade pra gente. Federico eu gosto muito de você, muito mesmo. E eu quero descobrir se eu te amo.

Aquela garota era meio poética. Mas eu gosto dela, eu amo ela!

– Combinado!

– Certo. Começamos amanhã. Até.

– Até. – Eu disse com cara de bobo.

Ela entrou e eu continuei olhando pra varanda dela, sorrindo. Quando eu voltei pra terra eu entrei de novo no quarto, me deitei e dormi feliz.

Amanheceu e, por incrível que pareça, eu acordei cedo, umas 8:00. Ansiedade eu acho, eu não via a hora de vê-la. Me troquei e olhei pela varanda, o dia estava lindíssimo! Fiquei lá por um tempo observando a paisagem até que resolvi descer e tomar um café, eu estava com muita fome. Depois disso já eram umas 10:00 e eu estava no meu quarto de um lado para o outro. Então decidi dar uma volta na praia, coloquei uma roupa de banho e no mesmo instante que eu saí do quarto, a Ludmila saiu do dela também. Ela me viu e sorriu pra mim. Me abraçou e falou:

– Bom dia!!!!

– Bom dia. Isso é hora de acordar?

– Não foi esse o horário que você acordou ontem?

– Você venceu. — Eu disse sorrindo pra ela.

– Vou tomar café, quer vir comigo?

– Bora!

Entramos no elevador e fomos até o restaurante, durante o café na manhã conversamos bastante. E quando ela acabou eu disse:

– Vamos pra praia?

– Vamos.

(Por Ludmila)

Fomos pra praia e caminhamos um pouco, enquanto caminhamos conversávamos, riamos e brincávamos. Eu realmente amava o Federico, mas não conseguia ficar perto dele sem pensar no Felipe, eu queria esquece-lo porque o que eu sentia pelo Federico era muito mais forte do que eu sentia pelo Felipe, mas eu ficava meio insegura com isso.

Eu notei que enquanto caminhávamos o Federico ficava em dúvida se segurava a minha mão ou não. Eu entendo ele, ele deve estar com medo de ser rápido demais, eu sabia que ele me amava. Ele tinha muito cuidado quando falava comigo, parecia que escolhia cada palavra antes de dizer-la pra mim.

Então, quando eu vi a mão dele se aproximando da minha eu a segurei, ele olhou pra mim com cara de surpresa, mas ele sorriu. Então eu disse:

– Vamos entrar no mar?

– Vamos! Não to aguentando esse calor.

Eu tirei a camiseta e o shorts e fiquei só de biquíni ele tirou a camiseta e focou de bermudão. E fomos correndo pro mar, a água estava fria, muito fria! Ele logo de cara mergulhou, eu entrei até a o joelho e fiquei parada. Encolhida. Ele me viu e começou a rir. Veio até mim e falou:

– Vamos!

– Não dá.

– Mas você não queria entrar no mar?

– Tá muito frio!

– Sem problema.

Ele me abraçou, e como ele estava molhado eu quase congelei. Quando nos separamos, ele pegou na minha mão e falou:

– Vem.

Eu olhei pra ele meio indecisa, mas o olhar dele dizia “Pode vir”. Então eu fui com ela, até a água bater na minha barriga. Eu estava quase congelando.

– Eu acho que vou congelar.

– Mergulha que passa.

De repente veio uma onda, bem grande, eu agarrei no Federico e gritei:

– Não, não,não!

Mas não teve outra. Fiquei toda molhada e totalmente congelada. O Federico começou a rir e eu dei um tapa nele. Logo depois veio uma outra onda que me derrubou, mas ele me segurou, igualzinho no casamento.

– Acho que já vi isso.- Ele disse, brincando.

– Eu também. Você lembra?

– Como não ia me lembrar se foi o melhor momento da minha vida.- Eu sorri e falei:

– Te amo.

– Eu também.

E nos beijamos. Foi um beijo longo, mas foi tão bom quanto, até melhor que o outro.

...

Notas finais
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