Fedemila- Um Amor de Verão
16 Capitulo 16 - Amigos? Amigos!
Notas iniciais
(Por Federico)
– Não foi você que bloqueou o numero da Ludmila, né?- Perguntei pra Luiza desconfiado.
– Eu? Não.- Ela falou rapidamente com a voz meio tremula.
– Tem certeza?
– Você tá desconfiando de mim?
– Não sei, você pode ter feito isso sem querer, ou...
– Federico eu não fiz isso!- Ela disse irritada.
– Tá bom. Desculpa!- Eu disse erguendo as mãos, como se estivesse me rendendo.
– Tá desculpado. Agora vai pro hotel descansar que amanhã terá show!- Ela disse saindo do meu camarim.
Eu fiquei um tempo pensando, e olhei pro meu celular e vi o numero da Ludmila. Ela não iria escapar tão fácil assim.
Voltei pro hotel e dormi no exato momento em que me deitei na cama, claro, eu estava exausto!
Acordei tarde, beem tarde. Meio dia e dez para ser mais preciso. Pulei da cama e fui almoçar com a Luiza. Depois disso fui dar uma volta sozinho pela cidade. Passei por uma pracinha e vi a Ludmila, sentada em um banquinho. Obviamente fui falar com ela. Me sentei do lado dela.
– O que faz aqui Federico?- Ela pergunta assustada.
– Oi, eu tô bem obrigado.- Eu brinco. Ela se levanta e sai andando, eu a seguro pelo braço e falo:
– Ludmila, precisamos conversar.
– Já conversamos ontem.- Ela disse tentando se soltar.
– Quero conversar direito e te explicar tudo.
– Não tem nada pra explicar. Não quero mais nada com você.
– Ludmila, por favor. Me escuta!
Ela desistiu de tentar se soltar e ficou um silencio.
– Fala Federico.
– Eu não bloqueei o seu numero.
– Federico, isso não cola mais!
– Eu juro que não bloqueei o seu numero.
– Você também jurou que voltaria.
– Eu sei. Mas é que eu tive que ficar por causa da minha tia! E o tratamento é muito caro! Então o YouMix me chamou e eu tive que aceitar, mas eu juro que se eu pudesse eu voltava.
– Para de jurar Federico!
– Ludmila, eu sei que fui um idiota, que perdi seu numero, mas não bloqueei nele, por favor acredita em mim.
– Federico, você tem milhões de meninas aos seus pés. E você tem que enganar justo eu!
– Olha, tá bom. Não vou forçar a barra. Podemos pelo menos ser amigos?
– Não sei Fede...
– Eu só to te pedindo isso. Eu não quero perder o contato com você de novo.
Ela bufou e falou:
– Tá. Podemos tentar.
Ela pegou meu telefone e eu disse:
– Certo. Então você quer tomar sorvete amanhã?
– Isso não é um encontro né?
– Relaxa, é só um passeio de amigos.
– Ok então.
– Até!
– Até.
Eu me aproximei dela e dei um beijo na bochecha dela. Ela corou e se afastou. Acenou pra mim e eu retribui.
(Por Ludmila)
Ai meu Deus! E agora? Gente que loucura. Será que ele estava falando a verdade. Quando eu entrei em casa a minha prima, que estava passando a semana de férias lá disse:
– Aonde você tava?
– Tava ali na pracinha.
– Você tá corada. O que aconteceu?
– Nada!- Eu disse tentando entrar no meu quarto.
– Nada? Tem certeza?- Ela disse me barrando.
– Deixa eu passar Patrícia!
– Se você deixar eu entrar eu te conto.
– Tá bom!
Eu entrei e me sentei na cama. Ela se sentou do meu lado e perguntou:
– E aí, o que aconteceu!
– Eu e o Federico voltamos a ser amigos.
– Ahhhhh! Eu sabia que vocês iriam ficar juntos.
– Você escutou quando eu disse amigos?
– Não importa. Tenho certeza que você vai ficar linda com um vestido branco.
– Que? Você tá louca! Eu nunca vou casar com ele!
– Aproveita Ludmila! Ele é lindo, fofo, talentoso. Porque você tem esse ódio dele?
– Não é ódio. Eu não odeio ele, eu não gosto dele, ele fez coisas muito feias que me deixaram muito triste.
– Eu sei, você me contou. Mas perdoa ele. Dá outra chance! Você nunca vai saber a verdade se não tentar!
Será que aquela pirralha estava certa?
...
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