Fedemila- Um Amor de Verão
11 Capitulo 11 - Não vou voltar
Notas iniciais
(Por Federico)
Seis anos é muito! Com vou voltar para ver a Ludmila!
– Marotti, pra que tanto tempo?
– Federico você não escutou o que eu disse? Primeiro você vai fazer umas mudanças e vai aperfeiçoar o seu talento, depois vamos colocar vídeos na internet e fazer shows depois. Isso demora sabia?
– Não poderíamos pular a parte da transformação, porque eu queria ser eu mesmo em cima dos pal...
– Federico, se você assinar o contrato será nosso e terá que fazer tudo o que mandarmos e nós vamos mandar você ser outra pessoa, pelo menos nos palcos e com os fãs, simples!
– Sim, mas...
– Mas nada! A resposta é simples. É sim ou não!- Ele disse me interrompendo.
Eu pensei um pouco e lembrei da minha tia, então eu tomei uma decisão.
– Ok. Sim. Eu quero trabalhar com vocês. — Só fiz isso pela minha tia.
– Ótimo Federico! Amanhã mesmo você volta pra cá e nós assinamos os papéis.
– Amanhã?
– Sim! A fama não pode esperar!
– Certo. Obrigado.
Ele me acompanhou até o meu carro, nos despedimos e eu voltei pra casa, meio triste. A primeira coisa que eu fiz quando entrei no apartamento foi ir até o hospital contar a novidade.
– Parabéns Federico!
Ela disse me agarrando.
– Obrigado tia.
Depois daquela sufocação toda eu contei pra ela tudo o que o Marotti me disse.
– Eu só queria poder ser eu mesmo.
– Eu entendo Federico.
– Mas não vou desistir, vou fazer isso pela tia.
– Você é um anjo querido.
– Bom, eu vou indo, só vou tomar um banho e jantar e vou passar a noite aqui no hospital mesmo, pra você descansar.
– Obrigado querido.
Voltei ao apartamento e tomei um banho. Quando me vesti abri minhas malas e me lembrei de que eu tinha o telefone da Ludmila ali. Procurei o papelzinho do telefone e do endereço e não o encontrei. Tirei tudo da mala e nada. E agora? Procurei em tudo revirei o apartamento e não encontrei.
Eu tive que arrumar tudo correndo e jantar rápido, já que eu tinha que estar no hospital. Chegando no hospital me despedi da minha tia e entrei no quarto em que minha outra tia estava. Ela estava acordada.
– Oi tia!- Eu disse feliz.
– Oi Federico.- Ela disse com a voz fraca.
– Como você tá?- Essa seria a pergunta mais errada a se fazer pra alguém que está com câncer.
– Não muito bem. — Resposta óbvia.
– Não se preocupe, vamos conseguir que você fique boa.
– Tomara. Como foi a viagem?
– Foi maravilhosa. A melhor viagem que eu já fiz.- Eu disse me lembrando da Ludmila.
– Conheceu alguém?- Ela deve ter visto a minha cara e sacado tudo.
– Conheci
– E ela não está aqui?
– Eu tive que vir correndo pra cá e ela teve que ficar.
– Mas vocês namoraram?
– Ainda namoramos. Eu prometi a ela que eu voltaria.- Eu disse cabisbaixo.
– Porque essa carinha?
– Acho que eu não vou poder voltar.
Nesse momento meu telefone tocou, era um telefone desconhecido, eu atendi.
Ligação On
– Alô?- Eu disse.
– Alô Federico?
– Eu mesmo, quem é?
– Oi Fede, é a Ludmila!
– Ludmila!
– Eu queria ver se você tá bem, eu só tenho um minuto, porque minha mãe não quer pagar essa ligações internacionais que são muito caras.
– Foi tudo bem, eu to aqui com a minha tia.
– Manda melhoras pra ela.
Fiquei um tempo sem falar nada, será que eu conto que eu não poderia voltar? Não vou esconder isso dela.
– Ludmila eu não...
– Fede tenho que desligar. Tchau!
– Não, espera!
– Te amo
– Eu também te amo.
Ligação Off
Droga! Não sei o que fazer.
– O que foi querido?
– A Ludmila.
– Quem?
– A minha namorada.
– Então ela se chama Ludmila.
– Isso.
– E porque você está com essa cara triste se falou com ela?
– Eu tinha que avisa-la que eu não vou voltar.
– Porque?
– Porque vou trabalhar como músico e o contrato é de seis anos.
– Vocês não encontrar um jeito.
Vi que ela estava com muito sono e então deixei ela dormir. Havia um sofá do lado da janela e foi lá que eu deitei pra dormir. Fiquei olhando a Lua, que iluminava o quarto escuro. Então escutei alguém me chamando, era a voz da Ludmila. Ela apareceu no quarto e fez sinal para que eu a seguisse. E assim o fiz.
Saímos do hospital e eu ela foi correndo em direção a praia. Só que não havia praia praia na cidade. Bom, saí correndo atrás dela, até que ela parou eu ficou olhando o mar, chegando perto dela e a abracei por trás.
– Vem, vamos entrar!- Ela disse se virando pra mim.
– Aonde?
– No mar!
– Tá maluca, essa água deve estar congelante!
– Por favor!
– Tá, tudo bem.
Ela tirou a camiseta e a calça e ficou de biquíni, eu tirei a camiseta e fiquei de calça jeans, eu não tava preparado praquilo. Ainda bem que era verão na Itália!
Ela pegou minha mão e me puxou até o mar ela entrou até o joelho e parou, realmente a água estava muuuito fria!
– Vamos Ludmila!
– Aqui tá bom já.
– Não tá não! Vem.
Eu a puxei mais pro fundo até a agua bater na minha cintura. Ela me abraçou e ficamos vendo a Lua.
– Eu sei que você nunca vai me enganar.
Esse comentário me deixou meio embaraçado, porque eu estava enganado ela, eu jurei que ira voltar as não vou! Me senti mal com aquilo. Ela foi se aproximando de mim até que nos beijamos.
...
–
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