Fearless

1 Capítulo 1: Mudanças


Acordar atrasada pro meu primeiro dia de trabalho é tão a minha cara que eu mal estava surpresa, quase joguei o celular contra a parede quando percebi que eu já devia estar no hospital há exatos dez minutos.
Mal terminei de me vestir e saltei pra fora do quarto, quando alcancei a cozinha já estava terminando de calçar minhas sapatilhas,e com calma pendurava minha bolsa no ombro, ao mesmo tempo vejo papai sentado assistindo a toda àquela cena, divertido.
– Katharine, querida... Você sabe que a banda de Patrick vai fazer shows aqui perto? Seria bom revê-lo­ – Dizia papai enquanto me examinava por cima dos óculos.
– Papai, falamos disso hoje a noite se eu não for demitida no meu primeiro dia!
– Claro, querida. Até lá então – Disse enquanto largava o jornal em cima da mesa e olhava fixamente pra mim, que atrapalhada havia esparramado todo o conteúdo da minha bolsa pela sala e agora estava juntando.
Sai da porta do apartamento direto pro elevador, e quando as portas se fecharam pude terminar de ajeitar meu cabelo no espelho do elevador, sorte minha não ter dividido o elevador com ninguém naquela manhã.
Em minutos já havia me espalhado na calçada no meio de uma multidão de pessoas, Atlanta é uma cidade linda e chamativa, e seria ingenuidade minha dizer que é apenas movimentada, mas hoje eu não tinha tempo para analisar as pessoas como eu gostava de fazer, nem de ler um jornal ou comprar um café. Com sorte em questão de segundos consegui um taxi livre, e então me joguei para dentro, enquanto fechava a porta e olhava na janela uma senhora com a mão estendida ao taxi cuspindo alguns xingamentos, por um instante me senti vitoriosa.
O caminho dali até Atlanta Medical Center* não era grande, demorava no máximo uns quinze minutos, e foram os minutos que usei pra pensar no desafio que estava chegando. “Coragem, coragem...” eu repetia mentalmente, quase como um mantra, mal podia acreditar que estava formada, mal podia acreditar que estava indo pro primeiro dia de residência, depois de tantas lutas pra estudar, ver o trabalho que foi todos esses anos, nesse momento não havia nada mais há fazer do que encostar a cabeça na janela e curtir o meu momento, mas não demorou muito para me resgatarem dos meus pensamentos.
Cheguei ao hospital, e ao colocar o pé no hall já havia encontrado Cora parada olhando para os lados com um ar sério, dava pra ler no rosto dela o quanto ela estava brava pelo meu atraso. Cora era minha melhor amiga desde o ensino médio, nós moramos juntas durante toda a faculdade, agora ela estava hospedada na casa do namorado Sam, pois havia cedido gentilmente seu quarto ao papai enquanto viera me visitar. Os cabelos de cora eram a moldura exata pro seu rosto um cabelo ruivo que chegava a cintura quando estava solto, mas que hoje estava preso em um coque muito discreto, estava toda de branco, com o jaleco já vestido, a única cor em suas roupas era da sapatilha vermelha em seus pés.
–Cara eu não acredito – dizia enquanto se aproximava – só sendo Katherine Rutherford para conseguir se atrasar no primeiro dia de trabalho.
–Achei que já me conhecia o suficiente pra se surpreender com isso! Eu perdi alguma coisa? Com quem devo me desculpar?
–Ninguém Kath, não se preocupa, a reunião com os novos residentes começa só daqui vinte minutos. Você só precisa procurar a Drª Lewis para pegar seu material, e depois é só assistir a reunião.
Eu realmente estava sorridente agora, um milagre parecia ter acontecido ali, um milagre que salvou meu dia e que me fez não estar queimada com ninguém da chefia logo no primeiro dia.
–Ei Kath, não fique muito feliz, ouvi alguns murmúrios e parece que nós vamos acompanhar as vitimas do caso do incêndio em Midtown.

Eu não sabia muito sobre o incêndio, apenas que tinha sido uma tragédia enorme envolvendo centenas de crianças, mas que, não havia mortes.
Durante a reunião tive todas as informações que precisava, sabia exatamente com o que ia lidar, o incêndio havia ocorrido já fazia algum tempo, um mês pra ser exata, foi em uma igreja em Midtown, durante um sermão o incêndio havia começado e ninguém ainda sabia o que tinha causado, apenas que aquele não era um culto comum, havia naquele dia na igreja o sermão era em homenagem a visitas das madres com as meninas do Orfanato Católico de Atlanta, ou seja, um desastre total, a igreja havia pegado fogo com mais de oitenta crianças dentro, e a ala infantil estava com tantas crianças e urgências que foi criado um ambiente novo no hospital, apenas para essas meninas.
Tinha me especializado em pediatria junto com Cora, e nós duas íamos acompanhar essas crianças de perto, eram todas meninas de menos de dez anos de idade, eram trinta meninas ao todo, todas com queimaduras graves de segundo e terceiro grau.
Depois que terminou a primeira reunião continuamos na sala de reuniões examinando os prontuários das crianças, e esperando que começasse a segunda reunião. A segunda reunião se tratava da equipe médica que estava acompanhando o caso, éramos um grupo de oito médicos, contando com o trabalho de médicos pediatras, psicólogos, fisioterapeutas, e dermatologistas. Ficamos em sala durante duas horas e meia, alternando um prontuário a outro, estudando um caso de cada vez.
Até que o Dr. Willians chefe da nossa equipe médica, disse que ia nos conduzir até as meninas para que pudéssemos conhecê-las.
No caminho pude notar que Cora não tirava os olhos do Dr. Willians, mas também pudera, o homem sabia ser charmoso, além de alto tinha uma pele muito clara, e vestia um terno por debaixo do jaleco, ele era tão alto que eu realmente tinha que me esforçar para olhar seu rosto, não que eu não fosse recompensada por isso, era dono de olhos verdes tão claros que mesclava com o tom loiro dos cabelos, além de ser o chefe da pediatria e manda chuva da nossa equipe, era o mais velho também, claramente beirava os cinquenta. Foi quando percebi que ele não tirava os olhos de Cora, e o clima entre eles estava ficando visível não só pra mim, mas para todos. Antes que eu precisasse pisar no pé de Cora para fazê-la desviar o olhar dele, a porta do elevador se abriu e todos caminhavam juntos no corredor, enquanto as enfermeiras nos olhavam e cochichavam até riam atrás dos nichos, nos dirigíamos a uma grande porta no fim do corredor com uma placa gigante onde estava escrito “Bloco A”, foi quando me aproximei da porta que notei que em um corredor à esquerda da primeira porta, havia outra grande porta com aplaca “Bloco B”, haviam dividido as trinta meninas, e agora na porta do Bloco A nossa equipe ficaria ainda mais dividida. Era a primeira vez que ia fazer algo tão sério sem a ajuda de Cora, agora eu contava com um baixinho barbudo Benjamin Hammes, ou como devíamos chama-lo: Dr. Hammes. Tinha vinte e oito anos e era psicólogo, o que logo dava pra perceber pelos óculos de armação preta e pesada enterrado no rosto, logo me perguntava se para passar nos exames finais o óculos era algum tipo de pré-requisito, porque o Dr. Alexander que ficou com Cora no Bloco B, usava um modelo tão igual ao de Benjamin que também me passou pela cabeça se ambos compraram na mesma ótica em alguma promoção de “óculos para psicólogos”, tinha também a fisioterapeuta, Drª Rebecca Kwon, loira e dona de um corpo escultural, mais alta até que Cora, e tão bonita quanto. O dermatologista era mais velho como o Dr. Willians, mas não tão bonito, pelo contrario, o homem era baixinho e gorducho, meio careca também, mas era muito simpático e na reunião tentou conversar um pouco com cada um dos residentes novos, essa era a minha equipe de trabalho, e eu era a mais nova da equipe inteira, beirando meus vinte e três anos.
Mesmo com tudo que já havia visto durante a faculdade, cada cirurgia que assisti e cada caso que acompanhei, nenhum tinha me preparado o suficiente para o que me esperava atrás daquela porta.
Fui a primeira a entrar, e no mesmo momento que olhei aquelas meninas senti minhas pernas vacilarem, meu corpo inteiro tremer, se formou um nó tão grande na minha garganta e eu quis abraçar todas elas e lamentar tudo que havia acontecido com aqueles anjos. Não deixei transparecer nenhum sinal da minha emoção, pelo contrario, fui a mais espontânea e sorridente que pude ao conhecer as meninas, no meu bloco havia ficado catorze meninas, a mais nova com quatro anos e a mais velha com nove, conversei e brinquei com todas elas, e não precisava nem dos prontuários para saber os casos graves ou não, na verdade não são todas as doenças que são tão visíveis assim, conheci Maggie de seis anos, tinha queimaduras de terceiro grau por toda perna e braço esquerdo, ruivinha como Cora e muito falante, em minutos que lhe dei atenção me contou tudo sobre onde morava e sobre suas colegas de quarto, foi então que percebi na ultima cama perto da parede tinha uma menina dormindo, e vi que não tinha falado com todas já que quando olhei para cama achei que estava vazia de tão pequena que era a menina, era com certeza Agnes, a mais nova.
Quando me aproximei já fui pegando a copia do prontuário fixado nos pés da cama, e eu tinha razão, era Agnes nossa menina mais nova, mas também o caso mais sério. Ela havia caído do colo de alguém enquanto tentavam se salvar, e tinha tido sessenta por cento do corpo queimado, a área menos atingida havia sido a cabeça e peito, mas as mãos e pés estavam visivelmente deformados pelas queimaduras, puxei todo ar que pude enquanto verificava o soro que estava ligado a ela, ate que sem poder mais evitar o encontro fiz a volta na cama e tirei o braço dela de cima do seu rosto.
Quase não contive as lágrimas, o lado esquerdo do rosto da menina estava queimado, queimaduras de segundo grau, qualquer um podia perceber, as queimaduras não afetaram a sua visão, mas se expandiam até o couro cabeludo, era claro pra mim que aquela menina estar viva era um milagre.
Quando percebi já era hora do almoço, tinha me perdido do relógio enquanto ouvia cada uma delas contar suas historias, e me despedi delas as deixando com um grupo de enfermeiras e me encontrando com Cora no corredor. Cora não disse nada, estava com a cara fechada e muito séria, caminhou passos largos até chegar ao banheiro, onde verificou cabine por cabine se estávamos mesmo sozinhas e trancou a porta.
–Ok Kate, agora é a hora que você me diz que botou tudo a perder e chorou igual a um bebê quando conheceu as meninas. – Dizia enquanto me abraçava, ali sabia que estava segura e que não precisava me esconder, então deixei as lágrimas caírem.
–Ah Cora, retiro a parte que falei que não me conhecia tão bem. Mas não,não chorei lá dentro, nem deixei que ninguém percebesse o quanto me abalou!
–Sim, você tinha que ver o Bloco B, elas pareciam bonecas, e eu queria poder concerta-las também, mas você tem que ser forte! – Me sacudia pelos ombros, mas eu não podia ver seu rosto de tantas lágrimas.

Levei dois minutos pra me recompor e voltar a circular pelo hospital, quando fui buscar minha bolsa havia exatamente trinta e três chamadas não atendidas de Patrick.

–Ok Pat, me diga quem morreu. – Patrick atendeu tão rápido minha ligação que fiquei imaginando se estava esperando que eu ligasse olhando para o celular.
–Estava quase morrendo, gata. De saudades.
–E por isso precisou me ligar mais de trinta vezes? – Eu não tinha a intenção de brigar com Pat, mas dos últimos meses pra cá, ele estava passando dos limites.
–Eu cheguei hoje em Atlanta com a banda, e vou almoçar com Charlie a propósito, liguei pra saber se quer que a gente passe ai pra ir com a gente!
–O que? Papai concordou com isso? – Mal podia acreditar no que estava ouvindo, não tinha sido só Pat que saíra dos limites, papai também.
–Sim, e então doutora, qual a resposta?
–Não Pat, esse é meu primeiro dia de trabalho não quero fazer nada de errado, não quero correr o risco de me atrasar de novo, fica para a próxima – menti.
–Tudo bem Kath, mas deve saber que nós vamos nos encontrar antes que eu deixe a cidade não sabe?
–Claro Pat, claro...

Deixei o celular na gaveta da minha mesa, junto com algumas anotações sobre as meninas, quanto notei Cora entrando na sala do Dr.Willians e pude o ver fechando a porta, eu sabia onde isso ia acabar, mas não importava quão mais velha Cora fosse eu sempre seria a mãe da nossa amizade, aquela mulher não tem um pingo de juízo na cabeça, e nós iríamos ter uma conversa definitiva sobre esses comportamentos mais tarde. Continuei sentada na minha cadeira, balançando a cadeira de um lado e outro, pensando em Patrick que devia estar almoçando com papai agora, aqueles dois realmente se davam bem, as vezes achava que papai tratava Pat mais como filho do que eu, e tinha até ciúmes dessa relação dos dois, mas eu sabia que o assunto que estaria em pauta nesse almoço seria o termino do nosso namoro. Quando se namora por oito anos, não se espera que termine, quando se chega ao aniversario de oito anos de um namoro os planos que um casal tendem a dividir, são no mínimo casamento, filhos, uma vida. Com certeza éramos muito novos pra casar na época, mas a minha vida e minha carreira caminham juntas para uma união estável, para começar uma família, mas a de Patrick não. Nossas vidas eram completamente diferentes, ele havia abandonado a faculdade e saído da casa dos pais pra morar com os amigos, demorou menos de um semestre para ele perceber que advocacia não era seu forte e ir morar com mais três caras. Caras esses que formaram a Kingdown of Nowhere, uma banda de rock que começou em uma garagem na casa da mãe do baterista, e que agora tinham acabado de chegar de uma turnê pelo Canadá, eu tinha visto Pat sonhar com essa banda, foi na minha sala onde ele e os meninos escolheram o nome da banda, e hoje se eu saísse com Pat para ir a um bistrô qualquer, a noticia estaria hoje ainda no jornal e as fotos na internet, alias, se pesquisar por Patrick Dowson na internet, além de mil fotos dele sem camisa e dele nos shows, ia encontrar milhares de sites de fãs enlouquecidas pelo vocalista da Kingdown of Nowhere. Mas o cara que eu amava era simples, que brigava comigo por não comer direito, que gostava de assistir filmes do Batman, era esse Pat que eu sonhava pra ser pai dos meus filhos e não o “vocalista da Kingdown of Nowhere”, depois de oito anos não dava pra imaginar uma vida sem Pat, eu conheço ele desde que ele roubava minha mamadeira no maternal, toda vez que olho pro passado e tenho alguma historia pra contar, Pat esta lá, não posso simplesmente arrancar o cara da minha vida como eu fiz com as cuecas dele no meu apartamento, ele fazia parte da minha historia e eu fazia da dele. Nós terminamos quando eu presenciei uma cena patética de uma fã enlouquecida em cima dele, também, eu não podia julga-la nem um pouco, Patrick de longe era o cara mais bonito que já tinha cruzado meu caminho, tem homens que são charmosos e outros que tem sex appeal, Patrick tem os dois, é alto e moreno, cabelos bem escuros que combinam como tom castanho dos olhos, tem um sorriso tão grande que quando sorri tende a fechar os olhos. O cara era bonito demais até pra mim, era impossível não notar a diferença, eu não alcanço nem um metro e meio de altura e tenho cabelos mal escovados, castanhos também como meus olhos, talvez se alguém me perguntasse hoje o porquê nos separamos a resposta poderia ser: Diferenças Irreconciliáveis.

Quando dei por mim já estava na hora de voltar à ativa, não procurei saber o que Cora estava fazendo, nem brigar com ela, só voltei para minha sala caminhando devagar pelos corredores, e conhecendo aquele lugar, eu tinha ficado triste por não poder ligar para o papai durante o almoço, mas eu sabia que ele devia estar entusiasmado com Pat, e não quis atrapalhar. Estava no corredor, caminhando em direção ao quarto equilibrando a prancheta alguns papeis e anotações nas mãos, quando comecei a escutar uma risada muito forte, um coro de risadas na verdade, todas devidamente sincronizadas, com o mesmo espaço de tempo, alguém estava lá com elas. Seriam as madres? Enfermeiras?
Entrei sorrindo no quarto e parei no segundo em que minhas pernas passaram da porta, na cama do centro estava sentado um homem, com Agnes no colo, ele a segurava tão forte nos braços que eu percebia de longe que ela se sentia totalmente segura ali, ela o olhava com olhos de curiosidade, dois olhos castanhos tão grandes e redondos, e o que mais me chocou: ela sorria.
Talvez fosse pela idade, por não entender o que de fato esta acontecendo, ou pelos analgésicos não estar sentindo dor, mas ele nem podia estar com ela no colo, e eu estava irritada com isso.
Atravessei o quarto e furiosa, e tinha certeza que todos perceberam isso, pois se calaram no momento exato em que pus os olhos em Agnes.

– O Senhor tem que colocar a menina na cama agora, antes que eu alerte os outros médicos que isso esta ocorrendo e o Senhor seja proibido de vê-las. –Cuspi as palavras nele, demonstrando toda a segurança e autoridade que podia com meu metro e meio.
Sem responder nada ele apenas se levantou da cama e caminhou devagar com Agnes no colo, que segurava tão forte nas roupas dele que as pontas dos dedinhos estavam esbranquiçadas, eu não queria me tornar a bruxa das pediatras, mas ela era um caso sério, não dá pra qualquer um lidar com ela, não enquanto ela fosse "minha responsabilidade”, quando deitou Agnes ele a cobriu, como eu mesma tinha feito antes de sair, ela parecia estar contente por estar coberta novamente.

Enquanto lentamente tirava os olhos dela, assisti aquele momento como quem assiste um filme pela primeira vez no cinema: deslumbrada.
Aquele homem amava aquela menina, claro que amava, dava pra saber no segundo que olhava pra eles, e ela também o amava, não havia outra explicação, transbordava carinho e amor naquela cena, ela agarra a mão dele e a levou para perto do rosto, parecia que já ia pegar no sono aninhada no braço dele. Foi então que eu voltei minha atenção pra ele, era um homem alto e muito bem vestido, com um pouco de barba no rosto, como quem não tem tempo de se barbear.
Tinha olhos vazios e fundos, um olhar cinzento. O homem estava cansado, e isto seria um ponto indiscutível.

–Eu peço desculpa pelo acontecido. – disse enquanto caminhava em minha direção aos pés da cama. Deus, como esse homem é lindo.
–Ela tem queimaduras graves. Eu não quero ser a pediatra megera, mas isso não pode voltar a acontecer.
–Eu já pedi desculpa, não sei mais o que falar.
Senti como se tivesse parado de respirar por horas, virei as costas sem entender nada, sem entender porque estava me sentindo daquele jeito, com frio no estomago, assustada, exasperada. Durante o resto do meu plantão não vi mais aquele homem no quarto, passei o dia com as meninas e estudando o caso de Agnes com Dr. Willians.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.