Fear

9 Comida chinesa


Notas iniciais
Demorei, mas cheguei Próximo capítulo acho que demora um pouquinho menos. Desculpando logo qualquer coisa

Oakley

—Pedimos comida chinesa. —Pietro fez questão de me avisar quando cheguei no corredor da cozinha.

—Que ótimo. —Respondi, dando um tapinha em seu ombro. —Acho que entre comida chinesa e fast food, Stark prefere isso.

—Você demorou. —Ele comentou enquanto me acompanhava até a grande sala de estar. Os outros Vingadores estavam lá, sentados e conversando mais baixo que o normal. Nem sinal de Steve ou Wanda. —O que estavam conversando? —Sussurrou, pegando em meu ombro e se aproximando mais de mim, não querendo ser ouvido pelos outros.

—Nada demais. —Menti, mas no fundo estava me mordendo para querer saber sobre o que James iria falar com Stark. —Vai procurar sua gêmea. —murmurei de volta e me afastei do louro.

Me aproximei do grupo à passos lentos e sentei ao lado de Tony.

—Tony. —Chamei. Ele se virou com um sorriso no rosto. Provavelmente tinha dito alguma besteira ao doutor e à Natasha, que pareciam estar morrendo de sede. Bebendo água tão rápido que me perguntei como não se engasgaram.

—Oi, Pequena. —Falou, e tomou mais um gole da bebida que tinha em mãos. —Não digam que não avisei. Pensam que não notei que estão bem próximos? —Disse em voz alta na direção dos dois. A reação de Bruce foi quase imediata, e ele se afastou da ruiva, mas Natasha apenas encarou Tony como se pudesse estrangulá-lo só com o olhar.

—James quer conversar com você à sós. Disse que é algo sobre a S.H.I.E.L.D.

—Oh meu Deus. O amigo do vovô sabe de coisas. É melhor eu ir logo, crianças, mas não comecem a diversão sem mim. —Tony se levantou e deu uma piscadela para Banner, que apenas suspirou, cansado. No meio do caminho, ele agarrou a cintura de Pepper, que tinha vindo para ajudar em algumas coisas, eu acho, e lhe deu um beijo estalado na bochecha.

—Ele realmente está de bom humor hoje. —Murmurei para mim mesma.

Afundei no sofá de couro e logo Pietro apareceu novamente na sala e se sentou ao meu lado.

—Achou sua irmã?

Ele acenou com a cabeça e se encostou no sofá, cruzando os braços.

—Ela estava lá em cima, com Steve. Aparentemente tinha tido outra convulsão.

—Mais uma? —Ele balançou a cabeça novamente. —Não acha melhor o doutor dar uma examinada nela?

—Acho até um pouco normal. Ela teve isso durante toda a vida. Às vezes o poder se acumula demais na mente dela, e acaba causando um colapso.

—Em um intervalo de quanto tempo? Digo, de colapso para colapso.

Pietro respirou fundo e coçou a nuca, franzindo as sobrancelhas.

—Hummm, não sei. Acho que antes acontecia de seis em seis meses. Não era com muita frequência, e olha que ela nem usava tanto assim a capacidade mental dela.

—Acha que tem algo a ver com o ataque de hoje? Será que foi muito pra ela?

—Não. —Ele deu de ombros. —Se fosse por isso, acho que ela não estaria assim. O que ela fez deveria deixá-la relaxada por no máximo umas três horas. O intervalo de tempo entre o ataque e o colapso não foi nem vinte minutos.

Suspirei e cruzei meus braços também. Encarei a janela. O pessoal ao nosso lado conversava baixinho, trocando teorias e informações sobre o Soldado Invernal e sobre o que ele estava fazendo ali. Na verdade, eram só Natasha e Bruce mesmo. Clint havia atendido uma ligação e saído em busca de um corredor vazio.

—Mas Steve disse que ela teve uma visões, se quer saber. —Pietro murmurou perto do meu pescoço, me fazendo levar um susto. Me afastei em um sobressalto.

—Não me assusta desse jeito, Pietro.

—O que foi que eu fiz?

—Não sabe cutucar as pessoas primeiro? Tem que chegar já no pescoço delas?

—Essa não é a primeira vez que eu faço isso, Oaks. Só não queria falar alto para todos escutarem. Será que dá pra fazer menos escândalo e voltar aqui.

—Ai, Pietro. Não estou fazendo escândalo nenhum, e nem Natasha ou Bruce estão dando a mínima para o que estamos conversando.

—Dramática. —Ele resmungou e mostrei minha língua. Pietro sorriu e revirou os olhos. —E é infantil também.

—Olha só quem é infantil. Você quem está resmungando.

Ele apenas sorriu sem mostrar os dentes e balançou a cabeça, concordando.

Inspirei o ar com força quando minha barriga começou a roncar.

—Vejo que está com fome. —O louro gargalhou e eu lhe deu um tapa no ombro. —Ai, Oakley.

—Ah, agora vai me imitar, é? Essa fala é minha.

—Desculpe, não pude evitar. Por que me bateu?

—Acha que que não quis evitar que meu estômago roncasse? Estou morrendo de fome aqui. A comida demora bastante. Você pediu de onde?

—Sabe aquele senhor do lado da lojinha onde o Stark comprou o anel da Pepper? A que abriu agora e...

—Ah! Aquela? Pedi uma vez, mas nem chegou. O delivery é muito ruim mesmo. Será que pensaram que era uma pegadinha quando disse que era aqui na base? —Comecei a falar demais e acabei processando o que Pietro falara só depois. —Stark comprou um anel para Pepper? Cristo. Quando foi isso? Ele vão noivar? Meu Deus, por que não me disseram nada?

—Por Deus! E quando eu digo que faz escândalo, ela não me escuta. —Pietro suspirou, e colocou a mão sobre minha boca me fazendo calar. Sorri sob sua mão, fazendo ele afastá-la devagar.

—Às vezes eu faço isso mesmo. Falo as coisas sem pensar. Quando ele vai pedir a mão dela?

—Só porque ele comprou um anel, não significa que vai casar. Sabe, as pessoas fazem isso hoje em dia, dão presentes. Em que século ficou presa?

—Nossa. Calma aí, cowboy. —Respirei fundo. —É mesmo só um anel, não sei porque fiquei tão eufórica. Acho que é porque fui criada assim pelo meu pai. Sonhadora. Sabe, Pietro, hoje em dia, os pais criam os filhos de formas diferentes. —Devolvi a resposta, mas meio que me arrependi no instante em que olhei a expressão no rosto do homem ao meu lado.

Ele me deu um sorriso triste.

—Okay, acho que mereci essa.

—Desculpe.

—Não, não. —Ele abanou as mãos em minha direção. —Está tudo bem, não precisa se preocupar. —Mas ficou claro que não estava nada bem, quem é que está realmente bem quando usa a frase "está tudo bem"? Pietro fungou baixinho. —É gripe, acho melhor não se aproximar tanto.

—Aham, sei. Quer conversar sobre isso?

—Talvez quando você for formada em psicologia. —Ele me sorriu. —Espera. Acho que isso não seria possível. Você seria uma péssima psicóloga. —Franzi as sobrancelhas em sua direção, e dessa vez ele sorriu mostrando os dentes, e soltando um pouco de ar pelo nariz, desviando o olhar do meu. Rindo de algo, sozinho.

—O que foi? Por que eu seria uma péssima psicóloga? —Fiquei realmente curiosa sobre isso, e cruzei novamente meus braços.

—Você fala demais. O objetivo dos psicólogos não é ouvir os pacientes?

Sorri junto com Pietro, mas mentalmente, anotei aquilo. Depois que saí da escola, não tinha pensado muito sobre a faculdade em si. Tinha que cuidar dos meus irmãos, já que minha mãe não fazia nada daquilo, então não sobraria muito tempo para a faculdade. Mas eu estudava, lia vários livros sobre todo tipo de coisa.

Psicologia até que era algo bom. Só não sabia se seria capaz de passar em alguma prova. Teria que ir morar perto da faculdade e coisas do tipo. Eu realmente iria tirar um tempo para pensar melhor sobre aquilo.

—Você ouviu quando disse que minha irmã teve visões, segundo Steve?

—O que? —Desviei meu olhar da janela, e voltei a fitar Pietro. —Ah, sim, eu ouvi, mas acho que me distraí com outra coisa.

—Você se distraiu comigo, "te assustando". —Ele fez aspas com os dedos.

—Ah, foi mesmo. Steve falou sobre o que eram essas visões?

—Na verdade não.

—Então por que me contou?

—Não sei. Você fala tanto que parece que te contei há meio século atrás. Não lembro o que estava pensando naquela época.

—Nossa. Você exagera muito, Pietro. Eu nem converso tanto assim.

—Oakley Bann, você muda de assunto toda hora. Percebe que está mudando o assunto novamente?

—Estou? Meu Deus, nem percebi.

—Está.

—Falamos sobre o que mesmo? Ah, sim, as visões. Vai falar com sua irmã depois?

—Esse é meu plano.

—Aham. —Olhei para a porta da sala. —Acha que Stark vai demorar muito? Estou com fome.

—Está fazendo de novo.

—O que? —Me virei para ele e encarei seus olhos risonhos. Ele se segurava para não rir. —Ai Pietro, me deixa.

A imagem da câmera da porta principal apareceu na televisão, e um pobre homem, bem magrinho por sinal estava carregando um monte de sacolas, muito cheias.

Natasha, Bruce, Pietro e eu nos levantamos tão rápido que até me assustei. Não era só eu que estava com fome ali. Pietro já foi logo correndo buscar o dinheiro e atender o homem.

Fui me ajeitar na sala de jantar, e Stark deu sua entrada triunfal, bem barulhenta.

—Cheguei! Quem está com fome? Daqui a... —Ele olhou para o relógio no pulso por um instante. —3 segundos, aproximadamente, o Maximoff macho vai entrar correndo. Um, dois, três e... —Pietro passou quase voando ao seu lado, e parou perto da mesa, com todas as sacolas nas mãos. Tony sorriu presunçoso.

—Tomara que você não tenha derramado os caldos com essa pressa toda, Maximoff. —Clint apareceu e bateu de leve no ombro de Pietro, guardando o celular no bolso.

Todos se sentaram e Pietro tirou as embalagens das sacolas, posicionando-as sobre a mesa, e jogando os plásticos na lixeira perto de um vaso com uma planta.

—Chamei a agente Hill, o outro agente, Coulson, que a Pepper nunca chama de agente, o Nick, e o Thor. Será que ele recebe mensagem de texto lá em Asgard? —Tony avisou, e Pietro deixou escapar uma gargalhada alta e estranha. —Que foi?

—Nada. Acho que devo ter me engasgado com minha própria saliva.

—Eca. Nojento. —Resmunguei. O que estávamos esperando para começar a comer? Aquele cheiro estava me dando água na boca.

—A saliva é minha.

—Esquecemos de arrumar a mesa. —Bruce comentou.

—Quase nunca usamos esse negócio mesmo. —Natasha deu de ombros. —Pelo menos não todo mundo de uma vez só.

Suspirei, amarrando meus cabelos em um coque.

—Tá certo. Eu vou lá na cozinha pegar uns pratos e talheres. Mas alguém vai ter que me ajudar. Também precisamos de copos. —Afastei a cadeira e me levantei, no mesmo momento em que Steve entrava no cômodo, seguido de Wanda, que mesmo com uma cara cansada, mantinha um sorriso leve no rosto.

Ninguém havia se pronunciado para me ajudar, então me direcionei até a cozinha. Uma hora ou outra alguém apareceria para pegar os copos. Ou então iríamos dividir a boca das garrafas. E eu não via a hora de comer aquela comida.

Quando cheguei na cozinha, uma loura alta e bonita já estava tirando alguns pratos de um armário. Ela se virou e me acenou com a cabeça. Tinha olhos castanhos bem escuros e usava uma roupa social. Uma calça escura e um terninho.

—Eu estenderia minha mão e cumprimentaria você direito... —Ela disse. —Mas como pode ver, minhas mãos estão ocupadas. Tem bastante gente contando com o pessoal que o Stark chamou. Pelo visto vai ser uma reunião. —Franzi as sobrancelhas em sua direção. O que ela fazia ali? —Se importa de pegar uma bandeja e levá-la com os copos? Eu posso levar os talheres. —Eu não estava entendendo nada, então só fiquei encarando ela, com uma cara ruim, eu acho. Sobrancelhas quase juntas e um biquinho que eu fazia quando estava muito intrigada. Sim, no mínimo, eu a encarava com uma expressão nada amigável. —Ah! —Ela pareceu se lembrar e balançou novamente a cabeça. —Esqueci de me apresentar. Desculpe. Sou a agente Sharon Carter. Também conhecida como Vizinha do Steve, pela Natasha.

Me lembrava de Natasha tê-la mencionado em algumas ocasiões e finalmente liguei os pontos.

—Ah! Claro, com certeza. Bem-vinda, Sharon. Sou a Oakley. O que faz aqui? —Perguntei enquanto procurava uma bandeja e posicionava os copos sobre ela.

—É uma história um pouco engraçada, até. Vim tanto porque Steve me chamou, quanto porque Stark disse que queria fazer uma reunião com alguns agentes.

Avisar os agentes sobre o que quer que Bucky tenha lhe contado, era isso que Stark faria. Se ele havia convocado alguns dos membros da S.H.I.E.L.D., então a coisa estava bem séria.

Notas finais
Acho que agora que a história vai começando a se encaixar no segundo filme, vocês vão ver. Obs: apesar do terceiro filme (Guerra Civil), ser foda e tal, eu não gosto muito porque a amizade dos meus bebês vai se desfazendo, e eu odeio ver o Tony e o Steve brigando um com o outro. Tão triste! :,( Por isso não vou seguir os passos de Guerra Civil, e depois que as coisas terminarem aqui na fic, eu digo, os acontecimentos de Soldado Invernal, vou inventar minha própria história, logo avisando. Não vou seguir nem quadrinhos e nem filmes.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.