Fate\Last War
4 Capitulo 4 - Ameaça
Minha irmã me viu saindo da igreja no caminho de casa, sorte minha ela acreditou nas minhas desculpas. Eu fui meio burro, deveria ter escondido meus feitiços de comando.
Na nossa frente havia um homem vestido com roupas certamente exóticas... parando para pensar ele deve ser um servo.
— Vamos por outro caminho — disse Takafumi com receio do homem a sua frente.
— Ei, o que está acontecendo? — perguntou Hana assustada com a atitude estranha de Takafumi
Não há dúvidas, esse homem é um servo. Se não fosse ele não estaria parado na nossa frente mesmo depois de desviar o caminho.
— Ei, esse cara estava na outra rua, como ele veio parar aqui? — perguntou Hana sem saber o que estava acontecendo.
— Vou perguntar apenas uma vez, você se rende? — perguntou o homem misterioso.
— Mestre, o que devo fazer? — perguntou Lancer que ocultava sua presença.
O que devo fazer? Se eu atacar, a Hana vai ver e terei que elimina-la, não posso deixar a testemunha viver... Porém se ele me atacar todos morreremos.
— Lancer, segure ele por alguns minutos. Hana, venha comigo!
Nesse caso o melhor a se fazer é fugir, vou explicar tudo para a Hana assim que chegarmos a um local seguro.
— Ei, o que está acontecendo aqui? — Perguntou Hana novamente, dessa vez mais assustada.
— Concentre-se em correr! Assim que chegarmos a um local seguro te contarei tudo!
Eu ainda tenho um certo receio, se eu conta-la, vai ficar tudo bem? Se algo der errado ela será morta por saber demais.
Em quanto corríamos, vimos uma casa abandonada. Até agora não achei nenhum outro lugar para me esconder, claro que minha casa seria bom, mas ele provavelmente de saber onde eu moro. Sem pensar duas vezes, nos escondemos na parte de traz da casa, como não dava para entrar na casa, foi o melhor lugar que achamos.
— E ai? Vai falar? — perguntou Hana, que estava sem folego depois de correr tanto.
— Você não sabe, mas nosso família é uma das mais antigas famílias de magos ainda existentes. No entanto apenas o filho primogênito pode aprender magia, enquanto os que vem depois, nem se quer sabem da existência da magia.
— Mas por quê?
— Não me pergunte, não entendo essas tradições estranhas. Mas continuando a explicação, eu sou o mago atual da família, já que nosso pai se “aposentou” de ser um mago. Por conta disso, decidi honrar o nome de nossa família entrando para a guerra do santo graal.
— Guerra de quem?
— Guerra do santo graal.
— E o que seria isso?
— Ele é um cálice capaz de realizar qualquer desejo a quem vencer essa guerra. Para participar você precisa de um servo para lutar por você, e é ai que entra a tatuagem “estranha”, a verdade é que isso não é uma tatuagem, são feitiços de comando, cada mestre tem três.
— E aquele “Lancer” era seu servo?
— Sim, Milady — disse Lancer que havia acabado de chegar.
— Quem disse isso? — perguntou Hana assustada, pois Lancer estava ocultando sua presença.
— Diga, qual foi o resultado?
— Aquele era um servo da classe Rider, e um usuário de armas de fogo, porém precisam de tempo para serem recarregadas, e é nesse momento que se deve atacar.
— Entendo. Hana, esqueci de te avisar, não comente sobre isso em lugar nenhum, nem com nosso pai.
— Sim, senhor.
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