Fate Garou

2 Capítulo 2 - Quem tem medo do lobo mau?


Notas iniciais
Espero que gostem do capítulo 2, desculpem a demora, planejo postar um a cada duas semanas, mas o próximo sai ainda hoje, antes do Halloween, talvez até 2 deles... Sinta-se a vontade para comentar ou criticar construtivamente.

Nick acorda em uma cama de hospital com o sol iluminando seu rosto e uma bolsa de sangue quase vazia em seu braço esquerdo.

— Nick! Você esta bem?! — Perguntava preocupada a mulher de cabelos loiros, que estava sentada ao lado dele, o surpreendendo.

— Hummmm? Tia Mary? — Ainda meio disperso pelo que houve durante a noite.

— O que aconteceu? Quem fez isso com você? — Perguntava ela um tanto assustada.

— Não sei... Era... Grande, peludo e... cheirava a carniça... — Dizia ainda atordoado e exausto, parecendo com sono.

— O importante é que está bem... — O abraça apertando seu corpo fazendo com que ele sentisse uma enorme dor por causa do braço.

— Tia... Tá! Doendo! — Fala sentindo os pontos no braço que estava completamente enfaixado.

— Desculpa! Tá doendo muito? — Perguntava se afastando apressada.

— Só quando aperta... Cadê a Amanda? — Dizia sorrindo, perguntando em relação a sua prima.

— Sua prima estava super preocupada com você, queria faltar na escola pra vir aqui, mas consegui fazer ela ir.

— E a Anna? O-o que aconteceu com ela? — Pergunta preocupado olhando para a tia.

— Bom... Sobre isso... Tem um investigador do lado de fora da sala esperando você acordar...

— Pede pra ele entrar... — Dizia Nick após engolir a seco.

O investigador já estava na porta observando tudo e Mary se dirige a ele, falando: "Já pode entrar senhor Anthony, ele já acordou."

— Obrigado senhorita Mary... — Entra na sala e para em frente a cama de Nick o observando.

— Posso ajuda-lo em alguma coisa senhor Anthony? — Fala cabisbaixo.

— Na verdade sim... Gostaria de perguntar o que o senhor fazia na casa dos Vitae na noite em que foram mortos? E onde está Anna Vitae? — Anthony aparentava ter entre quarenta e cinquenta anos, por volta de um metro e oitenta de altura, com o cabelo curto, variando entre grisalho e preto e um cavanhaque da mesma cor, com a barba recém feita. Estava vestindo uma roupa social ao invés de um uniforme, com seu distintivo a mostra na cintura.

— Espera?! Mortos?! A-a família inteira?! E como assim onde ela está?! — Pergunta assustado e confuso olhando para Anthony.

— Não enrole, fale o que viu... — Suspira e continua. — Toda informação pode ser importante Nick.

— Está me acusando? — Pergunta ainda confuso, mas um pouco irritado.

— Até o momento, você é o maior suspeito nessa história, agora responda.

Nick conta tudo que ocorreu naquele dia de modo sério, sem esconder nada.

— Então... Um animal gigante e peludo, parecido com um cachorro atacou Anna e em seguida você? — Pergunta parecendo não levar a sério, terminando de escrever algo no bloco de notas.

— Sei que parece ridículo, mas é o que aconteceu... — Fala levantando os ombros.

— Não, até seria possível vocês serem atacados por um lobo ou uma matilha deles, mas não acho que meus superiores vão acreditar que um Lobo Mau engoliu a chapeuzinho... — Fala guardando o bloco de notas no bolso do paletó.

— O... O que você quer dizer com engoliu? — Pergunta confuso.

— Ah é... Você não sabe... — Fala se levantando de uma cadeira que estava sentado enquanto escrevia. — Não encontramos o corpo dela, só uma poça do sangue dela na entrada da casa. — Fala friamente olhando para Nick.

— Ow, ow, ow! Pera aí! Aquela coisa comeu ela?!

— A menos que encontremos o corpo, sim... — Dizia seguindo em direção a porta.

Nick fica sem reação enquanto via o investigador andar pelo quarto do hospital, mas ssim que Anthony abre a porta seu celular toca e o atende sem pressa.

— Alô! Sim, é o Anthony... hmm?! Mais um corpo?! — Olha para o Relógio e em seguida para Nick. — Certo, estou indo! — Sai andando apressado do quarto com a porta se fechando atrás dele.

Nick olha para a tia e pergunta: "Seja sincera...Você acha que fui eu?"

— E por que faria isso? Eu confio em você...

— Obrigado tia... — Se deita novamente, respirando fundo e perguntando. — Quando vamos pra casa?

— Assim que o médico liberar você...

— Ok... — Fala desanimado.

Algumas horas depois Nick é liberado do hospital e vai para casa repousar. Ele já não estava sentindo mais tanta dor como antes, mas ainda não conseguia movimentar o braço livremente, porém ja estava feliz por não ter perdido um membro, mas ainda não esquecia o que aconteceu naquela noite.

A casa em que moravam era pequena, com um quintal contendo pouca grama ao redor, a entrada da casa dava direto em uma sala, onde só haviam um sofá e uma televisão para os três residentes do local.

Assim que Nick entra em casa Amanda corre ao seu encontro.

— Nick! Você está bem?! Como está se sentindo?! O braço está melhor?! — Perguntava a pequena garota o abraçando com força, de modo alegre e sorridente.

Amanda era uma garota um tanto baixinha, de doze anos, cabelos loiros e olhos verdes que adorava perturbar o primo quando podia, mas sempre se davam bem.

— Sim, to bem sim, só preciso descansar um pouco... — Fala dando uma pequena risada enquanto recebia o apertado abraço.

— Eu perguntei pra minha mãe se eu podia ficar com seu quarto caso morresse, mas ela não falou nada, posso? Posso? Posso?

— Isso vocês decidem quando este dia chegar e eu duvido muito que será tão cedo assim. — Fala passando a mão na cabeça da garota.

— Haaammmm... — Com cara de triste para de abraça-lo e sai andando para seu quarto.

— Vou pro quarto também tia, me chama quando o jantar fica pronto. — Vai andando em direção ao seu quarto.

— Ok! Descanse! — Dizia enquanto arrumava algumas coisas na cozinha para preparar o jantar.

O quarto dele era nos fundos da casa, tendo uma janela com vista para o resto do quintal que havia ali. Assim que Nick entra no quarto, liga o computador e começa a procurar por notícias do que houve. O quarto era um tanto pequeno em relação a movimentação dentro dele, com uma cama com prateleiras a cima desta, dois armários, uma escrivaninha e uma estante, ficava com pouco espaço para andar ali dentro.

Depois de várias notícias, algumas até o deixando como suspeito de assassinato, ele desliga o computador e se deita na cama pensando: "Não deveria ter saído de casa ontem... Agora todos da cidade vão achar que eu matei a Anna... E o pior, acho que nem teremos um corpo para enterrar... Se eu tivesse parado para entrar na casa dela... Será que as coisas seriam diferentes? Eu poderia estar morto e ela no meu lugar..."

— O que será que era aquela coisa? — Se perguntava adormecendo.

Enquanto dormia, teve um pesadelo, revivendo o momento do ataque, se relembrando da dor e do medo que sentirá, então escuta uma voz dentro do sonho:

"Nick... Por que?..."

Dentro do sonho estava tudo escuro, e de repente vê um rosto mexendo a boca e escuta novamente a mesma voz: "Por que não me salvou?..."

Então o rosto se aproxima se mostrando ser o de Ana, completamente ensanguentado e com alguns cortes repetindo: "Por que não me salvou?"

Notas finais
Não sei vocês, mas eu costumo ter pesadelos com algo me perseguindo pela casa... Se quiserem comentar um pesadelo de vocês que aconteça recorrentemente, sintam-se livres.