Fashion And Diamonds.
5 Capítulo 4 - Sure, it looks good.
Notas iniciais
Primeiramente, eu gostaria de agradecer a Misakim, que deixou a primeira recomendação da minha fic! Muito obrigada, fico muito, muito feliz com isso!
E também a todos vocês que estão deixando reviews, muito obrigada, me anima muito!
Neste capítulo, bem... As coisas estão melhorando. hahaha.
Beijos, e espero que gostem!
—... Então veio o bandido— Eu deixei meu tom de voz mais baixo, me inclinando sobre a mesa e colocando mais tensão na história. — e pá! Aponta um revólver pra mim!
As crianças pularam, surpresas. Bryan começou a rir, e Denna abriu a boca, espantada. Os outros me encaravam com atenção redobrada Eu sorri satisfeito.
— Edmure! — Minha mãe gritou. — Pare de contar essas histórias na hora do jantar. Ela ralhou comigo.
— Ah mãe, deixa ele contar! — Pediu Chirstian numa súplica.
— É sim, muito maneiro! — Bryan sacudiu a colher no ar, animado, espalhando comida para todos os lados.
— Eca! Mãe, olha o Bryan! — Denna gritou, fazendo uma careta enjoada.
— Bryan, coma direito! — Minha mãe apontou a faca para ele, que deu um riso atentado. Peste.
Aliás, essa é minha família. Não completa, claro, mas uma boa parte dela. Sim, somos uma família grande, meus pais, eu, e mais seis maravilhosos, incríveis e amados irmãos.
Não.
Brincadeira, eu amo minha família demais, ainda mais meus irmãozinhos. Como sou o segundo mais velho—praticamente o mais velho, pois meu irmão mais velho não mora mais com a gente. — eu sou meio coruja com eles. Nossa diferença de idade é grande, e eu os amo como se fossem meus filhotinhos. E eles eram mesmo.
Os jantares eram sempre uma bagunça, assim como todas as coisas que fazíamos juntos. Minha mãe podia reclamar, mas eu sabia que ela gostava, dava pra ver nos olhos dela.
Aliás, deixa eu falar um pouco da minha mãe, a Sra. Martha. Eu a amo mais que qualquer outra coisa nesse mundo, como amo toda minha família. Ela podia ter 46 anos, mas ainda é bem conservada, bonita, com grandes olhos azuis, o cabelos acaju liso e curto, e a pele clara. Ela já tinha umas cirurgias plásticas, afinal sete filhos não era pra qualquer uma, mas eu a achava linda. Era meio brava, mas era apenas o jeito, ela tinha o maior coração do mundo.
Já minhas pestes, digo, irmãos, são todos variados. Alguns parecem com minha mãe, outros com meu pai, mas são todos lindos.
Do mais velho pro mais novo, o primeiro era Albert, de 24 anos. Ele não morava mais com a gente, e era o único irmão que eu não gostava. Aliás, detestava o maldito.
Depois dele, era eu, com 18 anos. Em seguida, Christian, de 12 anos, um pestinha fofo que puxara meu pai: os mesmos olhos violetas e cabelo escuro, mas com as feições da mamãe.
Bryan vinha logo depois, com 10 anos. A maior peste da casa, ele tinha um transtorno de hiperatividade e déficit de atenção. Infernizava a casa, a escola, e qualquer local que estivesse. Ele era uma cópia da mamãe, cabelos acaju e olhos azuis como safiras.
Denna era a princesa da casa, a única menina da família. Linda como uma jóia, ela tinha os cabeos e olhos do papai, e era paparicada como uma bonequinha de porcelana. Tinha apenas 6 aninhos, e era minha princesa amada.
Por último, os gêmeos, fechando a linha cronológica da família, com 4 anos. Eram nossos bebezões lindos, gorduchos, miudinhos, de olhos azuis e cabelo acaju. Frederic e Gustave eram os caçulas, e provavelmente meus últimos irmãos, já que meu pai fizera vasectomia depois deles.
Enfim, minha família gigantesca estava jantando, mas sem meu pai, que estava no escritório, como sempre.
— Crianças, todo mundo pra sala de estar, que a Beth vai limpar aqui. Vamos! — Minha mãe bateu palma quando todos terminamos de comer, e os pequenos saíram correndo. — Você fica aí Edmure. — Minha mãe chamou, antes que eu pudesse chegar até a porta.
Me virei e a encarei, desconfiado. O que eu tinha feito de errado dessa vez?
— Oi mãe. — Eu perguntei, voltando pra próximo dela. Ela se levantou, ficava baixa perto de mim, mas eu me acostumara.
Ela sorriu de forma doce pra mim e segurou meu rosto com as duas mãos.
— Pare de dar mal exemplo pros seus irmãos. Eles se espelham em você. — Ela fez uma carícia na minha barba. — E faça essa barba.
Esses momentos eram normais até. Como mãe de sete filhos, ela tentava dar atenção a todos, e claro que os menores precisavam de mais, mas às vezes ela conversava assim comigo, me dava umas duras e me deixava sempre na linha.
Quase sempre.
— Tô usando para disfarçar o roxo no rosto. — Eu sorri, e ela riu, me dando um beijo no rosto.
— Sei, sei. Tá, vamos sair daqui, meu pequeno encrenqueiro. — Ela me empurrou, e fomos para a sala.
Eu fiquei um pouco com as crianças, mas logo subi para o meu quarto. Queria tomar um banho e usar meu computador, coisa que com as crianças eu não conseguiria tão fácil.
Quando liguei meu notebook e me joguei na cama, a primeira coisa que eu fiz foi entrar em alguns sites de humor e algumas redes sociais. Eu não ligava muito pra essas coisas, mas como todo jovem, eu usava co certa frequência.
Analisava algumas fotos postadas recentemente pelos meus colegas, sem muita atenção, até ver uma foto tirada naquela festa do Julian. Entrei no álbum e vi que ele postara várias fotos. Fui passando, até encontrar uma foto de Cotter com aquela coisinha miúda que ele chamava de namorada.
Eu me lembrava bem dele na festa. Evitei encontrar com ele, mas como sempre, eu não conseguia evitar lembrar dele. Ele tinha chegado com a namorada, bem arrumado como sempre. Usava uma camiseta Calvin Klein de um rosa fluorescente, que eu usei para zoar ele de gay pelas costas, mas ficava bem nele. Ele também vestia uma calça justa, mas eu não vi a marca, e o tênis dele também era branco e rosa.
Um gayzinho.
Pera aí, eu tô sorrindo e dizendo isso enquanto olho a foto dele? Merda. Tô parecendo uma namorada possessiva.
Bem, eu admito que mudei bastante o jeito de encarar Cotter Storm depois daquela festa. Talvez eu não o achasse tão idiota assim, eu só forçava aquela nossa rincha por causa da popularidade escolar. E eu também percebi, que de tão preocupado em odiar Cotter Storm, já fazia muito e muito tempo que ele ocupava minha mente grande parte do dia.
Calma, calma, nada homossexual. Eu passava o dia pensando em como vencê-lo, nas nossas brigas, em como ofendê-lo...
E no fim, eu acho que eu queria mesmo era ser amigo dele, e não queria admitir.
—
Sete dias, nem de longe, é o tempo necessário para se durar de uma surra, mas eu estava melhor. Cheio de roxos e com uma dor incrível nas costelas, mas estava bem.
Relativamente falando.
— Não acredito que você não me contou nada! — Maya gritou, enquanto eu puxava um cigarro do meu maço e acendia uma unidade. — Você quase morreu, ficou fora uma semana, e nem me avisou nada! E apaga esse cigarro!
Eu traguei profundamente. Deus, dai-me paciência.
— Eu me esqueci. — E tinha mesmo. Só me lembrei de Maya quando ela pulou em mim de manhã, e tenho certeza que terminou de quebrar minhas costelas trincadas.
Estávamos em horário livre, então eu caminhava com ela em direção ao bosque da escola, onde eu encontraria com os meus amigos.
— Esqueceu de avisar sua namorada que quase morreu?! — Ela estava indignada.
Revirei os olhos e traguei meu cigarro. Aquilo já estava demais.
— Eu tive mais com o que me preocupar. E também, não avisei ninguém. — Virei-me pra ela, que estava com a pior cara do mundo.
Não me entendam mal. Maya era bonita, e no fundo era uma boa pessoa.
Mas não era pra mim. Claro, eu não ia terminar com ela ali, mas também não ia ficar dando explicações desnecessárias.
— Seu... Idiota! — Ela gritou e saiu correndo para área externa. Eu suspirei e me sentei no banco, cobrindo os olhos, e com o cigarro pendurado em lábios. Sabe, esse tipo de coisas era demais para um doente, talvez eu devesse pedir mais uns dias de atestado. Ah, e ir às compras, sim, eu preciso relaxar...
— Você está chorando? — Uma voz conhecida me chamou, e eu levantei os olhos para ele. Eu estava chorando? Não estava. Era isso que parecia?
Lá estava, o gigantesco Edmure Prey. Avaliei suas roupas com cuidado: calça jeans clara, tênis vibrantes, e uma camiseta de mangas longas preta. Mal vestido. Mas bonito, ele realmente era bonito.
Ah, qual é, um cara tem de admitir quando o outro é bonito!
— Eu não. — Respondi com calma. Tai Chi e o cansaço psicológico da Maya me deixavam mais calmo. Edmure deu um sorriso, aquele sorriso irritante que só ele fazia.
— Você tá bem educadinho hoje. — Ele se aproximou um passo pra frente, com as mãos nos bolsos. Traguei meu cigarro e desviei os olhos dele, suspirando cansado.
— Você que é o mal educado aqui. — Resmunguei, batendo as cinzas do cigarro, observando-as serem arrastadas pela brisa suave, com distração.— Por que tá aqui? Você não disse que não ia falar comigo na escola, e mimimi...
Antes de conseguir terminar, senti a mão dele no meu colarinho. Eu estava distraído, então antes que pudesse reagir ele me levantou, me erguendo do chão por um instante e me pondo de pé. Eu me assustei.
Voltávamos ao início?
— Olha como você fala... — Ele reclamou, com um sorriso. Por algum motivo eu senti meu rosto queimar. Encarei os olhos violetas de Edmure, que estava levemente inclinado para me olhar mais de perto. — Seu babaquinha.
O encarei com a cara fechada. Francamente, ele ia ficar com aquelas gracinhas, sendo que estávamos os dois arrebentados por causa daquela briga? Eu sabia que não ia virar tudo uma maravilha depois daquilo, mas tinha certeza que ia melhorar.
— Idiota. — Eu murmurei, e dei um cutucão com a maior força que consegui no peito nele, que eu sabia que estava roxo e dolorido.
— Ai! — Ele me soltou e deu um pulo para trás, com uma expressão... magoada no rosto. — Isso foi golpe baixo.
Traguei uma última vez meu cigarro, que já estava no final, e joguei o final numa lixeira do lado do banco.
— Por Deus, você não quer brigar estando arrebentado assim né? — Eu voltei a me sentar. Ele esfregava o lugar que eu acertei, com um bico, que de alguma forma, era fofo.
Certo, “fofo” já não é algo que um cara percebe no outro.
Relevem.
— Não seja tão estúpido. — Ele olhou em volta, parecendo nervoso. Eu ergui uma sobrancelha para ele, o que estava acontecendo com aquele desgraçado? Agora pouco estava me puxando pelo colarinho, e agora estava olhando nervoso pro corredor, como se procurasse alguém. Mas aquele não era um corredor muito movimento, por isso eu estava lá para conversar com Maya.
Ele continuava vazio, e Edmure pareceu perceber. Ele se aproximou novamente, parecendo nervoso.
— Tinha gente no fim do corredor. O que vão dizer se pegarem a gente conversando aqui neste corredor hein?
Certo, as aparências primeiro.
— Se tocar em mim de novo, vou te arrebentar. — Eu reclamei, fechando a cara.
Edmure também fechou a cara e cruzou os braços. Cheio de marra.
— Tá, tá, foi mau. Agora, pode me dar a gentileza de me escutar? — Ele se aproximou novamente. Eu puxei outro cigarro do meu maço e levei aos lábios.
— O que quiser, grandão. — Eu resmunguei com o cigarro na boca, enquanto tentava acendê-lo com o isqueiro.
Ele fez uma careta para mim, percebendo meu desprezo na fala.
— Escuta, eu só vou falar uma vez, e espero que você não deixe tudo isso vergonhoso. — Ele olhou nervosamente para o corredor novamente. — Sábado é aniversário do Conrad. Vamos num barzinho aqui perto, e eu estou te chamando.
— Como é? — Eu perguntei, soltando fumaça junto com as palavras, incrédulo.
Edmure revirou os olhos.
— Eu não pedi pra você não deixar as coisas vergonhosas? — Ele soltou os braços, ao lado do corpo. — Me escuta, você sabe que o Conrad é... — Ele parecia sem jeito.
— Bissexual? — Eu traguei meu cigarro. Todo mundo naquela escola sabia disso, apenas fingiam não perceber que o melhor amigo do chefão da escola gostava de pegar menininhos também. Edmure parecia surpreso. — Ah, vamos lá, só você finge que não vê, mas ninguém liga. Nem tem coragem de zoar dele, porque você é o melhor amigo dele.
Edmure franziu a testa, mas se recompôs.
— Bem, e isso mesmo. E ele está de olho naquele seu amigo, Anthony, já faz um tempo. Então eu pensei que se ele for, você também podia ir...
Edmure desviou os olhos, e começou a mexer nas mãos. Ele estava nervoso?
Dei um sorriso compreensivo, ele não estava olhando mesmo. No fim, ele estava mesmo tentando ser meu amigo? Melhorar as coisas?
Acho que pela primeira vez, as coisas estavam melhorando entre nós.
Por isso, dessa vez, quando eu respondi, não tinha nenhum toque de sarcasmo ou desprezo em minha voz. Acho que até saiu doce na verdade.
— É claro. Parece ótimo. — Dei meu sorriso mais simpático, e quando ele levantou o rosto para mim, sua expressão estava radiante, o que fez meu peito esquentar, assim como meu rosto, e todo o resto.
Que estranho.
Talvez eu esteja ficando doente...
Notas finais
Eu amo eles, sempre quis ter família grande *-*.
Beijos e até a próxima! Deixem reviews com sugestões e o que vcs querem ver daqui pra frente...
Até mais!
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