Fashion And Diamonds.
22 Capítulo 21 - Fashion and Diamonds.
Notas iniciais
Muito obrigada a todos os leitores pelas dicas, críticas, e pelo carinho. Céus, vocês são tão perfeitos! Obrigada mesmo!
E gente... Tá, eu sei, não me matem... MAS EU TENHO MAIS UMA FIC! É curtinha, já escrevi grande parte dela, mas ficaria feliz se fossem vê-la! Tá aqui ó: http://fanfiction.com.br/historia/372980/Yankee_Record
De coração, se forem ler eu agradeço muito!
Nesse cap, vocês podem perceber que o Cotter tá mais... Soltinho. Mudou um pouco a postura, e vai ser explicado quando ele narrar, no próximo. Espero que gostem!
Adorei colocar o nome da fic nesse capítulo, não achei que ia fazer isso...
E um obrigada especial a Stew pela linda recomendação! Amei muito!
Beijos!
Boa leitura!
Eu precisei me controlar bastante para não dar muito na cara o meu relacionamento com o Cotter na frente dos meus pais, durante aquele almoço. Mas era impossível não querer abrir um sorriso quando eu via meu pai conversando com ele, admirado com as histórias de moda e comida do Cotter, ou minha mãe que quase o idolatrava já, apenas pela dica que ele dera à cozinheira de adicionar uma pitada de um tempero que eu nem sabia que existia no frango que comíamos. Ele parecia muito mais à vontade também, sorrindo e puxando assunto com facilidade com eles, como se fosse a coisa mais simples do mundo.
De alguma forma, aquilo me parecia tão certo e perfeito, que eu me pegava olhando para ele com um sorriso nos lábios a cada minuto. Mas depois de umas três olhadas tortas do meu pai, acabei começando a me controlar, com medo de alguém perceber alguma coisa. Mesmo assim, me sentia satisfeito por ver que meus pais estavam gostando tanto do Cotter quanto as crianças, isso me deixou de alguma forma muito feliz. Acho que porque sabia que, se um dia eu fosse assumir para eles que estava namorando o pequeno, eles aceitariam mais fácil. Pelo tanto que estavam gostando dele, acho que até dariam um graças a Deus por eu ter encontrado alguém tão legal.
Abri um sorriso discreto pro meu prato quando ouvi Cotter comentar com meu pai sobre como o mercado de joias e da moda caminhavam juntos, e comentou que inclusive, em breve seria o tema principal da revista que seu pai editava. É engraçado como todos gostavam dele. Me lembrei que antigamente, era por isso que eu o detestava. Enquanto eu tive de me esforçar pra ficar popular no colégio e conseguir a simpatia geral, ele apenas chegou na escola daquele jeitinho dele, e todos estavam aos seus pés. Até eu, quando decidi engolir a minha raiva e me aproximar dele.
— Vai ser uma matéria de quinze páginas, chamada “Fashion and Diamonds”. — Cotter disse ao meu pai, com um sorriso inteligente, enquanto cortava um pedaço do frango em seu prato. — Sobre as influências das joias no mundo da moda. — Ele se voltou para minha mãe. — A senhora sabe bem desse aspecto, não é Sra. Prey?
Minha mãe deu um sorriso, exibindo o colar de diamantes que usava. Eu achava tão comum o fato de ela usar as joias, que nunca reparei que ela seguia a moda. Na verdade, achava que ela só usava as joias para mostrar que era dona da Prey Gioielli. Mas pelo jeito, não era assim.
— Parece bem interessante. — Papai respondeu, com aquele jeito sério, mastigando um pedaço de frango. Mamãe ficava louca quando ele falava de boca cheia.— Gratificante saber que a Prey Gioielli será abordada na matéria. Posso pedir ao pessoal da publicidade entregar algum material para vocês antes do fim da matéria. Temos uma coleção de joias com diamantes que vai ser usada pela Victoria Secrets no próximo Fashion Show.
Cotter abriu um sorriso.
— É muita gentileza do senhor. — Respondeu educado, e lançou um olhar rápido para mim, rindo de forma discreta. Senti ele chutar minha perna com delicadeza enquanto se arrumava na cadeira em minha frente, e tive de segurar o riso com o gesto. Até senti meu rosto corar um pouco, coisa que fazia tempo que não acontecia.
O almoço foi perfeito. Papai e mamãe adoraram o Cotter, e as crianças não deram muita paz para ele também. De algum jeito, ele deu atenção para todos, e ainda arranjou tempo para fazer comentários comigo e me chamar pro assunto. Ele visivelmente tinha facilidade de comunicação, e quando terminamos o almoço, ele até convenceu meus pais a deixarem ele e os meninos fazerem o tal brigadeiro. Claro que eu seria seu fiel ajudante na tarefa.
Foi um dia muito agradável. Percebi que Cotter havia perdido o nervosismo que mostrava mais cedo, e já durante a tarde ele tinha se tornado o novo deus das crianças com aquele brigadeiro delicioso que fizera. Até minha mãe aceitou sair da dieta para provar do doce, e adorara. Acabei feliz, e imaginando que seria ótimo ele nos visitar mais vezes.
Acho que quando se via a pessoa que você gosta se dar bem com as outras que você ama, isso é muito especial. Deve ser por isso que no fim do dia, quando meus pais levaram as crianças para brincar no jardim com o Café, e eu levei Cotter para o meu quarto para ele poder deixar as suas coisas, eu sentia como se fosse explodir de alegria. Queria pegar ele e abraça-lo e beijá-lo pelo fato dele ser tão doce e simpático com a minha família.
Não me segurei muito. Apenas esperei ele colocar a mochila que trouxera com seus itens para dormir em casa, e encostei a porta, o agarrando em seguida e dando um selinho rápido em seus lábios.
— Edmure! — Ele exclamou surpreso, com uma risada baixa, enquanto afastava o rosto pro lado e colocava as mãos no meu peito. Beijei seu rosto e pescoço enquanto ele se encolhia, rindo, e o mantive próximo segurando sua cintura. — Seu besta, estamos na sua casa. — Disse, divertido, se afastando com delicadeza quando eu o permiti. Cotter caminhou até a minha cama e abriu sua mala, buscando alguma coisa. — Céus, estou um caco. Fiquei nervoso demais tentando agradar seus pais, mas eles são pessoas muito agradáveis.
Cheguei até ele e o abracei por trás, colando nossos corpos, ao que ele riu baixinho, puxando uma camisa da mala e dobrando, colocando sobre a cama. Beijei seu pescoço de forma carinhosa, com um sorriso, sentindo meu peito esquentar.
— Você foi muito bem, os conquistou. — Comentei com um sorriso, enquanto ele tirava outra peça de roupa da mala e a analisava, dobrando antes de colocar sobre a cama. — Aposto que se eu contasse agora que somos um casal meu pai ia se oferecer para pagar o casamento, e mamãe ia começar a chorar de alegria.
Cotter riu e se virou em meus braços, após jogar a peça de roupa na cama. Colocou as mãos em meus ombros com um sorriso divertido. Ele parecia bem mais à vontade após ontem, principalmente depois que o pedi em namoro, naquele ímpeto causado pelo sentimento que eu tinha por ele, e estava ainda maior depois da nossa primeira vez.
— Ah, nem brinca com isso Edmure. — Falou, num tom mais sério. — Nem começamos a namorar direito e já quer falar de casamento? — Brincou, e eu ri.
— Somos uma família antiga sabe. Italianos. — Brinquei também, pesando no sotaque que às vezes via meu pai usar. — Muito honrados. Se souberem que eu te desvirginei, vamos precisar casar com certeza. A Denna pode ser a daminha, ela ia ficar lindinha num vestido.
Ele riu, mas ficou sério em seguida.
— Não acha que eles notaram nada né? — Questionou, e eu me lembrei dos olhares que meu pai lançou para mim na mesa. Eu tinha certa ligação com meu pai, e sabia que ele me lia muito bem. Mas não queria deixar o Cotter nervoso, sendo que por alguma razão, nem eu estava nervoso. Tinha um irmão bissexual na família, e não era por esse fato que ele era o mais problemático, e sim pelo tipo de pessoa que ele era. A orientação sexual dele era aceita por minha família, e aquilo era algo que estava me tranquilizando.
— Não. — Respondi confiante, mesmo sendo mentira. — Mas eles não teriam problema com isso.
Cotter fez uma careta, se esfregando levemente em mim ao se mover.
— Edmure, nem pense em contar nada. Mal começamos a namorar. — Ele comentou. — Não leve a mau o que eu vou dizer, mas nem nos dávamos bem até uns meses atrás. Vai saber o quanto isso vai durar...
Fiz uma careta, levemente magoado. Nem estávamos começando, e ele já falava em terminar. Às vezes, ele me lembrava dumas certas ex-namoradas.
— Tá, tá, eu sei... — Falei, revirando os olhos, sem querer estragar o momento. Agarrei sua nuca com uma mão. — Agora, para de falar como uma mocinha preocupada. Nunca fui fã das meninas dramáticas que só pensam no quão temporário pode ser um relacionamento.
Cotter ergueu uma sobrancelha pra mim, e desceu uma mão pro meu peito, numa carícia leve.
— Não sou uma garota. Só estou sendo realista. Quem sabe quando vamos começar a querer arrancar a cabeça um do outro de novo. — Ele sorriu, brincalhão, e quebrando o gelo sobre o assunto.
Sorri de volta para ele, e me inclinei, colando nossas testas. Ele era tão mais baixo, por Deus.
— “Fashion and Diamonds” — Citei a matéria da qual ele tinha falado, com um sorriso, encarando aqueles lindos olhos cinzentos como o céu nublado. — Até dá uma combinação boa não é?
Ele soltou um riso em meus lábios, ainda doce pelo brigadeiro degustado recentemente, e abraçou meu pescoço com os braços delicados.
— É. Uma combinação e tanto. — Sorriu, e colamos nossos lábios, naquele beijo que me enchia de fogo.
Não precisou de muito do beijo para que eu sentisse minha ereção apontar na calça. Nossas línguas se atacavam como sempre, aumentando o ritmo lentamente, e nossos corpos pareciam cada vez mais colados, buscando mais contato em todo o ponto disponível de pele. Pude sentir a ereção de Cotter contra a minha coxa, e quando a pressionei com a perna ele soltou aquele delicioso gemido contido em meus lábios, se afastando em seguida de forma afobada.
— Edmure, sua casa, seus pais, seus irmãos e os empregados. — Falou de forma apressada, corado, e me encarando com uma expressão de desespero, que mostrava o quanto ele queria aquilo, mas estava se segurando. — Não.
Eu sorri de forma malvada para ele. Estávamos na minha casa, eu conhecia como eram as coisas ali. Ninguém entraria no quarto, e eu tinha trancado a porta. Ainda podia ouvir as crianças gritando lá fora, brincando.
— Minha casa, meus pais, meus irmão e meus empregados. — Eu disse com ênfase, me inclinando sobre ele, de forma que ele estremeceu e se inclinou para trás lentamente. Apertei os fios de sua nuca com carinho. — Minha preocupação. Não se preocupe à toa.
Meu namorado arregalou os olhos, pronto para reclamar, mas eu o calei com um beijo novamente, e esfregando sua ereção com a coxa. Ele tentou se afastar por um leve instante, mas logo retribuía ao beijo e arranhava meu pescoço com as unhas curtas.
— Nossa preocupação. — Reclamou, ofegante, afastando nossos lábios por um breve instante, e me encarando com olhar duro. — Se nos pegarem aqui, eu vou escutar um monte também. Pare de puxar a responsabilidade para si como se eu não fosse aguentar. — Repreendeu-me, ao que eu me surpreendi com tanta atitude. Mas acho que despertei alguma coisa nele, pois antes que pudesse reclamar, senti ele se abaixando e se ajoelhando na minha frente. Arregalei os olhos, descrente, mas ele não ergueu os olhos para mim, se concentrando em abrir a minha calça.
Abaixou até minhas coxas, e depois abaixou minha cueca cinza, deixando minha ereção à mostra. Ainda me perguntava se não o tinha machucado muito na última noite, porque eu era bem dotado, e ele era um virgem pequeno. Mas esqueci minha preocupação e perdi toda a noção quando ele agarrou meu membro com a mão, firme, e me arrancou um ofego de surpresa.
— Céus, você fica tão excitado só com esse beijo? — Ele reclamou, vermelho como um pimentão, e se aproximou da minha ereção.
— Não é como se você também não ficasse excitado com... — “Facilidade” completei mentalmente, enquanto tinha de morder os lábios para não gemer quando ele colocou a boca em volta do meu pênis. Joguei minha cabeça para trás e enfiei meus dedos em seu cabelo, numa carícia, enquanto ele me chupava lentamente.
Cotter era bom com aquilo. Certamente não era acostumado com a prática, podia perceber, mas ele tinha jeito. Sabia mover a língua e não se forçava demais, de modo que não engasgou nenhuma vez, nem na noite anterior, e nem naquele momento. Mas acho que só pelo sentimento de ter ele ali, submisso, aquilo era melhor que qualquer outro sexo oral que eu já tinha recebido.
Tá, eu sei que é meio sádico. Mas eu sempre quis dominar o Cotter. Desde os tempos que nos odiávamos.
— Cotter, é melhor você... — Tentei dizer, entre o delírio de prazer que sentia, mas ele não parou. Meu orgasmo estava próximo, mas eu não queria gozar assim, queria transar com ele.
— Como é? — Ele perguntou em tom provocativo, abandonando minha ereção e apenas me masturbando com uma mão de forma lenta, que me deixava inebriado. Tentei formular uma frase, mas não era fácil, minha mente estava turva e confusa de prazer. — Fala Edmure... — Ele provocou, apertando mais a mão em volta da minha ereção, com um sorrisinho sádico nos lábios. Aí eu percebi que era eu que ficava submisso quando ele fazia aquilo, mas não estava ligando muito.
— Eu não quero gozar ainda... — Disse com dificuldade, o encarando, e sentindo meus músculos se contraírem com o esforço. Mas ele me ignorou e colocou na boca de novo, acelerando o ritmo.
Acabei por gozar em sua boca com um rosnado extremamente contido, numa explosão de prazer que invadiu todo o meu corpo e me fez estremecer. Senti ele sugar toda minha ejaculação e tossir, levemente engasgado em seguida, se afastando.
Agarrei seu braço e o ajudei a ficar de pé, tomando seus lábios, ainda descontrolado pelo orgasmo. Ele ainda tinha um pouco do meu gosto em sua boca, mas não me enojei, e arrepiei de leve quando ele passou os dedos na minha nuca.
— Você ficou bem confiante depois de ontem hein? — Murmurei em seus lábios, dando espaço para respirarmos, e já imaginei que ele ficou vermelho.
— Edmure, por favor, cala a boca. — Ele reclamou, envolvendo meu pescoço com os braços de forma tímida. — Era isso, ou você ia querer transar, e não vou conseguir fazer isso imaginando seus irmãos do outro lado da porta.
Soltei um riso em seus lábios, e me afastei de leve, ofegando, com o meu pênis começando a dar sinal de vida novamente. Ele ainda mantinha os braços no meu pescoço.
— Ah, boa escolha. Principalmente porque você grita muito mais do que eu, aí eles iam ouvir com certeza. — Comentei, rindo, e nem me importei que ele tenha dado um soco no meu peito, irritado, e se afastado, bufando.
— Sério, você é mesmo um idiota às vezes... — Ele me irritou, e eu sorri, erguendo as calças enquanto o observava, meio afobado, continuar a arrumar as suas coisas.
— Somos dois idiotas, Cotter. — Provoquei, me aproximando dele novamente, e me sentando na cama, encarando-o. Pelo jeito ele tinha perdido a confiança novamente, pois estava bem sem jeito, evitando me encarar. Agarrei seu pulso com um sorriso, e ele finalmente me encarou, com os olhos cinzentos e o rosto vermelho. — Fashion and Diamonds não é?
O pequeno revirou os olhos para mim, e puxou sua mão da minha, voltando a mexer nas suas coisas.
— Você gostou demais dessa expressão. — Ele comentou, jogando uma cueca por cima das outras coisas.
Era porque combinava muito com a gente.
Notas finais
Um beijo!
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