Fashion And Diamonds.
21 Capítulo 20 - This is Prey!
Notas iniciais
Primeiro, MUITO FELIZ aqui com as reviews sobre o lemon! Bateu recorde de comentários, e fiquei tão feliz que tenham gostado! Já disse que estava nervosa, e os elogios e carinho me deixou muito feliz aqui!
A fic cresceu tanto! 11 recomendações! Obrigada mesmo a Bella Hanes, a recomendação foi muito magnífica e me deixou sem palavras aqui, muito obrigada mesmo querida por todo o carinho.
Vocês são leitores muito especiais, e considero vocês grandes amigos também. Obrigada por me acompanharem aqui.
Esse cap pode parecer meio monótono porque volta pro ritmo normal da fic... Mas os lemons serão mais frequentes, prometo haha.
Um grande beijo! As coisas vão começar a rolar...
Boa leitura!
Verifiquei meu visual no espelho de corpo inteiro do meu quarto uma última vez — provavelmente a milésima — antes de descer para encontrar aquele grandão que buzinava de dentro do seu Sonata preto de forma impaciente.
Tinha escolhido aquelas roupas com o maior cuidado que já tivera ao me vestir. Acho que nem quando escolhi minhas roupas para ir à Semana de Moda de Paris ou na Grease Fashion Show eu tinha me preocupado tanto em ficar bem arrumado. E com certeza tinha estado bem menos nervoso nesses outros eventos do que estava no momento.
O mais difícil para mim era não exagerar. Eu me vestia bem, ponto final, e tinha pra mim que quanto melhores suas roupas, melhor será a impressão que você vai causar. Mas Edmure insistira que eu não devia exagerar, então tive de tomar muito cuidado para não ir vestido como um modelo da Calvin Klein, mas ainda assim, causar uma boa impressão. Escolhi uma camiseta de mangas compridas bem básica da Gucci, roxa, e um casaco marrom por cima, pois estava frio ainda. Acabei por colocar um jeans Gucci também, e torci pra que ninguém reparasse que todas as peças eram da mesma grife, senão certamente eu ia ficar conhecido como o “menino que só usa Gucci”. Inclusive o tênis marrom que eu vesti.
Dei uma última ajeitada no visual quando a buzina soou novamente, e eu me irritei, lançando um olhar para a janela e vendo aquele carro parado no portão. Mesmo daquela distância, eu conseguia ver Edmure no volante, com uma blusa cinza, e senti meu rosto corar com a lembrança da noite passada.
Agora éramos namorados. A ideia ainda não estava bem fixa na minha mente, mas meu peito esquentava quando eu me lembrava disso. E como todo bom namorado, eu ia conhecer a família dele hoje.
Por isso estava nervoso como se estivesse caminhando pro inferno. Você por acaso já se sentiu à vontade indo conhecer seus sogros e cunhados? Só pra ajudar, seis cunhados.
Não que ele fosse me apresentar como seu namorado para a família, mas ele tinha dito que queria que eu dormisse na casa dele naquele fim de semana, e aproveitasse para conhecer a família dele. Como amigo. Já tinha falado com seus pais que eu ia almoçar na sua casa.
Mas ainda assim, mesmo eles não sabendo que eu era namorado do Edmure agora, eu ainda o era. E se, Deus afaste esse pensamento da minha mente, um dia contarmos para eles nosso relacionamento, a opinião deles sobre mim faria toda a diferença. Ou seja, eu precisava causar uma boa impressão.
Sinceramente, eu não quero pensar muito nisso.
—
Cotter estava muito bonito. Ele sempre estava bonito, mas graças a Deus, ele fez o favor de não se vestir como se fosse pra Fashion Week. Eu não queria que meus pais estranhassem um garoto vestido como modelo em casa. E mesmo com o visual um pouco mais simples, ele ainda exalava grifes com aquelas roupas, mas eu já tinha explicado pra minha família que ele era filho de um redator de moda. Afinal, acho que ele nem tinha roupas que não fossem de marca.
— Você precisa ficar buzinando essa merda? — Ele já perguntou irritado, entrando no carro e passando o cinto, sem olhar na minha cara. Dei um sorriso divertido.
— Você precisa demorar uma década pra vestir umas roupas? — Questionei, dando partida no carro e começando a me afastar da residência Storm.
— Cala a boca. — Ele respondeu, se ajeitando no banco enquanto eu saia com o carro. Dei uma risada.
— Olha como fala com o seu namorado... — Provoquei, e senti a cotovelada forte nas minhas costelas. — Ai! Ninguém mandou aceitar! Bem dizem que as pessoas quando fazem sexo costumam falar coisas sem pensar...
— Cala a boca Edmure! — Ele reclamou, e vi com o canto dos olhos ele cruzando os braços, parecendo muito sem jeito. Devia estar envergonhado agora, mas ontem estava bem cheio de fogo, e quando eu o pedi em namoro, me beijou como nunca beijara antes, e por pouco não transamos de novo. Mas acho que ele ainda não aguentaria duas seguidas.
Aquela experiência com certeza era algo que eu ia levar por toda a minha vida. Nunca tinha tido uma transa daquela, fora muito... Especial. Apesar de todo meu nervosismo em não machuca-lo, não trata-lo mal, dar prazer pro pequeno também... Fora incrível. O Cotter era, sem dúvida, a criatura mais sexy que eu conhecia. E ele não fora nem de longe tão fresco quanto eu esperava que fosse. Na verdade, foi perfeito em todos os aspectos, sexy, prazeroso. E agora, estávamos namorando, e eu acho que estou inchando de felicidade com isso. É ridículo como a gente se anima com pouco quando está apaixonado.
Andei pouco com o carro antes de pará-lo numa esquina deserta. Puxei o freio de mão rápido e me virei para Cotter com um sorriso em lábios, observando-o me encarar com os lábios entreabertos, a expressão surpresa pela parada repentina.
— Mas que infernos... — Ele começou a perguntar, mas eu apenas soltei meu cinto e me inclinei na direção dele, segurando seu rosto com uma mão e apoiando minha outra mão em sua coxa, deixando nossos lábios próximos. Ele ofegou em surpresa, perdendo o ar, e corando no mesmo momento.
— Não vai nem dar um beijo de “oi” no seu namorado? — Falei provocativo. Teria beijado-o assim que ele entrou no carro, mas o porteiro poderia ver pelo vidro do carro, e isso ia gerar alguma confusão. Então segurei um pouco, mas eu estava morto de necessidade daquela linda boca.
Senti as mãos dele agarrarem a minha blusa cinzenta com firmeza, e ele fechou a cara para mim irritado, mas sem afastar nossos rostos. Mantive minha mão em sua face.
— Você é irritante demais. — Ele disse com um suspiro, e inclinou um pouco o rosto pro lado, seu hálito batendo em meus lábios. — Oi, namorado. — Falou com deboche, e colou nossos lábios num beijo rápido.
Definitivamente, eu tinha arranjado o melhor namorado de todos.
—
Foi rápido para Edmure chegar a sua casa, e apesar de não morarmos muito perto, também não era do outro lado da cidade, como eu achava antes. Era uma mansão ainda maior que a minha, mas eu entendia, afinal, segundo ele, ali morava ele, seus pais, e ainda cinco de seus seis irmãos, o que realmente, precisaria de uma casa grande. Parecia muito com mansões de filmes, tinha uma arquitetura mais antiga que a da minha casa, mas ainda era bonita, e ficava no meio de um grande quarteirão gramado, no melhor estilo “Casa Branca”.
Senti meu estômago revirar quando ele parou o carro na frente da casa, e me olhou.
— Vamos? — Ele olhou para mim com um sorriso torto, e eu suspirei. Por que mesmo eu tinha aceitado vir?
— Vamos. — Falei, e desci do carro, batendo a porta atrás de mim, e seguindo o grandão para o interior da casa.
Não tive muito tempo para me inteirar da entrada da casa, porque assim que atravessei a porta, atrás de Edmure, um berro extremamente agudo me atingiu, fazendo com que eu me assustasse e desse um pequeno pulo de susto. Enquanto ainda tentava descobrir o que foi aquilo, uma algazarra se seguiu, e logo vi umas três crianças correndo pelo corredor de entrada na nossa direção. Edmure soltou um riso baixo e abriu os braços em minha frente, como uma muralha.
— Podem sair fora seus monstrinhos! Ninguém toca na visita com essas mãozinhas sebosas! — Ele gritou em tom sério, e as crianças pararam em sua frente. Dois pequenos e idênticos garotinhos, e uma menininha, todos bonitos. Só tive uma breve visão dos três, pois Edmure acabou cobrindo meu campo de visão com aquele corpo enorme.
— Eu quero ver! — Ouvi a menina gritar de forma emburrada. — É a sua namorada?
— Namorada Ed?! — Um dos gêmeos gritou, e pude ouvir Edmure rir alto. Senti minhas faces corando sozinhas.
— Nada disso seus bobões. — Ele abaixou os braços e deu um passo pro lado, estendendo um braço pra mim, com um sorriso em lábios. As crianças me encararam com sincera curiosidade. — É o meu amigo Cotter.
Eu nunca tive muito contato com crianças, já que sempre fui filho único, e meus pais também. Não tinha primos, irmãos, e nem filhos de amigos dos meus pais com quem eu tenha tido muito contato, apenas com Tony e tínhamos a mesma idade, logo eu nunca soube muito bem como agir com crianças. Mas achei aquelas ali muito bonitinhas. A garota lembrava um pouco o Edmure, mas uma versão boneca dele, e os meninos eram muito fofinhos, de olhos azuis e vivos. Um deles tinha quase a mão toda na boca, e escorrendo saliva, mas achei até isso encantador.
A garotinha se aproximou de mim com expressão séria, e eu ergui uma sobrancelha quando ela parou na minha frente e cruzou os braços.
— Cotter. — Ela repetiu, me analisando, a voz infantil e bonitinha. — Gostei da sua roupa. Você tem cheiro de mulher.
Edmure explodiu em risadas, e os outros dois garotinhos também, correndo de jeito infantil na minha direção, animados. Acabei sorrindo também sem perceber. Me ajoelhei para ficar na altura dela, e encarei seus olhos violetas. Era uma criança muito bonita.
— Mas nem perfume eu passei! — Falei, fingindo indignação, e ela acabou rindo também.
— Mas tem cheiro! — Ela insistiu com a voz fina, enquanto o irmão mais velho e super maduro continuava a rir como um idiota, apoiado na parede. A garotinha se virou para ele, com a cara irritada. — E você pode parar de rir que não tem graça nenhuma, você tem cheiro de macaco!
Dessa vez eu não me segurei, e juntei minha risada a deles. Um dos gêmeos veio até mim, me olhando curioso, e eu não me segurei e o peguei no colo, porque eles eram fofos.
— E você, vai dizer que eu tenho cara de mendigo agora? — Falei, me erguendo do chão e o olhando nos olhos. Ele segurou meu rosto com as mãozinhas pequenas.
— Cara de Cotter. — Falou inocente, com um sorriso simpático. Eu ri.
Acabei por descobrir, nas próximas horas, que eu gostava de crianças, ou os irmãos de Edmure eram irresistíveis. Os pais de Edmure tinham saído para fazerem compras, e as crianças estavam sobre o cuidado da governanta, uma senhora rechonchuda e simpática. Edmure tinha cinco irmão mais novos, e antes que eu percebesse, estava sentado no tapete de uma sala, brincando com aquelas criaturas, conversando e gargalhando com a fala de todos. Bryan e Christian eram um pouco mais velhos, mas eram engraçados como ninguém, e ainda tinham aquela inocência infantil que causava risos aos mais velhos. Denna era uma princesinha, e muito inteligente, cheia de falas bem colocadas que dariam inveja em qualquer crítico de moda mais ríspido. E os gêmeos eram pura fofura, apesar de serem babões, quando abriam a boca era impossível não sorrir. Tudo só aumentou exponencialmente quando Edmure trouxe o Café, e ficamos todos brincando com ele na grande sala.
Edmure apenas olhava com um sorriso, apoiado na parede da sala, enquanto todos me cercavam. Bryan, o mais enérgico de todos, se jogou ao meu lado ofegante, com Café no colo, depois de uma corrida entre todos para ver quem o pegava primeiro. Café pelo jeito se divertia naquela casa.
— Ai cara, você é tão legal! — Ele anunciou para mim com um sorriso. Frederic, o gêmeo que babava mais, veio na minha direção e eu o sentei em meu colo, afagando seus cabelos acaju enquanto ele ria. Abri um sorriso para Bryan.
— Valeu. — Eu disse, e Denna se colocou na nossa frente, botando as mãos na cinturinha.
— Sabia que ele sabe todas as marcas de roupa do mundo? O pai dele é tipo o dono de Paris. — Disse, tentando chamar a atenção, e eu ri com todo aquele fanatismo. Bryan me encarou com o rosto admirado.
— Sério? O que mais você sabe fazer? — Ele perguntou, soltando Café. Christian se ajoelhou e pegou o cachorro, acariciando a sua cabeça, enquanto Gustav se colocava ao lado dele.
— Ele cozinha não é? — Falou, erguendo os olhos para mim com um sorriso, e eu anui. Ele parecia bastante com o Edmure também. — O Edmure me contou. Ele disse que você é tipo um top chef.
Acabei com abrir mais o sorriso e virar meu pescoço para ver Edmure com um sorriso gigante atrás de mim, apoiado de lado na parede, com os braços cruzados. Com aquele sorriso, ficava ainda mais lindo que o normal. Ele parecia admirar a cena.
— Seu irmão é exagerado... — Soltei, voltando a encará-los.
— É porque ele não sabe fazer nada demais, só uns sons de peido com a mão. — Christan falou, revirando os olhos, e eu ri, enquanto Gustav gargalhava ao dar a mão para Café lamber.
— Uou! Isso quer dizer que você sabe fazer brigadeiro e biscoitos e pipoca doce? — Bryan perguntou admirado, e Frederic soltou um gritinho animado no meu colo, balançando as mãos e repetindo “brigadeiro!”. Anui novamente, e Denna ergueu as sobrancelhas.
— Sua namorada deve ser feliz, comendo pipoca e brigadeiro o dia inteiro! — Ela falou animada, e se sentou na minha frente.
— Eu não tenho namorada. — Falei com um sorriso. — Mas posso fazer brigadeiro pra vocês depois. — Brigadeiro era uma das receitas mais fáceis da terra, e deliciosa também. Seria divertido cozinhar com aquelas crianças mais tarde.
Chirstian me encarou como se eu fosse um ser divino, com a boca aberta, e Denna pulou em mim, enquanto Frederic pulava em meu colo, animado. A garotinha envolveu meu pescoço com os braços.
— Ah sério?! Eu namoraria você se você não fosse tão velho! — Ela falou animada, beijando meu rosto, e eu dei uma risada, encantado com aquelas crianças tão especiais.
— Crianças, os pais de vocês chegaram! — Anunciou a voz da governanta, que entrara na sala com um sorriso doce em lábios, e eu vi todos pularem animados.
— Ah, papai vai adorar você! — Christian gritou, se levantando de um pulo, e os outros também ficaram de pé, começando a correr para encontrar com os pais na porta. Pelo jeito era algo que eles faziam com todas as pessoas que chegavam. — Sério, o Edmure nunca trouxe ninguém tão legal em casa!
Como um furacão que passa, eles saíram da sala todos animados, com gritos e o som de pés batendo no chão da casa. Café os seguiu com a língua de fora e latidos agudos, e eu me levantei sorrindo, enquanto a governanta deixava o cômodo com um sorriso admirado.
— Cara, deve ser uma algazarra morar aqui. — Falei para Edmure com um sorriso sincero nos lábios. Ele continuava apoiado na parede, e estava muito sexy com aquela pose toda e aquela blusa cinza.
— Você nem imagina. — Comentou, e se desencostou. Parei em sua frente, numa distância segura. Agora viria a parte foda do dia, conhecer seus pais. Pude ouvir a gritaria do outro lado da casa enquanto as crianças os recepcionavam. — É como um pequeno inferno, mas com anjinhos.
Sorri, e o encarei. Acho que conhecer a família dele só me deixou mais feliz.
Mesmo com todo o perigo de estarmos em sua casa, ele se aproximou um passo de mim e colocou uma mão na minha cintura. Arregalei os olhos quando ele se aproximou, sorrindo, e me puxou contra ele, fazendo eu colocar minhas mãos em seu peito.
— Edmure! — Exclamei baixo. — Seus pais...
— Ah, eles vão te amar. Você leva muito jeito com crianças. — Falou pra mim com um sorriso. — Estou feliz de ter arranjado um namorado que tem tanta simpatia. Quero ter uns dez filhos também.
Olhei em volta, mas estávamos sozinhos, e apertei minhas mãos em seu peito, nervoso, mas levemente excitado com aquela situação arriscada.
— Pára com isso... — Repreendi, mas ele se inclinou pra perto do meu rosto.
— Denna te amou, provavelmente vai estar apaixonada o resto da semana. — Anunciou, e eu acabei por arrepiar. — Todos eles vão ficar falando de você por semanas, nunca conheceram ninguém tão talentoso.
Sorri para ele.
— Ah, você peida com a mão, é um talento admirável. — Comentei em tom divertido, e ele riu, seus lábios rentes nos meus.
— Uma técnica de sedução que eu só uso com garotas muito difíceis, por isso você nunca viu... — Ele brincou, e em seguida colou seus lábios nos meus num beijo rápido, que me fez derreter. Mas foi rápido. — Vamos, agora você vai conhecer o Papai Prey e sua linda esposa. — Disse divertido, se afastando, mas afagando a minha cintura antes de dar um passo para trás. — Ele consegue arrotar o “ABC”.
Dei risada, e seguimos juntos para fora da sala. Estava sendo muito mais simples e divertido do que eu esperava.
Notas finais
Beijos!
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