Fascínio

33 Transparente


Notas iniciais
Véspera hoje e eu vou comer o peru que eu amo que só minha mamãe sabe fazer! UUUU! Feliz Natal pessoa linda que está lendo isso. Tudo de bom para ti, que ganhe muitos presentes e tenha uma festa Diva com sua família ou amigos, seja lá quem for que vai passar o Natal contigo. Felicidade!!! Agora fiquem com mais um capítulo:

O conde usava uma capa grossa com capuz que chegava a tocar no chão de tão longa, luvas de couro e botas caras, tudo preto. Havia se vestido assim para poder sair ao sol, mas ali dentro nada daquilo era necessário. Finn ainda o encarava surpreso, tentando controlar sua respiração e alerta a qualquer movimento do conde, e este se movia. Ele andava devagar, sem preocupação, contornando o corpo de Alan sem nem ligar para o morto a sua frente. Enquanto isso ele lambia a lâmina da espada que ele havia usado para matar o duque. Após lamber o sangue ele a embainhou.

– Conhece o conto da Chapeuzinho Vermelho? – Dizia o conde enquanto caminhava lentamente na direção de Anne. Ele parou do outro lado do caixão, sendo que o caixão era o que o separava de Finn. – Não? Ele foi feito no século XVII para um rei, mas isso não é importante. O importante é do que ele fala. Não está interessado em saber do quê?

– Fique longe dela. – Finn rosnou em resposta.

O conde revirou os olhos.

– O conto se trata de uma menina que saia para levar pão e leite para sua avó, mas na floresta veio o lobo mau e lhe indicou o caminho mais longo chegando primeiro na casa da vovó.

– E ele devorou as duas e fim da estória. – Respondeu Finn irritado.

– Então você conhece. – Sorriu o conde.

– Aonde pretende chegar com isso?

– O fim da garota era óbvio não? E não podia ser impedido. Era o destino dela.

– É o destino de Anne ser devorada pelo lobo mau? Você?

O conde não respondeu nem desfez o sorriso.

– Estou cansado de você! – Estourou o Finn. – Nos deixe em paz! Eu não entendo o que ganha com isso.

O conde abaixou os olhos para Anne, linda, perfeita como um anjo adormecido. Logo ela acordaria e Finn teria que ser mais rápido do que isso. Sem hesitar Finn puxou a estaca de madeira que carregava no bolso e tentou cravá-la no peito do conde distraído com a imagem de Anne – ao menos ele pareceu distraído.

Antes que Finn o acertasse ele puxou o corpo para trás desviando do golpe. Encarou Finn com um sorriso cético.

– Algumas pessoas são tolas o suficiente para me enfrentar. – Dizia o conde. – Mas você se superou.

O conde deu um passo para trás desaparecendo na escuridão. A luz do lampião no chão não iluminava muito. Finn se aproximou do lampião com cuidado, atento à qualquer som ou movimento. Sombra dentro de sombra. Ele pegou o lampião com cuidado e quando o ergueu o rosto do conde surgiu bem na sua frente. Ele deu um passo para trás surpreso, mas o conde o agarrou pelo pescoço e o puxou de volta. A estaca de madeira que Finn segurava escapou de sua mão.

– Eu estou perdendo minha paciência com você. – Os olhos do conde começaram a dilatar. Uma cor vermelha se espalhava por todo o olho como sangue espalhando-se em água. Até que seus olhos ficaram completamente vermelhos, sem branco ou negro, brilhavam de raiva. Sua voz engrossava conforme falava até se parecer com um demônio. – Você só serve para me distrair. Eu quero que saiba que não o matei e não o matarei somente porque você me será útil mais tarde, até lá, se gosta da sua vida ou da vida da doce Caroline...

Finn arregalou os olhos quando ouviu o nome dela.

– Como você... – Ele não conseguia respirar direito. As mãos do conde apertava seu pescoço impedindo a passagem de ar e o levantava do chão de forma que não conseguia encostar os pés no solo para tentar correr. Não conseguia pensar muito além da vontade imensa que tinha de respirar.

– Eu sei de tudo sobre você meu caro. – Ele soltou uma risada maligna. – Sei dos seus encontros com Anne à noite. Da ida de vocês dois a um padre e depois a um maldito Helsing. Estavam me investigando, coitados... Eu sei também da sua noiva. Que mulher infeliz, nem casou e já é traída.

Finn se debatia. Chutava o infeliz que continuava agindo como se não sentisse nada.

– Os seres humanos... São tão patéticos. Eles amam e dedicam sua essência a este sentimento que mal compreendem. Isso vos torna fracos e insignificantes. Eu já fui como você Finnick, tolo e apaixonado, e agora olhe para mim. – Finn continuava se debatendo. – OLHE PARA MIM!

Finn parou quando escutou o grito do conde, a voz de um demônio. Abriu os olhos e encarou a criatura amaldiçoada diante de si. Ele não podia deixar que Anne se tornasse aquilo. Mesmo sendo fraco ele lutaria até o fim. Era isso que o faria forte, era isso que fazia os humanos serem fortes. Eles amavam, e lutavam por isso até o fim, até a última respiração. Pois se não houvesse amor que sentido teria a vida? Eles nasciam para morrer. Não, nasciam para amar e viver e aquele monstro não entendia mais isso.

Finn se lembrou de algo e o puxou do cinto. Um crucifixo de madeira de 25 centímetros. Ele esfregou na cara do conde fazendo sair fumaça. O conde se afastou esfregando o rosto.

Finn manteve-se segurando o crucifixo na direção do vampiro e com a mão livre o lampião.

– Seu... – A queimadura no rosto do conde ia desaparecendo lentamente. O conde avançou na direção de Finn e segurou o crucifixo. Finn assistia horrorizado. Mesmo queimando a mão do infeliz ele não largava, até começou a rir. Então o crucifixo de madeira começou a pegar fogo forçando Finn a soltá-lo. O conde segurou rindo, até que o objeto desfez-se em cinzas.

– Achou mesmo que isso poderia me deter?

Finn não disse nada.

– Acho que mudei de ideia agora. Não ligo mais para você. É só um peão no meu tabuleiro de xadrez e eu decidi que devo sacrificá-lo.

O vampiro avançou na direção de Finn sorrindo com as presas à mostra.

Notas finais
Beijo pessoas!!!