Fantasy
13 Capítulo 13 - A Voz
Notas iniciais
Aurey
Sinceramente? Isso é bizarro.
Tudo isso; em um momento ao outro, eu acordo. Em um acampamento de semideuses romanos. Eu não deveria estar aqui. Minha chance já acabou. Eu... Morri. Deveria estar aqui a outra eu. A Aurea, mas, aqui estou eu.
O que aconteceu com Aurea? Bem, certamente, algo deu errado. Deveria ser a chance dela. Eu mal sei o que aconteceu com ela...
Ok, isso também é bizarro. Eu estou falando de mim em segunda pessoa.
– Aurey? — alguém chamou, me trazendo de volta a realidade.
Murmurei algo como han? e vi Hazel a minha frente. Ela acenava a mão e tinha uma expressão séria em seu rosto.
– Nós temos uma solução! — ela disse, me fazendo totalmente despertar. — Sabemos como fazer voltar para o seu Acampamento!
– Qual? — pergunto esperançosa. Sinto dor em minha cabeça, muito forte. Fecho meus olhos com força e abaixo minha cabeça. Fico assim por uns minutos.
– Você está bem? — ela pergunta.
Assim, abro meus olhos e a encaro. Acho que tudo isso é efeito de eu estar aqui.
– Desculpe. Estou. — digo. — Ahm, pode continuar.
Ela suspira.
– Jason já esteve no seu acampamento. — diz Hazel. — Ele pode ajudar.
Eu sorrio.
– Que bom. — comento. — Você já esteve lá?
Ela parece confusa.
– Na verdade, sim. Uma vez, mas já faz tempo. — Hazel diz risonha. — Mas eu não lembro nem como cheguei lá.
– Com licença? — Uma voz feminina diz atrás de mim, e Hazel fica assustada. Viro para trás confusa, e uma menina com olhar duro nos encara. — Eu ouvi isso certo? Uma grega? — ela ri. Ela está usando uma túnica romana roxa com detalhes dourados sob uma blusa roxa igual a de Hazel. Em seus cabelos negro há uma grande trança. — Mais um. Dessa vez, vocês não escapam.
Ela andou em nossa direção calmamente. Hazel me encarou, e formou apenas uma palavra.
– Corre! — ela gritou. Eu olhei ao meu redor. Havia campistas em todos os lados! Não há para onde ir...
Então achei um lugar onde parecia um início de uma floresta. A menina romana estava se aproximando, então antes que ela chegasse, corri para o lugar.
Antes de chegar na entrada da floresta, tive que parar quando vi um grande riacho. Ele cercava o lugar todo, então eu teria que o atravessar.
Não há problema. Sou filha de Poseidon. Não tenho problemas com água. — Pensei.
Eu me aproximei do riacho e encarei a água.
Antes que pude entrar, alguém gritou.
– Não!
Virei para trás rapidamente. Não tinha ninguém lá, mas senti frio. O lugar ficou mais escuro.
– Não entre ai! — a pessoa que antes gritou, disse separadamente. — Não entre!
O frio aumentou juntamente da escuridão. Ainda não havia ninguém, mas senti melhor não desafiar essa voz. Mas, quem se importa?
– O que acontece se eu entrar? — pergunto. Na mesma hora, sinto um tipo de soco em minha cabeça, e eu caio em direção oposta do riacho.
– Você não vai atrapalhar meus planos. — a voz disse friamente. — E muito menos me desafiar. Sinta-se avisada.
Eu não desisto. Então ameaço correr ao riacho.
– Oh meus deuses! — a voz diz irritada. Não sei porque, mas me dá vontade de rir. — Você realmente quer sair daqui? Aqui vai.
Me sinto chutada. Literalmente. Em um segundo, eu me deparei do outro lado do riacho.
– Mal importa. — a Voz diz. — Você não irá conseguir sair. Pelo menos não vão vir aqui. Viu? Estou te ajudando. Apenas não entre nesse riacho...
...Ou você morrerá. — a Voz diz, e então o frio some, mas a escuridão continua.
Sigo em frente, para a floresta. No momento que dou três passos, algo não me deixa passar, e vejo algo como um campo de força.
– A grega está ali! — ouço atrás de mim.
Vejo vários romanos se aproximando armados. Incluindo aquela menina de antes. Isso me faz recuar, mas pateticamente, bato no campo de força.
– Will, traga ela para cá. — a menina diz.
– É claro, Reyna. — o menino, Will acho, diz para a menina, que pelo jeito, chama-se Reyna.
Bem, é agora. Eles vão me pegar.
Will entra no riacho, segurando uma grande espada. A que certamente irá me obrigara a ir até os romanos.
Um trovão cai uma árvore próxima, e a eletricidade me assusta. Me dá um choque de leve, mas não foi nada que machuca. Ninguém grita, exceto Will.
Ele grita apavorado, e em um segundo, ela cai para trás. Will desaparece no meio da água. Os romanos parecem assustados, mas ao mesmo tempo não ligam.
– Bem... — alguém diz; A Voz. O lugar fica frio, e a escuridão só aumenta. — Acho que vocês não devem entrar ai. Ou, morrerão, igual a ele.
Fale com o autor